22 mar 2016

Confira quatro passos para cortar custos da sua empresa sem perder a eficiência

 

Com uma crise econômica sem previsão para terminar, muitas empresas buscam soluções para cortar custos e garantir sua sobrevivência. O grande desafio é conseguir fazer isso sem que a eficiência do negócio seja prejudicada.

 

O professor de estratégia da Educação Executiva do Insper, Carlos Caldeira, explica que muitos empreendedores não sabem como reduzir os custos da forma correta: “Às vezes, a empresa corta o táxi e o cafezinho sendo que tem coisas muito mais caras que podem ser cortadas”, diz.

 

José Sarkis Arakelian, professor da Faculdade de Administração da FAAP, afirma que é muito comum se preocupar mais com a parte de vendas e acabar esquecendo dos gastos. “É preciso parar e reavaliar. Comece checando os custos e veja quais ainda são necessários e quais precisam ser redimensionados”. Caldeira e Sarkis listaram os aspectos mais importantes para se considerar na hora de cortar custos e não perder a eficiência:

 

1. Automação

De acordo com Caldeira, é sempre bom fazer um projeto de aumento de eficiência produtiva. Muitas empresas têm custos que não farão nenhuma diferença para sua eficiência e desenvolvimento. Por exemplo, alguns processos e etapas são desnecessários para a realização de determinadas tarefas. “A automação é uma boa saída para reduzir custos. Ela resolve problemas de contratação”, afirma.

 

2. Terceirização

Esse é um caso que merece atenção e uma reavaliação. “Às vezes, valia a pena terceirizar um serviço, mas não agora”, diz Caldeira. Ele ainda afirma que o processo contrário também pode ser mais vantajoso. Não é raro que uma atividade interna seja bem mais cara do que se um terceiro a realizasse. A decisão entre terceirização ou internalização de um serviço mudam de caso em caso.

 

3. Fornecedores

“O mercado não está favorável para ninguém. Todos os tipos de empresas estão tendo que reavaliar seus custos”, afirma Arakelian. É preciso contatar os fornecedores da empresa e tentar algum tipo de renegociação e um possível desconto nos produtos e serviços. Além disso, essa também é uma boa hora para ir atrás de novos fornecedores, que também estão em busca de novos clientes.

 

4. Custos financeiros

Segundo Caldeira, os pequenos e médios empreendedores ainda têm dificuldade para entender os custos associados ao capital de giro. “É algo praticamente invisível. Muitas empresas percebem que estão perdendo dinheiro, mas nem sabem apontar o porquê”, diz. É preciso ter uma gestão cuidadosa dos estoques – que não podem ser muito grandes – e prestar atenção no prazo de recebimento dos produtos. Quanto maior o prazo de entrega de um fornecedor, maior é o custo da empresa, que deve ter capital de giro suficiente para suprir esse período.

 

Via: FCDL Santa Catarina