16 dez 2014

Índice da FGV indica piora no ambiente de negócios

O fraco desempenho econômico afetou os investimentos das empresas neste ano. Foto: Divulgação

O fraco desempenho econômico afetou os investimentos das empresas neste ano. Foto: Divulgação

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas divulgou hoje, dia 16, os resultados da Sondagem de Investimentos, pesquisa realizada em diversos setores empresariais ao longo do bimestre outubro-novembro. As avaliações sobre a evolução dos investimentos em 2014 retratam a piora do ambiente de negócios neste ano na comparação com 2013.

Na Indústria de Transformação, 38% das empresas reportaram aumento do investimento produtivo e 31%, diminuição. A diferença de 7 pontos percentuais (p.p.) é inferior à observada há um ano, de 15 pontos percentuais. No setor de Serviços, houve movimento semelhante: 36% das empresas informaram aumento nos investimentos no corrente ano em relação a 2013, e 15%, redução, uma diferença de 21 pontos percentuais. Há um ano, a diferença havia sido de 31 pontos percentuais.

No Comércio, foi registrado o maior percentual de empresas indicando aumento nos investimentos em 2014 (42%) e o menor percentual de empresas informando redução (12%), uma diferença de 30 pontos percentuais. Mas, quando comparados ao saldo de 43 p.p. do ano passado, os números mostram a mesma tendência à perda de dinamismo observada nos outros setores. O pior resultado setorial foi o da Construção. Neste setor, 26% das empresas perceberam aumento dos investimentos em relação ao ano passado, e 24% diminuição, compondo um saldo de apenas 2 pontos percentuais. Há um ano, essa diferença havia sido de 16 pontos percentuais.

Já o fraco desempenho econômico atual e as incertezas em relação a 2015 se refletem nas previsões das empresas para a realização de investimentos no ano que vem. Entre as empresas industriais, 41% programam ampliação dos investimentos, contra 47% que previam o mesmo no 4º trimestre do ano passado. A parcela das que projetam diminuição de investimentos ficou praticamente estável, ao passar de 19% para 18% no mesmo período.

Em Serviços, 45% projetam aumentar os investimentos produtivos no próximo ano, número inferior aos 48% que projetavam o mesmo no ano anterior. O percentual de empresas que projetam diminuição de investimentos também variou ligeiramente, ao subir de 7% para 8%, nas projeções para 2014 e 2015, respectivamente.

Assim como nas avaliações sobre o ano de 2014, o Comércio também lidera a intenção de investimentos para 2015, com 52% das empresas prevendo aumento de investimentos e 8% reportando a intenção de reduzi-los. Ainda assim, a perda de ímpeto é relevante: ao final de 2013, 63% projetavam ampliar e apenas 3% das empresas comerciais previam redução em 2014. No setor da Construção, 34% projetam aumento dos investimentos em 2015, uma redução de mais de 10 pontos percentuais em relação aos 45% registrados nas previsões feitas ao final do ano passado. As empresas que planejam diminuir os investimentos em 2015 totalizam 21%; no ano passado eram de apenas 11% do total.

No 4º trimestre de 2014, as empresas também foram consultadas sobre o grau de certeza com que projetam seus planos de investimentos para 2015. No setor industrial, 45% das empresas estão certas em relação ao programa de investimentos para o ano seguinte enquanto 17% reportam incerteza.

Os resultados do setor Comércio são próximos aos da Indústria: o percentual de empresas que avaliam como certa a realização do plano de investimentos ficou em 40%, contra 20% das que o classificam como incerto. No setor Serviços, há ainda mais indefinição: 27% das empresas estão certas e 26% indicam incerteza.

Na Construção, ocorre o maior grau de incerteza: neste setor, o percentual de empresas que consideram o plano de investimentos para o ano que vem como certo, é inferior ao das que o julgam incerto (29%). (FGV/Ibre)

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Via: economiasc.com.br