
O grupo irá discutir ações nas áreas de qualidade do leite e gestão industrial. Foto: Divulgação
Lideranças do agronegócio de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná estão hoje, dia 8, em Curitiba, para reunião de trabalho da Aliança Láctea Sul Brasileira. Durante o encontro, os cinco grupos temáticos apresentarão ações práticas para melhoria da cadeia produtiva do leite dos três estados do sul.
As propostas apresentadas serão voltadas para a qualidade do leite e os programas de pagamento por qualidade, a transferência de tecnologia, assistência técnica e qualificação, a sanidade e inspeção, a gestão industrial e de transporte e a política tributária e desenvolvimento de mercado.
O grupo temático que estuda a qualidade do leite e os programas de pagamento por qualidade trará sugestões para orientar os produtores a produzirem leite com mais qualidade, a melhorarem os sistemas de refrigeração nas propriedades e no transporte e ações voltadas também para a indústria.
As sugestões na área de sanidade animal terão como prioridade ações para o controle da brucelose e tuberculose no rebanho bovino. Paraná e Rio Grande do Sul buscam também erradicar a febre aftosa. Santa Catarina é o único estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal.
O terceiro grupo temático fará propostas de medidas que aumentem a oferta de conhecimento aos produtores rurais, tanto pelos governos estaduais e municipais quanto pelas empresas. Segundo o secretário da Agricultura de Santa Catarina, Airton Spies, o produtor deve ser orientado a produzir mais pastagens com pastos de melhor qualidade, o uso de genética e manejo adequados, além de investir na infraestrutura na propriedade.
Para aumentar a competitividade do leite e reduzir custos, o grupo que estuda a gestão industrial e transporte falará sobre ações para otimizar o transporte do leite e a transformação do leite em produtos de valor agregado. As questões tributárias serão discutidas para que os impostos não sejam um critério diferenciador de competitividade entre Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.
O secretário Airton Spies acredita que essas ações irão resultar num setor lácteo ainda mais competitivo e profissionalizado. Atualmente, a produção de leite é a atividade agropecuária que mais cresce na região Sul, com 300 mil produtores que produzem cerca de 11,3 bilhões de litros de leite por ano. “Há uma estimativa de crescimento a taxas bem altas, podendo chegar a 19,5 bilhões de litros até 2020. Ou seja, 70% a mais do que produzimos hoje”, afirma Spies.
Com investimentos na profissionalização do setor lácteo e na qualidade do leite, a Aliança Láctea Sul Brasileira quer fazer do leite mais uma estrela do agronegócio da região sul. “Essas medidas vêm para melhorar ainda mais um setor que já melhorou muito. Hoje em Santa Catarina a produção de leite é de um padrão de qualidade muito bom, nossa produção é feita majoritariamente por indústrias que operam dentro da legalidade e da normalidade e que buscam a qualidade por todos os meios”, ressalta Airton Spies.
Santa Catarina se destaca como o quinto produtor nacional de leite, com uma taxa de crescimento médio de 8,6% ao ano é responsável por 7,9% da produção do Brasil. Com 80 mil famílias rurais envolvidas, a produção de leite está localizada, principalmente, em pequenas propriedades de agricultores familiares, ou seja, mais de 60% das propriedades tem área total menor que 20 hectares.
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Via: economiasc.com.br