15 dez 2014

Em 2015 descentralização será prioridade em SC

Glauco José Côrte, acredita que a partir do segundo semestre de 2015,  pode haver uma melhora no crescimento econômico do país. Foto: Marcelo Passamai

Glauco José Côrte, acredita que a partir do segundo semestre de 2015, pode haver uma melhora no crescimento econômico do país. Foto: Marcelo Passamai

Marcelo Passamai

Fechando 2014, com uma avaliação nada otimista, “mas longe de ser desesperadora”, o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte, acredita que em 2015, a partir do segundo semestre, pode haver uma melhora no crescimento econômico do país, mas com muita atenção. Segundo ele, mesmo que a nova equipe econômica, a ser empossada em janeiro, tenha sinalizado que o próximo ano será marcado pelo fortalecimento de uma política monetária restritiva, projeções do Banco Central apontam manutenção das taxas de juros em níveis elevados ao longo de 2015.

Com a perspectiva de câmbio valorizado, as indústrias que vendem para o exterior podem ter oportunidades de crescimento. Em especial as dos setores de carnes, máquinas e equipamentos, máquinas e materiais elétricos, madeira, móveis e fumo.

Assim, Glauco disse com exclusividade ao Portal EconomiaSC que está montando uma agenda especial para o próximo ano. Mas o mais importante, segundo Glauco José Côrte, é prosseguir com o programa de descentralização das atividades da Fiesc. Ele disse que está sendo melhorada a estrutura de todos as vice-presidências regionais da instituição. “Temos insistido muito nessa modernização, pois somos nós que temos que sair de Florianópolis para ir onde a indústria está e os nossos vice-presidente podem ter uma ação mais direta em cada região do Estado”.

Como um dos primeiros atos no ano que se inicia, o presidente da Fiesc quer concluir o Programa de Desenvolvimento da Indústria Catarinense. “Faltam apenas alguns setores para fecharmos esse estudo”, informa. Glauco também disse que também será iniciado um instituto novo ligado a Fiesc, que é o Instituto Sesi de Inovação, Saúde e Segurança do Trabalhador na Indústria. “Este será um instituto pioneiro no Brasil. Serão seis Institutos desse tipo no Brasil, incluindo em Santa Catarina”, informa. Segundo ele, está sendo também avaliado pela diretoria da Fiesc o nome do futuro diretor do Senai/SC. “Estamos avaliando diversos nomes, inclusive com pratas da casa. Queremos dar um incentivo maior a educação”, completa.

Ainda nesse mês de dezembro o presidente pretende ir à Brasília, participar no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, de uma reunião sobre a situação do setor leiteiro. Glauco, também relatou que todo o final de ano existe uma queda acentuada da taxa de emprego na indústria catarinense e que para 2015, ele pretende buscar também no Ministério do Trabalho, uma forma de haver uma maneira de liberar o Fundo de Garantia ou de ter um prazo maio de recolhimento de impostos. Segundo ele, isso ajudaria a diminuir as demissões nesse período.

Desafios para a indústria catarinense – Para Glauco José Côrte, a indústria de Santa Catarina vai continuar com alguns desafios que vêm de anos atrás. O primeiro citado por ele é a falta de estrutura física para o transporte. Isso aumenta e muito o custo de logística das indústrias, que acabam sobretaxando os preços. “Precisamos resolver essa questão rodoviária. A BR-101 ainda não foi duplicada completamente para o Sul do Estado e para o Norte, já está com um gargalo, principalmente na região de Itajaí”, analisa.

Outro problema apontado pelo presidente da Fiesc é a crise que se estabeleceu na Petrobrás. “Podemos ter problemas de abastecimento, de fornecimento de energia e que poderá trazer consequências graves. A ampliação do Pólo de Itajaí por exemplo, poderá atrasar, o que é uma preocupação”, afirma.

Ainda sobre energia, Glauco disse que o fornecimento de gás natural também ainda é um problema. Esse ano foi possível terminar um estudo sobre a demanda da energia na região Sul. O que deverá ser feito é uma ampliação da compressão do Gasoduto Brasil/Bolívia, para garantir esse fornecimento. Esse estudo será entregue em Brasília, no ministério de Minas e Energia ainda esta semana.

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Via: economiasc.com.br