{"id":8517,"date":"2017-02-03T14:00:29","date_gmt":"2017-02-03T16:00:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/?p=8517"},"modified":"2017-02-03T11:52:48","modified_gmt":"2017-02-03T13:52:48","slug":"3-fatos-sobre-o-futuro-do-varejo-que-precisa-ser-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/3-fatos-sobre-o-futuro-do-varejo-que-precisa-ser-digital\/","title":{"rendered":"3 FATOS SOBRE O FUTURO DO VAREJO \u2013 QUE PRECISA SER DIGITAL"},"content":{"rendered":"<h4 class=\"post-title h2\">Durante a P\u00f3s NRF 2017, Eduardo Terra, s\u00f3cio da BTR Varese, destaca os conceitos decisivos para o setor sobreviver na era digital. Confira<\/h4>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-8518\" src=\"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/futuro-varejo-digital-pos-nrf-300x206.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"206\" srcset=\"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/futuro-varejo-digital-pos-nrf-300x206.jpg 300w, https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/futuro-varejo-digital-pos-nrf-600x412.jpg 600w, https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/futuro-varejo-digital-pos-nrf-250x172.jpg 250w, https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/futuro-varejo-digital-pos-nrf-160x110.jpg 160w, https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/futuro-varejo-digital-pos-nrf.jpg 615w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><strong>T<\/strong>odo ano, durante a NRF (National Retail Federation), o maior evento de varejo do mundo, o setor para por um momento para prestar aten\u00e7\u00e3o em todas as possibilidades que o futuro traz. Em 2017, n\u00e3o foi diferente. E mais: para Eduardo Terra, s\u00f3cio da BTR Varese, este ano os temas estavam ainda mais voltados aos desafios que o setor enfrenta, com temas mais ligados a din\u00e2mica do dia a dia e discuss\u00f5es \u201cp\u00e9 no ch\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Durante o P\u00f3s NRF 2017, realizado pela entidade com apoio da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), o especialista destacou suas tr\u00eas conclus\u00f5es principais baseadas em sua experi\u00eancia na feira. Confira:<\/p>\n<p><strong>1- Um novo mapa<\/strong><\/p>\n<p>Para Terra, acontecer\u00e1 uma reorganiza\u00e7\u00e3o do varejo como conhecemos. Ele cita, por exemplo, que a Amazon chegou ao Top 10 do ranking de 250 maiores varejistas do mundo, realizado pela Deloitte \u2013 e a previs\u00e3o \u00e9 que ela se torne a segunda maior empresa de varejo do mundo nos pr\u00f3ximos dois ou tr\u00eas anos. \u201cEra um player que estava no Top 50 e chegou ao Top 10. E, hoje, a participa\u00e7\u00e3o da Amazon no mercado fora dos Estados Unidos est\u00e1 acima da participa\u00e7\u00e3o do Walmart\u201d, destaca.<\/p>\n<p>A globaliza\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o, torna-se um tema relevante para o setor. \u201cO varejo n\u00e3o \u00e9 uma ind\u00fastria global, se olharmos as diversas ind\u00fastrias de economia mundial (bancos, minera\u00e7\u00e3o, etc), o varejo \u00e9 uma das menos globais. E isso est\u00e1 ganhando muita for\u00e7a\u201d, analisa.<\/p>\n<p>Atualmente, as empresas que conseguem atuar fora de seu pa\u00eds de origem s\u00e3o, em sua maioria, de moda e luxo, e geralmente chegam a outra na\u00e7\u00e3o com a proposta de levar produtos diferenciados e exclusivos, o que tem dado bastante certo. O setor de supermercados, por exemplo, enfrenta mais dificuldades, principalmente em mercados com forte atua\u00e7\u00e3o regional, como no Brasil.<\/p>\n<p><strong>O e-commerce \u00e9 para valer<\/strong><\/p>\n<p>Com a globaliza\u00e7\u00e3o, uma nova quest\u00e3o ganha realce: o com\u00e9rcio eletr\u00f4nico est\u00e1 cada vez maior e n\u00e3o \u00e9 mais simplesmente um \u201cpedacinho\u201d do varejo. No mercado chin\u00eas, ele j\u00e1 chega a quase 20%, conforme recorda o executivo. \u201cNas agendas de com\u00e9rcio exterior, hoje, o e-commerce tem aparecido com uma for\u00e7a que o Brasil muitas vezes n\u00e3o est\u00e1 preparado para conversar. Lembrando que internacionalizar uma opera\u00e7\u00e3o de e-commerce \u00e9 muito mais f\u00e1cil do que um varejo f\u00edsico\u201d, garante.<\/p>\n<p>Para exemplificar, Terra aponta a Tesco, s\u00edmbolo do varejo tradicional, que j\u00e1 faz 17% das suas vendas pela internet. Os players nacionais precisam estudar essa possibilidade com cautela: enquanto o e-commerce \u00e9 10% do varejo norte-americano, aqui chega aos 3,3%.<\/p>\n<p>Para os mais c\u00e9ticos, alguns dados n\u00e3o deixam d\u00favidas: a Amazon, que come\u00e7ou no digital e come\u00e7a seus passos no f\u00edsico, vale, hoje, US$ 370 bilh\u00f5es, enquanto o Walmart vale US$ 200 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>2- As tais tecnologias<\/strong><\/p>\n<p>Terra descreve que, durante a NRF, \u00e9 natural ver muitas tecnologias diferentes, que levantam muitas possibilidades \u2013 e as vezes elas s\u00e3o distantes. Neste ano, por\u00e9m, muitos conceitos emergentes foram apresentados com a ideia de que sim, \u00e9 poss\u00edvel lev\u00e1-los para a realidade cotidiana. O executivo destaca:<\/p>\n<ul>\n<li>Realidade virtual \u2013 um case do Esselunga, apresentado na feira, demonstrou uma compra de mercado totalmente feita via \u00f3culos de realidade virtual, no qual um assistente virtual auxilia o consumidor demonstrando os produtos, destacando pre\u00e7os, promo\u00e7\u00f5es e at\u00e9 a lista de ingredientes necess\u00e1rios para uma determinada receita;<\/li>\n<li>Realidade aumentada \u2013 um conceito que se massificou com Pok\u00e9mon Go e j\u00e1 est\u00e1 alterando a forma de comprar m\u00f3veis online, por exemplo. Com uma ferramenta, o cliente analisa se o produto fica bem onde quer que ele queira colocar;<\/li>\n<li>Rob\u00f4s \u2013 a novidade menos nova, mas que demonstrou novas possibilidades durante a NRF 2017. Por exemplo, um rob\u00f4 que trabalha como seguran\u00e7a de estacionamento, fazendo o scanner de rostos, placas de carros e at\u00e9 cheiros (para identificar explosivos) e sons (no caso de arrombamentos). Ou mesmo o Pepper, o rob\u00f4zinho atendente que faz o primeiro contato com o cliente, entendendo o que ele precisa na loja, para depois indic\u00e1-lo para um vendedor;<\/li>\n<li>Mapas de calor \u2013 com c\u00e2meras e at\u00e9 por wi-fi \u00e9 poss\u00edvel entender por onde o cliente anda e quais s\u00e3o os poss\u00edveis pontos de ruptura, nos quais s\u00e3o necess\u00e1rias aten\u00e7\u00f5es especiais. \u201cEm at\u00e9 no m\u00e1ximo cinco anos, os clientes entrar\u00e3o nas lojas com o celular na m\u00e3o utilizando seu aplicativo ou simplesmente esperando as informa\u00e7\u00f5es da loja\u201d, explica Terra.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>3- Chegando ao pr\u00f3ximo passo<\/strong><\/p>\n<p>Terra conta que uma frase o marcou durante a feira: \u201cData is the new oil\u201d, ou, dados s\u00e3o o novo petr\u00f3leo. \u201cToda vez que um americano fala que algo \u00e9 o novo petr\u00f3leo \u00e9 porque aquilo vai gerar muito dinheiro\u201d, brinca, \u201cMas a grande quest\u00e3o \u00e9 que o petr\u00f3leo precisa ser encontrado, extra\u00eddo, refinado e a\u00ed sim distribu\u00eddo para o uso certo para que gere riqueza. Assim s\u00e3o os dados\u201d.<\/p>\n<p>Em sua vis\u00e3o, hoje vivemos uma grande ruptura. O Big Data depende de um ciclo:<\/p>\n<p>Coleta =&gt; Informa\u00e7\u00e3o =&gt; Decis\u00e3o =&gt; A\u00e7\u00e3o =&gt; Resultados<\/p>\n<p>O desafio de coleta foi superado h\u00e1 alguns anos. Por\u00e9m, paramos na parte da decis\u00e3o. \u201cTemos diversas informa\u00e7\u00f5es o tempo todo, estoque, pre\u00e7o, ruptura, mas quanto dela realmente se torna a\u00e7\u00e3o?\u201d, questiona. Seja por falta de cultura ou por falta de pessoas qualificadas, em sua vis\u00e3o, o varejo ainda n\u00e3o utiliza dados de forma inteligente para tomar decis\u00f5es mais precisas.<\/p>\n<p>O que nos faz chegar a outra grande onda: o machine learning. \u201cO Analytics vai se tornar motor de decis\u00e3o. N\u00e3o vou mais receber relat\u00f3rios, passo a ser provocado por motores de decis\u00e3o. N\u00f3s caminhamos pra um mundo de decis\u00f5es baseadas em algoritmos. As decis\u00f5es das empresas, varejo, marketing, n\u00e3o ser\u00e3o mais baseadas em opini\u00e3o\u201d, destaca. N\u00e3o ser\u00e3o e n\u00e3o poder\u00e3o mais se basear em opini\u00e3o. Como Terra uma vez viu em um dashboard na sede do Google: Data beats opinion.<\/p>\n<p>E fica a pergunta: a cultura da sua empresa \u00e9 baseada em opini\u00e3o ou em dados? Nenhum banco, hoje, toma decis\u00f5es sem consultar dados. Para o varejo precisa ser a mesma coisa \u2013 e r\u00e1pido.<\/p>\n<p>Fonte: NOVAREJO.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante a P\u00f3s NRF 2017, Eduardo Terra, s\u00f3cio da BTR Varese, destaca os conceitos decisivos para o setor sobreviver na era digital. Confira Todo ano, durante a NRF (National Retail Federation), o maior evento de varejo do mundo, o setor para por um momento para prestar aten\u00e7\u00e3o em todas as possibilidades que o futuro traz. 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