{"id":8435,"date":"2017-01-05T10:36:27","date_gmt":"2017-01-05T12:36:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/?p=8435"},"modified":"2017-01-05T10:36:27","modified_gmt":"2017-01-05T12:36:27","slug":"sete-fatores-de-alivio-para-economia-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/sete-fatores-de-alivio-para-economia-em-2017\/","title":{"rendered":"Sete fatores de al\u00edvio para economia em 2017"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-8436\" src=\"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/economia-620x330-300x160.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"160\" srcset=\"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/economia-620x330-300x160.jpg 300w, https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/economia-620x330-600x319.jpg 600w, https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/economia-620x330-250x133.jpg 250w, https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/economia-620x330.jpg 620w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Apesar da ducha fria da piora das previs\u00f5es para o crescimento, o mercado est\u00e1 longe de ver apenas um vale de l\u00e1grimas na economia em 2017.<\/p>\n<p>A queda da infla\u00e7\u00e3o e consequentes cortes mais acelerados dos juros devem ser os principais fatores a diferenciar este ano do anterior.<\/p>\n<p>Mesmo o PIB, caso confirme as estimativas de expans\u00e3o perto de zero, ainda estar\u00e1 trazendo algum alento, depois de dois anos de recess\u00e3o profunda.<\/p>\n<p>A confirma\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio tra\u00e7ado pelo mercado depender\u00e1 de o pa\u00eds superar testes importantes.<\/p>\n<p>No plano pol\u00edtico, o governo Temer ter\u00e1 de sobreviver aos riscos representados pela Lava Jato, preservando a for\u00e7a no Congresso para aprovar as reformas.<\/p>\n<p>No exterior, o governo de Donald Trump nos EUA ter\u00e1 de se revelar mais moderado do que sinalizado durante a campanha.<\/p>\n<p>A seguir, sete poss\u00edveis pontos de melhora no cen\u00e1rio econ\u00f4mico para este ano:<\/p>\n<p>1) Juros menores<br \/>\nCom a infla\u00e7\u00e3o convergindo para a meta, o mercado precifica cortes da Selic entre 0,50 pp e 0,75 pp para cada uma das pr\u00f3ximas quatro reuni\u00f5es do Copom.<\/p>\n<p>Para a reuni\u00e3o da pr\u00f3xima semana, a aposta majorit\u00e1ria \u00e9 em corte de meio ponto. Para o ano, o mercado projeta redu\u00e7\u00e3o de 3,50 ponto percentual, o que levaria a taxa Selic para 10,25%. Alguns economistas, contudo, preveem taxa Selic de um d\u00edgito ainda no final deste ano.<\/p>\n<p>2) Infla\u00e7\u00e3o na meta<br \/>\nA desacelera\u00e7\u00e3o da alta dos pre\u00e7os deve se acentuar, com o IPCA recuando de 6,38% em 2016 para 4,9% este ano, segundo os economistas. O BC projeta infla\u00e7\u00e3o entre 4,4% no cen\u00e1rio de refer\u00eancia e 4,7% no cen\u00e1rio de mercado.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de abrir espa\u00e7o ao corte de juros, a infla\u00e7\u00e3o perto da meta significa que o poder aquisitivo do consumidor sofrer\u00e1 menor eros\u00e3o pela alta dos pre\u00e7os do que nos anos anteriores.<\/p>\n<p>O IPCA foi de 6,41% em 2014 e 10,67% em 2015. Foram tr\u00eas anos com infla\u00e7\u00e3o perto ou acima do teto da meta, de 6,5%, o que amplificou o desconforto da popula\u00e7\u00e3o com a economia em recess\u00e3o e o desemprego acima de 11%.<\/p>\n<p>3) PIB estanca queda<br \/>\nA previs\u00e3o para o crescimento do PIB neste ano vem piorando desde setembro, anulando boa parte do otimismo gerado pelo impeachment de Dilma.<\/p>\n<p>Ainda assim, h\u00e1 sinais de estabiliza\u00e7\u00e3o das previs\u00f5es em torno de uma expans\u00e3o de 0,5%. Isso significa que a economia encontraria um piso ap\u00f3s dois anos de contra\u00e7\u00e3o superior a 3%. A recess\u00e3o durou mais do que o mercado esperava, mas poderia terminar em meados de 2017, preparando o terreno para a volta do crescimento em 2018.<\/p>\n<p>4) C\u00e2mbio mais est\u00e1vel<br \/>\nO d\u00f3lar disparou 6% em novembro com o susto provocado pela elei\u00e7\u00e3o de Donald Trump nos EUA.<\/p>\n<p>A maior parte desta alta, contudo, foi devolvida em dezembro, quando o d\u00f3lar caiu 3,9%, com os investidores apostando que o novo presidente americano possa n\u00e3o ser t\u00e3o radical quanto pareceu na campanha em termos de pr\u00e1ticas protecionistas e na expans\u00e3o fiscal, duas de suas bandeiras mais controvertidas.<\/p>\n<p>Outro motivo do al\u00edvio recente foi o fato de o governo Temer, a despeito das turbul\u00eancias da Lava Jato, ter conseguido avan\u00e7ar com as reformas.<\/p>\n<p>Estes dois fatores ainda ser\u00e3o testados no curto prazo, com a posse de Trump e o fim do recesso em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>A manuten\u00e7\u00e3o de um c\u00e2mbio est\u00e1vel poderia ajudar na recupera\u00e7\u00e3o da economia este ano ao refor\u00e7ar o controle da infla\u00e7\u00e3o, abrindo espa\u00e7o para o BC cortar mais os juros. Al\u00e9m disso, traria al\u00edvio ao balan\u00e7o de empresas endividadas em moeda estrangeira.<\/p>\n<p>5) Contas externas equilibradas<br \/>\nA balan\u00e7a comercial fechou 2016 com um super\u00e1vit comercial de US$ 47 bilh\u00f5es. Grande parte deste saldo, contudo, n\u00e3o pode ser comemorado, pois foi causado por uma queda intensa das importa\u00e7\u00f5es, devido \u00e0 recess\u00e3o.<\/p>\n<p>Para este ano, o governo espera um super\u00e1vit um pouco melhor, mas com uma composi\u00e7\u00e3o mais saud\u00e1vel, com aumento tanto das exporta\u00e7\u00f5es quanto das importa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mesmo em 2016, contudo, o saldo comercial ajudou reduzir drasticamente o d\u00e9ficit em conta corrente, que atingiu recorde de US$ 104 bi em 2014 e ficou em US$ 20 bilh\u00f5es em doze meses em novembro. O maior equil\u00edbrio nas contas externas, segundo analistas, \u00e9 um dos fatores por tr\u00e1s da maior estabilidade demonstrada pelo c\u00e2mbio nos \u00faltimos meses.<\/p>\n<p>6) Reformas<br \/>\nA manuten\u00e7\u00e3o do otimismo do mercado brasileiro est\u00e1 condicionada sobretudo \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o das reformas. A esperan\u00e7a dos investidores aumentou esta semana ap\u00f3s o presidente da C\u00e2mara, Rodrigo Maia, prever que a reforma da Previd\u00eancia estar\u00e1 completamente aprovada no Congresso at\u00e9 o fim deste semestre.<\/p>\n<p>Se isto se confirmar, ser\u00e1 uma aprova\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida do que o esperado. Muitos analistas do mercado vinham considerando que j\u00e1 seria positivo aprovar a reforma em meados do segundo semestre. Seria fundamental aprovar a mudan\u00e7a ainda este ano, pois 2018 ser\u00e1 ano de elei\u00e7\u00f5es, impr\u00f3prio para a discuss\u00e3o de temas impopulares como a idade m\u00ednima de aposentadoria.<\/p>\n<p>7) Commodities em alta<br \/>\nApesar do avan\u00e7o da agenda das reformas e do al\u00edvio, ainda provis\u00f3rio, com Trump nos EUA, um outro fator ajuda a explicar o bom momento do mercado brasileiro.<\/p>\n<p>As commodities, que ca\u00edram agudamente entre 2011 e 2015, voltaram a subir no ano passado. Foi um ganho moderado, de 11%, que rep\u00f4s apenas uma pequena parte das perdas anteriores, mas suficiente para trazer al\u00edvio a grandes empresas brasileiras, como a Vale e a Petrobras.<\/p>\n<p>Para que este bom desempenho das commodities se mantenha, ser\u00e1 necess\u00e1rio que Trump n\u00e3o gere sobressaltos nos EUA e, sobretudo, que a China, maior parceiro comercial do Brasil, consiga evitar uma desacelera\u00e7\u00e3o mais abrupta de seu crescimento.<\/p>\n<p>Fonte: Exame.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar da ducha fria da piora das previs\u00f5es para o crescimento, o mercado est\u00e1 longe de ver apenas um vale de l\u00e1grimas na economia em 2017. A queda da infla\u00e7\u00e3o e consequentes cortes mais acelerados dos juros devem ser os principais fatores a diferenciar este ano do anterior. 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