{"id":7447,"date":"2016-04-12T14:40:48","date_gmt":"2016-04-12T14:40:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/?p=7447"},"modified":"2016-04-12T14:48:33","modified_gmt":"2016-04-12T14:48:33","slug":"pesquisa-do-spc-aponta-que-86-dos-brasileiros-ajustaram-o-orcamento-para-enfrentar-a-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/pesquisa-do-spc-aponta-que-86-dos-brasileiros-ajustaram-o-orcamento-para-enfrentar-a-crise\/","title":{"rendered":"Pesquisa do SPC aponta que 86% dos brasileiros ajustaram o or\u00e7amento para enfrentar a crise."},"content":{"rendered":"<address style=\"color: #6d6d6d;\">\u00a0<\/address>\n<h5 style=\"color: #6d6d6d;\"><strong><em><span style=\"color: #808080;\">Sete em cada dez brasileiros admitem que, h\u00e1 quatro anos, n\u00e3o imaginavam que o pa\u00eds passaria por essa crise e mais de um ter\u00e7o n\u00e3o se sentem seguros em seu emprego.<\/span><\/em><\/strong><\/h5>\n<p style=\"color: #6d6d6d;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"color: #808080;\">A crise econ\u00f4mica tem for\u00e7ado os brasileiros a mudarem seus h\u00e1bitos de consumo. Uma pesquisa feita pelo Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (<\/span><a title=\"SPC Brasil\" href=\"https:\/\/www.spcbrasil.org.br\/home\" target=\"_blank\">SPC Brasil<\/a><span style=\"color: #808080;\">) e pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (<\/span><a title=\"CNDL\" href=\"http:\/\/www.cndl.org.br\/\" target=\"_blank\">CNDL<\/a><span style=\"color: #808080;\">) em todas as capitais e em cidades do interior revela que 85,9% dos brasileiros se viram obrigados a ajustar o or\u00e7amento dom\u00e9stico para se defender dos efeitos da crise. Em virtude do agravamento da situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do pa\u00eds, 87,0% dos entrevistados admitiram que agora est\u00e3o dedicando mais tempo para pesquisar pre\u00e7os e 80,5% est\u00e3o evitando comprometer sua renda com compras de cal\u00e7ados e roupas. O estudo ainda revela que 44,3% dos entrevistados est\u00e3o com as finan\u00e7as descontroladas<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"color: #6d6d6d;\"><span style=\"color: #808080;\">A lista de restri\u00e7\u00f5es em meio \u00e0 turbul\u00eancia financeira \u00e9 extensa: h\u00e1 os que agora evitam comprar produtos e servi\u00e7os com os quais sempre estiveram acostumados (79,1%); os que passaram a optar por produtos de marcas mais baratas (76,9%) e os que deixaram de viajar (75,5%) e de sair com os amigos para bares e restaurantes (71,3%).<\/span><\/p>\n<p style=\"color: #6d6d6d;\"><span style=\"color: #808080;\">Gastos com produtos de beleza (56,8%) e servi\u00e7os como internet e celular (30,7%) e TV por assinatura (28,9%) tamb\u00e9m foram alvos de cortes, mas em menor propor\u00e7\u00e3o que os demais. Para completar a lista, 25,9% dos entrevistados deixaram de ir \u00e0 academia e 25,1% tiveram de abandonar cursos de idioma, escolas particulares ou faculdades.<\/span><\/p>\n<p style=\"color: #6d6d6d;\"><span style=\"color: #808080;\">\u201cA infla\u00e7\u00e3o, os juros elevados e o desemprego pioram a situa\u00e7\u00e3o financeira das fam\u00edlias e, muitas vezes, exigem mudan\u00e7as no padr\u00e3o de gastos para se adequar a nova realidade. Apesar do momento dif\u00edcil, esse \u00e9 uma hora prop\u00edcia para desenvolver h\u00e1bitos mais saud\u00e1veis e evitar desperd\u00edcios e compras desnecess\u00e1rias\u201d, orienta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.<\/span><\/p>\n<address style=\"color: #6d6d6d;\">\u00a0<\/address>\n<p style=\"color: #6d6d6d;\"><span style=\"color: #003366;\"><strong>Em meio \u00e0 crise, brasileiro vai atr\u00e1s de renda extra<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"color: #6d6d6d;\"><span style=\"color: #808080;\">A pesquisa mostra que o rearranjo das finan\u00e7as que o brasileiro tem posto em pr\u00e1tica tem como objetivo tanto o corte de despesas, como tamb\u00e9m o aumento<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #808080;\">de sua fonte de renda. Segundo o levantamento, 41,7% dos entrevistados que est\u00e3o empregados disseram estar fazendo \u2018bicos\u2019 ou trabalhos extras para complementar o sal\u00e1rio. O percentual \u00e9 mais expressivo entre os jovens de 18 a 34 anos (49,5%) e membros das classes C, D e E (47,0%). Dentre os entrevistados que n\u00e3o est\u00e3o trabalhando, o percentual de quem admite ter come\u00e7ado a fazer bicos para sobreviver em meio a crise \u00e9 ainda maior e chega a 55,0% da amostra.<\/span><\/p>\n<address style=\"color: #6d6d6d;\">\u00a0<\/address>\n<p style=\"color: #6d6d6d;\"><span style=\"color: #003366;\"><strong>Quatro em dez convivem com desemprego dentro de casa<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"color: #6d6d6d;\"><span style=\"color: #808080;\">A escalada do desemprego tem atingido cada vez mais pessoas. Quatro em cada dez brasileiros (42,2%) t\u00eam algum familiar desempregado dentro da pr\u00f3pria casa e 76,3% conhecem algu\u00e9m que foi demitido nos \u00faltimos seis meses ou que tiveram de encerrar as atividades do seu neg\u00f3cio. E as perspectivas n\u00e3o s\u00e3o boas, pois para 82,7%, o desemprego seguir\u00e1 aumentando em 2016.<\/span><\/p>\n<p style=\"color: #6d6d6d;\"><span style=\"color: #808080;\">Mais de um ter\u00e7o (37,0%) dos entrevistados que atualmente est\u00e3o trabalhando admitem n\u00e3o se sentir seguros em seus postos de trabalho. \u201cO risco de perder o emprego e a baixa perspectiva de recoloca\u00e7\u00e3o exerce forte influ\u00eancia sobre a confian\u00e7a do consumidor, alimentando a queda do consumo e do pr\u00f3prio emprego num ciclo vicioso para a economia\u201d, analisa o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizaro Junior.<\/span><\/p>\n<p style=\"color: #6d6d6d;\"><span style=\"color: #808080;\">Uma constata\u00e7\u00e3o do estudo que mostra os efeitos da crise sobre o brasileiro \u00e9 que seis em cada dez (58,0%) entrevistados avaliam que a sua situa\u00e7\u00e3o financeira piorou em 2016 na compara\u00e7\u00e3o com o ano passado. A percep\u00e7\u00e3o de piora nas condi\u00e7\u00f5es do pr\u00f3prio bolso \u00e9 ainda mais notada entre as pessoas acima de 55 anos (67,8%). Para 34% dos entrevistados a situa\u00e7\u00e3o permanece a mesma que no ano passado e apenas 6,4% relataram ter percebido uma melhora.<\/span><\/p>\n<address style=\"color: #6d6d6d;\">\u00a0<\/address>\n<p style=\"color: #6d6d6d;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong><span style=\"color: #003366;\">Para 57%, crise n\u00e3o vai dar sinais de melhora este ano<\/span><br \/>\n<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"color: #6d6d6d;\"><span style=\"color: #808080;\">86,8% dos brasileiros avaliam a atual crise econ\u00f4mica como grave ou muito grave e a perspectiva de melhora da economia at\u00e9 o final do ano \u00e9 baixa na avalia\u00e7\u00e3o dos entrevistados. Seis em cada dez (56,8%) entrevistados n\u00e3o acreditam em chance de recupera\u00e7\u00e3o da economia, ao passo que os otimistas<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #808080;\">somam apenas 16,8% dos entrevistados. Para 26,5% a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica tende a continuar a mesma na compara\u00e7\u00e3o com o ano passado.<\/span><\/p>\n<p style=\"color: #6d6d6d;\"><span style=\"color: #808080;\">\u201cO impasse verificado desde o in\u00edcio do ano passado contribuiu para a forte e r\u00e1pida deteriora\u00e7\u00e3o da economia. O ajuste fiscal proposto h\u00e1 pouco mais de um ano n\u00e3o foi levado a cabo, dificultando a aprova\u00e7\u00e3o de medidas que atacassem os problemas econ\u00f4micos. Isso derrubou de vez a confian\u00e7a dos empres\u00e1rios e consumidores. Superada a crise, ser\u00e1 preciso avan\u00e7ar numa agenda de reformas e de medidas econ\u00f4micas\u201d, diz o presidente da CNDL, Hon\u00f3rio Pinheiro.<\/span><\/p>\n<address style=\"color: #6d6d6d;\">\u00a0<\/address>\n<p style=\"color: #6d6d6d;\"><span style=\"color: #003366;\"><strong>73% n\u00e3o imaginavam que Brasil passaria por crise e 79% s\u00e3o contra volta da CPMF<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"color: #6d6d6d;\"><span style=\"color: #808080;\">Um dado que mostra a rapidez da evolu\u00e7\u00e3o da crise \u00e9 que 73,6% dos consumidores n\u00e3o imaginavam, h\u00e1 quatro anos, que o pa\u00eds passaria pelas dificuldades atuais. Indigna\u00e7\u00e3o (80,1%) e vergonha (71,4%) s\u00e3o os principais sentimentos que a crise t\u00eam despertado na popula\u00e7\u00e3o quando ouvem ou conversam a respeito dos problemas atuais. Outros 63,3% afirmam sentir raiva ou estresse e 48,3% falta de esperan\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p style=\"color: #6d6d6d;\"><span style=\"color: #808080;\">\u201cDepois da euforia que marcou a primeira d\u00e9cada dos anos 2000, o pessimismo toma conta dos brasileiros. A supera\u00e7\u00e3o do quadro de recess\u00e3o depende fundamentalmente da recupera\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a e da resolu\u00e7\u00e3o do impasse pol\u00edtico. No curto prazo, o esfor\u00e7o dever\u00e1 centrar-se no equil\u00edbrio das contas p\u00fablicas e controle da infla\u00e7\u00e3o\u201d, explica o presidente Hon\u00f3rio Pinheiro.<\/span><\/p>\n<p style=\"color: #6d6d6d;\"><span style=\"color: #808080;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 volta da cobran\u00e7a da CPMF como medida para reequilibrar as contas do governo e reestabelecer o crescimento do Brasil, a grande maioria dos entrevistados (79,2%) \u00e9 contra por entender que o governo deve procurar outras medidas para aumentar sua receita sem afetar o bolso dos brasileiros, sendo que apenas 7,4% apoiam o ressurgimento do tributo como medida necess\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<address style=\"color: #6d6d6d;\">\u00a0<\/address>\n<p style=\"color: #6d6d6d;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong><span style=\"color: #003366;\">Maior temor dos brasileiros \u00e9 n\u00e3o conseguir pagar as contas<\/span><br \/>\n<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #808080;\">O maior temor do brasileiro com rela\u00e7\u00e3o a 2016 \u00e9 n\u00e3o conseguir pagar suas contas b\u00e1sicas, apontado por quase metade (48,2%) da amostra. Outros receios s\u00e3o o de o pa\u00eds n\u00e3o superar a crise (41,1%), ter de pagar mais<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #808080;\">impostos (38,4%), n\u00e3o conseguir honrar o pagamento de suas d\u00edvidas (34,9%) e ficar desempregado (32,0%).<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #808080;\">Os entrevistados tamb\u00e9m elencaram o que consideram ser os principais problemas nacionais a serem resolvidos em 2016. A corrup\u00e7\u00e3o aparece com o maior n\u00famero de cita\u00e7\u00f5es, mencionada por 78,6% dos entrevistados. Em seguida vem a crise pol\u00edtica citada por 46,3%. Essas duas alternativas ficaram a frente de outras op\u00e7\u00f5es frequentemente apontadas como problemas cr\u00f4nicos do Brasil como sa\u00fade (29,0%), viol\u00eancia (25,1%) e educa\u00e7\u00e3o (18,4%).<\/span><\/p>\n<address style=\"color: #6d6d6d;\">\u00a0<\/address>\n<p style=\"color: #6d6d6d;\"><span style=\"color: #003366;\"><strong>Metodologia<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"color: #6d6d6d;\"><span style=\"color: #808080;\">O estudo procurou avaliar o impacto da crise econ\u00f4mica nas decis\u00f5es de consumo do brasileiro e entrevistou 602 pessoas em todas as capitais e em cidades do interior. A margem de erro \u00e9 de 3,9 pontos percentuais com uma margem de confian\u00e7a a 95%<\/span><\/p>\n<p style=\"color: #1d1d1d;\"><span style=\"color: #808080;\">Baixe a \u00edntegra da pesquisa em<\/span>\u00a0<a style=\"font-weight: inherit; font-style: inherit; color: #294d91;\" href=\"http:\/\/spclink.spcbrasil.org.br\/cl\/PSgA\/Bz2r\/8239\/t1LdRmDSkk\/BKpk\/CNokB3-J0vS\/1\/\">https:\/\/www.spcbrasil.org.br\/pesquisas<\/a><\/p>\n<p style=\"color: #1d1d1d;\"><span style=\"color: #808080;\">Fonte:<\/span>\u00a0<a title=\"SPC Brasil\" href=\"https:\/\/www.spcbrasil.org.br\/pesquisas\/pesquisa\/1358\" target=\"_blank\">SPC Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Sete em cada dez brasileiros admitem que, h\u00e1 quatro anos, n\u00e3o imaginavam que o pa\u00eds passaria por essa crise e mais de um ter\u00e7o n\u00e3o se sentem seguros em seu emprego. A crise econ\u00f4mica tem for\u00e7ado os brasileiros a mudarem seus h\u00e1bitos de consumo. 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