{"id":6914,"date":"2016-01-12T12:16:18","date_gmt":"2016-01-12T12:16:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/?p=6914"},"modified":"2016-01-12T12:17:02","modified_gmt":"2016-01-12T12:17:02","slug":"54-dos-comerciantes-e-prestadores-de-servicos-temem-que-o-brasil-nao-saia-da-crise-em-2016-aponta-o-spc-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/54-dos-comerciantes-e-prestadores-de-servicos-temem-que-o-brasil-nao-saia-da-crise-em-2016-aponta-o-spc-brasil\/","title":{"rendered":"54% Dos comerciantes e prestadores de servi\u00e7os temem que o Brasil n\u00e3o saia da crise em 2016, aponta o SPC Brasil."},"content":{"rendered":"<p style=\"color: #1d1d1d;\">Uma pesquisa realizada pelo Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil) e pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com comerciantes e prestadores de servi\u00e7os das 27 capitais e do interior do Brasil revela que o maior temor dos empres\u00e1rios com rela\u00e7\u00e3o a 2016 \u00e9 que o pa\u00eds n\u00e3o supere a crise econ\u00f4mica. O medo da recess\u00e3o se prolongar aparece, inclusive, a frente de outras op\u00e7\u00f5es mais voltada ao pr\u00f3prio neg\u00f3cio do entrevistado, como o risco de n\u00e3o conseguir pagar as d\u00edvidas (38%), ser assaltado ou v\u00edtima de viol\u00eancia (38%) e ser obrigado a fechar a empresa (37%).<\/p>\n<p style=\"color: #1d1d1d;\">Quando perguntados sobre o problema brasileiro mais importante a ser resolvido neste novo ano, novamente a crise econ\u00f4mica lidera a lista de op\u00e7\u00f5es ao lado da corrup\u00e7\u00e3o, ambos com 69% de men\u00e7\u00f5es. Outros problemas apontados pelos empres\u00e1rios brasileiros s\u00e3o os impostos elevados (65%), a infla\u00e7\u00e3o (49%), a falta de vontade pol\u00edtica (40%) e a viol\u00eancia (39%).<\/p>\n<p style=\"color: #1d1d1d;\">\n<p style=\"color: #1d1d1d;\"><strong style=\"font-style: inherit;\">Sete em cada dez empres\u00e1rios acreditam que 2015 foi pior que 2014<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #1d1d1d;\">A percep\u00e7\u00e3o de que as condi\u00e7\u00f5es do pa\u00eds se deterioraram ao longo do ano passado \u00e9 generalizada entre os empres\u00e1rios sondados. Para 75% dos entrevistados o ano de 2015 foi pior para a economia do que 2014. Apenas 5% dos comerciantes e prestadores de servi\u00e7os notaram que o cen\u00e1rio melhorou e outros 16% disseram que n\u00e3o houve altera\u00e7\u00e3o. O \u00edndice de empres\u00e1rios com percep\u00e7\u00e3o negativa supera o percentual de 70% em todas as regi\u00f5es pesquisadas, mas cai para 53% entre os entrevistados do Nordeste.<\/p>\n<p style=\"color: #1d1d1d;\">Em meio a esse ambiente de baixa confian\u00e7a com a economia do pa\u00eds, a situa\u00e7\u00e3o financeira das empresas tamb\u00e9m piorou na opini\u00e3o de 54% dos entrevistados, sendo que para mais da metade deles (52%), a piora decorreu do aumento dos pre\u00e7os de itens como mat\u00e9ria-prima, mercadoria e transporte, que diminuiu a margem de lucro, da diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de clientes (51%) e do aumento da inadimpl\u00eancia (22%). De acordo com a pesquisa, 75% dos empres\u00e1rios disseram ter visto empresas parceiras e concorrentes fecharem as portas neste \u00faltimo ano.<\/p>\n<p style=\"color: #1d1d1d;\">\u201cA atual situa\u00e7\u00e3o da economia brasileira tem gerado um ciclo vicioso, dif\u00edcil de interromper. Como a infla\u00e7\u00e3o e as taxas de juros est\u00e3o altas, as vendas caem e as empresas empregam e investem menos. Os efeitos negativos s\u00e3o percebidos nas quedas das vendas no varejo e na produ\u00e7\u00e3o industrial. Dessa forma, temos queda de confian\u00e7a tanto do empres\u00e1rio, quanto do consumidor. Esse resultado se traduz em inadimpl\u00eancia de ambas as partes, como os recentes indicadores t\u00eam apontado\u201d, analisa o presidente da CNDL, Hon\u00f3rio Pinheiro.<\/p>\n<p style=\"color: #1d1d1d;\">Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o momento \u00e9 de otimizar custos e processos e se aproximar do cliente. \u201cAs proje\u00e7\u00f5es dos analistas econ\u00f4micos apontam para uma queda do PIB superior a 2,5% em 2016. E se os ajustes propostos pela equipe econ\u00f4mica do governo n\u00e3o forem aprovados ou postos em pr\u00e1tica, a situa\u00e7\u00e3o ainda pode se agravar. Diante disso, \u00e9 importante para os empres\u00e1rios buscarem op\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito mais baratas e estreitar o relacionamento com os clientes como forma de sustentar as vendas do neg\u00f3cio e sobreviver \u00e0 turbul\u00eancia\u201d, diz a economista.<\/p>\n<p style=\"color: #1d1d1d;\">\n<p style=\"color: #1d1d1d;\"><strong style=\"font-style: inherit;\">58% dos empres\u00e1rios demitiram no ano passado<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #1d1d1d;\">Para enfrentar o ambiente menos favor\u00e1vel da economia, seis em cada dez (58%) entrevistados tiveram de fazer cortes e ajustar o or\u00e7amento de seus neg\u00f3cios em 2015. O ajuste se concentrou principalmente na folha de pagamento, uma vez que 58% desses empres\u00e1rios demitiram funcion\u00e1rios- entre dois e tr\u00eas dispensados em m\u00e9dia \u2013 e 33% optaram por reduzir o valor gasto com contas de telefone fixo e celular. A economia nas contas de \u00e1gua e luz foram mencionadas por 27% desses empres\u00e1rios. Embora a demiss\u00e3o tenha sido a principal medida de ajuste de or\u00e7amento em 2015, a maioria dos empres\u00e1rios ouvidos (84%) descarta a inten\u00e7\u00e3o de fazer novas demiss\u00f5es em 2016.<\/p>\n<p style=\"color: #1d1d1d;\">\n<p style=\"color: #1d1d1d;\"><strong style=\"font-style: inherit;\">Empres\u00e1rios adiaram planos em 2015<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #1d1d1d;\">Al\u00e9m de rever o or\u00e7amento, alguns empres\u00e1rios se viram obrigados a modificar seus planos ao longo do ano passado. Somente 14% dos entrevistados conseguiram realizar 100% do que haviam projetado para 2015, 37% conseguiram realizar parcialmente e 38% tiveram de adiar seus planos para 2016 ou por tempo indeterminado.<\/p>\n<p style=\"color: #1d1d1d;\">Entre aqueles que n\u00e3o concretizaram 100% dos projetos para 2015, 34% deixaram de reformar a empresa, 32% n\u00e3o conseguiram alavancar as vendas e 24% n\u00e3o puderam comprar equipamentos. Os principais culpados na avalia\u00e7\u00e3o dos empres\u00e1rios ouvidos foram a falta de recurso financeiro (44%), a infla\u00e7\u00e3o (36%) e os juros elevados (27%). Por outro lado, dentre aqueles que realizaram seus projetos, total ou parcialmente, 44% disseram ter quitado d\u00edvidas das empresas, 30% conseguiram aumentar as vendas de seu neg\u00f3cio e 30% realizaram alguma reforma.<\/p>\n<p style=\"color: #1d1d1d;\">\n<p style=\"color: #1d1d1d;\"><strong style=\"font-style: inherit;\">Mesmo com crise, 51% acham que 2016 ser\u00e1 bom para seus neg\u00f3cios<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #1d1d1d;\">Dentre os empres\u00e1rios sondados, as expectativas para a economia do Brasil dividem opini\u00f5es. Mais da metade (53%) dos empres\u00e1rios acredita que 2016 ser\u00e1 igual ou pior que 2015 \u2013 sendo que 22% acreditam numa piora do cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico \u2013 e 42% t\u00eam a expectativa de que 2016 ser\u00e1 melhor se comparado ao ano que terminou. As principais consequ\u00eancias de um cen\u00e1rio ruim, para aqueles que est\u00e3o pessimistas, s\u00e3o a dificuldade de economizar e refor\u00e7ar o caixa financeiro da empresa (35%), ter de fazer menos compras (34%), ter de economizar com compras n\u00e3o necess\u00e1rias (29%), o aumento da inadimpl\u00eancia de seus clientes (22%) e a dificuldade para obter financiamento e cr\u00e9dito no mercado (22%).<\/p>\n<p style=\"color: #1d1d1d;\">Para 2016, a forma como os empres\u00e1rios pretendem driblar a crise prev\u00ea a organiza\u00e7\u00e3o das contas da empresa (42%), a diminui\u00e7\u00e3o das compras parceladas (33%), o aumento do pagamento a vista (32%) e a negocia\u00e7\u00e3o de descontos em novas aquisi\u00e7\u00f5es (22%).<\/p>\n<p style=\"color: #1d1d1d;\">Mesmo em um ambiente turbulento, a maior parte dos empres\u00e1rios que responderam a pesquisa mostra-se mais otimista quando a an\u00e1lise se det\u00e9m apenas ao seu neg\u00f3cio. Mais da metade (51%) disse ao SPC Brasil que as expectativas para a empresa s\u00e3o muito boas, enquanto apenas 9% esperam que o novo ano no seja muito ruim para a sua empresa. Outros 36% disseram estar sem expectativas positivas ou negativas. A maior parte (44%), por\u00e9m, est\u00e1 sem um horizonte concreto para projetos e n\u00e3o quis ou n\u00e3o sabe responder sobre seus planos para 2016.<\/p>\n<p style=\"color: #1d1d1d;\">\u201cPode parecer contradit\u00f3rio, mas apesar do ambiente econ\u00f4mico adverso para 2016, uma quantidade consider\u00e1vel de empres\u00e1rios est\u00e1 relativamente confiante com rela\u00e7\u00e3o aos seus neg\u00f3cios. Isso pode se explicar pelo fato de que muitos deles acreditam que uma gest\u00e3o eficiente de seu pr\u00f3prio neg\u00f3cio, com ajuste de estoques e do portf\u00f3lio de produtos, al\u00e9m de criatividade, pode ajud\u00e1-los a enfrentar e driblar as dificuldades impostas pela crise\u201d, afirma Pinheiro.<\/p>\n<p style=\"color: #1d1d1d;\">\n<p style=\"color: #1d1d1d;\"><strong style=\"font-style: inherit;\">Metodologia<\/strong><\/p>\n<p style=\"color: #1d1d1d;\">A pesquisa do Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil) e da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) foi realizadas com 822 empres\u00e1rios de todos os portes dos segmentos de com\u00e9rcio e servi\u00e7os nas 27 capitais e no interior. O estudo buscou captar as percep\u00e7\u00f5es dos empres\u00e1rios sobre as condi\u00e7\u00f5es da economia e de seus neg\u00f3cios ao longo do ano passado, al\u00e9m de captar as expectativas para 2016.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa realizada pelo Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil) e pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com comerciantes e prestadores de servi\u00e7os das 27 capitais e do interior do Brasil revela que o maior temor dos empres\u00e1rios com rela\u00e7\u00e3o a 2016 \u00e9 que o pa\u00eds n\u00e3o supere a crise econ\u00f4mica. 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