{"id":6184,"date":"2015-07-07T16:53:22","date_gmt":"2015-07-07T16:53:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/?p=6184"},"modified":"2015-07-07T16:53:22","modified_gmt":"2015-07-07T16:53:22","slug":"novas-admissoes-tem-salarios-10-menores-em-maio-aponta-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/novas-admissoes-tem-salarios-10-menores-em-maio-aponta-pesquisa\/","title":{"rendered":"Novas admiss\u00f5es t\u00eam sal\u00e1rios 10% menores em maio, aponta pesquisa"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0<i><a style=\"font-weight: bold; font-style: inherit; color: #003366;\" href=\"http:\/\/brasileconomico.ig.com.br\/brasil\/economia\/2015-07-06\/novas-admissoes-tem-salarios-10-menores-em-maio-aponta-pesquisa.html\" target=\"_blank\">Jornal Brasil Econ\u00f4mico<\/a><\/i><\/p>\n<p>Com o avan\u00e7o do desemprego, cresce a diferen\u00e7a salarial entre profissionais desligados e contratados. Em 2013, margem era de apenas 6%, segundo levantamento da Catho Fipe<\/p>\n<p>Aline Salgado &#8211; aline.salgado@brasileconomico.com.br<\/p>\n<p>Rio &#8211; Assim como a lei do mercado, onde quanto maior a oferta, menor \u00e9 o pre\u00e7o, \u00e9 a l\u00f3gica do emprego. Com o avan\u00e7o da desocupa\u00e7\u00e3o neste ano, aumentou a diferen\u00e7a entre as remunera\u00e7\u00f5es de profissionais desligados e de contratados. Segundo levantamento feito pela Catho Fipe, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (Caged\/MTE), em maio, as empresas admitiram profissionais com sal\u00e1rios 10,7% mais baixo do que os pagos a ex-funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Embora a diferen\u00e7a seja natural, a margem \u00e9 bem superior \u00e0 de anos anteriores \u2014 como em 2013, quando ficou em 6%. \u201cEsse movimento de piora nos sal\u00e1rios e na press\u00e3o salarial \u00e9 consistente com o cen\u00e1rio mais adverso da economia e do mercado de trabalho. E a tend\u00eancia \u00e9 de piora nas taxas de desemprego nos pr\u00f3ximos meses\u201d, afirma o economista da Catho Fipe Raone Costa, que projeta um novo avan\u00e7o da desocupa\u00e7\u00e3o em junho, de 6,8%<\/p>\n<p>Em maio, a taxa de desemprego nas seis principais regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds (S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre) medida pela Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (PME\/IBGE) chegou aos 6,7% \u2014 a maior para o m\u00eas desde 2010 (-7,5%) . O patamar tamb\u00e9m \u00e9 bem superior ao observado em igual per\u00edodo do ano passado, quando o desemprego aumentou 4,9%.<\/p>\n<p>Em n\u00fameros reais, a popula\u00e7\u00e3o desocupada cresceu 38,5% em 12 meses, ou mais 454 mil pessoas. Ao todo, em maio, 1,633 milh\u00e3o de profissionais foram contabilizados pelo IBGE como desempregados. Mais atualizado e com dados apenas do mercado formal, o Caged mostrou, at\u00e9 maio, saldo negativo de 243 mil vagas no ano.<\/p>\n<p>O economista da Catho Fipe salienta que o aumento da diferen\u00e7a entre os sal\u00e1rios de admitidos e demitidos passou a crescer de maneira mais forte a partir de maio do ano passado, quando os rec\u00e9m-contratados recebiam 7,7% menos do que os desligados. \u201cInd\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o civil e extrativa s\u00e3o as atividades em que a diferen\u00e7a salarial \u00e9 maior. J\u00e1 no com\u00e9rcio e nos servi\u00e7os, as remunera\u00e7\u00f5es est\u00e3o mais pr\u00f3ximas\u201d, observa Costa.<\/p>\n<p>Na an\u00e1lise mensal, o sal\u00e1rio m\u00e9dio de admiss\u00e3o registrou queda de 1,6% em maio, na compara\u00e7\u00e3o livre de efeitos inflacion\u00e1rios com maio do ano passado, segundo levantamento da Catho Fipe. O percentual, no entanto, n\u00e3o foi o menor do ano. Em fevereiro, as remunera\u00e7\u00f5es dos rec\u00e9m-contratados tiveram uma queda de 2,1%, frente a fevereiro de 2014.<\/p>\n<p>Diante de um mercado de trabalho mais adverso, aumentou o temor dos trabalhadores com a perda do emprego. Pesquisa realizada pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), com 2.002 pessoas em 141 munic\u00edpios, mostrou que o medo do desemprego cresceu 5,4% em junho, na compara\u00e7\u00e3o com mar\u00e7o deste ano.<\/p>\n<p>O \u00edndice passou de 98,8 pontos em mar\u00e7o para 104,1 pontos em junho. Este \u00e9 terceiro patamar mais alto da s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa da CNI, iniciada em mar\u00e7o de 1999, superado apenas pelos valores de julho e setembro de 99.<\/p>\n<p>O crescimento do medo do desemprego ocorre ap\u00f3s uma alta de 32,1% em mar\u00e7o de 2015, em rela\u00e7\u00e3o a dezembro de 2014, indicando que as expectativas da popula\u00e7\u00e3o sobre o mercado de trabalho continuam se deteriorando.<\/p>\n<p>Na contram\u00e3o do pessimismo com o emprego, o \u00cdndice de Satisfa\u00e7\u00e3o com a Vida, tamb\u00e9m medido pela CNI, apresentou leve recupera\u00e7\u00e3o em junho. O indicador passou de 94,7 pontos em mar\u00e7o para 95,6 pontos em junho \u2014 um crescimento de 1,0%. A alta n\u00e3o reverte, no entanto, a retra\u00e7\u00e3o do indicador, que acumula queda de 7,3% em rela\u00e7\u00e3o a junho do ano passado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte:\u00a0Jornal Brasil Econ\u00f4mico Com o avan\u00e7o do desemprego, cresce a diferen\u00e7a salarial entre profissionais desligados e contratados. Em 2013, margem era de apenas 6%, segundo levantamento da Catho Fipe Aline Salgado &#8211; aline.salgado@brasileconomico.com.br Rio &#8211; Assim como a lei do mercado, onde quanto maior a oferta, menor \u00e9 o pre\u00e7o, \u00e9 a l\u00f3gica do emprego. 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