{"id":6022,"date":"2015-05-19T19:53:10","date_gmt":"2015-05-19T19:53:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/?p=6022"},"modified":"2015-05-19T19:53:10","modified_gmt":"2015-05-19T19:53:10","slug":"engenheira-formada-fez-faxina-em-loja-de-sp-e-hoje-e-dona-de-6-empresas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/engenheira-formada-fez-faxina-em-loja-de-sp-e-hoje-e-dona-de-6-empresas\/","title":{"rendered":"Engenheira formada fez faxina em loja de SP e hoje \u00e9 dona de 6 empresas"},"content":{"rendered":"<p>Afonso Ferreira &#8211; Do UOL, em S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>Mesmo depois de formada em engenharia eletr\u00f4nica, Andrea Sabino, 50, foi vendedora, fez faxina e passou roupa em uma loja antes de ser empreendedora. Hoje, ela \u00e9 dona de seis empresas em diferentes segmentos, como tecnologia, sa\u00fade e financeiro. O faturamento e o lucro dos neg\u00f3cios n\u00e3o foram divulgados.<\/p>\n<p>A empres\u00e1ria saiu de Recife rumo \u00e0 capital paulista em 1994, ap\u00f3s se divorciar do marido. O primeiro emprego em S\u00e3o Paulo foi como vendedora em uma loja de roupas. Quando a funcion\u00e1ria respons\u00e1vel pela limpeza saiu de licen\u00e7a-maternidade, a engenheira acumulou a fun\u00e7\u00e3o para complementar sua renda.<\/p>\n<p>&#8220;Trabalhava como vendedora durante o expediente e, quando a loja fechava, eu fazia faxina e passava as roupas que iriam para a vitrine no dia seguinte&#8221;, diz. Sua renda, na \u00e9poca, era de um sal\u00e1rio m\u00ednimo mais comiss\u00e3o sobre as vendas que realizava. Ao todo, ela trabalhou durante um ano e quatro meses na loja.<\/p>\n<p>A empres\u00e1ria afirma ter sofrido discrimina\u00e7\u00e3o por ser mulher e nordestina at\u00e9 conseguir emprego em sua \u00e1rea de forma\u00e7\u00e3o, que \u00e9 predominantemente masculina. &#8220;Percebia que, na hora da entrevista, as pessoas riam do meu sotaque e eu ficava com muita vergonha&#8221;, diz. &#8220;Se meu sotaque \u00e9 &#8216;arrastado&#8217; hoje, imagina h\u00e1 21 anos.&#8221;<\/p>\n<p>A primeira chance na \u00e1rea veio em uma empresa de cart\u00f5es de cr\u00e9dito. Em seguida, ela trabalhou em uma fabricante de celulares. No entanto, precisou morar no M\u00e9xico e viajava constantemente para os Estados Unidos e Europa, enquanto os filhos viviam no Brasil. Para ficar mais perto da fam\u00edlia, a empres\u00e1ria decidiu largar o emprego e abrir o neg\u00f3cio pr\u00f3prio, em 2000.<\/p>\n<p>Empres\u00e1ria aproveitou oportunidades para criar neg\u00f3cios<br \/>\nA primeira empresa, a Brightcom, vende placas wi-fi (acesso \u00e0 internet sem fio) para notebooks. &#8220;Na \u00e9poca, o Brasil ainda n\u00e3o tinha internet wireless. Por viajar muito, percebi uma oportunidade&#8221;, diz a empreendedora. Pouco depois, ela abriu a Brightcorp, neg\u00f3cio focado na distribui\u00e7\u00e3o de equipamentos de inform\u00e1tica.<\/p>\n<p>Com in\u00edcio da TV digital no pa\u00eds, no final de 2007, a engenheira enxergou outra oportunidade e fundou a Sagna, fabricante de antenas de sinal digital aberto. A marca se tornou uma das refer\u00eancias do mercado e teve parte da sociedade vendida para um grupo internacional. Por\u00e9m, a empres\u00e1ria continua no comando do neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>A quarta empresa veio em uma \u00e1rea diferente, a da sa\u00fade. Em sociedade com o segundo marido, Sabino abriu uma cl\u00ednica de pneumologia em Alphaville, regi\u00e3o nobre de Barueri, na Grande S\u00e3o Paulo. Devido \u00e0 sua experi\u00eancia, a quinta empresa foi uma consultoria para implanta\u00e7\u00e3o de novos neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>A mais nova empreitada da empreendedora em s\u00e9rie \u00e9 uma empresa de garantias e participa\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias. O servi\u00e7o oferece im\u00f3veis como garantia para outros empres\u00e1rios conseguirem empr\u00e9stimos em troca de participa\u00e7\u00e3o na gest\u00e3o do neg\u00f3cio e nos lucros. &#8220;\u00c9 uma modalidade nova no Brasil e espero me tornar refer\u00eancia na \u00e1rea&#8221;, declara.<\/p>\n<p>Dividir aten\u00e7\u00e3o entre empresas pode ser prejudicial<br \/>\nAbrir mais de uma empresa \u00e9 uma estrat\u00e9gia arriscada e precisa ser planejada, segundo Paulo Marcelo, gerente do Sebrae-SP (Servi\u00e7o de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas de S\u00e3o Paulo). Para o especialista, o empreendedor pode perder o foco com mais de um neg\u00f3cio, o que pode lev\u00e1-los ao fechamento.<\/p>\n<p>&#8220;A aten\u00e7\u00e3o que antes era s\u00f3 para uma empresa passa a ser dividida e o primeiro neg\u00f3cio que estava indo bem pode ser prejudicado&#8221;, diz. Al\u00e9m disso, Marcelo afirma que \u00e9 importante n\u00e3o misturar o caixa das empresas. &#8220;Se o empres\u00e1rio tirar dinheiro de um neg\u00f3cio sadio para colocar no outro, ele pode ficar descapitalizado e as duas empresas s\u00e3o puxadas para baixo.&#8221;<\/p>\n<p>O consultor declara, ainda, que para ter sucesso \u00e0 frente de v\u00e1rios neg\u00f3cios, o empres\u00e1rio precisa delegar tarefas e encontrar s\u00f3cios que entendam da \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o. &#8220;\u00c9 normal o empreendedor querer fazer tudo, mas as empresas precisam andar sozinhas. Para isso, \u00e9 importante ter uma equipe que saiba levar as ideias dele adiante.&#8221;<\/p>\n<p>Fonte: Uol<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Afonso Ferreira &#8211; Do UOL, em S\u00e3o Paulo Mesmo depois de formada em engenharia eletr\u00f4nica, Andrea Sabino, 50, foi vendedora, fez faxina e passou roupa em uma loja antes de ser empreendedora. 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