{"id":6018,"date":"2015-05-19T19:51:23","date_gmt":"2015-05-19T19:51:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/?p=6018"},"modified":"2015-05-19T19:51:23","modified_gmt":"2015-05-19T19:51:23","slug":"inflacao-e-facilidade-de-acesso-aumentam-procura-por-vendas-no-atacado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/inflacao-e-facilidade-de-acesso-aumentam-procura-por-vendas-no-atacado\/","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o e facilidade de acesso aumentam procura por vendas no atacado"},"content":{"rendered":"<p>Wellton M\u00e1ximo \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil \/ Edi\u00e7\u00e3o: Armando Cardoso<\/p>\n<p>Comprar em volumes maiores e improvisar espa\u00e7os em casa para estocar mantimentos. A alta da infla\u00e7\u00e3o e a facilidade de acesso est\u00e3o ajudando o consumidor a aderir, cada vez mais, \u00e0s redes de atacarejo, que misturam o atacado com o varejo e t\u00eam se proliferado nos \u00faltimos anos. Atra\u00eddos pelo custo unit\u00e1rio mais baixo das mercadorias, os compradores est\u00e3o migrando para uma modalidade que, durante muitos anos, tinha a prefer\u00eancia de pequenos comerciantes.<\/p>\n<p>De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad), o setor cresceu 7,3% no ano passado, 0,9 ponto percentual acima da infla\u00e7\u00e3o e acima do crescimento de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no pa\u00eds). Com faturamento de R$ 211,8 bilh\u00f5es em 2014, os atacadistas concentraram 51,7% do mercado nacional de mercearias.<\/p>\n<p>Segundo o levantamento, as redes de atacarejo respondem por boa parte do crescimento, impulsionadas por consumidores que, em tempo de infla\u00e7\u00e3o alta, de cr\u00e9dito escasso e de aumento do desemprego, ficaram mais cautelosos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s compras do m\u00eas.<\/p>\n<p>\u201cO consumidor n\u00e3o quer abrir m\u00e3o das marcas que conquistou nos \u00faltimos anos. Para isso, reduziu a ida \u00e0s lojas e aumentou as visitas aos pontos de atacarejo\u201d, disse Oleg\u00e1rio Ara\u00fajo, diretor de Atendimento ao Varejo e ao Atacado do Instituto Nielsen, respons\u00e1vel pela pesquisa, em parceria com a Abad.<br \/>\nO consultor de varejo Alexandre Ayres, da Neocom Informa\u00e7\u00e3o Aplicada, informou ter detectado o aumento do interesse pelas redes de atacarejo desde o ano passado, quando a infla\u00e7\u00e3o subiu de forma mais intensa. Ele destacou que as compras em grande volume s\u00e3o vantajosas ao levar em conta o custo unit\u00e1rio, quando se divide o valor da caixa ou do pacote pelo n\u00famero de embalagens. \u201cNa pr\u00e1tica, o atacado funciona como um desconto pelo maior volume\u201d, esclareceu Ayres.<\/p>\n<p>O atacado \u00e9 bem mais barato que comprar em supermercados. O pre\u00e7o sobe cada dia. Ent\u00e3o, prefiro fazer uma compra maior para durar mais , diz a advogada Cecilia Rodrigues<br \/>\n\u201cO atacado \u00e9 bem mais barato que comprar em supermercados. O pre\u00e7o sobe cada dia. Ent\u00e3o, prefiro fazer uma compra maior para durar mais\u201d, diz a advogada Cecilia RodriguesAntonio Cruz \/ Ag\u00eancia Brasil<br \/>\n\u201cNum primeiro momento, o consumidor paga mais porque compra em volumes maiores, mas, ao fazer as contas, a compra no atacado sai mais barata, porque tem um custo unit\u00e1rio menor\u201d, explicou Ayres. \u201cCom a infla\u00e7\u00e3o, o consumidor est\u00e1 deixando de comprar marcas caras em pequenas embalagens para comprar marcas baratas em grandes embalagens\u201d, acrescentou o consultor.<\/p>\n<p>A advogada Cecilia Rodrigues, 36 anos, afirmou que a infla\u00e7\u00e3o a fez mudar de comportamento. \u201cO atacado \u00e9 bem mais barato que comprar em supermercados. O pre\u00e7o sobe a cada dia. Ent\u00e3o, prefiro fazer uma compra maior para durar mais.\u201d Para estocar as mercadorias, ela transformou um quarto de empregada em despensa.<\/p>\n<p>Apesar de baratearem as compras, as redes de atacarejo n\u00e3o atendem todas as necessidades dos consumidores, principalmente em rela\u00e7\u00e3o a produtos perec\u00edveis e a mercadorias que exigem reposi\u00e7\u00e3o imediata. Segundo Ara\u00fajo, do Instituto Nielsen, os consumidores t\u00eam recorrido a mercadinhos ou a lojas de conveni\u00eancia perto de casa para complementar as compras do m\u00eas.<\/p>\n<p>\u201cConstatamos essa tend\u00eancia em todos os n\u00edveis socioecon\u00f4micos. O consumidor vai ao atacado uma vez por m\u00eas e faz visitas espor\u00e1dicas \u00e0s lojas da vizinhan\u00e7a para manter o padr\u00e3o de vida.\u201d Para Oleg\u00e1rio Ara\u00fajo, outros fatores que aumentaram o interesse pelas redes de atacarejo s\u00e3o o aumento do n\u00famero de lojas dessa modalidade e o crescimento da frota de ve\u00edculos nos \u00faltimos anos. \u201cQuem consome no atacado precisa de um carro para carregar as compras.\u201d<\/p>\n<p>O que tamb\u00e9m tem estimulado a demanda pelo atacado s\u00e3o as redes sociais, por meio das quais os consumidores formam grupos para ratear as compras em grandes volumes. \u201cUma pessoa faz compras e divide com o restante do grupo. \u00c9 bem variado. Compramos bebidas, sucos, cervejas e refrigerantes nesse sistema\u201d, disse Kaiki Maciel, 25 anos, morador de Formosa (GO), a 75 quil\u00f4metros de Bras\u00edlia, que vem \u00e0 capital federal comprar em redes de atacarejo.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Wellton M\u00e1ximo \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil \/ Edi\u00e7\u00e3o: Armando Cardoso Comprar em volumes maiores e improvisar espa\u00e7os em casa para estocar mantimentos. 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