{"id":5975,"date":"2015-05-12T12:46:06","date_gmt":"2015-05-12T12:46:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/?p=5975"},"modified":"2015-05-12T12:46:06","modified_gmt":"2015-05-12T12:46:06","slug":"surfwear-ganha-novo-folego-com-vitorias-de-brasileiros-no-esporte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/surfwear-ganha-novo-folego-com-vitorias-de-brasileiros-no-esporte\/","title":{"rendered":"Surfwear ganha novo f\u00f4lego com vit\u00f3rias de brasileiros no esporte"},"content":{"rendered":"<p>Marcas t\u00eam novo plano de expans\u00e3o no pa\u00eds ap\u00f3s impulso recebido com bons resultados de surfistas como Gabriel Medina<\/p>\n<p>Gabriela Murno (gmurno@brasileconomico.com.br)<\/p>\n<p>Rio &#8211; Depois de perder um pouco de seu brilho, o mercado da moda surfe retoma o f\u00f4lego no Brasil, remando contra a mar\u00e9 do cen\u00e1rio mundial. Marcas como Mormaii e Rip Curl tra\u00e7am uma nova rota de expans\u00e3o no pa\u00eds, principalmente ap\u00f3s o impulso dado pelas recentes vit\u00f3rias de brasileiros nos principais eventos do esporte, entre eles o jovem surfista Gabriel Medina.<\/p>\n<p>Um estudo da JWTIntelligence \u2014 bra\u00e7o de intelig\u00eancia da ag\u00eancia de publicidade J. Walter Thompson \u2014 que aponta tend\u00eancias de consumo, cita o que chama de \u201crenascimento do surfe\u201d e diz que as marcas devem ficar atentas.<\/p>\n<p>Patrocinadora de Gabriel Medina, a Rip Curl planeja a expans\u00e3o das suas lojas licenciadas no pa\u00eds. Atualmente, s\u00e3o sete unidades, sendo tr\u00eas outlets pr\u00f3prios e quatro unidades licenciadas.<\/p>\n<p>A marca continua a ser vendida em lojas multimarcas, talvez a\u00ed, explica o coordenador de Marketing da Rip Curl no Brasil, Fernando Gonzalez, a crise econ\u00f4mica tenha um impacto maior.<\/p>\n<p>\u201cExiste um cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico, em que vemos dificuldades. Claro, h\u00e1 um impacto no nosso mercado, j\u00e1 que 90% do nosso neg\u00f3cio s\u00e3o dirigidos e distribu\u00eddos por lojas multimarcas do com\u00e9rcio varejista. Mas o restante do mercado vive um momento de contraste com essa situa\u00e7\u00e3o. H\u00e1 um novo destaque desse esporte no Brasil, impulsionado pelo t\u00edtulo do Medina\u201d, explica ele.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Mormaii planeja abrir mais 15 lojas at\u00e9 o final do ano e tamb\u00e9m trazer novos produtos para a marca, que aposta no modelo de franquias. Hoje, s\u00e3o 33 unidades franqueadas em diversos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.<\/p>\n<p>\u201cO mercado do nosso segmento deve crescer significativamente (&#8230;) Sem d\u00favida, os resultados expressivos dos brasileiros nos circuitos mundiais deram uma turbinada muito bem-vinda, num momento em que toda a economia do Brasil sofre uma retra\u00e7\u00e3o severa\u201d, ressalta o fundador da Mormaii, Marco Aur\u00e9lio Raymundo, o Morongo.<\/p>\n<p>Coordenador da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Neg\u00f3cios e Varejo de Moda da Universidade Anhembi Morumbi, Ot\u00e1vio Lima v\u00ea o surfe como inspira\u00e7\u00e3o para a moda em geral, n\u00e3o apenas para as marcas que produzem artigos para o setor chamado de surfwear ou para a pr\u00e1tica do esporte.<br \/>\n\u201cOutras marcas, como as de luxo, usam alguns elementos relacionados ao surfe em suas estampas e cole\u00e7\u00f5es. \u00c9 o renascimento do esporte. A Chanel, por exemplo, criou uma campanha com a Gisele B\u00fcndchen para o Chanel n\u00ba 5, que tinha o surfe como tem\u00e1tica (&#8230;) O movimento foi sendo constru\u00eddo h\u00e1 uns dois anos, mas se antecipou. Esper\u00e1vamos ver no final do ver\u00e3o que vem, mas vamos ter um pr\u00f3ximo ver\u00e3o puramente surfista\u201d, diz ele.<\/p>\n<p>Lima acrescenta que as caracter\u00edsticas do Brasil, com uma imensa costa e um ver\u00e3o marcante, tamb\u00e9m ajudam que a moda surfe reviva por aqui.<\/p>\n<p>O auge da moda surfe nas d\u00e9cadas de 80 e 90<br \/>\nSucesso das d\u00e9cadas de 80 e 90, a chamada surfwear amargou momentos dif\u00edceis a partir dos anos 2000. Segundo o consultor de Gest\u00e3o no Varejo, Rubens Panelli Jr., o lifestyle sofreu uma mudan\u00e7a radical, mas tamb\u00e9m muito comum no mundo da moda.<\/p>\n<p>Ele explica que algumas marcas que n\u00e3o tinham como objetivo vender s\u00f3 produtos profissionais do surfe, como Redley e Handbook, optaram por migrar para um estilo mais casual. \u201cFoi uma mudan\u00e7a comportamental que teve reflexos no mercado\u201d, diz ele.<\/p>\n<p>\u201cGrandes como Billabong e Quiksilver t\u00eam tanto produtos para pr\u00e1ticas de surfe, como de moda, o que as ajudou a sobreviver, apesar das dificuldades. J\u00e1 outras marcas mais sofisticadas e de nicho, como a Osklen, al\u00e9m de n\u00e3o serem t\u00e3o grandes assim, t\u00eam um p\u00fablico cativo\u201d, completa Panelli Jr.<\/p>\n<p>O s\u00f3cio-diretor da Sonne Branding, Maximiliano Tozzini Bavaresco, pondera, no entanto, que apesar da retomada do mercado, dificilmente as pessoas mudaram seu comportamento para usar um tipo de roupa, apenas por conta da visibilidade dada a um atleta brasileiro. \u201cQuem conhecia o Medina j\u00e1 usava as roupas com o estilo surfwear. De repente, o que pode ocorrer \u00e9 a troca de prest\u00edgio na decis\u00e3o de compra. Ou seja, pode haver a migra\u00e7\u00e3o de uma marca para outra\u201d, declara.<\/p>\n<p>Mercado mundial ainda enfrenta dificuldades<br \/>\nFora do Brasil, o cen\u00e1rio da surfwear segue ainda mais desafiador. No m\u00eas passado, a Consac, investidora da Quiksilver, reiterou o pedido para que a rede de vestu\u00e1rio seja colocada \u00e0 venda, ap\u00f3s ter perdido quase tr\u00eas quartos de seu valor de mercado nos \u00faltimos 12 meses.<\/p>\n<p>Ryan Drexler, presidente da Consac, que possui mais de 3,5 milh\u00f5es de a\u00e7\u00f5es da australiana, enviou uma carta \u00e0 Quiksilver dizendo que a empresa deveria encontrar um comprador \u201cpara evitar a redu\u00e7\u00e3o de valor para o acionista antes que as condi\u00e7\u00f5es da marca fiquem ainda piores\u201d.<\/p>\n<p>Sua conterr\u00e2nea Billabong tamb\u00e9m n\u00e3o passa por um bom momento. A fabricante viu seu valor de mercado cair brutalmente desde seu pico em 2007, quando seu valor de mercado chegou a US$ 3,2 bilh\u00f5es. Mas, a iniciativa de expans\u00e3o global e as aquisi\u00e7\u00f5es foram engolidas pela crise financeira mundial, em 2008, que mudou totalmente o cen\u00e1rio do mercado. Em 2013, depois de demitir dois CEOS e suas a\u00e7\u00f5es acumularem perdas de 99% de seu valor, a Billabong aceitou um plano de refinanciamento de fundos de private equity americanos, ap\u00f3s ver sua d\u00edvida crescer devido a investimentos feitos para ampliar a rede de lojas.<\/p>\n<p>A marca, fundada pelo surfista Gordon Merchant h\u00e1 42 anos, est\u00e1 cortando custos e trocando fornecedores chineses por outros mais baratos do Vietn\u00e3, Bangladesh e \u00cdndia, e fechou ou vendeu 34% de seus pontos de venda no mundo.<\/p>\n<p>Procuradas pelo Brasil Econ\u00f4mico , Billabong e Quiksilver n\u00e3o atenderam \u00e0s solicita\u00e7\u00f5es de entrevista at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o. Com Bloomberg<\/p>\n<p>Samsung patrocina campeonato<br \/>\nTradicionalmente patrocinado por marcas relacionadas ao surfe, os grandes eventos desse esporte come\u00e7am a abrir espa\u00e7o para outras empresas. A Samsung, por exemplo, al\u00e9m de patrocinar o surfista Gabriel Medina, tem seu nome estampado nas etapas do Circuito Mundial de Surfe desde o ano passado.<\/p>\n<p>\u201c Estamos sempre em busca de novas parcerias e este foi o caso do surfe, no qual encontramos uma grande oportunidade de associar nossa marca ao esporte, que vem ganhando cada dia mais f\u00e3s n\u00e3o s\u00f3 no Brasil, como no mundo todo. Existe uma grande sinergia entre a modalidade e os atletas com os produtos e valores da Samsung\u201d, diz o gerente de marketing esportivo da Samsung Brasil, Cristiano Benassi.<\/p>\n<p>Fonte: Brasil Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcas t\u00eam novo plano de expans\u00e3o no pa\u00eds ap\u00f3s impulso recebido com bons resultados de surfistas como Gabriel Medina Gabriela Murno (gmurno@brasileconomico.com.br) Rio &#8211; Depois de perder um pouco de seu brilho, o mercado da moda surfe retoma o f\u00f4lego no Brasil, remando contra a mar\u00e9 do cen\u00e1rio mundial. 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