{"id":5887,"date":"2015-04-20T20:05:17","date_gmt":"2015-04-20T20:05:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/?p=5887"},"modified":"2015-04-20T20:05:17","modified_gmt":"2015-04-20T20:05:17","slug":"consumidor-da-as-cartas-e-obriga-varejo-a-inovar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/consumidor-da-as-cartas-e-obriga-varejo-a-inovar\/","title":{"rendered":"Consumidor d\u00e1 as cartas e obriga varejo a inovar"},"content":{"rendered":"<p>Vitrines interativas que mudam a oferta de acordo com o sexo e a idade dos consumidores que param em frente \u00e0 loja, provadores que permitem o envio de SMS para solicitar um novo n\u00famero de camisa e aplicativos criados para ajudar os vendedores a identificar um cliente VIP. As marcas vivem o desafio de entender profundamente quem \u00e9 o seu p\u00fablico e qual \u00e9 o seu perfil de compra. E a tecnologia tem sido cada vez mais decisiva para isso. &#8220;Agora n\u00e3o \u00e9 mais opcional. Ou os empres\u00e1rios inovam para tornar a sua opera\u00e7\u00e3o mais eficiente ou n\u00e3o v\u00e3o conseguir sobreviver&#8221;, alerta a consultora em inova\u00e7\u00e3o e varejo Regiane Romano, que estuda esse assunto h\u00e1 pelo menos 20 anos.<\/p>\n<p>A atividade n\u00e3o \u00e9 mais a mesma. Na realidade, n\u00e3o pode mais ser a mesma. Tradicionalmente mais conservadores que outras ind\u00fastrias na ado\u00e7\u00e3o de novas tecnologias, como a financeira e de telecom, os players que atuam nesse segmento est\u00e3o sendo obrigados a pensar na inova\u00e7\u00e3o sob pena de perderem o timing da evolu\u00e7\u00e3o da sociedade de consumo.<\/p>\n<p>No centro dessa mudan\u00e7a est\u00e1 o consumidor. &#8220;O cliente de hoje est\u00e1 extremamente conectado, bem informado e em busca de interatividade&#8221;, observa o especialista de solu\u00e7\u00f5es para o setor de varejo da SAP Brasil, Elia Chatah. Diante desse cen\u00e1rio, \u00e9 preciso rever os conceitos de atendimento. &#8220;\u00c9 ultrapassado chegar em uma loja e ser recebido por um funcion\u00e1rio que usa o desktop em tela negra e letra verde. Isso ainda acontece, inclusive, em muitas redes que vendem tecnologia, o que \u00e9 contradit\u00f3rio&#8221;, lamenta.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 que os vendedores passem a ter acesso a informa\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas, que possibilitem uma venda personalizada e, assim, certeira. Na pr\u00e1tica, isso pode acontecer a partir da ado\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es que permitam que o indiv\u00edduo seja reconhecido assim que entrar em um ponto de venda, seja por meio de solu\u00e7\u00f5es de biometria facial ou sensores inteligentes. Feito isso, e a partir de um sistema integrado, o vendedor recebe um SMS com os h\u00e1bitos de consumo do cliente que acabou de chegar na loja e consegue fazer uma venda direcionada.<\/p>\n<p>O novo perfil do consumidor mundial est\u00e1 exigindo isso. Com seus smartphones nas m\u00e3os e plugadas nas redes sociais, as pessoas ganharam for\u00e7a para pesquisar caracter\u00edsticas dos produtos, comparar pre\u00e7os e dividir a experi\u00eancia que tiveram com milhares de amigos e conhecidos virtuais. E \u00e9 esse comprador mais informado e exigente que as companhias precisam satisfazer.<\/p>\n<p>&#8220;O varejo nunca foi a ind\u00fastria a puxar a inova\u00e7\u00e3o, mas isso est\u00e1 mudando com quantidade de grandes de varejistas que est\u00e3o olhando esse tema como uma forma de se diferenciar&#8221;, observa o executivo para varejo da consultoria da IBM Brasil, Alejandro Padron.<\/p>\n<p>Esse aumento de interesse pode ser comprovado, inclusive, com a participa\u00e7\u00e3o em eventos voltados para a tecnologia do setor. O National Retail Federation (NRF), que acontece em Nova Iorque todo in\u00edcio de ano, reuniu cerca de 200 representantes do varejo brasileiro em 2014. Neste ano, foram mais de 2 mil, sendo a maioria de m\u00e9dio e pequeno portes.<\/p>\n<p>Ind\u00fastria e especialistas em tecnologias para o com\u00e9rcio vislumbram o varejo do futuro. Na pr\u00e1tica, por\u00e9m, a ado\u00e7\u00e3o massiva ainda est\u00e1 distante. Inclusive em outros pa\u00edses, onde as aplica\u00e7\u00f5es mais futuristas ainda s\u00e3o casos isolados. &#8220;Existem muitas novidades sendo apresentadas mas que, apesar de serem amplamente divulgadas, nem sequer est\u00e3o maturadas l\u00e1 fora&#8221;, alerta o diretor da TNG, Tito Bessa Jr.<\/p>\n<p>Apesar disso, o empres\u00e1rio tem experimentado esse novo mundo de possibilidades. A empresa de confec\u00e7\u00e3o est\u00e1 instalando em oito dos seus pontos de venda espalhados pelo Brasil monitores que transmitir\u00e3o imagens dos desfiles da TNG e produtos da marca. Em breve, tamb\u00e9m come\u00e7ar\u00e1 a usar o software que faz a contagem de pessoas que entram na loja e que analisa quantas delas se converteram em vendas. A solu\u00e7\u00e3o foi fornecida pela Onthespot, do Grupo Telef\u00f4nica. &#8220;A inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica \u00e9 algo important\u00edssimo para o varejo e para o nosso segmento de moda e confec\u00e7\u00e3o, mas desde que a um custo realista com o neg\u00f3cio&#8221;, defende.<\/p>\n<p>Mobilidade ajuda a transformar perfil de vendedores<\/p>\n<p>A mobilidade est\u00e1 mudando a cara do varejo brasileiro. Nos \u00faltimos cinco anos, os consumidores adotaram h\u00e1bitos que n\u00e3o tinham, como o de entrar em uma loja, fotografar o produto que desejam comprar e enviar para um amigo ou familiar para ver o que eles acham da compra.<\/p>\n<p>Isso sem falar na pesquisa de pre\u00e7os. Antes, as empresas colocavam o valor que queriam. Hoje, n\u00e3o adianta ter o seu pre\u00e7o razo\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o as outras marcas, porque, em um clique, \u00e9 poss\u00edvel ver uma imensid\u00e3o de outras op\u00e7\u00f5es mais interessantes. &#8220;O varejo mundial vive uma mudan\u00e7a dr\u00e1stica, resultado de uma associa\u00e7\u00e3o entre os dispositivos m\u00f3veis e as redes sociais. Como consumidores, isso nos d\u00e1 uma capacidade e facilidade que nunca tivemos&#8221;, comenta o executivo para varejo da consultoria da IBM Brasil, Alejandro Padron.<\/p>\n<p>Em parceria com a Apple, a IBM tem trabalhado em uma s\u00e9rie de aplicativos para apoiar as empresas a se relacionarem com os clientes de forma m\u00f3vel. Um deles \u00e9 o Sales Assist, um assistente de vendas que oferece aos vendedores informa\u00e7\u00f5es sobre os compradores, que podem ser consultadas por meio de um tablet.<\/p>\n<p>Pelo aplicativo, a vendedora consegue oferecer produtos de acordo com o perfil de cada pessoa e acessar o estoque em tempo real para ver se tem o n\u00famero e a cor do vestido de prefer\u00eancia da consumidora. \u00c9 poss\u00edvel at\u00e9 mesmo identificar se ela prefere ver sozinha as roupas ou se gosta de ter a assist\u00eancia &#8211; tudo com base em experi\u00eancias anteriores de compras.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 potencializar a efici\u00eancia dos funcion\u00e1rio e ajudar o varejista a dar um atendimento melhor sem aumentar os custos. Para isso ser poss\u00edvel, n\u00e3o existe segredo: \u00e9 preciso colocar na m\u00e3o desses profissionais a informa\u00e7\u00e3o. Isso envolve acesso ao estoque, pre\u00e7o dos produtos e sistema que informe se um determinado cliente \u00e9 VIP &#8211; e que, por isso, receber\u00e1 um desconto especial.<\/p>\n<p>Oferecer isso tudo de forma imediata, por meio de tablet, aumenta a produtividade e torna o processo mais de venda? assertivo, pois o vendedor conseguir\u00e1 ofertar produtos sabendo previamente qual \u00e9 o perfil do comprador. Se a pessoa chegar na loja e informar que ir\u00e1 receber amigos para jantar, ele orientar\u00e1 sobre a bebida para comprar e os petiscos em promo\u00e7\u00e3o. &#8220;O futuro no varejo \u00e9 que o vendedor se torne um curador&#8221;, acredita Padron.<\/p>\n<p>Big Data apoia estrat\u00e9gia de personaliza\u00e7\u00e3o das marcas<\/p>\n<p>Se um cliente \u00e9 vegetariano e compra sempre em uma mesma rede de supermercado, n\u00e3o faz sentido receber um folder com propaganda de carne, um problema que, geralmente, passa pela falta de uma estrat\u00e9gia eficiente de identificar os consumidores e, a partir disso, da personaliza\u00e7\u00e3o da oferta. &#8220;O varejo ainda trabalha com muitos silos de informa\u00e7\u00f5es, sem uma plataforma \u00fanica de dados&#8221;, admite o especialista de solu\u00e7\u00f5es para o setor de Varejo da SAP Brasil, Elia Chatah.<\/p>\n<p>Um dos segredos para as empresas conseguirem atender o seu p\u00fablico-alvo de forma direcionada \u00e9 apostar em sistemas inteligentes. De acordo com o executivo, a SAP investe no desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es que ajudam a entender o comportamento de compra para que, em cada loja, possa receber uma oferta alinhada com o que ele costuma comprar ali.<\/p>\n<p>Por traz da estrat\u00e9gia est\u00e1 o Hana, solu\u00e7\u00e3o de Big Data que permite lidar de forma inteligente com uma grande quantidade de dados. Um segundo passo para as empresas que est\u00e3o mais avan\u00e7adas nesse processo, comenta Chatah, \u00e9 a aposta em solu\u00e7\u00f5es de an\u00e1lises preditivas, que possibilitam aos gestores tentar prever os pr\u00f3ximos passos dos consumidores com base nestes dados passados. &#8220;Existem clientes de diversas maturidades em termos de ado\u00e7\u00e3o, mas o ponto positivo \u00e9 que o varejo est\u00e1 cada vez mais atento para isso&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Quando o assunto \u00e9 tecnologia aplicada ao varejo, a SAP est\u00e1 envolvida tamb\u00e9m em um projeto-piloto com o uso do Google Glass. Por meio do dispositivo, o vendedor consegue identificar o cliente pelo seu nome ou por algum sistema como Wi-Fi ou iBeacon (sistema de localiza\u00e7\u00e3o via Bluetooth). Assim, passa a ter acesso a informa\u00e7\u00f5es sobre toda experi\u00eancia passada de compra.<\/p>\n<p>Se o indiv\u00edduo comprou algo pela internet e foi at\u00e9 a loja para retirar, o \u00f3culos inteligente mostra os outros produtos que ele colocou no carrinho durante navega\u00e7\u00e3o e acabou desistindo de adquirir. De posse dessa informa\u00e7\u00e3o, o vendedor oferece novamente a ele esse item, influenciando uma poss\u00edvel nova venda. &#8220;Parece algo ainda muito futurista, mas o nosso papel \u00e9 estar pronto para quando o mercado come\u00e7ar a demandar esse tipo de solu\u00e7\u00e3o&#8221;, analisa Chatah.<br \/>\nRFID \u00e9 op\u00e7\u00e3o para produto de maior valor agregado<\/p>\n<p>O RFID, que permite a identifica\u00e7\u00e3o por radiofrequ\u00eancia dos produtos, \u00e9 uma das tecnologias importantes para o varejo e que vem sendo adotada de forma mais acelerada nos \u00faltimos anos. A partir de tags inteligentes colocadas nos produtos, fabricantes e varejistas conseguem ter um maior controle sobre o seu estoque. Em um supermercado, isso permite ao atendente do caixa fazer a leitura de um fardo de cerveja a dist\u00e2ncia, sem que o consumidor precise tirar do carrinho. Isso sem falar que, por meio de um leitor, \u00e9 poss\u00edvel ter acesso a dados adicionais dos produtos, como proced\u00eancia, validade e at\u00e9 dicas nutricionais.<\/p>\n<p>&#8220;Em fun\u00e7\u00e3o do custo, o RFID \u00e9 mais usado em produtos de maior valor agregado, como no setor t\u00eaxtil. Mas existe uma imensid\u00e3o de possibilidades de aplica\u00e7\u00f5es que devem se tornar realidade nos pr\u00f3ximos anos&#8221;, constata o presidente da GS1 Brasil &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Automa\u00e7\u00e3o, Jo\u00e3o Carlos de Oliveira. Segundo ele, a tecnologia est\u00e1 no dia a dia das pessoas. J\u00e1 as empresas, algumas com mais criatividade do que outras, est\u00e3o buscando os seus diferenciais para atender essa expectativa.<\/p>\n<p>Para muitos varejistas, o RFID \u00e9 considerado estrat\u00e9gico. \u00c9 o caso da loja de departamento americana Macy&#8217;s. Na edi\u00e7\u00e3o deste ano da National Retail Federation (NRF), um executivo da opera\u00e7\u00e3o disse que a radiofrequ?\u00eancia \u00e9 &#8220;o oxig\u00eanio da empresa&#8221;. Especialmente diante do desafio de otimizar processos a partir da gest\u00e3o dos estoque, o calcanhar de aquiles dos varejistas.<\/p>\n<p>Outra tend\u00eancia est\u00e1 na ponta da l\u00edngua, e quem atua no setor \u00e9 o omni channel, que pressup\u00f5e a unifica\u00e7\u00e3o de todos os canais de atendimento. N\u00e3o existe mais o mundo f\u00edsico e o virtual. O cliente \u00e9 um s\u00f3 e n\u00e3o quer saber se a empresa est\u00e1 vendendo via mobile commerce, e-commerce, rede social, cat\u00e1logo ou loja f\u00edsica. &#8220;Quem n\u00e3o integrar os canais n\u00e3o vai conseguir efici\u00eancia&#8221;, analisa a consultora em inova\u00e7\u00e3o e varejo, Regiane Romano.<\/p>\n<p>Segundo ela, o consumidor est\u00e1 mais antenado e sempre a apenas um clique de mais informa\u00e7\u00f5es sobre determinado produto ou servi\u00e7o e da compra. Para conseguir atend\u00ea-lo, \u00e9 preciso uma vis\u00e3o nova, e isso envolve todas as esferas dos neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>Onthespot v\u00ea oportunidades para solu\u00e7\u00f5es mais sofisticadas na experi\u00eancia de compra<\/p>\n<p>Falar em inova\u00e7\u00e3o no varejo \u00e9 quase lugar comum para a Onthespot, empresa do Grupo Telef\u00f3nica especializada em ativa\u00e7\u00e3o digital de pontos de venda com solu\u00e7\u00f5es inspiradas no mundo virtual. O country manager da opera\u00e7\u00e3o, Antonio Saramago, comenta que, no Brasil, a grande dificuldade para a ado\u00e7\u00e3o dessas solu\u00e7\u00f5es sempre foi o alto custo. Algo que ele acredita que est\u00e1 mudando. &#8220;O mercado brasileiro est\u00e1 pronto para adotar solu\u00e7\u00f5es diferenciadas. Os consumidores brasileiros s\u00e3o muito exigentes e queremos \u00e9 trazer as melhores pr\u00e1ticas para o Brasil&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Na cren\u00e7a de que a aten\u00e7\u00e3o dada \u00e0s novas tecnologias vai crescer no mercado brasileiro, a empresa chega com um portf\u00f3lio rico de solu\u00e7\u00f5es. Para atrair as pessoas para dentro da loja, uma das op\u00e7\u00f5es \u00e9 a Vitrine Interativa. Telas digitais com c\u00e2meras conseguem identificar o cliente assim que ele para em frente e ajusta a comunica\u00e7\u00e3o dos produtos de acordo com o seu sexo e idade. Esse sistema torna a comunica\u00e7\u00e3o mais dirigida, o que pode se refletir em um maior fluxo de pessoas.<\/p>\n<p>J\u00e1 o sistema de contagem de pessoas ajuda a conhecer o tr\u00e1fego de visitantes em um ponto de venda. Sensores s\u00e3o instalados na entrada e em outros pontos estrat\u00e9gicos. A ferramenta capta a movimenta\u00e7\u00e3o de pessoas, identifica os picos de visitas, se\u00e7\u00f5es mais visitadas, \u00e1reas de baixo tr\u00e1fego e gera indicadores para tomada de decis\u00f5es estrat\u00e9gicas. &#8220;Se eu descobrir que as minhas vendas aumentaram 30% em um dia de promo\u00e7\u00e3o, consigo projetar novas a\u00e7\u00f5es j\u00e1 sabendo as m\u00e9dias de convers\u00e3o em vendas&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Outra possibilidade \u00e9 fazer com que a oferta de Wi-Fi gratuito nas lojas possa se transformar em uma ferramenta de comunica\u00e7\u00e3o e marketing. Ao acessar a internet, uma mensagem da marca \u00e9 compartilhada na timeline do usu\u00e1rio no Facebook, ampliando sua visibilidade. Com este acesso, a empresa tamb\u00e9m consegue aumentar o conhecimento sobre seu p\u00fablico, com informa\u00e7\u00f5es sobre sexo, idade, entre outros indicadores.<\/p>\n<p>Mas o caminho a ser percorrido ainda \u00e9 grande. Mesmo os grandes varejistas n\u00e3o possuem ferramentas mais sofisticadas, como as que possibilitam saber quantas pessoas entram nas lojas a cada momento e o percentual disto que se transforma em vendas. &#8220;Sem estes dados, fica mais dif\u00edcil tomar decis\u00f5es, especialmente para as redes com v\u00e1rias unidades espalhadas pelo Pa\u00eds&#8221;, avalia Saramago.<br \/>\nDafiti mescla ambientes do mundo on-line e off-line em loja conceito<\/p>\n<p>A Dafiti, uma das maiores lojas de e-commerce de moda da Am\u00e9rica Latina, escolheu a charmosa rua Oscar Freire, em S\u00e3o Paulo, para instalar a sua loja-conceito da marca, que ficar\u00e1 aberta at\u00e9 o final de junho. O investimento na Dafiti Live foi de R$ 1 milh\u00e3o.<\/p>\n<p>A empresa caprichou para proporcionar uma experi\u00eancia de compras diferenciada, focada na mescla entre o universo on-line e off-line. As compras na loja ser\u00e3o entregues em casa gratuitamente, para que os clientes possam caminhar pela Oscar Freire sem sacolas. &#8220;Queremos oferecer a melhor experi\u00eancia de compra, portanto, fizemos uma loja omni channel para que ele tenha os benef\u00edcios de uma loja real, como ao provar uma roupa, com os benef\u00edcios do on-line como por meio da compra r\u00e1pida e f\u00e1cil sem precisar pegar fila e ter a entrega gratuita em casa&#8221;, explica Malte Huffmann, s\u00f3cio-fundador da Dafiti junto com Philipp Povel, Thibaud Lecuyer e Malte Horeyseck.<\/p>\n<p>Segundo ele, a inten\u00e7\u00e3o com a loja f\u00edsica \u00e9 emergir os consumidores no universo on-line para dentro de uma loja f\u00edsica, com os aspectos dos dois ambientes. A decora\u00e7\u00e3o sugere um ambiente virtual, com um lustre de c\u00f3digos bin\u00e1rios. A loja fica iluminada durante a noite para lembrar e referir que a Dafiti est\u00e1 aberta 24 horas pelo site.<\/p>\n<p>A empresa instalou uma plataforma inovadora de provar roupas, o Dafitime. Em um tel\u00e3o interativo, a tecnologia permite que o comprador crie um avatar de acordo com as suas medidas pessoais, experimente as roupas virtualmente e depois envie as pe\u00e7as j\u00e1 pr\u00e9-selecionadas para o provador f\u00edsico.<\/p>\n<p>O m\u00e9todo de pagamento \u00e9 outro diferencial. Apesar da presen\u00e7a de funcion\u00e1rios para auxiliar os clientes, n\u00e3o h\u00e1 caixa na loja. O comprador escolhe a pe\u00e7a, escaneia seu c\u00f3digo de barras no aplicativo da Dafiti com um aparelho m\u00f3vel e finaliza a transa\u00e7\u00e3o, pagando ali mesmo. Al\u00e9m disso, foram instalados na rua Oscar Freire e tamb\u00e9m em toda loja sensores com geolocaliza\u00e7\u00e3o iBeacons, que enviam notifica\u00e7\u00f5es aos clientes. &#8220;Temos que inovar sempre, principalmente em um mercado t\u00e3o concorrido quanto o varejo. Por trabalhar com com\u00e9rcio eletr\u00f4nico vejo o investimento em inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas como uma caracter\u00edstica ainda mais importante para o neg\u00f3cio&#8221;, diz Huffmann.<\/p>\n<p>Fonte: Jornal do Com\u00e9rcio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vitrines interativas que mudam a oferta de acordo com o sexo e a idade dos consumidores que param em frente \u00e0 loja, provadores que permitem o envio de SMS para solicitar um novo n\u00famero de camisa e aplicativos criados para ajudar os vendedores a identificar um cliente VIP. 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