{"id":5869,"date":"2015-04-13T12:31:29","date_gmt":"2015-04-13T12:31:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/?p=5869"},"modified":"2015-04-13T12:31:29","modified_gmt":"2015-04-13T12:31:29","slug":"reajuste-dos-precos-administrados-faz-inflacao-disparar-para-813-em-um-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/reajuste-dos-precos-administrados-faz-inflacao-disparar-para-813-em-um-ano\/","title":{"rendered":"Reajuste dos pre\u00e7os administrados faz infla\u00e7\u00e3o disparar para 8,13% em um ano"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/03.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-5870 size-medium\" src=\"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/03-300x169.jpg\" alt=\"03\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/03-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/03-250x141.jpg 250w, https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/03.jpg 430w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) de mar\u00e7o, divulgado pelo IBGE, apresentou varia\u00e7\u00e3o de 1,32%, ficando 0,10 ponto percentual acima da taxa de fevereiro (1,22%). Este \u00e9 o maior \u00edndice mensal desde fevereiro de 2003, quando atingiu 1,57%, al\u00e9m de ser a taxa mais elevada para os meses de mar\u00e7o desde 1995 (1,55%). Com isto, o acumulado no ano de 2015 ficou em 3,83%, a maior taxa para um primeiro trimestre desde 2003, quando a alta foi de 5,13%. Nos \u00faltimos 12 meses, o \u00edndice foi para 8,13%, o mais elevado desde dezembro de 2003 (9,30%). Em mar\u00e7o de 2014, o IPCA ficou em 0,92%. Mais da metade do \u00edndice de mar\u00e7o ficou na conta da energia el\u00e9trica, cujo aumento m\u00e9dio de 22,08% gerou 0,71 ponto percentual (p.p.) de impacto, o mais expressivo do m\u00eas, que representou 53,79% do IPCA.<\/p>\n<p>Esses reajustes dos pre\u00e7os administrados fazem parte da nova pol\u00edtica adotada pelo governo federal de \u201crealismo tarif\u00e1rio\u201d e est\u00e1 inserida no programa de ajuste econ\u00f4mico do Minist\u00e9rio da Fazenda. A Fecom\u00e9rcio SC lamenta que essa pol\u00edtica de \u201crealismo tarif\u00e1rio\u201d n\u00e3o foi adotada de maneira lenta e gradual aos longos dos \u00faltimos anos, o que evitaria grandes baques no \u00edndice de pre\u00e7os e, consequentemente, grandes aumentos nos juros, o que prejudica ainda mais os investimentos e o crescimento econ\u00f4mico, para controlar a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A forte alta da infla\u00e7\u00e3o no m\u00eas de mar\u00e7o \u00e9 prejudicial ao com\u00e9rcio e servi\u00e7os, pois corr\u00f3i o poder de compras das fam\u00edlias e prejudica as vendas no setor. Este aumento em mar\u00e7o tamb\u00e9m est\u00e1 associado ao aumento do PIS\/Cofins que incide sobre a gasolina em fevereiro e que ainda apresentou seus efeitos em mar\u00e7o. Soma-se a isso a paralisa\u00e7\u00e3o dos caminhoneiros, que elevou o pre\u00e7o de v\u00e1rios itens de alimenta\u00e7\u00e3o, principalmente dos latic\u00ednios e a entrada em vigor, a partir de 2 de mar\u00e7o, da revis\u00e3o das tarifas aprovada pela Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (ANEEL), na qual ocorreram aumentos extras, fora do reajuste anual, para cobrir custos das concession\u00e1rias com a compra de energia. Na mesma data, houve reajuste de 83,33% sobre o valor da bandeira tarif\u00e1ria vigente, a vermelha, passando de R$ 3,00 para R$ 5,50. Com os aumentos ocorridos, o consumidor est\u00e1 pagando neste ano, em m\u00e9dia, 36,34% a mais pelo uso da energia, enquanto nos \u00faltimos 12 meses as contas j\u00e1 est\u00e3o 60,42% mais caras.<\/p>\n<p>Para os pr\u00f3ximos meses \u00e9 esperado um arrefecimento do \u00edndice de infla\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que os reajustes dos itens administrados se concentraram no primeiro trimestre do ano. Entretanto, a alta de 4% nos primeiros tr\u00eas meses do ano deve fazer com que o IPCA termine o ano acima do teto da meta de 6,5%.<\/p>\n<p>De acordo com os dados do IBGE, os gastos com Habita\u00e7\u00e3o, onde se encontra o item energia, registraram o maior resultado de grupo, 5,29%. Nele sobressaem, ainda, o aumento de 1,25% no item m\u00e3o de obra para pequenos reparos e de 0,96% no condom\u00ednio. As despesas com Alimenta\u00e7\u00e3o e Bebidas subiram 1,17% e exerceram impacto de 0,29 p.p. Juntos, o grupo dos alimentos e o da Habita\u00e7\u00e3o exerceram impacto de 1,08 p.p., representando 81,82% do IPCA do m\u00eas. Nos alimentos, que ficaram 3,50% mais caros neste ano e 8,19% nos \u00faltimos 12 meses<\/p>\n<p>O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC) apresentou varia\u00e7\u00e3o de 1,51% em mar\u00e7o, 0,35 p.p. acima do resultado de fevereiro (1,16%). No primeiro trimestre do ano, o \u00edndice situa-se em 4,21%, acima do percentual de 2,10% registrado em igual per\u00edodo de 2014. Considerando os \u00faltimos doze meses, a taxa foi para 8,42%, bem acima dos 7,68% dos doze meses anteriores. Em mar\u00e7o de 2014 o INPC foi de 0,82%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) de mar\u00e7o, divulgado pelo IBGE, apresentou varia\u00e7\u00e3o de 1,32%, ficando 0,10 ponto percentual acima da taxa de fevereiro (1,22%). 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