{"id":5533,"date":"2015-01-20T16:43:00","date_gmt":"2015-01-20T16:43:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/oeste-de-sc-reclama-da-deficiencia-de-energia\/"},"modified":"2015-01-20T16:43:00","modified_gmt":"2015-01-20T16:43:00","slug":"oeste-de-sc-reclama-da-deficiencia-de-energia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/oeste-de-sc-reclama-da-deficiencia-de-energia\/","title":{"rendered":"Oeste de SC reclama da defici\u00eancia de energia"},"content":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"A mortandade frequente de aves e o calor excessivo trazem riscos de ordem sanit\u00e1ria. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/aviario-300x211.jpg\"><\/div>\n<p>A mortandade frequente de aves e o calor excessivo trazem riscos de ordem sanit\u00e1ria. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>As graves defici\u00eancias no fornecimento de energia el\u00e9trica no grande oeste catarinense est\u00e3o causando pesados preju\u00edzos aos setores industrial e agropecu\u00e1rio. Unidades industriais e estabelecimentos rurais paralisadas e com perda de produ\u00e7\u00e3o e produtividade est\u00e3o se tornando ocorr\u00eancias frequentes na regi\u00e3o, com perdas, inclusive, de planteis. O presidente da Cooperativa Central Aurora Alimentos e vice-presidente de agroneg\u00f3cio da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado (Fiesc) M\u00e1rio Lanznaster e o presidente da Organiza\u00e7\u00e3o das Cooperativas de Santa Catarina (Ocesc) Marcos Ant\u00f4nio Zordan pedir\u00e3o ao Governo do Estado a acelera\u00e7\u00e3o das obras das Centrais El\u00e9tricas de Santa Catarina (Celesc) na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Lanznaster e Zordan querem que sejam acelerados os investimentos da Celesc que est\u00e3o em curso no oeste (mais de 90 milh\u00f5es de reais) para a amplia\u00e7\u00e3o do sistema de alta tens\u00e3o. O objetivo \u00e9 aumentar a capacidade de transforma\u00e7\u00e3o em 23% com mais 316 MVA. Os investimentos est\u00e3o concentrados nas linhas de transmiss\u00e3o e nas subesta\u00e7\u00f5es instaladas na regi\u00e3o. A Celesc mant\u00e9m no grande oeste 15 subesta\u00e7\u00f5es (sete de 138kV e oito de 69 kV) com capacidade instalada de 879 MVA. As obras da Celesc est\u00e3o espalhadas em oito frentes.<\/p>\n<p>No ano passado, essa situa\u00e7\u00e3o provocou grande preju\u00edzo de ativos biol\u00f3gicos em pelo menos 30 mil aves perdidas, por semana, nos per\u00edodos mais cr\u00edticos de dezembro,  janeiro e fevereiro. Neste ano j\u00e1 se chegou a 40 mil aves. Al\u00e9m da perda econ\u00f4mica para avicultores e para as ind\u00fastrias, a mortandade frequente de aves e o calor excessivo trazem riscos de ordem sanit\u00e1ria.<\/p>\n<p>O F\u00f3rum de Desenvolvimento do Oeste, coordenado pela Fiesc e Unoesc, constatou no ano passado que a regi\u00e3o teve os piores indicadores de todo o Estado: o DEC (tempo acumulado que as unidades consumidoras ficaram sem energia) ficou  87% acima da meta e o FEC (indica a quantidade de vezes que ocorreu interrup\u00e7\u00e3o no fornecimento) registrou 74% acima da meta.<\/p>\n<p>Lanznaster exp\u00f5e que, al\u00e9m das defici\u00eancias, o alto custo da energia el\u00e9trica prejudica a competitividade da ind\u00fastria e encarece todos os produtos manufaturados. Lembra que o setor industrial \u00e9 respons\u00e1vel por aproximadamente 46% do consumo de energia el\u00e9trica no Brasil.<\/p>\n<p>O dirigente lamenta que os transtornos do setor produtivo  com o suprimento de energia el\u00e9trica nas vastas regi\u00f5es agr\u00edcolas est\u00e3o se tornando um pesado custo adicional em um momento em que a avicultura e a suinocultura catarinense, como grandes cadeias produtivas, est\u00e3o perdendo competitividade em raz\u00e3o de v\u00e1rias condicionantes como as defici\u00eancias log\u00edsticas de transporte, a falta de m\u00e3o de obra e os incentivos fiscais oferecidos por outros Estados, como Paran\u00e1, Rio Grande do Sul e S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Por outro lado, o presidente da Ocesc, Marcos Zordan, salienta que a m\u00e1 qualidade da energia el\u00e9trica na zona rural e o pre\u00e7o cobrado pelo consumo encarecem a produ\u00e7\u00e3o, especialmente em rela\u00e7\u00e3o a energia utilizada em armazenagem de gr\u00e3os, resfriamento de leite e criat\u00f3rios automatizados para aves e su\u00ednos. A situa\u00e7\u00e3o amea\u00e7a uma estrutura produtiva formada por  cerca de 200 mil estabelecimentos rurais que abrigam plant\u00e9is permanentes formados por 150 milh\u00f5es de frangos e 7,5 milh\u00f5es de su\u00ednos.<\/p>\n<p>Os criadores de aves s\u00e3o os mais prejudicados. Em face da escassez de m\u00e3o de obra na \u00e1rea rural e da otimiza\u00e7\u00e3o dos processos produtivos, est\u00e1 ocorrendo crescente emprego da automa\u00e7\u00e3o nos avi\u00e1rios, com equipamentos autom\u00e1ticos de climatiza\u00e7\u00e3o em criat\u00f3rios hermeticamente fechados. As frequentes oscila\u00e7\u00f5es de tens\u00e3o e as quedas no fornecimento t\u00eam causado s\u00e9rios preju\u00edzos, com perda de equipamentos. Com a climatiza\u00e7\u00e3o sem funcionar, as temperaturas pr\u00f3ximas ou superiores a 40 graus causam alta mortandade. Muitos desses casos resultaram em a\u00e7\u00f5es indenizat\u00f3rias que tramitam na Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do suprimento de energia el\u00e9trica, o problema se concentra na qualidade das redes de distribui\u00e7\u00e3o. Os maiores percal\u00e7os \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, na zona rural, situam-se nas propriedades rurais localizadas nas pontas das redes. Ali, a m\u00e1 qualidade e as quedas constantes da energia causam a queima e a perda de equipamentos, paralisando a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>The post Oeste de SC reclama da defici\u00eancia de energia appeared first on Economia SC.<\/p>\n<p>Via: <a href=\"http:\/\/economiasc.com.br\/oeste-de-sc-reclama-da-deficiencia-de-energia\/\" class=\"colorbox\" title=\"Oeste de SC reclama da defici\u00eancia de energia\">economiasc.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"A mortandade frequente de aves e o calor excessivo trazem riscos de ordem sanit\u00e1ria. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/aviario-300x211.jpg\"><\/div>\n<p>A mortandade frequente de aves e o calor excessivo trazem riscos de ordem sanit\u00e1ria. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>As graves defici\u00eancias no fornecimento de energia el\u00e9trica no grande oeste catarinense est\u00e3o causando pesados preju\u00edzos aos setores industrial e agropecu\u00e1rio. Unidades industriais e estabelecimentos rurais paralisadas e com perda de produ\u00e7\u00e3o e produtividade est\u00e3o se tornando ocorr\u00eancias frequentes na regi\u00e3o, com perdas, inclusive, de planteis. O presidente da Cooperativa Central Aurora Alimentos e vice-presidente de agroneg\u00f3cio da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado (Fiesc) M\u00e1rio Lanznaster e o presidente da Organiza\u00e7\u00e3o das Cooperativas de Santa Catarina (Ocesc) Marcos Ant\u00f4nio Zordan pedir\u00e3o ao Governo do Estado a acelera\u00e7\u00e3o das obras das Centrais El\u00e9tricas de Santa Catarina (Celesc) na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Lanznaster e Zordan querem que sejam acelerados os investimentos da Celesc que est\u00e3o em curso no oeste (mais de 90 milh\u00f5es de reais) para a amplia\u00e7\u00e3o do sistema de alta tens\u00e3o. O objetivo \u00e9 aumentar a capacidade de transforma\u00e7\u00e3o em 23% com mais 316 MVA. Os investimentos est\u00e3o concentrados nas linhas de transmiss\u00e3o e nas subesta\u00e7\u00f5es instaladas na regi\u00e3o. A Celesc mant\u00e9m no grande oeste 15 subesta\u00e7\u00f5es (sete de 138kV e oito de 69 kV) com capacidade instalada de 879 MVA. As obras da Celesc est\u00e3o espalhadas em oito frentes.<\/p>\n<p>No ano passado, essa situa\u00e7\u00e3o provocou grande preju\u00edzo de ativos biol\u00f3gicos em pelo menos 30 mil aves perdidas, por semana, nos per\u00edodos mais cr\u00edticos de dezembro,  janeiro e fevereiro. Neste ano j\u00e1 se chegou a 40 mil aves. Al\u00e9m da perda econ\u00f4mica para avicultores e para as ind\u00fastrias, a mortandade frequente de aves e o calor excessivo trazem riscos de ordem sanit\u00e1ria.<\/p>\n<p>O F\u00f3rum de Desenvolvimento do Oeste, coordenado pela Fiesc e Unoesc, constatou no ano passado que a regi\u00e3o teve os piores indicadores de todo o Estado: o DEC (tempo acumulado que as unidades consumidoras ficaram sem energia) ficou  87% acima da meta e o FEC (indica a quantidade de vezes que ocorreu interrup\u00e7\u00e3o no fornecimento) registrou 74% acima da meta.<\/p>\n<p>Lanznaster exp\u00f5e que, al\u00e9m das defici\u00eancias, o alto custo da energia el\u00e9trica prejudica a competitividade da ind\u00fastria e encarece todos os produtos manufaturados. Lembra que o setor industrial \u00e9 respons\u00e1vel por aproximadamente 46% do consumo de energia el\u00e9trica no Brasil.<\/p>\n<p>O dirigente lamenta que os transtornos do setor produtivo  com o suprimento de energia el\u00e9trica nas vastas regi\u00f5es agr\u00edcolas est\u00e3o se tornando um pesado custo adicional em um momento em que a avicultura e a suinocultura catarinense, como grandes cadeias produtivas, est\u00e3o perdendo competitividade em raz\u00e3o de v\u00e1rias condicionantes como as defici\u00eancias log\u00edsticas de transporte, a falta de m\u00e3o de obra e os incentivos fiscais oferecidos por outros Estados, como Paran\u00e1, Rio Grande do Sul e S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Por outro lado, o presidente da Ocesc, Marcos Zordan, salienta que a m\u00e1 qualidade da energia el\u00e9trica na zona rural e o pre\u00e7o cobrado pelo consumo encarecem a produ\u00e7\u00e3o, especialmente em rela\u00e7\u00e3o a energia utilizada em armazenagem de gr\u00e3os, resfriamento de leite e criat\u00f3rios automatizados para aves e su\u00ednos. A situa\u00e7\u00e3o amea\u00e7a uma estrutura produtiva formada por  cerca de 200 mil estabelecimentos rurais que abrigam plant\u00e9is permanentes formados por 150 milh\u00f5es de frangos e 7,5 milh\u00f5es de su\u00ednos.<\/p>\n<p>Os criadores de aves s\u00e3o os mais prejudicados. Em face da escassez de m\u00e3o de obra na \u00e1rea rural e da otimiza\u00e7\u00e3o dos processos produtivos, est\u00e1 ocorrendo crescente emprego da automa\u00e7\u00e3o nos avi\u00e1rios, com equipamentos autom\u00e1ticos de climatiza\u00e7\u00e3o em criat\u00f3rios hermeticamente fechados. As frequentes oscila\u00e7\u00f5es de tens\u00e3o e as quedas no fornecimento t\u00eam causado s\u00e9rios preju\u00edzos, com perda de equipamentos. Com a climatiza\u00e7\u00e3o sem funcionar, as temperaturas pr\u00f3ximas ou superiores a 40 graus causam alta mortandade. Muitos desses casos resultaram em a\u00e7\u00f5es indenizat\u00f3rias que tramitam na Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do suprimento de energia el\u00e9trica, o problema se concentra na qualidade das redes de distribui\u00e7\u00e3o. Os maiores percal\u00e7os \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, na zona rural, situam-se nas propriedades rurais localizadas nas pontas das redes. Ali, a m\u00e1 qualidade e as quedas constantes da energia causam a queima e a perda de equipamentos, paralisando a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>The post Oeste de SC reclama da defici\u00eancia de energia appeared first on Economia SC.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-5533","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","no-post-thumbnail"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5533","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5533"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5533\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5533"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5533"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5533"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}