{"id":5503,"date":"2015-01-19T13:20:00","date_gmt":"2015-01-19T13:20:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/pesquisa-mostra-que-mobilidade-em-sc-e-muito-ruim\/"},"modified":"2015-01-19T13:20:00","modified_gmt":"2015-01-19T13:20:00","slug":"pesquisa-mostra-que-mobilidade-em-sc-e-muito-ruim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/pesquisa-mostra-que-mobilidade-em-sc-e-muito-ruim\/","title":{"rendered":"Pesquisa mostra que mobilidade em SC \u00e9 muito ruim"},"content":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"As cidades de Florian\u00f3polis e Blumenau lideram o ranking de autom\u00f3vel por habitante no Estado. Foto: Marcelo Passamai\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/transito_mobilidade_Foto_Marcelo_Passamai-300x225.jpg\"><\/div>\n<p>As cidades de Florian\u00f3polis e Blumenau lideram o ranking de autom\u00f3vel por habitante no Estado. Foto: Marcelo Passamai<\/p>\n<p>Santa Catarina registra, atualmente, uma m\u00e9dia de 30,6 autom\u00f3veis para cada 100 habitantes, ou seja, h\u00e1 1.906 milh\u00e3o de autom\u00f3veis para 6.234 milh\u00f5es de pessoas. Este dado faz parte da Pesquisa Mobilidade Urbana em Santa Catarina, realizada pela Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo de Santa Catarina.<\/p>\n<p>Ao analisar o tema, em conjunto com dados dos \u00faltimos censos do IBGE, a Fecom\u00e9rcio SC concluiu que o cen\u00e1rio de aumento de renda e de queda na infla\u00e7\u00e3o e no desemprego, experimentado na \u00faltima d\u00e9cada, foi determinante para a eleva\u00e7\u00e3o do consumo de bens dur\u00e1veis, como os autom\u00f3veis. Por\u00e9m, o novo padr\u00e3o dos catarinenses n\u00e3o foi acompanhado de melhorias de infraestrutura urbana, causando gargalos nos trajetos municipal e intermunicipal, este agravado pelo alto \u00edndice de trabalhadores de cidades sat\u00e9lites que trabalham nos centros urbanos. Para se ter uma ideia, 47,70% dos moradores de Cambori\u00fa trabalham nos munic\u00edpios vizinhos, sendo Balne\u00e1rio Cambori\u00fa o principal destino.<\/p>\n<p>Por outro lado, nem sempre o problema de mobilidade urbana est\u00e1 relacionado \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o e ao crescimento urbano. As cidades pouco urbanizadas tamb\u00e9m sentem as dificuldades, comprovando a necessidade de investimentos em infraestrutura. O munic\u00edpio de Irati \u00e9 um exemplo. Localizado na microrregi\u00e3o Oeste do Estado, 44,03% dos seus moradores levam entre meia hora e uma hora para chegar ao trabalho, dentro do pr\u00f3prio munic\u00edpio. Neste item, a Capital alcan\u00e7a 24,76%.<\/p>\n<p><strong>Carros x habitantes<\/strong><\/p>\n<p>As cidades de Florian\u00f3polis e Blumenau lideram o ranking de autom\u00f3vel por habitante no Estado. Na Capital, s\u00e3o 41,8 autom\u00f3veis para cada 100 habitantes. Em Blumenau, 41,3 autom\u00f3veis, sendo que a m\u00e9dia estadual \u00e9 de 30,6. No ranking das 16 cidades tamb\u00e9m est\u00e3o Pomerode (40,8%), Brusque (39,85), Rio do Sul (37,4%), Timb\u00f3 (37,3%), Joa\u00e7aba (36,9%), Jaragu\u00e1 do Sul (36%), Rio Fortuna (35,2%), Botuver\u00e1 (34,9%), Crici\u00fama (34,9%), S\u00e3o Miguel do Oeste (34,7%), Indaial (34,6%), Tubar\u00e3o (34,5%), Cocal do Sul (34,2%) e Joinville (34%).<\/p>\n<p><strong>Trabalho em cidades vizinhas<\/strong><\/p>\n<p>Com o crescimento populacional e a din\u00e2mica do pre\u00e7o do aluguel imobili\u00e1rio, as cidades sat\u00e9lites dos grandes polos cresceram, criando um fluxo de trabalhadores rumo \u00e0s cidades polos. Al\u00e9m do exemplo de Cambori\u00fa, a Grande Florian\u00f3polis tamb\u00e9m registra um dos maiores percentuais de moradores que trabalham fora de suas cidades. Dentre os 15 munic\u00edpios que s\u00e3o destaque neste item, seis s\u00e3o da regi\u00e3o metropolitana da Capital: Governador Celso Ramos (40,57%), Bigua\u00e7u (39,72%), Palho\u00e7a (38,34%), S\u00e3o Jos\u00e9 (35,35%), Santo Amaro da Imperatriz (32,18%) e S\u00e3o Pedro de Alc\u00e2ntara (30,92%). Assim, a regi\u00e3o da Grande Florian\u00f3polis \u00e9 o principal gargalo de mobilidade urbana do Estado.<\/p>\n<p><strong>Melhor mobilidade<\/strong><\/p>\n<p>A m\u00e9dia estadual de trabalhadores que levam menos de meia hora para chegar ao trabalho \u00e9 de 87,63%. Nesta lista, est\u00e3o a pr\u00f3pria Capital do Estado e os munic\u00edpios pr\u00f3ximos a Joinville, como Araquari. No ranking de mobilidade urbana das maiores cidades catarinenses, Itaja\u00ed apresenta a melhor taxa \u2013 88,38% \u2013 e Palho\u00e7a a pior, com 60,41%.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com outras regi\u00f5es metropolitanas brasileiras, Florian\u00f3polis tem os menores percentuais de trabalhadores que levam entre meia hora e uma hora e mais de uma hora para chegar ao trabalho. Uma explica\u00e7\u00e3o para este dado \u00e9 que, apesar do grande crescimento verificado nos \u00faltimos anos, a Capital tem um porte menor do que as demais regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds e, devido \u00e0s suas condi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas, n\u00e3o abriga um grande centro industrial..<\/p>\n<p>The post Pesquisa mostra que mobilidade em SC \u00e9 muito ruim appeared first on Economia SC.<\/p>\n<p>Via: <a href=\"http:\/\/economiasc.com.br\/pesquisa-mostra-que-mobilidade-em-sc-e-muito-ruim\/\" class=\"colorbox\" title=\"Pesquisa mostra que mobilidade em SC \u00e9 muito ruim\">economiasc.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"As cidades de Florian\u00f3polis e Blumenau lideram o ranking de autom\u00f3vel por habitante no Estado. 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Este dado faz parte da Pesquisa Mobilidade Urbana em Santa Catarina, realizada pela Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo de Santa Catarina.<\/p>\n<p>Ao analisar o tema, em conjunto com dados dos \u00faltimos censos do IBGE, a Fecom\u00e9rcio SC concluiu que o cen\u00e1rio de aumento de renda e de queda na infla\u00e7\u00e3o e no desemprego, experimentado na \u00faltima d\u00e9cada, foi determinante para a eleva\u00e7\u00e3o do consumo de bens dur\u00e1veis, como os autom\u00f3veis. Por\u00e9m, o novo padr\u00e3o dos catarinenses n\u00e3o foi acompanhado de melhorias de infraestrutura urbana, causando gargalos nos trajetos municipal e intermunicipal, este agravado pelo alto \u00edndice de trabalhadores de cidades sat\u00e9lites que trabalham nos centros urbanos. Para se ter uma ideia, 47,70% dos moradores de Cambori\u00fa trabalham nos munic\u00edpios vizinhos, sendo Balne\u00e1rio Cambori\u00fa o principal destino.<\/p>\n<p>Por outro lado, nem sempre o problema de mobilidade urbana est\u00e1 relacionado \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o e ao crescimento urbano. As cidades pouco urbanizadas tamb\u00e9m sentem as dificuldades, comprovando a necessidade de investimentos em infraestrutura. O munic\u00edpio de Irati \u00e9 um exemplo. Localizado na microrregi\u00e3o Oeste do Estado, 44,03% dos seus moradores levam entre meia hora e uma hora para chegar ao trabalho, dentro do pr\u00f3prio munic\u00edpio. Neste item, a Capital alcan\u00e7a 24,76%.<\/p>\n<p><strong>Carros x habitantes<\/strong><\/p>\n<p>As cidades de Florian\u00f3polis e Blumenau lideram o ranking de autom\u00f3vel por habitante no Estado. Na Capital, s\u00e3o 41,8 autom\u00f3veis para cada 100 habitantes. Em Blumenau, 41,3 autom\u00f3veis, sendo que a m\u00e9dia estadual \u00e9 de 30,6. No ranking das 16 cidades tamb\u00e9m est\u00e3o Pomerode (40,8%), Brusque (39,85), Rio do Sul (37,4%), Timb\u00f3 (37,3%), Joa\u00e7aba (36,9%), Jaragu\u00e1 do Sul (36%), Rio Fortuna (35,2%), Botuver\u00e1 (34,9%), Crici\u00fama (34,9%), S\u00e3o Miguel do Oeste (34,7%), Indaial (34,6%), Tubar\u00e3o (34,5%), Cocal do Sul (34,2%) e Joinville (34%).<\/p>\n<p><strong>Trabalho em cidades vizinhas<\/strong><\/p>\n<p>Com o crescimento populacional e a din\u00e2mica do pre\u00e7o do aluguel imobili\u00e1rio, as cidades sat\u00e9lites dos grandes polos cresceram, criando um fluxo de trabalhadores rumo \u00e0s cidades polos. Al\u00e9m do exemplo de Cambori\u00fa, a Grande Florian\u00f3polis tamb\u00e9m registra um dos maiores percentuais de moradores que trabalham fora de suas cidades. Dentre os 15 munic\u00edpios que s\u00e3o destaque neste item, seis s\u00e3o da regi\u00e3o metropolitana da Capital: Governador Celso Ramos (40,57%), Bigua\u00e7u (39,72%), Palho\u00e7a (38,34%), S\u00e3o Jos\u00e9 (35,35%), Santo Amaro da Imperatriz (32,18%) e S\u00e3o Pedro de Alc\u00e2ntara (30,92%). Assim, a regi\u00e3o da Grande Florian\u00f3polis \u00e9 o principal gargalo de mobilidade urbana do Estado.<\/p>\n<p><strong>Melhor mobilidade<\/strong><\/p>\n<p>A m\u00e9dia estadual de trabalhadores que levam menos de meia hora para chegar ao trabalho \u00e9 de 87,63%. Nesta lista, est\u00e3o a pr\u00f3pria Capital do Estado e os munic\u00edpios pr\u00f3ximos a Joinville, como Araquari. No ranking de mobilidade urbana das maiores cidades catarinenses, Itaja\u00ed apresenta a melhor taxa \u2013 88,38% \u2013 e Palho\u00e7a a pior, com 60,41%.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com outras regi\u00f5es metropolitanas brasileiras, Florian\u00f3polis tem os menores percentuais de trabalhadores que levam entre meia hora e uma hora e mais de uma hora para chegar ao trabalho. Uma explica\u00e7\u00e3o para este dado \u00e9 que, apesar do grande crescimento verificado nos \u00faltimos anos, a Capital tem um porte menor do que as demais regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds e, devido \u00e0s suas condi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas, n\u00e3o abriga um grande centro industrial..<\/p>\n<p>The post Pesquisa mostra que mobilidade em SC \u00e9 muito ruim appeared first on Economia SC.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-5503","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","no-post-thumbnail"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5503","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5503"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5503\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5503"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5503"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5503"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}