{"id":5415,"date":"2015-01-12T20:30:00","date_gmt":"2015-01-12T20:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/exportacoes-de-carros-pode-ter-patamares-de-2000\/"},"modified":"2015-01-12T20:30:00","modified_gmt":"2015-01-12T20:30:00","slug":"exportacoes-de-carros-pode-ter-patamares-de-2000","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/exportacoes-de-carros-pode-ter-patamares-de-2000\/","title":{"rendered":"Exporta\u00e7\u00f5es de carros pode ter patamares de 2000"},"content":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"As exporta\u00e7\u00f5es de autove\u00edculos brasileiros ca\u00edram 40,9% no ano passado. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ve%C3%ADculos-51-300x187.jpg\"><\/div>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es de autove\u00edculos brasileiros ca\u00edram 40,9% no ano passado. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A taxa de c\u00e2mbio \u00e9 considerada fator essencial para que o Brasil retome o patamar de 1 milh\u00e3o de carros exportados por ano, registrado ao longo dos anos 2000, disse segunda-feira, 12, o coordenador do MBA em gest\u00e3o estrat\u00e9gica de empresas da cadeia automotiva da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), Ant\u00f4nio Jorge Martins. \u201c\u00c9 um patamar plenamente alcan\u00e7\u00e1vel pela ind\u00fastria automotiva brasileira\u201d. De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores (Anfavea), as exporta\u00e7\u00f5es de autove\u00edculos brasileiros ca\u00edram 40,9% no ano passado, totalizando 334.501 unidades, ante 566.299 em 2013.<\/p>\n<p>Jorge Martins acredita que a altera\u00e7\u00e3o que vai ocorrer no c\u00e2mbio afetar\u00e1 positivamente o setor automotivo, \u201cprincipalmente no que concerne \u00e0 possibilidade de maior volume de exporta\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>O coordenador do grupo de ind\u00fastria e competitividade do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE-UFRJ), David Kupfer, salientou que, se a taxa cambial permanecer em torno de R$ 2,70, \u201c\u00e9 prov\u00e1vel que as exporta\u00e7\u00f5es retomem e possam cobrir um peda\u00e7o desse mercado interno que se contraiu ou estar\u00e1 contra\u00eddo este ano\u201d.<\/p>\n<p>Martins preferiu n\u00e3o fazer progn\u00f3sticos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 faixa ideal para o c\u00e2mbio, tendo em vista que o n\u00edvel de competitividade das empresas \u00e9 diferente. \u201cPara umas, pode ser R$ 2,90, para outras, R$ 3,10. \u00c9 dif\u00edcil falar do setor como um todo.\u201d Ele argumentou, por\u00e9m, que quanto mais pr\u00f3xima de R$ 3 ficar a cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar, melhor para viabilizar as exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cExistem estudos que mostram que a corre\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio somente pelo \u00edndice de infla\u00e7\u00e3o chegaria a um patamar de R$ 3,20. Quanto mais pr\u00f3ximo se chegar do \u00edndice de defasagem, tanto melhor, porque n\u00e3o existe um c\u00e2mbio \u00fanico para todas as empresas. Cada uma tem um grau de competitividade melhor que a outra\u201d. Martins concordou com David Kupfer que isso poder\u00e1 compensar parte do mercado dom\u00e9stico que est\u00e1 contra\u00eddo, devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das vendas, no ano passado, e da falta de crescimento da demanda.<\/p>\n<p>Ele insistiu, entretanto, que a retomada das exporta\u00e7\u00f5es vai ser fundamental para o setor automotivo, porque as empresas precisam abrir novos destinos de exporta\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o ficar restritas a determinados pa\u00edses na Am\u00e9rica do Sul. Martins citou estudos de grandes consultorias internacionais que indicam que a base Brasil, devido \u00e0 experi\u00eancia de mais de 50 anos do setor, poder\u00e1 ser bem utilizada para a exporta\u00e7\u00e3o, inclusive para o M\u00e9xico e os Estados Unidos.<\/p>\n<p>Para ele, j\u00e1 est\u00e1 claro para as montadoras que o mercado brasileiro por si n\u00e3o \u00e9 suficiente. \u201cElas v\u00e3o precisar de uma base de exporta\u00e7\u00e3o para viabilizar a capacidade produtiva do nosso setor\u201d. Martins informou que \u00e9 preciso que as matrizes permitam que essas exporta\u00e7\u00f5es sejam efetuadas. Por isso, indicou que tem que haver press\u00e3o do governo, no sentido de fazer com que essas empresas, \u201cal\u00e9m de atender ao mercado interno, consigam volume maior de exporta\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Pelo fato de a demanda do mercado n\u00e3o estar nos mesmos n\u00edveis que motivaram o crescimento do setor nos \u00faltimos anos, Martins acredita que possivelmente muitas ind\u00fastrias v\u00e3o adequar o seu quadro de funcion\u00e1rios \u00e0 nova realidade de mercado, o que sinaliza para mais demiss\u00f5es pelas montadoras instaladas no pa\u00eds. Na \u00faltima ter\u00e7a-feira, 6, a Volkswagen anunciou a demiss\u00e3o de 800 funcion\u00e1rios da f\u00e1brica de S\u00e3o Bernardo do Campo, em S\u00e3o Paulo. O movimento tende a ser acompanhado por outras empresas.<\/p>\n<p>O economista David Kupfer concorda que 2015 n\u00e3o deve ser um ano de crescimento das vendas do setor automotivo. Ele disse que o processo foi iniciado no final do ano retrasado, quando as vendas, \u201cprimeiro, pararam de crescer e, depois, apresentaram recuo\u201d. Kupfer lembrou que, de modo geral, as montadoras passaram por um per\u00edodo de expans\u00e3o, mas parte importante desse crescimento foi associada a incentivos recebidos da pol\u00edtica p\u00fablica.<\/p>\n<p>Segundo ele, isso acabou, por\u00e9m, servindo para antecipar a substitui\u00e7\u00e3o de carros e n\u00e3o tanto para a cria\u00e7\u00e3o de demanda efetivamente nova. \u201c\u00c9 evidente que, com o cr\u00e9dito mais caro e mais dif\u00edcil, a propens\u00e3o a trocar de carro reduziu, o que \u00e9 t\u00edpico de bens dur\u00e1veis\u201d. Por isso, o economista avalia que 2015 ser\u00e1 um ano de reequil\u00edbrio da demanda e da oferta de autom\u00f3veis. Na pr\u00e1tica, isso vai significar a necessidade de o setor \u201cdigerir\u201d os estoques acumulados e, depois, ajustar a produ\u00e7\u00e3o para um n\u00edvel menos aquecido de demanda, afirmou.<\/p>\n<p>The post Exporta\u00e7\u00f5es de carros pode ter patamares de 2000 appeared first on Economia SC.<\/p>\n<p>Via: <a href=\"http:\/\/economiasc.com.br\/exportacoes-de-carros-pode-ter-patamares-de-2000\/\" class=\"colorbox\" title=\"Exporta\u00e7\u00f5es de carros pode ter patamares de 2000\">economiasc.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"As exporta\u00e7\u00f5es de autove\u00edculos brasileiros ca\u00edram 40,9% no ano passado. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/ve%C3%ADculos-51-300x187.jpg\"><\/div>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es de autove\u00edculos brasileiros ca\u00edram 40,9% no ano passado. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A taxa de c\u00e2mbio \u00e9 considerada fator essencial para que o Brasil retome o patamar de 1 milh\u00e3o de carros exportados por ano, registrado ao longo dos anos 2000, disse segunda-feira, 12, o coordenador do MBA em gest\u00e3o estrat\u00e9gica de empresas da cadeia automotiva da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), Ant\u00f4nio Jorge Martins. \u201c\u00c9 um patamar plenamente alcan\u00e7\u00e1vel pela ind\u00fastria automotiva brasileira\u201d. De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores (Anfavea), as exporta\u00e7\u00f5es de autove\u00edculos brasileiros ca\u00edram 40,9% no ano passado, totalizando 334.501 unidades, ante 566.299 em 2013.<\/p>\n<p>Jorge Martins acredita que a altera\u00e7\u00e3o que vai ocorrer no c\u00e2mbio afetar\u00e1 positivamente o setor automotivo, \u201cprincipalmente no que concerne \u00e0 possibilidade de maior volume de exporta\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>O coordenador do grupo de ind\u00fastria e competitividade do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE-UFRJ), David Kupfer, salientou que, se a taxa cambial permanecer em torno de R$ 2,70, \u201c\u00e9 prov\u00e1vel que as exporta\u00e7\u00f5es retomem e possam cobrir um peda\u00e7o desse mercado interno que se contraiu ou estar\u00e1 contra\u00eddo este ano\u201d.<\/p>\n<p>Martins preferiu n\u00e3o fazer progn\u00f3sticos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 faixa ideal para o c\u00e2mbio, tendo em vista que o n\u00edvel de competitividade das empresas \u00e9 diferente. \u201cPara umas, pode ser R$ 2,90, para outras, R$ 3,10. \u00c9 dif\u00edcil falar do setor como um todo.\u201d Ele argumentou, por\u00e9m, que quanto mais pr\u00f3xima de R$ 3 ficar a cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar, melhor para viabilizar as exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cExistem estudos que mostram que a corre\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio somente pelo \u00edndice de infla\u00e7\u00e3o chegaria a um patamar de R$ 3,20. Quanto mais pr\u00f3ximo se chegar do \u00edndice de defasagem, tanto melhor, porque n\u00e3o existe um c\u00e2mbio \u00fanico para todas as empresas. Cada uma tem um grau de competitividade melhor que a outra\u201d. Martins concordou com David Kupfer que isso poder\u00e1 compensar parte do mercado dom\u00e9stico que est\u00e1 contra\u00eddo, devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das vendas, no ano passado, e da falta de crescimento da demanda.<\/p>\n<p>Ele insistiu, entretanto, que a retomada das exporta\u00e7\u00f5es vai ser fundamental para o setor automotivo, porque as empresas precisam abrir novos destinos de exporta\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o ficar restritas a determinados pa\u00edses na Am\u00e9rica do Sul. Martins citou estudos de grandes consultorias internacionais que indicam que a base Brasil, devido \u00e0 experi\u00eancia de mais de 50 anos do setor, poder\u00e1 ser bem utilizada para a exporta\u00e7\u00e3o, inclusive para o M\u00e9xico e os Estados Unidos.<\/p>\n<p>Para ele, j\u00e1 est\u00e1 claro para as montadoras que o mercado brasileiro por si n\u00e3o \u00e9 suficiente. \u201cElas v\u00e3o precisar de uma base de exporta\u00e7\u00e3o para viabilizar a capacidade produtiva do nosso setor\u201d. Martins informou que \u00e9 preciso que as matrizes permitam que essas exporta\u00e7\u00f5es sejam efetuadas. Por isso, indicou que tem que haver press\u00e3o do governo, no sentido de fazer com que essas empresas, \u201cal\u00e9m de atender ao mercado interno, consigam volume maior de exporta\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Pelo fato de a demanda do mercado n\u00e3o estar nos mesmos n\u00edveis que motivaram o crescimento do setor nos \u00faltimos anos, Martins acredita que possivelmente muitas ind\u00fastrias v\u00e3o adequar o seu quadro de funcion\u00e1rios \u00e0 nova realidade de mercado, o que sinaliza para mais demiss\u00f5es pelas montadoras instaladas no pa\u00eds. Na \u00faltima ter\u00e7a-feira, 6, a Volkswagen anunciou a demiss\u00e3o de 800 funcion\u00e1rios da f\u00e1brica de S\u00e3o Bernardo do Campo, em S\u00e3o Paulo. O movimento tende a ser acompanhado por outras empresas.<\/p>\n<p>O economista David Kupfer concorda que 2015 n\u00e3o deve ser um ano de crescimento das vendas do setor automotivo. Ele disse que o processo foi iniciado no final do ano retrasado, quando as vendas, \u201cprimeiro, pararam de crescer e, depois, apresentaram recuo\u201d. Kupfer lembrou que, de modo geral, as montadoras passaram por um per\u00edodo de expans\u00e3o, mas parte importante desse crescimento foi associada a incentivos recebidos da pol\u00edtica p\u00fablica.<\/p>\n<p>Segundo ele, isso acabou, por\u00e9m, servindo para antecipar a substitui\u00e7\u00e3o de carros e n\u00e3o tanto para a cria\u00e7\u00e3o de demanda efetivamente nova. \u201c\u00c9 evidente que, com o cr\u00e9dito mais caro e mais dif\u00edcil, a propens\u00e3o a trocar de carro reduziu, o que \u00e9 t\u00edpico de bens dur\u00e1veis\u201d. Por isso, o economista avalia que 2015 ser\u00e1 um ano de reequil\u00edbrio da demanda e da oferta de autom\u00f3veis. Na pr\u00e1tica, isso vai significar a necessidade de o setor \u201cdigerir\u201d os estoques acumulados e, depois, ajustar a produ\u00e7\u00e3o para um n\u00edvel menos aquecido de demanda, afirmou.<\/p>\n<p>The post Exporta\u00e7\u00f5es de carros pode ter patamares de 2000 appeared first on Economia SC.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-5415","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","no-post-thumbnail"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5415","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5415"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5415\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5415"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5415"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5415"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}