{"id":5325,"date":"2015-01-06T17:03:00","date_gmt":"2015-01-06T17:03:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/greve-na-volks-contra-800-demissoes\/"},"modified":"2015-01-06T17:03:00","modified_gmt":"2015-01-06T17:03:00","slug":"greve-na-volks-contra-800-demissoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/greve-na-volks-contra-800-demissoes\/","title":{"rendered":"Greve na Volks contra 800 demiss\u00f5es"},"content":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"Os trabalhadores em greve voltaram para o interior da f\u00e1brica, mas sem produzir um \u00fanico carro. Foto:  Divulga\u00e7\u00e3o\/Sindicato dos Metal\u00fargicos do ABC\/Edmilson Magalh\u00e3es\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/B6603C06-94C3-4613-B792-2EBC2A752A88_Volkswagen-Greve-EDMILSON-MAGALH%C3%83%C6%92ES-06-01-2015-300x200.jpg\"><\/div>\n<p>Os trabalhadores em greve voltaram para o interior da f\u00e1brica, mas sem produzir um \u00fanico carro. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Sindicato dos Metal\u00fargicos do ABC\/Edmilson Magalh\u00e3es<\/p>\n<p>Segundo o Sindicato dos Metal\u00fargicos do ABC\/SP, em assembleia realizada na ter\u00e7a-feira, 6, em S\u00e3o Bernardo, sete mil trabalhadores na Volks aprovaram greve por tempo indeterminado em protesto contra a decis\u00e3o de demitir 800 funcion\u00e1rios da empresa. A decis\u00e3o abrange os 13 mil metal\u00fargicos dos tr\u00eas turnos na f\u00e1brica. Segundo o sindicato, os trabalhadores souberam de sua demiss\u00e3o por meio de cartas que determinavam aos funcion\u00e1rios que eles n\u00e3o precisariam retornar aos seus postos de trabalho ap\u00f3s o fim das f\u00e9rias coletivas.<\/p>\n<p>A correspond\u00eancia come\u00e7ou a ser enviada pela Volks dia 30 de dezembro e chegou a 800 funcion\u00e1rios. Al\u00e9m deles, a amea\u00e7a de demiss\u00e3o existe para outros 1300 trabalhadores, j\u00e1 que a Volks anunciou publicamente sua avalia\u00e7\u00e3o de que existem 2100 excedentes na f\u00e1brica do ABC. \u201cN\u00e3o podemos aceitar esta demiss\u00e3o em massa\u201d, afirmou o secret\u00e1rio-geral do Sindicato, Wagner Santana, durante a assembleia pela manh\u00e3.<\/p>\n<p>Para ele, mesmo os trabalhadores tendo rejeitado a proposta negociada em dezembro passado, ainda est\u00e1 em vig\u00eancia o acordo aprovado em 2012. \u201cPelo acordo n\u00e3o poderia ocorrer demiss\u00f5es na f\u00e1brica desta forma unilateral como aconteceu\u201d, criticou. Segundo Wagn\u00e3o, em junho de 2014, representantes da montadora procuraram o Sindicato para relatar que n\u00e3o tinham como manter o acordo. Assim as negocia\u00e7\u00f5es de uma nova proposta foram iniciadas. \u201cAp\u00f3s a rejei\u00e7\u00e3o desta proposta pelos trabalhadores em assembleia, a empresa rompeu o acordo e teve essa iniciativa de se livrar daquilo que ela computa como custo, mas que para n\u00f3s s\u00e3o pais e m\u00e3es de fam\u00edlia\u201d, disse.<\/p>\n<p>No final da assembleia, os trabalhadores em greve voltaram para o interior da f\u00e1brica, mas sem produzir um \u00fanico carro. Em torno de mil trabalhadores da Ala 17 (Engenharia) foram dispensados para retornarem \u00e0s suas casas, onde devem permanecer at\u00e9 as pr\u00f3ximas orienta\u00e7\u00f5es do Sindicato.<\/p>\n<p>Segundo a Volkswagen, o cen\u00e1rio de retra\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria automobil\u00edstica no pa\u00eds nos \u00faltimos dois anos e o aumento da concorr\u00eancia impactaram em seus resultados. Segundo a montadora, de janeiro a dezembro de 2014 a ind\u00fastria automotiva brasileira teve queda aproximada de 7% nas vendas e de mais de 40% nas exporta\u00e7\u00f5es, comparado com o ano de 2013, resultando numa retra\u00e7\u00e3o de 15% na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2012, o sindicato e a Volkswagen firmaram um acordo coletivo, com validade at\u00e9 2016, prevendo quest\u00f5es como estabilidade e politica de reajustes. No ano passado, por\u00e9m, a empresa quis rever o acordo, mas a proposta foi rejeitada em assembleia pelos metal\u00fargicos. O sindicato reclama que a empresa, desde ent\u00e3o, n\u00e3o chamou os trabalhadores para negociar e tomou uma decis\u00e3o unilateral com as demiss\u00f5es.<\/p>\n<p>A empresa argumenta que, quando o acordo foi firmado, ap\u00f3s anos de crescimento, a perspectiva para a ind\u00fastria automobil\u00edstica era positiva, pois acreditava-se que seriam vendidas quatro milh\u00f5es de unidades em 2014. \u201cO que ocorreu foi uma retra\u00e7\u00e3o para 3,3 milh\u00f5es. \u00c9 importante lembrar que, na unidade Anchieta, o n\u00edvel de remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dio \u00e9 mais alto que os principais concorrentes, inclusive na regi\u00e3o\u201d, diz a nota da empresa. (Ag\u00eancia Brasil\/Sindicato dos Metalurgicos S\u00e3o Bernardo\/SP)<\/p>\n<p>The post Greve na Volks contra 800 demiss\u00f5es appeared first on Economia SC.<\/p>\n<p>Via: <a href=\"http:\/\/economiasc.com.br\/greve-na-volks-contra-800-demissoes\/\" class=\"colorbox\" title=\"Greve na Volks contra 800 demiss\u00f5es\">economiasc.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"Os trabalhadores em greve voltaram para o interior da f\u00e1brica, mas sem produzir um \u00fanico carro. Foto:  Divulga\u00e7\u00e3o\/Sindicato dos Metal\u00fargicos do ABC\/Edmilson Magalh\u00e3es\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/B6603C06-94C3-4613-B792-2EBC2A752A88_Volkswagen-Greve-EDMILSON-MAGALH%C3%83%C6%92ES-06-01-2015-300x200.jpg\"><\/div>\n<p>Os trabalhadores em greve voltaram para o interior da f\u00e1brica, mas sem produzir um \u00fanico carro. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Sindicato dos Metal\u00fargicos do ABC\/Edmilson Magalh\u00e3es<\/p>\n<p>Segundo o Sindicato dos Metal\u00fargicos do ABC\/SP, em assembleia realizada na ter\u00e7a-feira, 6, em S\u00e3o Bernardo, sete mil trabalhadores na Volks aprovaram greve por tempo indeterminado em protesto contra a decis\u00e3o de demitir 800 funcion\u00e1rios da empresa. A decis\u00e3o abrange os 13 mil metal\u00fargicos dos tr\u00eas turnos na f\u00e1brica. Segundo o sindicato, os trabalhadores souberam de sua demiss\u00e3o por meio de cartas que determinavam aos funcion\u00e1rios que eles n\u00e3o precisariam retornar aos seus postos de trabalho ap\u00f3s o fim das f\u00e9rias coletivas.<\/p>\n<p>A correspond\u00eancia come\u00e7ou a ser enviada pela Volks dia 30 de dezembro e chegou a 800 funcion\u00e1rios. Al\u00e9m deles, a amea\u00e7a de demiss\u00e3o existe para outros 1300 trabalhadores, j\u00e1 que a Volks anunciou publicamente sua avalia\u00e7\u00e3o de que existem 2100 excedentes na f\u00e1brica do ABC. \u201cN\u00e3o podemos aceitar esta demiss\u00e3o em massa\u201d, afirmou o secret\u00e1rio-geral do Sindicato, Wagner Santana, durante a assembleia pela manh\u00e3.<\/p>\n<p>Para ele, mesmo os trabalhadores tendo rejeitado a proposta negociada em dezembro passado, ainda est\u00e1 em vig\u00eancia o acordo aprovado em 2012. \u201cPelo acordo n\u00e3o poderia ocorrer demiss\u00f5es na f\u00e1brica desta forma unilateral como aconteceu\u201d, criticou. Segundo Wagn\u00e3o, em junho de 2014, representantes da montadora procuraram o Sindicato para relatar que n\u00e3o tinham como manter o acordo. Assim as negocia\u00e7\u00f5es de uma nova proposta foram iniciadas. \u201cAp\u00f3s a rejei\u00e7\u00e3o desta proposta pelos trabalhadores em assembleia, a empresa rompeu o acordo e teve essa iniciativa de se livrar daquilo que ela computa como custo, mas que para n\u00f3s s\u00e3o pais e m\u00e3es de fam\u00edlia\u201d, disse.<\/p>\n<p>No final da assembleia, os trabalhadores em greve voltaram para o interior da f\u00e1brica, mas sem produzir um \u00fanico carro. Em torno de mil trabalhadores da Ala 17 (Engenharia) foram dispensados para retornarem \u00e0s suas casas, onde devem permanecer at\u00e9 as pr\u00f3ximas orienta\u00e7\u00f5es do Sindicato.<\/p>\n<p>Segundo a Volkswagen, o cen\u00e1rio de retra\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria automobil\u00edstica no pa\u00eds nos \u00faltimos dois anos e o aumento da concorr\u00eancia impactaram em seus resultados. Segundo a montadora, de janeiro a dezembro de 2014 a ind\u00fastria automotiva brasileira teve queda aproximada de 7% nas vendas e de mais de 40% nas exporta\u00e7\u00f5es, comparado com o ano de 2013, resultando numa retra\u00e7\u00e3o de 15% na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2012, o sindicato e a Volkswagen firmaram um acordo coletivo, com validade at\u00e9 2016, prevendo quest\u00f5es como estabilidade e politica de reajustes. No ano passado, por\u00e9m, a empresa quis rever o acordo, mas a proposta foi rejeitada em assembleia pelos metal\u00fargicos. O sindicato reclama que a empresa, desde ent\u00e3o, n\u00e3o chamou os trabalhadores para negociar e tomou uma decis\u00e3o unilateral com as demiss\u00f5es.<\/p>\n<p>A empresa argumenta que, quando o acordo foi firmado, ap\u00f3s anos de crescimento, a perspectiva para a ind\u00fastria automobil\u00edstica era positiva, pois acreditava-se que seriam vendidas quatro milh\u00f5es de unidades em 2014. \u201cO que ocorreu foi uma retra\u00e7\u00e3o para 3,3 milh\u00f5es. \u00c9 importante lembrar que, na unidade Anchieta, o n\u00edvel de remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dio \u00e9 mais alto que os principais concorrentes, inclusive na regi\u00e3o\u201d, diz a nota da empresa. 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