{"id":4916,"date":"2014-11-26T11:47:00","date_gmt":"2014-11-26T11:47:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/bolsa-familia-eleicoes-e-um-pais-rachado\/"},"modified":"2014-11-26T11:47:00","modified_gmt":"2014-11-26T11:47:00","slug":"bolsa-familia-eleicoes-e-um-pais-rachado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/bolsa-familia-eleicoes-e-um-pais-rachado\/","title":{"rendered":"Bolsa-Fam\u00edlia, elei\u00e7\u00f5es e um Pa\u00eds rachado"},"content":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"ricardo amorim_1\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/ricardo-amorim_11-298x300.jpg\"><\/div>\n<p><strong>Por Ricardo Amorim*<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil nunca esteve t\u00e3o polarizado. As divis\u00f5es nasceram com a estrat\u00e9gia de defesa do governo \u00e0s acusa\u00e7\u00f5es do Mensal\u00e3o, caracterizando-as como uma tentativa golpista de uma suposta \u201celite branca\u201d interessada em reverter conquistas do povo. As elei\u00e7\u00f5es as expuseram e aumentaram. 54,5 milh\u00f5es de eleitores reelegeram Dilma Rousseff, mas 87,2 milh\u00f5es \u2013 a soma dos votos em A\u00e9cio Neves, brancos, nulos e absten\u00e7\u00f5es \u2013 n\u00e3o votaram nela.<\/p>\n<p>As pesquisas eleitorais j\u00e1 apontavam rachas socioecon\u00f4micos e educacionais. Segundo elas, Dilma venceu entre eleitores que ganham at\u00e9 2 sal\u00e1rios m\u00ednimos e perdeu entre os demais; venceu entre os que t\u00eam at\u00e9 o ensino fundamental e perdeu entre os que cursaram ao menos o ensino m\u00e9dio.<\/p>\n<p>O racha mais vis\u00edvel foi o geogr\u00e1fico. Dilma ganhou por 13,5 milh\u00f5es de votos no Norte e Nordeste. No Sul, Sudeste e Centro-Oeste, A\u00e9cio ganhou por 10 milh\u00f5es de votos.<\/p>\n<p>O Bolsa-Fam\u00edlia sozinho explica os resultados do segundo turno no Distrito Federal e em 22 dos 26 estados brasileiros. No Brasil, pouco mais de 25% das fam\u00edlias recebem Bolsa-Fam\u00edlia. Em todos os estados do Norte e Nordeste, a percentagem \u00e9 maior, chegando a quase 60% no Piau\u00ed e Maranh\u00e3o. Nestes dois estados, Dilma venceu com quase 80% dos votos v\u00e1lidos.<\/p>\n<p>No Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a porcentagem das fam\u00edlias que recebem Bolsa-Fam\u00edlia \u00e9 inferior menor, chegando a menos de 15% no Distrito Federal, em S\u00e3o Paulo e Santa Catarina. A\u00ed, Dilma teve menos votos, n\u00e3o chegando a 40% deles.<\/p>\n<p>Nos estados com mais de 25% das fam\u00edlias recebendo Bolsa-Fam\u00edlia, incluindo Minas Gerais, Dilma ganhou em todos menos Acre, Rond\u00f4nia e Roraima. Dos estados onde menos de 25% recebem Bolsa-Fam\u00edlia, ela s\u00f3 ganhou no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, afloraram preconceitos e distor\u00e7\u00f5es. Alguns no Sul e Sudeste creditaram a vit\u00f3ria de Dilma no Nordeste a supostas quest\u00f5es culturais, sem notar os resultados em \u00e1reas mais pobres de seus pr\u00f3prios estados. Por exemplo, Dilma perdeu em todo o estado de S\u00e3o Paulo, menos no Vale da Ribeira.<\/p>\n<p>Alguns chegaram a sugerir que benefici\u00e1rios do Bolsa-Fam\u00edlia deveriam perder o direito ao voto enquanto estivessem no programa. Por este racioc\u00ednio, estudantes de faculdades p\u00fablicas e usu\u00e1rios de hospitais p\u00fablicos tamb\u00e9m n\u00e3o deveriam poder votar?<\/p>\n<p>Muitos creditam o impacto eleitoral do Bolsa-Fam\u00edlia a uma campanha para amedrontar seus benefici\u00e1rios que o programa seria extinto se a Presidenta n\u00e3o fosse reeleita. Tais den\u00fancias devem ser apuradas e punidas, mas para entender o impacto eleitoral total do Bolsa-Fam\u00edlia \u00e9 importante compreender seus m\u00faltiplos efeitos econ\u00f4micos. Eles v\u00e3o muito al\u00e9m da renda direta de seus benefici\u00e1rios. Como o valor de cada benef\u00edcio \u00e9 baixo, ele \u00e9 gasto integralmente, nada \u00e9 poupado. Assim, a renda do Bolsa-Fam\u00edlia impulsiona o consumo e a atividade econ\u00f4mica. Nas regi\u00f5es mais pobres, onde mais gente recebe Bolsa-Fam\u00edlia, o impacto \u00e9 maior.<\/p>\n<p>Em termos concretos, com o Bolsa-Fam\u00edlia, mais gente comprou bolachas na mercearia do Seu Z\u00e9. Como vendeu mais bolachas, Seu Z\u00e9 comprou uma TV nova. O dono da loja de eletroeletr\u00f4nicos, que vendeu mais TVs, trocou de carro e o dono da concession\u00e1ria de ve\u00edculos comprou um apartamento novo. O Bolsa-Fam\u00edlia n\u00e3o beneficia apenas fam\u00edlias mais pobres, mas toda a economia de regi\u00f5es mais pobres.<\/p>\n<p>Isto n\u00e3o significa que o programa n\u00e3o tenha defeitos graves. Em regi\u00f5es onde sal\u00e1rios e custo de vida s\u00e3o baixos, ele desestimula seus benefici\u00e1rios a buscar emprego. Pior, ele n\u00e3o prepara as fam\u00edlias para que deixem de  precisar do programa no futuro e tenham perspectivas melhores do que as que o programa pode lhes oferecer. O fato de que 56 milh\u00f5es de pessoas, um em cada quatro brasileiros, necessitarem do Bolsa-Fam\u00edlia para sobreviver \u00e9 sinal de fracasso, n\u00e3o de sucesso. O programa tem de estar dispon\u00edvel para quem precisar, mas menos gente tem de precisar dele. Ele precisa tratar da causa dos problemas \u2013 a falta de prepara\u00e7\u00e3o \u2013 e n\u00e3o apenas da consequ\u00eancia \u2013 a falta de recursos. A medida do sucesso do programa deve ser quantas pessoas sa\u00edram dele e n\u00e3o quantas entraram.<\/p>\n<p>Isto me traz \u00e0 segunda raz\u00e3o para as diferen\u00e7as regionais na elei\u00e7\u00e3o. Nos \u00faltimos 4 anos, o Brasil ficou apenas em 161<sup>o<\/sup> lugar entre 182 pa\u00edses em crescimento do PIB. As regi\u00f5es Sul e Sudeste, as mais industrializadas do pa\u00eds, cresceram ainda menos. A produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria caiu e \u00e9 hoje menor do que h\u00e1 6 anos. Por consequ\u00eancia, regi\u00f5es onde a ind\u00fastria tem um peso maior t\u00eam ficado para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>\u00c9 \u00f3timo que Centro-Oeste, Norte e Nordeste tenham crescido mais rapidamente que o Brasil, mas se a ind\u00fastria e as regi\u00f5es Sul e Sudeste n\u00e3o se recuperarem, elas puxar\u00e3o para baixo o desempenho dos demais setores e regi\u00f5es. Isto j\u00e1 est\u00e1 acontecendo. Por isso, a economia brasileira estagnou neste ano. Centro-Oeste, Norte e Nordeste representam s\u00f3 28% do PIB do pa\u00eds. Mal comparando e sem nenhum sentido pejorativo, o rabo n\u00e3o consegue abanar o  cachorro. Se queremos voltar a crescer, o pa\u00eds precisa superar suas diferen\u00e7as e criar condi\u00e7\u00f5es para que todos prosperem.<\/p>\n<p><strong>*Ricardo Amorim \u00e9 economista, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews e presidente da Ricam Consultoria<br \/><\/strong><\/p>\n<p>The post Bolsa-Fam\u00edlia, elei\u00e7\u00f5es e um Pa\u00eds rachado appeared first on Economia SC.<\/p>\n<p>Via: <a href=\"http:\/\/economiasc.com.br\/bolsa-familia-eleicoes-e-um-pais-rachado\/\" class=\"colorbox\" title=\"Bolsa-Fam\u00edlia, elei\u00e7\u00f5es e um Pa\u00eds rachado\">economiasc.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"ricardo amorim_1\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/ricardo-amorim_11-298x300.jpg\"><\/div>\n<p><strong>Por Ricardo Amorim*<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil nunca esteve t\u00e3o polarizado. 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No Sul, Sudeste e Centro-Oeste, A\u00e9cio ganhou por 10 milh\u00f5es de votos.<\/p>\n<p>O Bolsa-Fam\u00edlia sozinho explica os resultados do segundo turno no Distrito Federal e em 22 dos 26 estados brasileiros. No Brasil, pouco mais de 25% das fam\u00edlias recebem Bolsa-Fam\u00edlia. Em todos os estados do Norte e Nordeste, a percentagem \u00e9 maior, chegando a quase 60% no Piau\u00ed e Maranh\u00e3o. Nestes dois estados, Dilma venceu com quase 80% dos votos v\u00e1lidos.<\/p>\n<p>No Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a porcentagem das fam\u00edlias que recebem Bolsa-Fam\u00edlia \u00e9 inferior menor, chegando a menos de 15% no Distrito Federal, em S\u00e3o Paulo e Santa Catarina. A\u00ed, Dilma teve menos votos, n\u00e3o chegando a 40% deles.<\/p>\n<p>Nos estados com mais de 25% das fam\u00edlias recebendo Bolsa-Fam\u00edlia, incluindo Minas Gerais, Dilma ganhou em todos menos Acre, Rond\u00f4nia e Roraima. Dos estados onde menos de 25% recebem Bolsa-Fam\u00edlia, ela s\u00f3 ganhou no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, afloraram preconceitos e distor\u00e7\u00f5es. Alguns no Sul e Sudeste creditaram a vit\u00f3ria de Dilma no Nordeste a supostas quest\u00f5es culturais, sem notar os resultados em \u00e1reas mais pobres de seus pr\u00f3prios estados. Por exemplo, Dilma perdeu em todo o estado de S\u00e3o Paulo, menos no Vale da Ribeira.<\/p>\n<p>Alguns chegaram a sugerir que benefici\u00e1rios do Bolsa-Fam\u00edlia deveriam perder o direito ao voto enquanto estivessem no programa. Por este racioc\u00ednio, estudantes de faculdades p\u00fablicas e usu\u00e1rios de hospitais p\u00fablicos tamb\u00e9m n\u00e3o deveriam poder votar?<\/p>\n<p>Muitos creditam o impacto eleitoral do Bolsa-Fam\u00edlia a uma campanha para amedrontar seus benefici\u00e1rios que o programa seria extinto se a Presidenta n\u00e3o fosse reeleita. Tais den\u00fancias devem ser apuradas e punidas, mas para entender o impacto eleitoral total do Bolsa-Fam\u00edlia \u00e9 importante compreender seus m\u00faltiplos efeitos econ\u00f4micos. Eles v\u00e3o muito al\u00e9m da renda direta de seus benefici\u00e1rios. Como o valor de cada benef\u00edcio \u00e9 baixo, ele \u00e9 gasto integralmente, nada \u00e9 poupado. Assim, a renda do Bolsa-Fam\u00edlia impulsiona o consumo e a atividade econ\u00f4mica. Nas regi\u00f5es mais pobres, onde mais gente recebe Bolsa-Fam\u00edlia, o impacto \u00e9 maior.<\/p>\n<p>Em termos concretos, com o Bolsa-Fam\u00edlia, mais gente comprou bolachas na mercearia do Seu Z\u00e9. Como vendeu mais bolachas, Seu Z\u00e9 comprou uma TV nova. O dono da loja de eletroeletr\u00f4nicos, que vendeu mais TVs, trocou de carro e o dono da concession\u00e1ria de ve\u00edculos comprou um apartamento novo. O Bolsa-Fam\u00edlia n\u00e3o beneficia apenas fam\u00edlias mais pobres, mas toda a economia de regi\u00f5es mais pobres.<\/p>\n<p>Isto n\u00e3o significa que o programa n\u00e3o tenha defeitos graves. Em regi\u00f5es onde sal\u00e1rios e custo de vida s\u00e3o baixos, ele desestimula seus benefici\u00e1rios a buscar emprego. Pior, ele n\u00e3o prepara as fam\u00edlias para que deixem de  precisar do programa no futuro e tenham perspectivas melhores do que as que o programa pode lhes oferecer. O fato de que 56 milh\u00f5es de pessoas, um em cada quatro brasileiros, necessitarem do Bolsa-Fam\u00edlia para sobreviver \u00e9 sinal de fracasso, n\u00e3o de sucesso. O programa tem de estar dispon\u00edvel para quem precisar, mas menos gente tem de precisar dele. Ele precisa tratar da causa dos problemas \u2013 a falta de prepara\u00e7\u00e3o \u2013 e n\u00e3o apenas da consequ\u00eancia \u2013 a falta de recursos. A medida do sucesso do programa deve ser quantas pessoas sa\u00edram dele e n\u00e3o quantas entraram.<\/p>\n<p>Isto me traz \u00e0 segunda raz\u00e3o para as diferen\u00e7as regionais na elei\u00e7\u00e3o. Nos \u00faltimos 4 anos, o Brasil ficou apenas em 161<sup>o<\/sup> lugar entre 182 pa\u00edses em crescimento do PIB. As regi\u00f5es Sul e Sudeste, as mais industrializadas do pa\u00eds, cresceram ainda menos. A produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria caiu e \u00e9 hoje menor do que h\u00e1 6 anos. Por consequ\u00eancia, regi\u00f5es onde a ind\u00fastria tem um peso maior t\u00eam ficado para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>\u00c9 \u00f3timo que Centro-Oeste, Norte e Nordeste tenham crescido mais rapidamente que o Brasil, mas se a ind\u00fastria e as regi\u00f5es Sul e Sudeste n\u00e3o se recuperarem, elas puxar\u00e3o para baixo o desempenho dos demais setores e regi\u00f5es. Isto j\u00e1 est\u00e1 acontecendo. Por isso, a economia brasileira estagnou neste ano. Centro-Oeste, Norte e Nordeste representam s\u00f3 28% do PIB do pa\u00eds. Mal comparando e sem nenhum sentido pejorativo, o rabo n\u00e3o consegue abanar o  cachorro. Se queremos voltar a crescer, o pa\u00eds precisa superar suas diferen\u00e7as e criar condi\u00e7\u00f5es para que todos prosperem.<\/p>\n<p><strong>*Ricardo Amorim \u00e9 economista, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews e presidente da Ricam Consultoria<br \/><\/strong><\/p>\n<p>The post Bolsa-Fam\u00edlia, elei\u00e7\u00f5es e um Pa\u00eds rachado appeared first on Economia SC.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-4916","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","no-post-thumbnail"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4916","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4916"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4916\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4916"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4916"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4916"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}