{"id":4600,"date":"2014-11-03T12:10:00","date_gmt":"2014-11-03T12:10:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/reconstruindo-o-brasil-2\/"},"modified":"2014-11-03T12:10:00","modified_gmt":"2014-11-03T12:10:00","slug":"reconstruindo-o-brasil-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/reconstruindo-o-brasil-2\/","title":{"rendered":"(Re)Construindo o Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"ricardo amorim_1\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/ricardo-amorim_1-298x300.jpg\"><\/div>\n<p><strong>Por Ricardo Amorim*<\/strong><\/p>\n<p>Era uma vez um pa\u00eds cheio de problemas no continente americano. L\u00e1, havia muita mis\u00e9ria, altas taxas de analfabetismo, elevada mortalidade infantil, corrup\u00e7\u00e3o, caos financeiro, infraestrutura em frangalhos e pessoas morando nas ruas. A economia n\u00e3o crescia. O futuro parecia sombrio. Certamente, voc\u00ea j\u00e1 sabe que estou falando dos EUA da d\u00e9cada de 30. De l\u00e1 pra c\u00e1, eles se firmaram como a maior economia, o pa\u00eds mais inovador e a maior pot\u00eancia b\u00e9lica do planeta. Como fizeram isso? Quais as li\u00e7\u00f5es para este novo ciclo presidencial no Brasil?<\/p>\n<p>As similaridades s\u00e3o \u00f3bvias. Ap\u00f3s sete anos de crescimento acelerado entre 2004 e 2010, o Brasil foi o pa\u00eds que menos cresceu na Am\u00e9rica Latina nos \u00faltimos quatro anos. Enquanto isso, a infla\u00e7\u00e3o subiu, o super\u00e1vit da balan\u00e7a comercial desapareceu e as contas p\u00fablicas se deterioram muito. Em 2015, o governo ter\u00e1 de recompor tarifas p\u00fablicas, elevando ainda mais a infla\u00e7\u00e3o, o que exigir\u00e1 novas altas dos juros. Isso e o inevit\u00e1vel aperto fiscal limitar\u00e3o mais uma vez o crescimento.<\/p>\n<p>Para piorar, a campanha eleitoral mostrou o maior grau de polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica j\u00e1 visto no pa\u00eds ap\u00f3s a redemocratiza\u00e7\u00e3o. As apura\u00e7\u00f5es do Petrol\u00e3o contribuir\u00e3o para exacerbar os \u00e2nimos e tirar o foco do Congresso das reformas estruturais que o pa\u00eds tanto precisa. Se elas n\u00e3o forem aprovadas no in\u00edcio do novo mandato, quando a for\u00e7a pol\u00edtica de qualquer presidente est\u00e1 no seu auge, teremos de esperar ao menos mais quatro anos para que haja novamente condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas para aprov\u00e1-las.<\/p>\n<p>\u00c9 f\u00e1cil ficar pessimista. A confian\u00e7a dos consumidores \u00e9 a mais baixa em 10 anos e a dos empres\u00e1rios, ainda menor. \u00c9 a\u00ed que mora a oportunidade.<\/p>\n<p>Segundo o fil\u00f3sofo chin\u00eas Wu Hsin, \u201ca expectativa \u00e9 o av\u00f4 da decep\u00e7\u00e3o\u201d. Quanto mais extremas as expectativas, positivas ou negativas, mais facilmente elas n\u00e3o se concretizar\u00e3o. Apesar da euforia eleitoral de metade do pa\u00eds, dificilmente, as expectativas econ\u00f4micas para 2015 poderiam ser piores. Acontecia a mesma nos EUA nos anos 30.<\/p>\n<p>A primeira li\u00e7\u00e3o \u00e9 que para a economia voltar a crescer com vigor, as preocupa\u00e7\u00f5es t\u00eam de passar. Quem tem medo do futuro n\u00e3o vai \u00e0s compras, nem investe em seu neg\u00f3cio. Os ajustes econ\u00f4micos s\u00e3o inevit\u00e1veis, mas seus efeitos negativos sobre o crescimento em 2015 podem ser compensados recuperando-se a confian\u00e7a. Como fazer isso? Anunciando a redu\u00e7\u00e3o do intervencionismo governamental o quanto antes. Assim, o medo do empresariado de investir passaria, a gera\u00e7\u00e3o de empregos voltaria a crescer, e consumidores voltariam \u00e0s lojas.<\/p>\n<p>A segunda li\u00e7\u00e3o do sucesso americano \u00e9 a import\u00e2ncia de melhorar o sistema e a qualidade da educa\u00e7\u00e3o e investir em pesquisa e inova\u00e7\u00e3o. Para que n\u00f3s brasileiros sejamos mais ricos, temos de nos tornar mais produtivos. Hoje, a produtividade e a renda m\u00e9dia dos americanos s\u00e3o cinco vezes as nossas. Eles n\u00e3o chegaram l\u00e1 de uma hora para outra. Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um esfor\u00e7o  n\u00e3o de alguns anos, mas de algumas d\u00e9cadas. Este esfor\u00e7o tem de come\u00e7ar j\u00e1.<\/p>\n<p>A essas alturas, voc\u00ea j\u00e1 sabe quem governar\u00e1 o Brasil nos pr\u00f3ximos quatro anos. Eu n\u00e3o sabia ao escrever este artigo na quarta-feira anterior \u00e0s elei\u00e7\u00f5es. N\u00e3o importa. As li\u00e7\u00f5es s\u00e3o as mesmas.<\/p>\n<p><strong>*Ricardo Amorim \u00e9 economista, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews e presidente da Ricam Consultoria<\/strong><\/p>\n<p>The post (Re)Construindo o Brasil appeared first on Economia SC.<\/p>\n<p>Via: <a href=\"http:\/\/economiasc.com.br\/reconstruindo-o-brasil\/\" class=\"colorbox\" title=\"(Re)Construindo o Brasil\">economiasc.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"ricardo amorim_1\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/ricardo-amorim_1-298x300.jpg\"><\/div>\n<p><strong>Por Ricardo Amorim*<\/strong><\/p>\n<p>Era uma vez um pa\u00eds cheio de problemas no continente americano. 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Em 2015, o governo ter\u00e1 de recompor tarifas p\u00fablicas, elevando ainda mais a infla\u00e7\u00e3o, o que exigir\u00e1 novas altas dos juros. Isso e o inevit\u00e1vel aperto fiscal limitar\u00e3o mais uma vez o crescimento.<\/p>\n<p>Para piorar, a campanha eleitoral mostrou o maior grau de polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica j\u00e1 visto no pa\u00eds ap\u00f3s a redemocratiza\u00e7\u00e3o. As apura\u00e7\u00f5es do Petrol\u00e3o contribuir\u00e3o para exacerbar os \u00e2nimos e tirar o foco do Congresso das reformas estruturais que o pa\u00eds tanto precisa. Se elas n\u00e3o forem aprovadas no in\u00edcio do novo mandato, quando a for\u00e7a pol\u00edtica de qualquer presidente est\u00e1 no seu auge, teremos de esperar ao menos mais quatro anos para que haja novamente condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas para aprov\u00e1-las.<\/p>\n<p>\u00c9 f\u00e1cil ficar pessimista. A confian\u00e7a dos consumidores \u00e9 a mais baixa em 10 anos e a dos empres\u00e1rios, ainda menor. \u00c9 a\u00ed que mora a oportunidade.<\/p>\n<p>Segundo o fil\u00f3sofo chin\u00eas Wu Hsin, \u201ca expectativa \u00e9 o av\u00f4 da decep\u00e7\u00e3o\u201d. Quanto mais extremas as expectativas, positivas ou negativas, mais facilmente elas n\u00e3o se concretizar\u00e3o. Apesar da euforia eleitoral de metade do pa\u00eds, dificilmente, as expectativas econ\u00f4micas para 2015 poderiam ser piores. Acontecia a mesma nos EUA nos anos 30.<\/p>\n<p>A primeira li\u00e7\u00e3o \u00e9 que para a economia voltar a crescer com vigor, as preocupa\u00e7\u00f5es t\u00eam de passar. Quem tem medo do futuro n\u00e3o vai \u00e0s compras, nem investe em seu neg\u00f3cio. Os ajustes econ\u00f4micos s\u00e3o inevit\u00e1veis, mas seus efeitos negativos sobre o crescimento em 2015 podem ser compensados recuperando-se a confian\u00e7a. Como fazer isso? Anunciando a redu\u00e7\u00e3o do intervencionismo governamental o quanto antes. Assim, o medo do empresariado de investir passaria, a gera\u00e7\u00e3o de empregos voltaria a crescer, e consumidores voltariam \u00e0s lojas.<\/p>\n<p>A segunda li\u00e7\u00e3o do sucesso americano \u00e9 a import\u00e2ncia de melhorar o sistema e a qualidade da educa\u00e7\u00e3o e investir em pesquisa e inova\u00e7\u00e3o. Para que n\u00f3s brasileiros sejamos mais ricos, temos de nos tornar mais produtivos. Hoje, a produtividade e a renda m\u00e9dia dos americanos s\u00e3o cinco vezes as nossas. Eles n\u00e3o chegaram l\u00e1 de uma hora para outra. Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um esfor\u00e7o  n\u00e3o de alguns anos, mas de algumas d\u00e9cadas. Este esfor\u00e7o tem de come\u00e7ar j\u00e1.<\/p>\n<p>A essas alturas, voc\u00ea j\u00e1 sabe quem governar\u00e1 o Brasil nos pr\u00f3ximos quatro anos. Eu n\u00e3o sabia ao escrever este artigo na quarta-feira anterior \u00e0s elei\u00e7\u00f5es. N\u00e3o importa. As li\u00e7\u00f5es s\u00e3o as mesmas.<\/p>\n<p><strong>*Ricardo Amorim \u00e9 economista, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews e presidente da Ricam Consultoria<\/strong><\/p>\n<p>The post (Re)Construindo o Brasil appeared first on Economia SC.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-4600","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","no-post-thumbnail"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4600","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4600"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4600\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4600"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4600"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4600"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}