{"id":4476,"date":"2014-10-27T13:07:00","date_gmt":"2014-10-27T13:07:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/a-importancia-da-produtividade\/"},"modified":"2014-10-27T13:07:00","modified_gmt":"2014-10-27T13:07:00","slug":"a-importancia-da-produtividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/a-importancia-da-produtividade\/","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia da produtividade"},"content":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"Carlos Rodolfo Schneider_imagem\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Carlos-Rodolfo-Schneider_imagem-300x200.jpg\"><\/div>\n<p><strong>*Por Carlos Rodolfo Schneider<\/strong><\/p>\n<p>Como todo empres\u00e1rio sabe muito bem, produtividade \u00e9 palavra chave para o crescimento. O aumento da produtividade do trabalho, afirma o ex-ministro Delfim Netto, apoiador do Movimento Brasil Eficiente (MBE), depende \u201cfundamentalmente do aumento do capital f\u00edsico (estradas, portos, energia, equipamentos produtivos, comunica\u00e7\u00e3o, tecnologia, etc.) posto \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de cada trabalhador que precisa ter qualifica\u00e7\u00e3o adequada para oper\u00e1-lo\u201d. Basicamente depende de aumento de investimentos, que por sua vez depende do lucro das empresas e da renda dispon\u00edvel, que mantem uma correla\u00e7\u00e3o negativa com a eleva\u00e7\u00e3o do peso dos tributos.<\/p>\n<p>O MBE conclui que cada ponto percentual a mais na carga tribut\u00e1ria compromete meio ponto na taxa de Produtividade Total dos Fatores (PTF), assim reduzindo o PIB Potencial. No per\u00edodo 2002-2011 esta taxa caiu 4,59% no Brasil, contra um crescimento de 21,04% na Coreia do Sul, de 25,75% na \u00cdndia e de 35,21% na China.<\/p>\n<p>Relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) aponta que ao contr\u00e1rio da China, onde a produtividade do trabalho \u00e9 elevada e cresce tanto na ind\u00fastria como no setor de servi\u00e7os (\u00e0 taxa de 10% ao ano), no Brasil, na \u00faltima d\u00e9cada, ela caiu na ind\u00fastria e estagnou no setor de servi\u00e7os, gerando perda de competitividade da economia. O documento atribui o nosso problema ao alto custo da burocracia, dos impostos e do com\u00e9rcio internacional no pa\u00eds. Segundo a OCDE, quase 70% dos lucros v\u00e3o para o pagamento de impostos, a mais alta taxa entre os emergentes e mesmo entre pa\u00edses desenvolvidos como Alemanha e EUA, nos quais fica abaixo de 50%.<\/p>\n<p>Se por um lado os investimentos no Brasil est\u00e3o estagnados na casa dos 18% do PIB, a taxa de investimento da Uni\u00e3o vem caindo (excluindo o projeto Minha Casa Minha Vida) e se encontra em torno de 1%. Apesar do aumento dos impostos, que vem sendo destinado ao aumento nas despesas.<\/p>\n<p>Isso explica em grande parte porque o Brasil caiu mais quatro posi\u00e7\u00f5es, para o 54\u00ba lugar, entre as 60 na\u00e7\u00f5es avaliadas no \u00cdndice de Competitividade 2014 do Institute for Management Development (IMD). Nos \u00faltimos quatro anos j\u00e1 perdemos 16 posi\u00e7\u00f5es. As principais raz\u00f5es apontadas para o nosso fraco desempenho s\u00e3o: baixa produtividade, inefici\u00eancia do governo (58\u00ba lugar) com destaque para burocracia, alta carga tribut\u00e1ria, legisla\u00e7\u00e3o trabalhista e sistema regulat\u00f3rio defasados e corrup\u00e7\u00e3o. Recomendam que a redu\u00e7\u00e3o do custo de se fazer neg\u00f3cios no Brasil deveria ser prioridade do governo. Para manter e ampliar as conquistas sociais.<\/p>\n<p><strong>*Carlos Rodolfo Schneider \u00e9 empres\u00e1rio e coordenador do Movimento Brasil Eficiente (MBE)<\/strong><\/p>\n<p>The post A import\u00e2ncia da produtividade appeared first on Economia SC.<\/p>\n<p>Via: <a href=\"http:\/\/economiasc.com.br\/importancia-da-produtividade\/\" class=\"colorbox\" title=\"A import\u00e2ncia da produtividade\">economiasc.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"Carlos Rodolfo Schneider_imagem\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Carlos-Rodolfo-Schneider_imagem-300x200.jpg\"><\/div>\n<p><strong>*Por Carlos Rodolfo Schneider<\/strong><\/p>\n<p>Como todo empres\u00e1rio sabe muito bem, produtividade \u00e9 palavra chave para o crescimento. 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Segundo a OCDE, quase 70% dos lucros v\u00e3o para o pagamento de impostos, a mais alta taxa entre os emergentes e mesmo entre pa\u00edses desenvolvidos como Alemanha e EUA, nos quais fica abaixo de 50%.<\/p>\n<p>Se por um lado os investimentos no Brasil est\u00e3o estagnados na casa dos 18% do PIB, a taxa de investimento da Uni\u00e3o vem caindo (excluindo o projeto Minha Casa Minha Vida) e se encontra em torno de 1%. Apesar do aumento dos impostos, que vem sendo destinado ao aumento nas despesas.<\/p>\n<p>Isso explica em grande parte porque o Brasil caiu mais quatro posi\u00e7\u00f5es, para o 54\u00ba lugar, entre as 60 na\u00e7\u00f5es avaliadas no \u00cdndice de Competitividade 2014 do Institute for Management Development (IMD). Nos \u00faltimos quatro anos j\u00e1 perdemos 16 posi\u00e7\u00f5es. 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