{"id":4341,"date":"2014-10-17T15:10:00","date_gmt":"2014-10-17T15:10:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/empresario-e-trabalhador-devem-buscar-a-parceria\/"},"modified":"2014-10-17T15:10:00","modified_gmt":"2014-10-17T15:10:00","slug":"empresario-e-trabalhador-devem-buscar-a-parceria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/empresario-e-trabalhador-devem-buscar-a-parceria\/","title":{"rendered":"Empres\u00e1rio e trabalhador devem buscar a parceria"},"content":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"Claudio Jo\u00e3o Bucco \u00e9 economista e empres\u00e1rio. Foto: Thiago Tribess\/Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/IMG_0976-226x300.jpg\"><\/div>\n<p>Claudio Jo\u00e3o Bucco \u00e9 economista e empres\u00e1rio. Foto: Thiago Tribess\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Por J\u00e9ssica Sant&#8217;Ana<\/strong><\/p>\n<p>O empres\u00e1rio e o trabalhador devem estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o de parceria para contribuir com uma sociedade mais justa. Essa \u00e9 a vis\u00e3o do empres\u00e1rio e economista catarinense Claudio Jo\u00e3o Bucco que lan\u00e7ou na ter\u00e7a-feira, dia 14, o livro \u201cUma justa contrata\u00e7\u00e3o \u2013 Reflex\u00f5es para uma nova Rela\u00e7\u00e3o de Trabalho \/ S\u00e9rie K + T\u201d. Na obra, o autor esclarece as vantagens e os obst\u00e1culos da rela\u00e7\u00e3o trabalhista atrav\u00e9s da simula\u00e7\u00e3o de um di\u00e1logo de entrevista de emprego. O formato \u00e9 para simplificar temas como legisla\u00e7\u00e3o trabalhista e tribut\u00e1ria.<\/p>\n<p>E, para que se possa alcan\u00e7ar essa parceira entre capital e trabalho, o autor defende que 5% \u00e9 uma margem de lucro adequada para o empreendedor e que a produtividade \u00e9 o meio para o trabalhador alcan\u00e7ar ganhos maiores. Em entrevista ao Portal EconomiaSC, Bucco analisa o que motiva o empres\u00e1rio a continuar investindo e fala sobre como a revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica interferiu nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<\/p>\n<p><strong>No livro, o senhor afirma que \u00e9 necess\u00e1rio haver uma parceria entre capital e trabalho para rela\u00e7\u00f5es mais justas. Quais s\u00e3o os obst\u00e1culos desta parceria na rela\u00e7\u00e3o trabalhista e quais s\u00e3o as vantagens tanto para o empres\u00e1rio quanto para o trabalhador?<\/strong><\/p>\n<p>O obst\u00e1culo \u00e9 que o capital e o trabalho t\u00eam que pagar pela atitude deles de falta de confian\u00e7a para que se tenha uma rela\u00e7\u00e3o custo benef\u00edcio vantajosa. Por si s\u00f3, o capital e o trabalho seriam suficientes nessa rela\u00e7\u00e3o, mas em fun\u00e7\u00e3o da din\u00e2mica do ser humano gerou-se ao longo do tempo uma s\u00e9rie de custos adicionais. Voc\u00ea precisa estabelecer algu\u00e9m para defender as partes, que \u00e9 o sindicato, algu\u00e9m para fazer a lei, que \u00e9 o governo, e depois algu\u00e9m para fiscalizar e para julgar. Criam-se estruturas para fiscalizar e julgar as atitudes que geram desconfian\u00e7a, e quem paga por tudo isso \u00e9 o capital e o trabalho. A desvantagem que eles t\u00eam por n\u00e3o conseguirem criar uma parceria harmoniosa entre si \u00e9 que eles precisam produzir muito mais, trabalhar muito mais, para sustentar toda essa estrutura necess\u00e1ria. Ent\u00e3o eles pagam por essa indisciplina moral deles.<\/p>\n<p>A vantagem maior para ambas as partes \u00e9 na quest\u00e3o da qualidade de vida, de quanto voc\u00ea vai ser mais ou menos feliz. Voc\u00ea \u00e9 mais feliz quando est\u00e1 em um ambiente de trabalho que voc\u00ea gosta, que voc\u00ea faz com alegria, com dedica\u00e7\u00e3o e, acima de tudo, honestidade. O capital nunca pode pagar menos do que o estabelecido de sal\u00e1rio, e o trabalhador nunca pode dar menos do que as horas oferecidas para ele trabalhar.<\/p>\n<p><strong>Qual seria a f\u00f3rmula de sucesso para essa parceria entre o capital e o trabalho?<\/strong><\/p>\n<p>A produtividade. Ela \u00e9 muito mais justa, porque compromete ambas as partes. S\u00f3 o que for bom para os dois vai gerar algo produtivo. O reflexo dessa rela\u00e7\u00e3o vai impactar na qualidade de vida, nos momentos de felicidade. Hoje, na modernidade, a rela\u00e7\u00e3o de trabalho \u00e9 indispens\u00e1vel pela sociedade. O trabalho \u00e9 o lugar onde voc\u00ea passa a maior parte do tempo. Eu diria que mais de 50% da vida da gente depende ou \u00e9 direcionada pelo ambiente de trabalho.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 o retorno social que a empresa deve proporcionar para a sociedade?<\/strong><\/p>\n<p>O capital social que o empreendedor deve buscar \u00e9 se envolver na administra\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o p\u00fablica. N\u00f3s, por conta de uma possibilidade de crescimento muito grande, abandonamos a gest\u00e3o p\u00fablica. O l\u00edder tem que fazer com que as coisas sejam justas para todos.<\/p>\n<p><strong>O senhor cita no livro o \u201ccusto Brasil\u201d, dando exemplos pr\u00e1ticos de quanto precisamos produzir para conseguir comprar algo. Como o senhor avalia os impostos e as taxas no Pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n<p>Se voc\u00ea avaliar de maneira geral, a carga tribut\u00e1ria brasileira n\u00e3o \u00e9 a maior do mundo e sim uma das maiores. O que n\u00e3o se discute \u00e9 que o capital e o trabalho pagam por tudo isso e recebem muito pouco em troca, o que acaba sendo custoso. O que voc\u00ea paga para o governo te dar em forma de benef\u00edcios nunca \u00e9 caro, desde que voc\u00ea receba proporcional aquilo que foi pago. O que se torna caro \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o de voc\u00ea pagar e n\u00e3o receber em troca o equivalente.<\/p>\n<p><strong>Segundo pesquisa citada no livro, realizada pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tribut\u00e1rio (IBPT) em abril de 2013, entre os pa\u00edses com maior carga tribut\u00e1ria, o Brasil continua sendo o que proporciona o pior retorno dos valores arrecadados. Diante desse cen\u00e1rio e da alta carga tribut\u00e1ria, o que leva o empres\u00e1rio a continuar empreendendo?<\/strong><\/p>\n<p>Sempre vai ser a possibilidade de ganho, porque o Brasil \u00e9 um pa\u00eds com possibilidade de rentabilidade muito grande, pois \u00e9 jovem, rico e aqui se produz de tudo. Ent\u00e3o, o que leva o empres\u00e1rio a investir \u00e9 a possibilidade desse ganho, mas tamb\u00e9m a impossibilidade de outra alternativa. Muitos investem por status e a cultura do empreendedor brasileiro ainda \u00e9 de ganhos astron\u00f4micos em muito pouco tempo. E isso nunca foi poss\u00edvel, principalmente para o pequeno e m\u00e9dio empres\u00e1rio.<\/p>\n<p>O outro motivo est\u00e1 na caracter\u00edstica empreendedora das pessoas, pois quem \u00e9 empreendedor nunca vai conseguir deixar de ser. Esse esp\u00edrito vem da necessidade que nossos antepassados tiveram, porque, naquela \u00e9poca, era tudo muito dif\u00edcil, ent\u00e3o, para n\u00e3o passar fome a alternativa era criar um neg\u00f3cio. Isso gerou automaticamente uma necessidade muito grande de acumular para se prevenir de poss\u00edveis crises. O outro aspecto interessante \u00e9 a necessidade de status, j\u00e1 que a maioria dos empres\u00e1rios nasce de profissionais com carreiras bem sucedidas em empresas maiores que saem do seu emprego para empreender, mas n\u00e3o se preparam para isso. Por isso que tantas empresas abrem e fecham em um curto espa\u00e7o de tempo.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 um grande debate sobre a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista no Pa\u00eds. Enquanto alguns afirmam que ela prejudica a competitividade e desestimula a cria\u00e7\u00e3o de novos empregos, outros afirmam que deve haver uma reformula\u00e7\u00e3o na lei para atender melhor os direitos dos trabalhadores no atual mercado de trabalho. Qual \u00e9 a sua vis\u00e3o sobre o assunto?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o tenho d\u00favidas que a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista brasileira precisa ser revista. O grande gargalo que est\u00e1 a\u00ed \u00e9 na cultura que se criou de que sempre o mais fraco ou mais pobre tem raz\u00e3o. Essa vis\u00e3o de que o trabalhador s\u00f3 tem direitos n\u00e3o \u00e9 realidade. Ele n\u00e3o se v\u00ea com nenhuma obriga\u00e7\u00e3o e, consequentemente, a produtividade cai. Ele tamb\u00e9m n\u00e3o se sente na obriga\u00e7\u00e3o com ele mesmo de evoluir profissionalmente. Mas, nessa rela\u00e7\u00e3o, o mais fraco precisa muito do mais forte, ent\u00e3o eles deveriam ser aliados.<\/p>\n<p><strong>Como as revolu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas interferiram nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho atual?<\/strong><\/p>\n<p>A tecnologia evoluiu de uma forma positiva, porque a humanidade precisa do progresso. O trabalho precisa do progresso, essas s\u00e3o as leis da natureza. Para que se tenha progresso, para que se d\u00ea vaz\u00e3o a toda a necessidade de consumo, haveria que ter tecnologia. Ela obriga a pessoa a aprender, estudar e culturalmente se desenvolver para entender aquilo que a tecnologia est\u00e1 propondo e, depois, trabalhar com ela. N\u00e3o vejo que a tecnologia vem para tirar m\u00e3o de obra. O ser humano vai sempre tentar se adequar. \u00c9 uma rela\u00e7\u00e3o complementar, extremamente necess\u00e1ria e eu acho saud\u00e1vel para o desenvolvimento.<\/p>\n<p><strong>Hoje, o trabalhador moderno \u00e9 multitarefa. Quais s\u00e3o as consequ\u00eancias desse ac\u00famulo de fun\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p>Tudo o que traz conhecimento \u00e9 positivo. O que voc\u00ea leva de uma empresa \u00e9 o que voc\u00ea aprende nela. O que precisa ser revisto melhor \u00e9 qual \u00e9 a remunera\u00e7\u00e3o que voc\u00ea recebe por prestar mais esse servi\u00e7o, porque a\u00ed naturalmente se eu tenho um reajuste de redu\u00e7\u00e3o de custo por n\u00e3o precisar trabalhar com duas ou tr\u00eas pessoas, eu deveria distribuir isso.<\/p>\n<\/p>\n<p>The post Empres\u00e1rio e trabalhador devem buscar a parceria appeared first on Economia SC.<\/p>\n<p>Via: <a href=\"http:\/\/economiasc.com.br\/empresario-e-trabalhador-devem-buscar-parceria\/\" class=\"colorbox\" title=\"Empres\u00e1rio e trabalhador devem buscar a parceria\">economiasc.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"Claudio Jo\u00e3o Bucco \u00e9 economista e empres\u00e1rio. 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O formato \u00e9 para simplificar temas como legisla\u00e7\u00e3o trabalhista e tribut\u00e1ria.<\/p>\n<p>E, para que se possa alcan\u00e7ar essa parceira entre capital e trabalho, o autor defende que 5% \u00e9 uma margem de lucro adequada para o empreendedor e que a produtividade \u00e9 o meio para o trabalhador alcan\u00e7ar ganhos maiores. Em entrevista ao Portal EconomiaSC, Bucco analisa o que motiva o empres\u00e1rio a continuar investindo e fala sobre como a revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica interferiu nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<\/p>\n<p><strong>No livro, o senhor afirma que \u00e9 necess\u00e1rio haver uma parceria entre capital e trabalho para rela\u00e7\u00f5es mais justas. Quais s\u00e3o os obst\u00e1culos desta parceria na rela\u00e7\u00e3o trabalhista e quais s\u00e3o as vantagens tanto para o empres\u00e1rio quanto para o trabalhador?<\/strong><\/p>\n<p>O obst\u00e1culo \u00e9 que o capital e o trabalho t\u00eam que pagar pela atitude deles de falta de confian\u00e7a para que se tenha uma rela\u00e7\u00e3o custo benef\u00edcio vantajosa. Por si s\u00f3, o capital e o trabalho seriam suficientes nessa rela\u00e7\u00e3o, mas em fun\u00e7\u00e3o da din\u00e2mica do ser humano gerou-se ao longo do tempo uma s\u00e9rie de custos adicionais. Voc\u00ea precisa estabelecer algu\u00e9m para defender as partes, que \u00e9 o sindicato, algu\u00e9m para fazer a lei, que \u00e9 o governo, e depois algu\u00e9m para fiscalizar e para julgar. Criam-se estruturas para fiscalizar e julgar as atitudes que geram desconfian\u00e7a, e quem paga por tudo isso \u00e9 o capital e o trabalho. A desvantagem que eles t\u00eam por n\u00e3o conseguirem criar uma parceria harmoniosa entre si \u00e9 que eles precisam produzir muito mais, trabalhar muito mais, para sustentar toda essa estrutura necess\u00e1ria. Ent\u00e3o eles pagam por essa indisciplina moral deles.<\/p>\n<p>A vantagem maior para ambas as partes \u00e9 na quest\u00e3o da qualidade de vida, de quanto voc\u00ea vai ser mais ou menos feliz. Voc\u00ea \u00e9 mais feliz quando est\u00e1 em um ambiente de trabalho que voc\u00ea gosta, que voc\u00ea faz com alegria, com dedica\u00e7\u00e3o e, acima de tudo, honestidade. O capital nunca pode pagar menos do que o estabelecido de sal\u00e1rio, e o trabalhador nunca pode dar menos do que as horas oferecidas para ele trabalhar.<\/p>\n<p><strong>Qual seria a f\u00f3rmula de sucesso para essa parceria entre o capital e o trabalho?<\/strong><\/p>\n<p>A produtividade. Ela \u00e9 muito mais justa, porque compromete ambas as partes. S\u00f3 o que for bom para os dois vai gerar algo produtivo. O reflexo dessa rela\u00e7\u00e3o vai impactar na qualidade de vida, nos momentos de felicidade. Hoje, na modernidade, a rela\u00e7\u00e3o de trabalho \u00e9 indispens\u00e1vel pela sociedade. O trabalho \u00e9 o lugar onde voc\u00ea passa a maior parte do tempo. Eu diria que mais de 50% da vida da gente depende ou \u00e9 direcionada pelo ambiente de trabalho.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 o retorno social que a empresa deve proporcionar para a sociedade?<\/strong><\/p>\n<p>O capital social que o empreendedor deve buscar \u00e9 se envolver na administra\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o p\u00fablica. N\u00f3s, por conta de uma possibilidade de crescimento muito grande, abandonamos a gest\u00e3o p\u00fablica. O l\u00edder tem que fazer com que as coisas sejam justas para todos.<\/p>\n<p><strong>O senhor cita no livro o \u201ccusto Brasil\u201d, dando exemplos pr\u00e1ticos de quanto precisamos produzir para conseguir comprar algo. Como o senhor avalia os impostos e as taxas no Pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n<p>Se voc\u00ea avaliar de maneira geral, a carga tribut\u00e1ria brasileira n\u00e3o \u00e9 a maior do mundo e sim uma das maiores. O que n\u00e3o se discute \u00e9 que o capital e o trabalho pagam por tudo isso e recebem muito pouco em troca, o que acaba sendo custoso. O que voc\u00ea paga para o governo te dar em forma de benef\u00edcios nunca \u00e9 caro, desde que voc\u00ea receba proporcional aquilo que foi pago. O que se torna caro \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o de voc\u00ea pagar e n\u00e3o receber em troca o equivalente.<\/p>\n<p><strong>Segundo pesquisa citada no livro, realizada pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tribut\u00e1rio (IBPT) em abril de 2013, entre os pa\u00edses com maior carga tribut\u00e1ria, o Brasil continua sendo o que proporciona o pior retorno dos valores arrecadados. Diante desse cen\u00e1rio e da alta carga tribut\u00e1ria, o que leva o empres\u00e1rio a continuar empreendendo?<\/strong><\/p>\n<p>Sempre vai ser a possibilidade de ganho, porque o Brasil \u00e9 um pa\u00eds com possibilidade de rentabilidade muito grande, pois \u00e9 jovem, rico e aqui se produz de tudo. Ent\u00e3o, o que leva o empres\u00e1rio a investir \u00e9 a possibilidade desse ganho, mas tamb\u00e9m a impossibilidade de outra alternativa. Muitos investem por status e a cultura do empreendedor brasileiro ainda \u00e9 de ganhos astron\u00f4micos em muito pouco tempo. E isso nunca foi poss\u00edvel, principalmente para o pequeno e m\u00e9dio empres\u00e1rio.<\/p>\n<p>O outro motivo est\u00e1 na caracter\u00edstica empreendedora das pessoas, pois quem \u00e9 empreendedor nunca vai conseguir deixar de ser. Esse esp\u00edrito vem da necessidade que nossos antepassados tiveram, porque, naquela \u00e9poca, era tudo muito dif\u00edcil, ent\u00e3o, para n\u00e3o passar fome a alternativa era criar um neg\u00f3cio. Isso gerou automaticamente uma necessidade muito grande de acumular para se prevenir de poss\u00edveis crises. O outro aspecto interessante \u00e9 a necessidade de status, j\u00e1 que a maioria dos empres\u00e1rios nasce de profissionais com carreiras bem sucedidas em empresas maiores que saem do seu emprego para empreender, mas n\u00e3o se preparam para isso. Por isso que tantas empresas abrem e fecham em um curto espa\u00e7o de tempo.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 um grande debate sobre a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista no Pa\u00eds. Enquanto alguns afirmam que ela prejudica a competitividade e desestimula a cria\u00e7\u00e3o de novos empregos, outros afirmam que deve haver uma reformula\u00e7\u00e3o na lei para atender melhor os direitos dos trabalhadores no atual mercado de trabalho. Qual \u00e9 a sua vis\u00e3o sobre o assunto?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o tenho d\u00favidas que a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista brasileira precisa ser revista. O grande gargalo que est\u00e1 a\u00ed \u00e9 na cultura que se criou de que sempre o mais fraco ou mais pobre tem raz\u00e3o. Essa vis\u00e3o de que o trabalhador s\u00f3 tem direitos n\u00e3o \u00e9 realidade. Ele n\u00e3o se v\u00ea com nenhuma obriga\u00e7\u00e3o e, consequentemente, a produtividade cai. Ele tamb\u00e9m n\u00e3o se sente na obriga\u00e7\u00e3o com ele mesmo de evoluir profissionalmente. Mas, nessa rela\u00e7\u00e3o, o mais fraco precisa muito do mais forte, ent\u00e3o eles deveriam ser aliados.<\/p>\n<p><strong>Como as revolu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas interferiram nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho atual?<\/strong><\/p>\n<p>A tecnologia evoluiu de uma forma positiva, porque a humanidade precisa do progresso. O trabalho precisa do progresso, essas s\u00e3o as leis da natureza. Para que se tenha progresso, para que se d\u00ea vaz\u00e3o a toda a necessidade de consumo, haveria que ter tecnologia. Ela obriga a pessoa a aprender, estudar e culturalmente se desenvolver para entender aquilo que a tecnologia est\u00e1 propondo e, depois, trabalhar com ela. N\u00e3o vejo que a tecnologia vem para tirar m\u00e3o de obra. O ser humano vai sempre tentar se adequar. \u00c9 uma rela\u00e7\u00e3o complementar, extremamente necess\u00e1ria e eu acho saud\u00e1vel para o desenvolvimento.<\/p>\n<p><strong>Hoje, o trabalhador moderno \u00e9 multitarefa. Quais s\u00e3o as consequ\u00eancias desse ac\u00famulo de fun\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p>Tudo o que traz conhecimento \u00e9 positivo. O que voc\u00ea leva de uma empresa \u00e9 o que voc\u00ea aprende nela. O que precisa ser revisto melhor \u00e9 qual \u00e9 a remunera\u00e7\u00e3o que voc\u00ea recebe por prestar mais esse servi\u00e7o, porque a\u00ed naturalmente se eu tenho um reajuste de redu\u00e7\u00e3o de custo por n\u00e3o precisar trabalhar com duas ou tr\u00eas pessoas, eu deveria distribuir isso.<\/p>\n<\/p>\n<p>The post Empres\u00e1rio e trabalhador devem buscar a parceria appeared first on Economia SC.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-4341","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","no-post-thumbnail"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4341","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4341"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4341\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4341"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4341"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4341"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}