{"id":4260,"date":"2014-10-13T12:11:00","date_gmt":"2014-10-13T12:11:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/painel-discute-competitividade-na-metalurgia\/"},"modified":"2014-10-13T12:11:00","modified_gmt":"2014-10-13T12:11:00","slug":"painel-discute-competitividade-na-metalurgia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/painel-discute-competitividade-na-metalurgia\/","title":{"rendered":"Painel discute competitividade na metalurgia"},"content":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"Margareth Spangler falou sobre as aplica\u00e7\u00f5es das modernas ligas met\u00e1licas. Foto: Diogo Bil\u00e9simo\/Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Painel_metalurgia_Fiesc_Foto_-Diogo-Bil%C3%A9simo-300x183.jpg\"><\/div>\n<p>Margareth Spangler falou sobre as aplica\u00e7\u00f5es das modernas ligas met\u00e1licas. Foto: Diogo Bil\u00e9simo\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p align=\"justify\">Grande exportador de min\u00e9rio de ferro, o Brasil precisa ganhar competitividade em produtos acabados de metalurgia. Esa \u00e9 a opini\u00e3o de Margareth Spangler Andrade, diretora do Instituto Senai de Inova\u00e7\u00e3o em Metalurgia e Ligas Especiais, de Minas Gerais. Ela foi uma das palestrantes do Workshop Internacional de Materiais, promovido pelo Senai\/SC, entidade da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de Santa Catarina (Fiesc), na sexta-feira, dia 10, em Crici\u00fama. O evento tratou do desenvolvimento de novos materiais, como ligas met\u00e1licas nobres ou cer\u00e2micas funcionais.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 uma tend\u00eancia b\u00e1sica na metalurgia na dire\u00e7\u00e3o de microestruturas mais finas, de caminhar para o extremamente pequeno\u201d, afirmou Margareth, que \u00e9 doutora na \u00e1rea pela universidade belga de Leuven. \u201cOs produtos em geral exigem materiais mais resistentes, com mais tenacidade para absorver impactos, resistentes \u00e0 corros\u00e3o e que atendam as necessidades e desejos das pessoas\u201d, acrescentou. Ela citou como exemplos de aplica\u00e7\u00e3o os eletroeletr\u00f4nicos e o setor automobil\u00edstico. \u201cUm carro produzido com metal mais resistente pode ser mais leve e, por isso, mais econ\u00f4mico; se tiver mais tenacidade absorver\u00e1 mais energia nos impactos, oferecendo mais seguran\u00e7a\u201d, explicou.<\/p>\n<p align=\"justify\">A amplia\u00e7\u00e3o da competitividade brasileira no desenvolvimento e produ\u00e7\u00e3o de ligas met\u00e1licas \u00e9 a miss\u00e3o central do centro que Margareth dirige. \u201cAs ligas que envolvem n\u00edquel, alum\u00ednio, cobre tit\u00e2nio ou zinco s\u00e3o nobres, ou seja, possuem alto valor agregado\u201d. Com atua\u00e7\u00e3o em \u00e2mbito nacional, o Instituto de Inova\u00e7\u00e3o em Metalurgia e Ligas Especiais ter\u00e1 opera\u00e7\u00e3o em parceria com outros institutos do Senai, como o catarinense de Tecnologia em Materiais, do Senai em Crici\u00fama. A parceria pode contribuir para pesquisas que associem metais e cer\u00e2mica ou pl\u00e1sticos.<\/p>\n<p>J\u00e1 o doutor Xavier Granados, do Instituto de Ci\u00eancias dos Materiais, da Espanha, apresentou as tend\u00eancias em cer\u00e2mica avan\u00e7ada. \u201c\u00c9 uma tecnologia baseada em \u00f3xidos met\u00e1licos ou cristais que podem ser aplicados em diversas fun\u00e7\u00f5es. Este tipo de tecnologia j\u00e1 \u00e9 utilizado em telefones celulares, condutores el\u00e9tricos e at\u00e9 mesmo na aplica\u00e7\u00e3o da cer\u00e2mica tradicional com impress\u00f5es HD\u201d, explicou. Especialista no desenvolvimento de supercondutores cer\u00e2micos, Granados tratou na palestra da aplica\u00e7\u00e3o de impress\u00e3o de alta defini\u00e7\u00e3o em revestimentos cer\u00e2micos.<\/p>\n<p>O Workshop tamb\u00e9m destacou duas inova\u00e7\u00f5es desenvolvidas pelo Senai em Crici\u00fama. Uma delas, vencedora da Mostra Inova Senai (em \u00e2mbito nacional), \u00e9 o fertilizante produzido a partir de res\u00edduos de lavanderias industriais. Esses res\u00edduos exigem tratamentos e s\u00e3o depositados em aterros industriais, mas n\u00e3o eliminam o passivo ambiental das ind\u00fastrias. A pesquisa identificou nos res\u00edduos a presen\u00e7a de nitrog\u00eanio, f\u00f3sforo e pot\u00e1ssio, os principais nutrientes de vegetais, que levou a equipe do Senai em Crici\u00fama a criar o fertilizante. \u201cDo que era um problema, geramos a possibilidade de um novo produto\u201d, afirmou a pesquisadora Rosaura Piccoli.<\/p>\n<p>A outra inova\u00e7\u00e3o foi a bisnaga biodegrad\u00e1vel, desenvolvida em parceria com a C-Pack, de S\u00e3o Jos\u00e9. Elaborada \u00e0 base de resinas vegetais, a bisnaga, destinada ao setor de cosm\u00e9ticos, se deteriora em 200 dias em composteiras, explicou Andr\u00e9 Michel Kehrvald, da \u00e1rea de pesquisa e desenvolvimento de mat\u00e9rias-primas da empresa.<\/p>\n<p>Os workshops internacionais integram o escopo da Rede Senai\/SC de Inova\u00e7\u00e3o e Tecnologia, composta por uma dezena de institutos, instalados em todas as regi\u00f5es do Estado. Sua atua\u00e7\u00e3o compreende ainda a realiza\u00e7\u00e3o de parcerias com institui\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais de refer\u00eancia. O Sul de Santa Catarina poder\u00e1 se beneficiar com esses interc\u00e2mbios, na opini\u00e3o do vice-presidente da Fiesc para a regi\u00e3o Sul, Diom\u00edcio Vidal. \u201cHoje n\u00f3s n\u00e3o perdemos mercado devido \u00e0 qualidade. Este workshop vem promover e aprimorar conhecimentos em diversas \u00e1reas\u201d, comentou.<\/p>\n<\/p>\n<p>The post Painel discute competitividade na metalurgia appeared first on Economia SC.<\/p>\n<p>Via: <a href=\"http:\/\/economiasc.com.br\/painel-discute-competitividade-na-metalurgia\/\" class=\"colorbox\" title=\"Painel discute competitividade na metalurgia\">economiasc.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"Margareth Spangler falou sobre as aplica\u00e7\u00f5es das modernas ligas met\u00e1licas. Foto: Diogo Bil\u00e9simo\/Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/Painel_metalurgia_Fiesc_Foto_-Diogo-Bil%C3%A9simo-300x183.jpg\"><\/div>\n<p>Margareth Spangler falou sobre as aplica\u00e7\u00f5es das modernas ligas met\u00e1licas. Foto: Diogo Bil\u00e9simo\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p align=\"justify\">Grande exportador de min\u00e9rio de ferro, o Brasil precisa ganhar competitividade em produtos acabados de metalurgia. Esa \u00e9 a opini\u00e3o de Margareth Spangler Andrade, diretora do Instituto Senai de Inova\u00e7\u00e3o em Metalurgia e Ligas Especiais, de Minas Gerais. Ela foi uma das palestrantes do Workshop Internacional de Materiais, promovido pelo Senai\/SC, entidade da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de Santa Catarina (Fiesc), na sexta-feira, dia 10, em Crici\u00fama. O evento tratou do desenvolvimento de novos materiais, como ligas met\u00e1licas nobres ou cer\u00e2micas funcionais.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 uma tend\u00eancia b\u00e1sica na metalurgia na dire\u00e7\u00e3o de microestruturas mais finas, de caminhar para o extremamente pequeno\u201d, afirmou Margareth, que \u00e9 doutora na \u00e1rea pela universidade belga de Leuven. \u201cOs produtos em geral exigem materiais mais resistentes, com mais tenacidade para absorver impactos, resistentes \u00e0 corros\u00e3o e que atendam as necessidades e desejos das pessoas\u201d, acrescentou. Ela citou como exemplos de aplica\u00e7\u00e3o os eletroeletr\u00f4nicos e o setor automobil\u00edstico. \u201cUm carro produzido com metal mais resistente pode ser mais leve e, por isso, mais econ\u00f4mico; se tiver mais tenacidade absorver\u00e1 mais energia nos impactos, oferecendo mais seguran\u00e7a\u201d, explicou.<\/p>\n<p align=\"justify\">A amplia\u00e7\u00e3o da competitividade brasileira no desenvolvimento e produ\u00e7\u00e3o de ligas met\u00e1licas \u00e9 a miss\u00e3o central do centro que Margareth dirige. \u201cAs ligas que envolvem n\u00edquel, alum\u00ednio, cobre tit\u00e2nio ou zinco s\u00e3o nobres, ou seja, possuem alto valor agregado\u201d. Com atua\u00e7\u00e3o em \u00e2mbito nacional, o Instituto de Inova\u00e7\u00e3o em Metalurgia e Ligas Especiais ter\u00e1 opera\u00e7\u00e3o em parceria com outros institutos do Senai, como o catarinense de Tecnologia em Materiais, do Senai em Crici\u00fama. A parceria pode contribuir para pesquisas que associem metais e cer\u00e2mica ou pl\u00e1sticos.<\/p>\n<p>J\u00e1 o doutor Xavier Granados, do Instituto de Ci\u00eancias dos Materiais, da Espanha, apresentou as tend\u00eancias em cer\u00e2mica avan\u00e7ada. \u201c\u00c9 uma tecnologia baseada em \u00f3xidos met\u00e1licos ou cristais que podem ser aplicados em diversas fun\u00e7\u00f5es. Este tipo de tecnologia j\u00e1 \u00e9 utilizado em telefones celulares, condutores el\u00e9tricos e at\u00e9 mesmo na aplica\u00e7\u00e3o da cer\u00e2mica tradicional com impress\u00f5es HD\u201d, explicou. Especialista no desenvolvimento de supercondutores cer\u00e2micos, Granados tratou na palestra da aplica\u00e7\u00e3o de impress\u00e3o de alta defini\u00e7\u00e3o em revestimentos cer\u00e2micos.<\/p>\n<p>O Workshop tamb\u00e9m destacou duas inova\u00e7\u00f5es desenvolvidas pelo Senai em Crici\u00fama. Uma delas, vencedora da Mostra Inova Senai (em \u00e2mbito nacional), \u00e9 o fertilizante produzido a partir de res\u00edduos de lavanderias industriais. Esses res\u00edduos exigem tratamentos e s\u00e3o depositados em aterros industriais, mas n\u00e3o eliminam o passivo ambiental das ind\u00fastrias. A pesquisa identificou nos res\u00edduos a presen\u00e7a de nitrog\u00eanio, f\u00f3sforo e pot\u00e1ssio, os principais nutrientes de vegetais, que levou a equipe do Senai em Crici\u00fama a criar o fertilizante. \u201cDo que era um problema, geramos a possibilidade de um novo produto\u201d, afirmou a pesquisadora Rosaura Piccoli.<\/p>\n<p>A outra inova\u00e7\u00e3o foi a bisnaga biodegrad\u00e1vel, desenvolvida em parceria com a C-Pack, de S\u00e3o Jos\u00e9. Elaborada \u00e0 base de resinas vegetais, a bisnaga, destinada ao setor de cosm\u00e9ticos, se deteriora em 200 dias em composteiras, explicou Andr\u00e9 Michel Kehrvald, da \u00e1rea de pesquisa e desenvolvimento de mat\u00e9rias-primas da empresa.<\/p>\n<p>Os workshops internacionais integram o escopo da Rede Senai\/SC de Inova\u00e7\u00e3o e Tecnologia, composta por uma dezena de institutos, instalados em todas as regi\u00f5es do Estado. Sua atua\u00e7\u00e3o compreende ainda a realiza\u00e7\u00e3o de parcerias com institui\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais de refer\u00eancia. O Sul de Santa Catarina poder\u00e1 se beneficiar com esses interc\u00e2mbios, na opini\u00e3o do vice-presidente da Fiesc para a regi\u00e3o Sul, Diom\u00edcio Vidal. \u201cHoje n\u00f3s n\u00e3o perdemos mercado devido \u00e0 qualidade. 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