{"id":3581,"date":"2014-09-01T14:20:00","date_gmt":"2014-09-01T14:20:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/agronegocio-onde-estaremos-em-2025\/"},"modified":"2014-09-01T14:20:00","modified_gmt":"2014-09-01T14:20:00","slug":"agronegocio-onde-estaremos-em-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/agronegocio-onde-estaremos-em-2025\/","title":{"rendered":"Agroneg\u00f3cio: onde estaremos em 2025?"},"content":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"Coriolano Xavier\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/CoriolinoXavier_078-25-300x199.jpg\"><\/div>\n<p><strong>*Coriolano Xavier<\/strong><\/p>\n<p>Onde estaremos em 2025? Deparei-me outro ia com essa pergunta. Gente boa do Brasil e do exterior tenta responder a essa indaga\u00e7\u00e3o. Mas o fato \u00e9 que todos n\u00f3s dever\u00edamos fazer sempre essa pergunta a n\u00f3s mesmos, olhando para um futuro mais distante.<\/p>\n<p>O agroneg\u00f3cio, por exemplo, vive um momento de rica inquieta\u00e7\u00e3o em tecnologia, perfil de consumo alimentar, demografia dos mercados e organiza\u00e7\u00e3o dos sistemas de produ\u00e7\u00e3o de alimentos. O setor est\u00e1 se transformando em todo o mundo e merece reflex\u00f5es sobre onde tudo isso vai dar e que rumos teremos pela frente para seguir.<\/p>\n<p>O Instituto para o Futuro, por exemplo, j\u00e1 fez algumas apostas sobre tend\u00eancias disruptivas do agroneg\u00f3cio, alinhando primeiro um eixo estrat\u00e9gico de transforma\u00e7\u00e3o estrutural: a reorganiza\u00e7\u00e3o dos sistemas de produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria de modelos baseados em recursos intensivos para alternativas de baixo impacto na ambi\u00eancia.<\/p>\n<p>Sob esse guarda-chuva, por exemplo, despontam estudos para agricultura sem solo e com baixo uso de \u00e1gua \u2013 tanto em ambientes internos, como externos. Ou ent\u00e3o projetos j\u00e1 desenvolvendo prot\u00f3tipos de rob\u00f4 que utilizam a teoria de games para automatizar tarefas complexas de cultivo. E, ainda, a incorpora\u00e7\u00e3o de \u00e1reas antes desertificadas e recuperadas pela combina\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o animal e projetos preservacionistas.<\/p>\n<p>Surgem tamb\u00e9m novos alimentos, n\u00e3o tradicionais, como um substituto vegetal de ovos, mais barato, sustent\u00e1vel e em teste na produ\u00e7\u00e3o industrial de maioneses. Sem contar substitutos para a carne de aves, que j\u00e1 mereceram inclusive a aten\u00e7\u00e3o de um jornal peso pesado como o New York Times.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito dos h\u00e1bitos alimentares, fala-se na perda de espa\u00e7o do alimento r\u00e1pido para uma experi\u00eancia mais consciente de alimenta\u00e7\u00e3o. A bordo dessa mudan\u00e7a ter\u00edamos, inclusive, novidades como o uso de sensores para monitoramento da velocidade das refei\u00e7\u00f5es \u2014 e um aumento geral da habilidade de cozinhar, at\u00e9 com o emprego de c\u00e2meras para feed back instant\u00e2neo para melhor aprendizado das pessoas.<\/p>\n<p>Sem falar de programas inteligentes para gerenciamento do estoque nas geladeiras e recomenda\u00e7\u00e3o de refei\u00e7\u00f5es. Ou ent\u00e3o da possibilidade de alimenta\u00e7\u00e3o l\u00edquida, inodora e com os nutrientes para manter um organismo em funcionamento \u2013 como a bebida Soylent, que em 2013 recebeu investimentos de 1,3 milh\u00f5es de d\u00f3lares para produ\u00e7\u00e3o em escala.<\/p>\n<p>Nos pr\u00f3ximos 10 a 15 anos, provavelmente o Brasil ainda vai ter seu maior protagonismo no agroneg\u00f3cio. Essa cren\u00e7a j\u00e1 est\u00e1 inclusive instalada na cabe\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o, conforme revelam pesquisas de opini\u00e3o recentes em grandes capitais do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para o agroneg\u00f3cio, portanto, n\u00e3o tem como n\u00e3o estar pelo menos sintonizado com essas \u201cfantasias de futuro\u201d, como muitas vezes s\u00e3o chamadas. Afinal, um dia tamb\u00e9m se chamou a revolu\u00e7\u00e3o verde e a biotecnologia de fantasias.<\/p>\n<p><strong>*Coriolano Xavier \u00e9 membro do Conselho Cient\u00edfico para Agricultura Sustent\u00e1vel (CCAS) e professor do N\u00facleo de Estudos do Agroneg\u00f3cio da ESPM.<\/strong><\/p>\n<p>The post Agroneg\u00f3cio: onde estaremos em 2025? appeared first on Economia SC.<\/p>\n<p>Via: <a href=\"http:\/\/economiasc.com.br\/agronegocio-onde-estaremos-em-2025\/\" class=\"colorbox\" title=\"Agroneg\u00f3cio: onde estaremos em 2025?\">economiasc.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"Coriolano Xavier\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/CoriolinoXavier_078-25-300x199.jpg\"><\/div>\n<p><strong>*Coriolano Xavier<\/strong><\/p>\n<p>Onde estaremos em 2025? Deparei-me outro ia com essa pergunta. Gente boa do Brasil e do exterior tenta responder a essa indaga\u00e7\u00e3o. Mas o fato \u00e9 que todos n\u00f3s dever\u00edamos fazer sempre essa pergunta a n\u00f3s mesmos, olhando para um futuro mais distante.<\/p>\n<p>O agroneg\u00f3cio, por exemplo, vive um momento de rica inquieta\u00e7\u00e3o em tecnologia, perfil de consumo alimentar, demografia dos mercados e organiza\u00e7\u00e3o dos sistemas de produ\u00e7\u00e3o de alimentos. O setor est\u00e1 se transformando em todo o mundo e merece reflex\u00f5es sobre onde tudo isso vai dar e que rumos teremos pela frente para seguir.<\/p>\n<p>O Instituto para o Futuro, por exemplo, j\u00e1 fez algumas apostas sobre tend\u00eancias disruptivas do agroneg\u00f3cio, alinhando primeiro um eixo estrat\u00e9gico de transforma\u00e7\u00e3o estrutural: a reorganiza\u00e7\u00e3o dos sistemas de produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria de modelos baseados em recursos intensivos para alternativas de baixo impacto na ambi\u00eancia.<\/p>\n<p>Sob esse guarda-chuva, por exemplo, despontam estudos para agricultura sem solo e com baixo uso de \u00e1gua \u2013 tanto em ambientes internos, como externos. Ou ent\u00e3o projetos j\u00e1 desenvolvendo prot\u00f3tipos de rob\u00f4 que utilizam a teoria de games para automatizar tarefas complexas de cultivo. E, ainda, a incorpora\u00e7\u00e3o de \u00e1reas antes desertificadas e recuperadas pela combina\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o animal e projetos preservacionistas.<\/p>\n<p>Surgem tamb\u00e9m novos alimentos, n\u00e3o tradicionais, como um substituto vegetal de ovos, mais barato, sustent\u00e1vel e em teste na produ\u00e7\u00e3o industrial de maioneses. Sem contar substitutos para a carne de aves, que j\u00e1 mereceram inclusive a aten\u00e7\u00e3o de um jornal peso pesado como o New York Times.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito dos h\u00e1bitos alimentares, fala-se na perda de espa\u00e7o do alimento r\u00e1pido para uma experi\u00eancia mais consciente de alimenta\u00e7\u00e3o. A bordo dessa mudan\u00e7a ter\u00edamos, inclusive, novidades como o uso de sensores para monitoramento da velocidade das refei\u00e7\u00f5es \u2014 e um aumento geral da habilidade de cozinhar, at\u00e9 com o emprego de c\u00e2meras para feed back instant\u00e2neo para melhor aprendizado das pessoas.<\/p>\n<p>Sem falar de programas inteligentes para gerenciamento do estoque nas geladeiras e recomenda\u00e7\u00e3o de refei\u00e7\u00f5es. Ou ent\u00e3o da possibilidade de alimenta\u00e7\u00e3o l\u00edquida, inodora e com os nutrientes para manter um organismo em funcionamento \u2013 como a bebida Soylent, que em 2013 recebeu investimentos de 1,3 milh\u00f5es de d\u00f3lares para produ\u00e7\u00e3o em escala.<\/p>\n<p>Nos pr\u00f3ximos 10 a 15 anos, provavelmente o Brasil ainda vai ter seu maior protagonismo no agroneg\u00f3cio. Essa cren\u00e7a j\u00e1 est\u00e1 inclusive instalada na cabe\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o, conforme revelam pesquisas de opini\u00e3o recentes em grandes capitais do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para o agroneg\u00f3cio, portanto, n\u00e3o tem como n\u00e3o estar pelo menos sintonizado com essas \u201cfantasias de futuro\u201d, como muitas vezes s\u00e3o chamadas. Afinal, um dia tamb\u00e9m se chamou a revolu\u00e7\u00e3o verde e a biotecnologia de fantasias.<\/p>\n<p><strong>*Coriolano Xavier \u00e9 membro do Conselho Cient\u00edfico para Agricultura Sustent\u00e1vel (CCAS) e professor do N\u00facleo de Estudos do Agroneg\u00f3cio da ESPM.<\/strong><\/p>\n<p>The post Agroneg\u00f3cio: onde estaremos em 2025? appeared first on Economia SC.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-3581","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","no-post-thumbnail"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3581","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3581"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3581\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3581"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3581"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3581"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}