{"id":3150,"date":"2014-08-05T23:25:00","date_gmt":"2014-08-05T23:25:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/dividas-com-bancos-chegam-a-r-13-trilhao\/"},"modified":"2014-08-05T23:25:00","modified_gmt":"2014-08-05T23:25:00","slug":"dividas-com-bancos-chegam-a-r-13-trilhao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/dividas-com-bancos-chegam-a-r-13-trilhao\/","title":{"rendered":"D\u00edvidas com bancos chegam a R$ 1,3 trilh\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"Brasileiro est\u00e1 pagando mais caro para quitar empr\u00e9stimos. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/d%C3%ADvida-300x212.jpg\"><\/div>\n<p>Brasileiro est\u00e1 pagando mais caro para quitar empr\u00e9stimos. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia do governo de incentivar o cr\u00e9dito num momento em que o consumo das fam\u00edlias j\u00e1 come\u00e7a a dar sinais claros de esgotamento pode n\u00e3o surtir o efeito esperado. Isso porque, ap\u00f3s anos de pol\u00edticas voltadas \u00e0 compra de bens via desonera\u00e7\u00e3o de tributos como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a aquisi\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos, m\u00f3veis e eletrodom\u00e9sticos, o espa\u00e7o no or\u00e7amento dom\u00e9stico para assumir novos d\u00e9bitos encolheu.<\/p>\n<p>At\u00e9 junho, segundo dados do Banco Central (BC), as d\u00edvidas dos brasileiros apenas com institui\u00e7\u00f5es financeiras chegaram ao patamar recorde de R$ 1,324 trilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Nunca antes na hist\u00f3ria do pa\u00eds os consumidores deveram tanto para os bancos, e o pior: al\u00e9m de j\u00e1 ter comprometido boa parte da renda com parcelas de financiamentos, o brasileiro est\u00e1 pagando mais caro para quitar esses empr\u00e9stimos. Em junho, a taxa m\u00e9dia de juros cobrada dos consumidores chegou a 43% ao ano, o maior patamar desde mar\u00e7o de 2011, quando o BC come\u00e7ou a fazer esse levantamento.<\/p>\n<p>Ainda mais grave do que o n\u00famero, observa o economista-chefe da Boa Vista Servi\u00e7os, Fl\u00e1vio Calife, \u00e9 a rapidez com que os juros avan\u00e7am. \u201cAs taxas t\u00eam subido muito, motivadas pela crescente desconfian\u00e7a dos banqueiros com o futuro, e, em especial, pela evolu\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho. Ent\u00e3o, se ele entende que pode ter problemas para reaver o dinheiro que empresta agora, vai cobrar um pr\u00eamio de risco maior, e isso se reflete nos juros pagos pelos consumidores\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u00c9 justamente o que tem ocorrido. Em abril de 2013, a taxa m\u00e9dia cobrada das fam\u00edlias chegava a 34,4% ao ano. De l\u00e1 para c\u00e1, aumentou 8,6 pontos percentuais, acompanhando a escalada da desconfian\u00e7a de investidores e empres\u00e1rios na economia, e o ciclo de aperto nos juros comandado pelo BC no \u00faltimo ano. Mesmo assim, as taxas subiram pelo menos duas vezes mais que a Selic no per\u00edodo.<\/p>\n<p>H\u00e1 situa\u00e7\u00f5es, no entanto, nas quais o aumento observado supera 10 vezes a alta da Selic. Quem, por exemplo, recorreu ao cheque especial recentemente se assustou com o extrato banc\u00e1rio. Apenas em junho, os juros m\u00e9dios praticados nessa linha chegaram a 171,5% ao ano. Contra maio, houve alta de 3 pontos percentuais, mas, contra abril de 2013, exatamente quando o BC deu in\u00edcio \u00e0 escalada dos juros, a eleva\u00e7\u00e3o chega a 34,7 pontos percentuais. Apenas como compara\u00e7\u00e3o, a Selic subiu 3,75 pontos no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Apesar de apresentar uma taxa t\u00e3o elevada, o cheque especial \u00e9 uma das principais linhas de cr\u00e9dito utilizada pelo brasileiro. Nos \u00faltimos 12 meses, as d\u00edvidas contra\u00eddas nessa modalidade cresceram 7,1%, evolu\u00e7\u00e3o que o chefe do Departamento Econ\u00f4mico do BC, Tulio Maciel, classificou como \u201ccrescimento significativo\u201d.<\/p>\n<p>Aperto<\/p>\n<p>Maciel lembrou que o patamar atual dos juros, de 171,5% ao ano, ainda \u00e9 mais abaixo do que o observado no in\u00edcio dos anos 1990, quando o pa\u00eds vivia sob uma hiperinfla\u00e7\u00e3o de quase 1.000% ao ano. \u201cO cheque especial j\u00e1 teve juros maiores. O recorde foi 294% ao ano (em julho de 1994). Ainda assim, \u00e9 uma modalidade com custo mais elevado, raz\u00e3o pela qual deve ser usada com muita cautela\u201d, aconselhou.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi apenas nessa linha considerada emergencial que os brasileiros tiveram de recorrer para sair do aperto financeiro. Ainda mais elevada foi a procura pelo cart\u00e3o de cr\u00e9dito. Nos \u00faltimos 12 meses, as d\u00edvidas contra\u00eddas pelas pessoas f\u00edsicas nessa modalidade avan\u00e7aram 14,8%. N\u00e3o por acaso, Maciel pediu modera\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias no uso dessas linhas. \u201cA recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que se usem essas linhas mais elevadas (cheque especial e cart\u00e3o) o m\u00ednimo poss\u00edvel. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m t\u00eam que ser usadas com muita cautela, por um per\u00edodo curto, porque s\u00e3o, de fato, opera\u00e7\u00f5es com custo bastante elevado\u201d, disse. O Banco Central n\u00e3o divulga os juros praticados no cart\u00e3o de cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>Mas c\u00e1lculos feitos por consultorias independentes mostram que a conta de quem recorre a essa modalidade pode ser bastante salgada. Apenas em junho, a taxa m\u00e9dia observada pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Executivos de Finan\u00e7as e Contabilidade (Anefac) foi de 238,67%, uma varia\u00e7\u00e3o de 0,18 ponto sobre maio, segundo informou h\u00e1 duas semanas a entidade.<\/p>\n<p>A melhor op\u00e7\u00e3o para o cliente \u00e9, em geral, \u00e9 recorrer a financiamentos mais baratos, como o empr\u00e9stimo consignado, cujas presta\u00e7\u00f5es s\u00e3o descontadas diretamente do sal\u00e1rio ou do benef\u00edcio pago a aposentados ou pensionistas. Mas at\u00e9 mesmo essa modalidade \u2014 de menos risco para os bancos \u2014 est\u00e1 encolhendo.<\/p>\n<p>Gerentes de institui\u00e7\u00f5es privadas admitem que o tempo m\u00e9dio de libera\u00e7\u00e3o desses empr\u00e9stimos mais do que dobrou nos \u00faltimos meses. A consequ\u00eancia foi uma queda nas concess\u00f5es. No \u00faltimo trimestre, at\u00e9 junho, os empr\u00e9stimos feitos a benefici\u00e1rios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) encolheram 14,5%.<\/p>\n<p>The post D\u00edvidas com bancos chegam a R$ 1,3 trilh\u00e3o appeared first on Economia SC.<\/p>\n<p>Via: <a href=\"http:\/\/economiasc.com.br\/dividas-com-bancos-chegam-r-13-trilhao\/\" class=\"colorbox\" title=\"D\u00edvidas com bancos chegam a R$ 1,3 trilh\u00e3o\">economiasc.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"Brasileiro est\u00e1 pagando mais caro para quitar empr\u00e9stimos. 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Isso porque, ap\u00f3s anos de pol\u00edticas voltadas \u00e0 compra de bens via desonera\u00e7\u00e3o de tributos como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a aquisi\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos, m\u00f3veis e eletrodom\u00e9sticos, o espa\u00e7o no or\u00e7amento dom\u00e9stico para assumir novos d\u00e9bitos encolheu.<\/p>\n<p>At\u00e9 junho, segundo dados do Banco Central (BC), as d\u00edvidas dos brasileiros apenas com institui\u00e7\u00f5es financeiras chegaram ao patamar recorde de R$ 1,324 trilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Nunca antes na hist\u00f3ria do pa\u00eds os consumidores deveram tanto para os bancos, e o pior: al\u00e9m de j\u00e1 ter comprometido boa parte da renda com parcelas de financiamentos, o brasileiro est\u00e1 pagando mais caro para quitar esses empr\u00e9stimos. Em junho, a taxa m\u00e9dia de juros cobrada dos consumidores chegou a 43% ao ano, o maior patamar desde mar\u00e7o de 2011, quando o BC come\u00e7ou a fazer esse levantamento.<\/p>\n<p>Ainda mais grave do que o n\u00famero, observa o economista-chefe da Boa Vista Servi\u00e7os, Fl\u00e1vio Calife, \u00e9 a rapidez com que os juros avan\u00e7am. \u201cAs taxas t\u00eam subido muito, motivadas pela crescente desconfian\u00e7a dos banqueiros com o futuro, e, em especial, pela evolu\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho. Ent\u00e3o, se ele entende que pode ter problemas para reaver o dinheiro que empresta agora, vai cobrar um pr\u00eamio de risco maior, e isso se reflete nos juros pagos pelos consumidores\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u00c9 justamente o que tem ocorrido. Em abril de 2013, a taxa m\u00e9dia cobrada das fam\u00edlias chegava a 34,4% ao ano. De l\u00e1 para c\u00e1, aumentou 8,6 pontos percentuais, acompanhando a escalada da desconfian\u00e7a de investidores e empres\u00e1rios na economia, e o ciclo de aperto nos juros comandado pelo BC no \u00faltimo ano. Mesmo assim, as taxas subiram pelo menos duas vezes mais que a Selic no per\u00edodo.<\/p>\n<p>H\u00e1 situa\u00e7\u00f5es, no entanto, nas quais o aumento observado supera 10 vezes a alta da Selic. Quem, por exemplo, recorreu ao cheque especial recentemente se assustou com o extrato banc\u00e1rio. Apenas em junho, os juros m\u00e9dios praticados nessa linha chegaram a 171,5% ao ano. Contra maio, houve alta de 3 pontos percentuais, mas, contra abril de 2013, exatamente quando o BC deu in\u00edcio \u00e0 escalada dos juros, a eleva\u00e7\u00e3o chega a 34,7 pontos percentuais. Apenas como compara\u00e7\u00e3o, a Selic subiu 3,75 pontos no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Apesar de apresentar uma taxa t\u00e3o elevada, o cheque especial \u00e9 uma das principais linhas de cr\u00e9dito utilizada pelo brasileiro. Nos \u00faltimos 12 meses, as d\u00edvidas contra\u00eddas nessa modalidade cresceram 7,1%, evolu\u00e7\u00e3o que o chefe do Departamento Econ\u00f4mico do BC, Tulio Maciel, classificou como \u201ccrescimento significativo\u201d.<\/p>\n<p>Aperto<\/p>\n<p>Maciel lembrou que o patamar atual dos juros, de 171,5% ao ano, ainda \u00e9 mais abaixo do que o observado no in\u00edcio dos anos 1990, quando o pa\u00eds vivia sob uma hiperinfla\u00e7\u00e3o de quase 1.000% ao ano. \u201cO cheque especial j\u00e1 teve juros maiores. O recorde foi 294% ao ano (em julho de 1994). Ainda assim, \u00e9 uma modalidade com custo mais elevado, raz\u00e3o pela qual deve ser usada com muita cautela\u201d, aconselhou.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi apenas nessa linha considerada emergencial que os brasileiros tiveram de recorrer para sair do aperto financeiro. Ainda mais elevada foi a procura pelo cart\u00e3o de cr\u00e9dito. Nos \u00faltimos 12 meses, as d\u00edvidas contra\u00eddas pelas pessoas f\u00edsicas nessa modalidade avan\u00e7aram 14,8%. N\u00e3o por acaso, Maciel pediu modera\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias no uso dessas linhas. \u201cA recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que se usem essas linhas mais elevadas (cheque especial e cart\u00e3o) o m\u00ednimo poss\u00edvel. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m t\u00eam que ser usadas com muita cautela, por um per\u00edodo curto, porque s\u00e3o, de fato, opera\u00e7\u00f5es com custo bastante elevado\u201d, disse. O Banco Central n\u00e3o divulga os juros praticados no cart\u00e3o de cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>Mas c\u00e1lculos feitos por consultorias independentes mostram que a conta de quem recorre a essa modalidade pode ser bastante salgada. Apenas em junho, a taxa m\u00e9dia observada pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Executivos de Finan\u00e7as e Contabilidade (Anefac) foi de 238,67%, uma varia\u00e7\u00e3o de 0,18 ponto sobre maio, segundo informou h\u00e1 duas semanas a entidade.<\/p>\n<p>A melhor op\u00e7\u00e3o para o cliente \u00e9, em geral, \u00e9 recorrer a financiamentos mais baratos, como o empr\u00e9stimo consignado, cujas presta\u00e7\u00f5es s\u00e3o descontadas diretamente do sal\u00e1rio ou do benef\u00edcio pago a aposentados ou pensionistas. Mas at\u00e9 mesmo essa modalidade \u2014 de menos risco para os bancos \u2014 est\u00e1 encolhendo.<\/p>\n<p>Gerentes de institui\u00e7\u00f5es privadas admitem que o tempo m\u00e9dio de libera\u00e7\u00e3o desses empr\u00e9stimos mais do que dobrou nos \u00faltimos meses. A consequ\u00eancia foi uma queda nas concess\u00f5es. No \u00faltimo trimestre, at\u00e9 junho, os empr\u00e9stimos feitos a benefici\u00e1rios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) encolheram 14,5%.<\/p>\n<p>The post D\u00edvidas com bancos chegam a R$ 1,3 trilh\u00e3o appeared first on Economia SC.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-3150","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","no-post-thumbnail"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3150","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3150"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3150\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3150"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3150"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3150"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}