{"id":3096,"date":"2014-08-01T12:56:00","date_gmt":"2014-08-01T12:56:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/competitividade-depende-de-nos\/"},"modified":"2014-08-01T12:56:00","modified_gmt":"2014-08-01T12:56:00","slug":"competitividade-depende-de-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/competitividade-depende-de-nos\/","title":{"rendered":"Competitividade depende de n\u00f3s"},"content":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"Carlos Rodolfo Schneider\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Carlos-Rodolfo-Schneider-210x300.jpg\"><\/div>\n<p><strong>Carlos Rodolfo Schneider*<\/strong><\/p>\n<p><b><\/b>Em meados do ano passado a Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para a Am\u00e9rica Latina e Caribe (Cepal) previu que em 2013 a Col\u00f4mbia cresceria 4%, o Suriname 4,5%, o Chile 4,6%, a Guiana 4,8%, a Nicar\u00e1gua 5%, a Bol\u00edvia 5,5%, o Peru 5,9%, o Panam\u00e1 7,5%, o Paraguai 12,5% e o Brasil, no m\u00e1ximo, 2,5%. Crescemos 2,3%.<\/p>\n<p>Dados da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC) mostram que de 1978 para c\u00e1, a participa\u00e7\u00e3o da China no com\u00e9rcio internacional passou de 1% para 10%, enquanto o Brasil ficou estagnado em 1,5%. Pesquisa do Instituto de Estudos do Desenvolvimento Industrial (Iedi) sobre a evolu\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio do Brasil e da China, com tr\u00eas blocos econ\u00f4micos, no per\u00edodo 2008\/2012, constatou que as nossas vendas aumentaram 1,9% contra 47,6% da China: (-) 0,9% x 41,3% no Nafta, 4,3% x 115,6% na Aladi e 4,6% x 74,6% no Mercosul.<\/p>\n<p>Na raiz dessa perda de desempenho est\u00e1 a crescente deteriora\u00e7\u00e3o da capacidade de competir da economia brasileira. Estudo recente do Boston Consulting Group sobre a competitividade da produ\u00e7\u00e3o de 25 na\u00e7\u00f5es, que somam 90% da oferta global de manufaturados, a partir da evolu\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios, custos de energia, produtividade e varia\u00e7\u00f5es cambiais, nos \u00faltimos 10 anos, apontou o Brasil entre os pa\u00edses que mais regrediram. Sem considerar outros graves problemas que temos, como elevada carga tribut\u00e1ria, estrutura tribut\u00e1ria ca\u00f3tica, infraestrutura prec\u00e1ria, servi\u00e7os p\u00fablicos de baixa qualidade e excesso de burocracia e de corrup\u00e7\u00e3o. No per\u00edodo avaliado, no Brasil, o c\u00e2mbio valorizou 20%, os sal\u00e1rios na ind\u00fastria cresceram 100%, o custo da eletricidade aumentou 90% e o do g\u00e1s 60%. Por outro lado, a produtividade cresceu apenas 3%, contra a m\u00e9dia de 27% dos pa\u00edses pesquisados. Fomos classificados como um dos pa\u00edses mais caros para produzir: considerando os EUA como base 100, no Brasil o custo de manufatura \u00e9 de 123, acima n\u00e3o s\u00f3 de pa\u00edses emergentes como R\u00fassia (99), Taiwan (97), China (96), Tail\u00e2ndia e M\u00e9xico (91), \u00cdndia (87) e Indon\u00e9sia (83), mas tamb\u00e9m de pa\u00edses desenvolvidos como Alemanha (121), Canad\u00e1 (115), Jap\u00e3o (111), Espanha (109) e Cor\u00e9ia do Sul (102). Enquanto Brasil e China, por exemplo, est\u00e3o sob press\u00e3o pelo forte aumento nos custos de produ\u00e7\u00e3o, EUA e M\u00e9xico est\u00e3o melhorando a sua competitividade por uma conten\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o de custos. O estudo aponta a necessidade premente de aumento da produtividade no Brasil.<\/p>\n<p>Antonio Delfim Netto, ex-ministro e apoiador do Movimento Brasil Eficiente \u2013 MBE, alerta que o aumento sistem\u00e1tico do sal\u00e1rio real acima do crescimento da produtividade f\u00edsica do trabalho compromete as medidas monet\u00e1rias de combate \u00e0 infla\u00e7\u00e3o e a expans\u00e3o econ\u00f4mica. Economistas como Arm\u00ednio Fraga, ex-presidente do Banco Central, e Luiz Gonzaga Belluzzo, da Unicamp, refor\u00e7am a tese, incluindo tamb\u00e9m o sal\u00e1rio m\u00ednimo entre as preocupa\u00e7\u00f5es, ainda mais considerando ser ele o indexador de benef\u00edcios previdenci\u00e1rios, seguro desemprego, abono salarial, entre outros.<\/p>\n<p>O ranking do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial, que mede a capacidade de as economias atingirem crescimento sustentado e prosperidade, vem mostrando um recuo do Brasil nos \u00faltimos anos. Este recuo refere-se a aspectos importantes ligados a fraquezas estruturais, como regime tribut\u00e1rio, ensino de baixa qualidade, mercado de trabalho r\u00edgido e credibilidade das institui\u00e7\u00f5es. Nessa \u00faltima quest\u00e3o, entre 144 pa\u00edses avaliados ficamos na 121\u00aa posi\u00e7\u00e3o nos itens \u201cConfian\u00e7a nos Pol\u00edticos\u201d e \u201cDesvio de Recursos P\u00fablicos\u201d, na 135\u00aa em \u201cDesperd\u00edcio nos Gastos P\u00fablicos\u201d e na \u00faltima posi\u00e7\u00e3o em \u201cExcesso de Regulamenta\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Para aumentarmos a produtividade \u00e9 fundamental que haja a diminui\u00e7\u00e3o dos gastos p\u00fablicos e o aumento dos investimentos no pa\u00eds. O Brasil \u00e9 um pa\u00eds rico e com enorme potencial. A corre\u00e7\u00e3o de rumo que precisamos depende de mobiliza\u00e7\u00e3o da sociedade ou de vontade pol\u00edtica. Foi vontade pol\u00edtica que recentemente permitiu aprovar a Lei dos Portos e a FUNPRESP \u2013 Funda\u00e7\u00e3o de Previd\u00eancia Complementar do Servidor P\u00fablico Federal.  N\u00e3o h\u00e1 necessidade de dizer que o problema est\u00e1 l\u00e1 fora.<\/p>\n<p><strong> *Carlos Rodolfo Schneider \u00e9 empres\u00e1rio em Joinville (SC) e coordenador do Movimento Brasil Eficiente (MBE)<\/strong><\/p>\n<p>The post Competitividade depende de n\u00f3s appeared first on Economia SC.<\/p>\n<p>Via: <a href=\"http:\/\/economiasc.com.br\/competitividade-depende-de-nos\/\" class=\"colorbox\" title=\"Competitividade depende de n\u00f3s\">economiasc.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"Carlos Rodolfo Schneider\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Carlos-Rodolfo-Schneider-210x300.jpg\"><\/div>\n<p><strong>Carlos Rodolfo Schneider*<\/strong><\/p>\n<p><b><\/b>Em meados do ano passado a Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para a Am\u00e9rica Latina e Caribe (Cepal) previu que em 2013 a Col\u00f4mbia cresceria 4%, o Suriname 4,5%, o Chile 4,6%, a Guiana 4,8%, a Nicar\u00e1gua 5%, a Bol\u00edvia 5,5%, o Peru 5,9%, o Panam\u00e1 7,5%, o Paraguai 12,5% e o Brasil, no m\u00e1ximo, 2,5%. Crescemos 2,3%.<\/p>\n<p>Dados da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC) mostram que de 1978 para c\u00e1, a participa\u00e7\u00e3o da China no com\u00e9rcio internacional passou de 1% para 10%, enquanto o Brasil ficou estagnado em 1,5%. Pesquisa do Instituto de Estudos do Desenvolvimento Industrial (Iedi) sobre a evolu\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio do Brasil e da China, com tr\u00eas blocos econ\u00f4micos, no per\u00edodo 2008\/2012, constatou que as nossas vendas aumentaram 1,9% contra 47,6% da China: (-) 0,9% x 41,3% no Nafta, 4,3% x 115,6% na Aladi e 4,6% x 74,6% no Mercosul.<\/p>\n<p>Na raiz dessa perda de desempenho est\u00e1 a crescente deteriora\u00e7\u00e3o da capacidade de competir da economia brasileira. Estudo recente do Boston Consulting Group sobre a competitividade da produ\u00e7\u00e3o de 25 na\u00e7\u00f5es, que somam 90% da oferta global de manufaturados, a partir da evolu\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios, custos de energia, produtividade e varia\u00e7\u00f5es cambiais, nos \u00faltimos 10 anos, apontou o Brasil entre os pa\u00edses que mais regrediram. Sem considerar outros graves problemas que temos, como elevada carga tribut\u00e1ria, estrutura tribut\u00e1ria ca\u00f3tica, infraestrutura prec\u00e1ria, servi\u00e7os p\u00fablicos de baixa qualidade e excesso de burocracia e de corrup\u00e7\u00e3o. No per\u00edodo avaliado, no Brasil, o c\u00e2mbio valorizou 20%, os sal\u00e1rios na ind\u00fastria cresceram 100%, o custo da eletricidade aumentou 90% e o do g\u00e1s 60%. Por outro lado, a produtividade cresceu apenas 3%, contra a m\u00e9dia de 27% dos pa\u00edses pesquisados. Fomos classificados como um dos pa\u00edses mais caros para produzir: considerando os EUA como base 100, no Brasil o custo de manufatura \u00e9 de 123, acima n\u00e3o s\u00f3 de pa\u00edses emergentes como R\u00fassia (99), Taiwan (97), China (96), Tail\u00e2ndia e M\u00e9xico (91), \u00cdndia (87) e Indon\u00e9sia (83), mas tamb\u00e9m de pa\u00edses desenvolvidos como Alemanha (121), Canad\u00e1 (115), Jap\u00e3o (111), Espanha (109) e Cor\u00e9ia do Sul (102). Enquanto Brasil e China, por exemplo, est\u00e3o sob press\u00e3o pelo forte aumento nos custos de produ\u00e7\u00e3o, EUA e M\u00e9xico est\u00e3o melhorando a sua competitividade por uma conten\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o de custos. O estudo aponta a necessidade premente de aumento da produtividade no Brasil.<\/p>\n<p>Antonio Delfim Netto, ex-ministro e apoiador do Movimento Brasil Eficiente \u2013 MBE, alerta que o aumento sistem\u00e1tico do sal\u00e1rio real acima do crescimento da produtividade f\u00edsica do trabalho compromete as medidas monet\u00e1rias de combate \u00e0 infla\u00e7\u00e3o e a expans\u00e3o econ\u00f4mica. Economistas como Arm\u00ednio Fraga, ex-presidente do Banco Central, e Luiz Gonzaga Belluzzo, da Unicamp, refor\u00e7am a tese, incluindo tamb\u00e9m o sal\u00e1rio m\u00ednimo entre as preocupa\u00e7\u00f5es, ainda mais considerando ser ele o indexador de benef\u00edcios previdenci\u00e1rios, seguro desemprego, abono salarial, entre outros.<\/p>\n<p>O ranking do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial, que mede a capacidade de as economias atingirem crescimento sustentado e prosperidade, vem mostrando um recuo do Brasil nos \u00faltimos anos. Este recuo refere-se a aspectos importantes ligados a fraquezas estruturais, como regime tribut\u00e1rio, ensino de baixa qualidade, mercado de trabalho r\u00edgido e credibilidade das institui\u00e7\u00f5es. Nessa \u00faltima quest\u00e3o, entre 144 pa\u00edses avaliados ficamos na 121\u00aa posi\u00e7\u00e3o nos itens \u201cConfian\u00e7a nos Pol\u00edticos\u201d e \u201cDesvio de Recursos P\u00fablicos\u201d, na 135\u00aa em \u201cDesperd\u00edcio nos Gastos P\u00fablicos\u201d e na \u00faltima posi\u00e7\u00e3o em \u201cExcesso de Regulamenta\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Para aumentarmos a produtividade \u00e9 fundamental que haja a diminui\u00e7\u00e3o dos gastos p\u00fablicos e o aumento dos investimentos no pa\u00eds. O Brasil \u00e9 um pa\u00eds rico e com enorme potencial. A corre\u00e7\u00e3o de rumo que precisamos depende de mobiliza\u00e7\u00e3o da sociedade ou de vontade pol\u00edtica. 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N\u00e3o h\u00e1 necessidade de dizer que o problema est\u00e1 l\u00e1 fora.<\/p>\n<p><strong> *Carlos Rodolfo Schneider \u00e9 empres\u00e1rio em Joinville (SC) e coordenador do Movimento Brasil Eficiente (MBE)<\/strong><\/p>\n<p>The post Competitividade depende de n\u00f3s appeared first on Economia SC.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-3096","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","no-post-thumbnail"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3096","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3096"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3096\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3096"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3096"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3096"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}