{"id":3051,"date":"2014-07-29T17:43:00","date_gmt":"2014-07-29T17:43:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/faesc-entrega-propostas-para-futuros-governantes\/"},"modified":"2014-07-29T17:43:00","modified_gmt":"2014-07-29T17:43:00","slug":"faesc-entrega-propostas-para-futuros-governantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/faesc-entrega-propostas-para-futuros-governantes\/","title":{"rendered":"Faesc entrega propostas para futuros governantes"},"content":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"plantando\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/plantando-300x240.jpg\"><\/div>\n<p>Em documento entregue a candidatos ao governo, entidade prop\u00f5e melhores condi\u00e7\u00f5es de infraestrutura nas estradas e ferrovias, seguran\u00e7a na \u00e1rea rural, entre outras quest\u00f5es. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p align=\"center\">O presidente da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Estado de Santa Catarina (Faesc) Jos\u00e9 Zeferino Pedrozo entregou nesta tarde ao governador Jo\u00e3o Raimundo Colombo, no Centro Administrativo do Governo de Santa Catarina, em Florian\u00f3polis, as reivindica\u00e7\u00f5es do setor prim\u00e1rio da economia catarinense para o per\u00edodo 2015-2018. O documento ser\u00e1 entregue a todos os candidatos ao governo. Entre as principais reivindica\u00e7\u00f5es est\u00e3o a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de transporte (melhorias na estrutura das rodovias e constru\u00e7\u00e3o das ferrovias que ligam oeste a regi\u00e3o litor\u00e2nea e o estado ao Mato Grosso do Sul), de seguran\u00e7a na \u00e1rea rural, manuten\u00e7\u00e3o do controle de doen\u00e7as como febre aftosa e peste su\u00edna e medidas para apoiar o pequeno produtor e evitar o \u00eaxodo rural.<\/p>\n<p>Pedrozo estava acompanhado pelos vice-presidentes Jos\u00e9 Ant\u00f4nio de Pieri, M\u00e1rcio C\u00edcero Neves Pamplona e Ant\u00f4nio Marcos Pagani de Souza. O dirigente exp\u00f4s ao governador que se tornou indispens\u00e1vel a realiza\u00e7\u00e3o de um amplo e profundo programa de Reconvers\u00e3o das Pequenas Propriedades para reverter o processo de empobrecimento dos produtores, especialmente os de pequenas propriedades; promover a qualifica\u00e7\u00e3o profissional de produtores e trabalhadores, em conjunto com a iniciativa privada e aumentar as oportunidades de trabalho e de empreender no meio rural. Nessa mesma linha, a Federa\u00e7\u00e3o quer a cria\u00e7\u00e3o de mecanismos que possibilitem o incremento na inser\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o das pequenas propriedades no mercado interno e externo, gerando, dessa forma, aumento na renda dos pequenos produtores.<\/p>\n<p>A \u00edntegra do documento:<\/p>\n<p><i> Em nome da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Estado de Santa Catarina \u2013 FAESC, leg\u00edtima representante dos produtores rurais do Estado de Santa Catarina, submetemos \u00e0 vossa considera\u00e7\u00e3o quest\u00f5es que consideramos relevantes para o setor e, indiretamente, para a economia e a sociedade do nosso Estado.<\/i><\/p>\n<p><i>Em primeiro lugar, queremos elogiar a atitude do Governo do Estado em rela\u00e7\u00e3o aos produtores rurais, que v\u00eam sendo ouvidos e, em muitos casos, atendidos em seus pleitos, o que denota que o seu Governo considera e reconhece o setor prim\u00e1rio como um dos pilares da economia catarinense.Entendemos que o Estado n\u00e3o pode dissociar-se das atividades privadas, mas constituir-se num parceiro que ap\u00f3ie concretamente as pessoas, as empresas e os empreendimentos na sua implanta\u00e7\u00e3o, no seu fortalecimento e na busca de mercados, visando aumentar a produ\u00e7\u00e3o, a renda, o emprego e a satisfa\u00e7\u00e3o de todos os cidad\u00e3os.<\/i><\/p>\n<p><i>O Governo do Estado deve ser a vanguarda nas reivindica\u00e7\u00f5es que os setores econ\u00f4micos e sociais fazem perante a Uni\u00e3o, o Congresso Nacional e ao Poder Judici\u00e1rio, sempre que essas reivindica\u00e7\u00f5es revertam para o bem p\u00fablico Isto posto, apresentamos um rol de quest\u00f5es que, ao nosso ver, s\u00e3o importantes para o desenvolvimento econ\u00f4mico e social de Santa Catarina, notadamente das popula\u00e7\u00f5es do interior do Estado, dependentes da agropecu\u00e1ria. V\u00e1rias delas s\u00e3o de responsabilidade direta do Governo do Estado e outras dependem de uma a\u00e7\u00e3o firme junto ao Governo Federal e ao Congresso Nacional. Sinteticamente, s\u00e3o elas:<\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i> <\/i><\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>Infraestrutura<\/i><\/b><b><\/b><\/p>\n<p><i>A produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria tem necessidade vital de uma boa infraestrutura. Produz grandes volumes que s\u00e3o transportados a grandes dist\u00e2ncias em espa\u00e7o de tempo relativamente curto. Em conseq\u00fc\u00eancia, o setor demanda transporte em grande quantidade, barato e eficiente, o que n\u00e3o \u00e9 plenamente atendido pela atual situa\u00e7\u00e3o de nossas rodovias, ferrovias e portos.<\/i><\/p>\n<p><i>Para dar condi\u00e7\u00f5es de transporte aos produtos da agropecu\u00e1ria s\u00e3o necess\u00e1rios investimentos e pol\u00edticas que contemplem:<\/i><\/p>\n<p><b><i>Rodovias<\/i><\/b><b><\/b><\/p>\n<ul>\n<li><i>recupera\u00e7\u00e3o da malha rodovi\u00e1ria estadual;<\/i><\/li>\n<li><i>readequa\u00e7\u00e3o do sistema de rodovias vicinais municipais, com a utiliza\u00e7\u00e3o de tecnologias dispon\u00edveis para sua manuten\u00e7\u00e3o;<\/i><\/li>\n<li><i>expans\u00e3o da malha pavimentada, incluindo a conclus\u00e3o de obras em rodovias importantes, como a BR 101, a duplica\u00e7\u00e3o da BR 470 e da BR 282, entre outras.<\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p><b><i>Ferrovias<\/i><\/b><b><\/b><\/p>\n<ul>\n<li><i>Constru\u00e7\u00e3o de um trecho ferrovi\u00e1rio ligando o oeste-leste do Estado, a chamado Ferrovia da Integra\u00e7\u00e3o, para dar fluxo ferrovi\u00e1rio \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do oeste e meio-oeste catarinense com destino aos portos mar\u00edtimos de Itaja\u00ed e de S\u00e3o Francisco do Sul, bem como para possibilitar a redu\u00e7\u00e3o dos custos de transporte de fertilizantes do porto at\u00e9 a regi\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola;<\/i><\/li>\n<li><i>Tamb\u00e9m \u00e9 priorit\u00e1ria a constru\u00e7\u00e3o da ferrovia Norte-Sul, ligando o oeste catarinense ao Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. O interesse catarinense nesse ramal \u00e9 grande porque o Estado importa tr\u00eas milh\u00f5es de toneladas de gr\u00e3os do centro-oeste brasileiro.<\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p><i>Os dois projetos s\u00e3o complementares: a Norte-Sul permitir\u00e1 importar insumos e mat\u00e9rias-primas e a ferrovia oeste-leste facilitar\u00e1 as exporta\u00e7\u00f5es. Ambos os projetos permitir\u00e3o conex\u00e3o com portos catarinenses e paranaenses. O futuro cruzamento ferrovi\u00e1rio permitir\u00e1 a integra\u00e7\u00e3o e o interc\u00e2mbio de regi\u00f5es de alta produ\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e a dinamiza\u00e7\u00e3o da economia do nosso Estado.<\/i><\/p>\n<p><i>A maior parte dos investimentos para essas obras \u00e9 de responsabilidade do Governo Federal. Contudo, cabe ao Governo do Estado empenhar-se para que efetivamente tais projetos tornem-se realidade.<\/i><\/p>\n<p><i>Com as ferrovias em opera\u00e7\u00e3o, teremos uma substancial redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de ve\u00edculos pesados circulando por nossas rodovias, o que contribui para o aumento da vida \u00fatil da pavimenta\u00e7\u00e3o das mesmas, bem como contribui para um melhor fluxo daqueles ve\u00edculos que necessitam utilizar nossas estradas.<\/i><\/p>\n<p><b><i>Portos Mar\u00edtimos<\/i><\/b><b><\/b><\/p>\n<ul>\n<li><i>implanta\u00e7\u00e3o de programas de moderniza\u00e7\u00e3o e melhoria na infraestrutura dos portos com investimentos p\u00fablicos e privados;<\/i><\/li>\n<li><i>dragagem permanente;<\/i><\/li>\n<li><i>desburocratiza\u00e7\u00e3o nos procedimentos.<\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p><b><i>Energia El\u00e9trica<\/i><\/b><\/p>\n<ul>\n<li><i>Renovar e ampliar as redes de distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica em todo o territ\u00f3rio catarinense, pois atualmente o suprimento de energia, nas vastas regi\u00f5es agr\u00edcolas, \u00e9 deficiente, o que inviabiliza o aumento da produ\u00e7\u00e3o e, em muitos casos, inviabiliza at\u00e9 mesmo a continuidade da atividade agr\u00edcola.<\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p><i>As frequentes oscila\u00e7\u00f5es de tens\u00e3o e as quedas no fornecimento de energia t\u00eam causado s\u00e9rios preju\u00edzos para os criat\u00f3rios automatizados de aves e su\u00ednos, t\u00eam prejudicado a armazenagem de gr\u00e3os, o resfriamento do leite, a secagem do fumo,  \u00e9 causa da perda de equipamentos, mortandade de plant\u00e9is, entre outros preju\u00edzos, todos suportados pelos produtores rurais.<\/i><\/p>\n<p><i>Em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria o Governo, como forma de estimular a produ\u00e7\u00e3o, deveria possibilitar que os produtores e empres\u00e1rios rurais utilizem o valor do ICMS pago nas faturas de energia el\u00e9trica, consumida nos estabelecimentos rurais, como cr\u00e9dito para compra de insumos. Essa possibilidade foi criada em alguns Estados, como o Paran\u00e1, contribuindo, assim, para a redu\u00e7\u00e3o de custos na produ\u00e7\u00e3o de alimentos, como gr\u00e3os, leite, carne (aves, su\u00ednos e bovinos), ovos, frutas e hortigranjeiros.<\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><i> <\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>Seguran\u00e7a-P\u00fablica no Meio Rural<\/i><\/b><\/p>\n<p><i>\u00c9 dever do Governo do Estado garantir a seguran\u00e7a no meio rural. Sugerimos a cria\u00e7\u00e3o de Patrulhas Rurais, tendo em vista o aumento da criminalidade no campo.<\/i><\/p>\n<p><i>Em todas as regi\u00f5es do Estado tem-se ouvido relatos de roubos no meio rural, de gado, de m\u00e1quinas e implementos agr\u00edcolas, e at\u00e9 mesma de valores e utens\u00edlios das resid\u00eancias das fam\u00edlias rurais, muitas vezes com emprego de viol\u00eancia contra as fam\u00edlias dos produtores.<\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i> <\/i><\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>Sanidade animal e vegetal<\/i><\/b><b><\/b><\/p>\n<p><i>A pecu\u00e1ria de Santa Catarina dever\u00e1 se beneficiar, por muitos anos, da decreta\u00e7\u00e3o de ser \u00e1rea l\u00edvre de febre aftosa sem vacina\u00e7\u00e3o, gra\u00e7as ao esfor\u00e7o conjuntos dos produtores rurais, das agroind\u00fastrias e do Governo do Estado.<\/i><\/p>\n<p><i>Rendemos nossa homenagem ao sistema de defesa sanit\u00e1ria catarinense, de responsabilidade da CIDASC, o qual tem se mostrado eficiente. Por\u00e9m, a vigil\u00e2ncia e o aprimoramente de nossa defesa deve ser perene, atrav\u00e9s de contrata\u00e7\u00e3o de novos t\u00e9cnicos, treinamento e investimento em equipamentos, incorpora\u00e7\u00e3o do setor privado nas a\u00e7\u00f5es de defesa, a\u00e7\u00e3o conjunta de Governo e iniciativa privada para conquista de novos mercados, entre outras a\u00e7\u00f5es.<\/i><\/p>\n<p><i>Neste momento estamos buscando a certifica\u00e7\u00e3o de \u00e1rea livre de peste su\u00edna, o que por certo elevar\u00e1 ainda mais o conceito positivo de nossa condi\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria, gerando uma maior procura por nossos produtos, nos possibilitando, assim, ampliar mercados, gerando renda para toda a cadeia produtiva do agroneg\u00f3cio e dividendos para o Estado.<\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i> <\/i><\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>Apoio direto \u00e0 agropecu\u00e1ria<\/i><\/b><b><\/b><\/p>\n<p><i>O Governo do Estado deve ser parceiro dos produtores rurais e jamais seu algoz. A a\u00e7\u00e3o conjunta de produtores e autoridades deve ter como objetivo aumentar a produ\u00e7\u00e3o, gerar renda, criar novos empregos no campo, gerar divisas ao Estado e garantir a seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/i><\/p>\n<p><i>Como base concreta para a\u00e7\u00f5es nos sentidos almejados, o Governo do Estado precisa:<\/i><\/p>\n<ul>\n<li><i>Criar um ambiente favor\u00e1vel para que haja o pleno desenvolvimento econ\u00f4mico e social da classe produtora rural;<\/i><\/li>\n<li><i>Equipar e dar condi\u00e7\u00f5es financeiras para que os sistemas de pesquisa e extens\u00e3o rural, bem como os diversos \u00f3rg\u00e3os que prestam servi\u00e7o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, possam desenvolver de forma ampla e com qualidade as atividades para as quais foram criados;<\/i><\/li>\n<li><i>Integrar os sistemas de pesquisa e extens\u00e3o de forma a se obter resultados pr\u00e1ticos que atendam as necessidades de desenvolvimento da agropecu\u00e1ria e de desenvolvimento dos produtores rurais e suas fam\u00edlias;<\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p><b> <\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>Quest\u00e3o fundi\u00e1ria<\/i><\/b><b><\/b><\/p>\n<ul>\n<li><i>Contribuir para que se garanta o leg\u00edtimo direito de propriedade, constantemente amea\u00e7ado pelo MST e por quest\u00f5es envolvendo interesses de duvidosas popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e quilombolas;<\/i><\/li>\n<li><i>Dar cumprimento \u00e0s reintegra\u00e7\u00f5es de posse determinadas pelo Poder Judici\u00e1rio.<\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p><i>A quest\u00e3o ind\u00edgena est\u00e1 na pauta das preocupa\u00e7\u00f5es da sociedade catarinense porque gera inquieta\u00e7\u00e3o e temor, destruindo a tranq\u00fcilidade e ferindo a dignidade de milhares de fam\u00edlias rurais.<\/i><\/p>\n<\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>Meio ambiente<\/i><\/b><b><\/b><\/p>\n<p><i>A legisla\u00e7\u00e3o do meio ambiente tem servido de motivo para se exercer forte press\u00e3o sobre produtores rurais. Muitas vezes n\u00e3o tem sido levado em conta que a legisla\u00e7\u00e3o ambiental p\u00e1tria mudou e, portanto, os entendimentos por parte de alguns quanto \u00e0s quest\u00f5es ambientais tamb\u00e9m devem ser reciclados. Posi\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gias ultrapassadas devem se submeter ao novo regramento jur\u00eddico.<\/i><\/p>\n<p><i>Importante que o Estado, de forma c\u00e9lere, continue a implementar, dentro de sua compet\u00eancia residual, a regulamenta\u00e7\u00e3o da nova pol\u00edtica ambiental brasileira e catarinense, como, por exemplo, a legisla\u00e7\u00e3o que trata do Cadastro Ambiental Rural \u2013 CAR, e do Programa de Regulariza\u00e7\u00e3o Ambiental \u2013 PRA, em homenagem a t\u00e3o almejada seguran\u00e7a jur\u00eddica nas quest\u00f5es que envolvem o setor produtivo e o  meio ambiente.<\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i> <\/i><\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>Reconvers\u00e3o das pequenas propriedades<\/i><\/b><b><\/b><\/p>\n<p><i>As novas tecnologias alteraram as escalas de produ\u00e7\u00e3o e, em conseq\u00fc\u00eancia, os pre\u00e7os dos produtos agropecu\u00e1rios. Por esta raz\u00e3o \u00e9 indispens\u00e1vel a realiza\u00e7\u00e3o de um amplo e profundo programa de Reconvers\u00e3o das Pequenas Propriedades, de forma a:<\/i><\/p>\n<ul>\n<li><i>Reverter o processo de empobrecimento dos produtores, especialmente os de pequenas propriedades;<\/i><\/li>\n<li><i>Promover a qualifica\u00e7\u00e3o profissional de produtores e trabalhadores, em conjunto com a iniciativa privada;<\/i><\/li>\n<li><i>Aumentar as oportunidades de trabalho e de empreender no meio rural;<\/i><\/li>\n<li><i>Criar mecanismos que possibilitem o incremento na inser\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o das pequenas propriedades no mercado interno e externo, gerando, dessa forma, aumento na renda dos pequenos produtores;<\/i><\/li>\n<li><i>Utilizar e conjugar com os seus os instrumentos das entidades da iniciativa privada.<\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"center\"><b><i> <\/i><\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>Apoio social como forma de minimizar o \u00eaxodo rural<\/i><\/b><b><\/b><\/p>\n<p><i>Em geral morando em \u00e1reas rurais, produtores, trabalhadores e suas fam\u00edlias est\u00e3o longe dos confortos e de servi\u00e7os urbanos, tais como saneamento b\u00e1sico, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, seguran\u00e7a e lazer.<\/i><\/p>\n<p><i>Neste sentido, \u00e9 necess\u00e1ria a\u00e7\u00e3o do Estado criando ou ampliando programas de financiamento de moradias na \u00e1rea rural; proporcionando aos filhos de produtores e de trabalhadores rurais n\u00edveis de educa\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os de sa\u00fade compat\u00edveis com as \u00e1reas urbanas, alem de a\u00e7\u00f5es concretas e eficazes de combate aos atos de banditismo nas \u00e1reas rurais.<\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>A\u00e7\u00e3o na esfera federal<\/i><\/b><\/p>\n<p><i>O desenvolvimento e os neg\u00f3cios na agropecu\u00e1ria dependem muito mais de pol\u00edticas federais do que a\u00e7\u00f5es diretas do Governo do Estado. O Custo Brasil, que ainda onera sobremaneira os produtores, depende na sua maior parte de decis\u00f5es do Governo Federal, como os investimentos em infra-estrutura, a desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e fiscal, a desburocratiza\u00e7\u00e3o no acesso a financiamentos e assim por diante.<\/i><\/p>\n<p><i>Por\u00e9m, o Governo do Estado n\u00e3o deve ficar alheio ao que acontece com sua agropecu\u00e1ria,  sendo seu papel, em conjunto com as entidades que representam o setor produtivo, pressionar o Governo Federal em favor de decis\u00f5es ou mudan\u00e7as necess\u00e1rias ao equil\u00edbrio do setor.<\/i><\/p>\n<p><i>O Governo do Estado deve sempre intervir junto ao Governo Federal, n\u00e3o apenas para proteger o setor rural, mas em benef\u00edcio de toda a sociedade que, indiretamente, tamb\u00e9m sofre os efeitos quando \u00e0 queda de renda no campo.<\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>Entre as quest\u00f5es mais relevantes, mencionamos:<\/i><\/b><b><\/b><\/p>\n<ul>\n<li><i>Rever com urg\u00eancia o pacote de alongamento das d\u00edvidas rurais a fim de adequ\u00e1-lo \u00e0 real condi\u00e7\u00e3o de endividamento dos produtores;<\/i><\/li>\n<li><i>Ado\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica agr\u00edcola de longo prazo, discutida com o setor rural;<\/i><\/li>\n<li><i>Aumento nos investimentos em pesquisa na \u00e1rea rural e do agroneg\u00f3cio;<\/i><\/li>\n<li><i>Amplia\u00e7\u00e3o do seguro rural que garanta a renda do produtor e diminua seus riscos;<\/i><\/li>\n<li><i>Que se estabele\u00e7a, atrav\u00e9s de crit\u00e9rios definidos previamente, uma verdadeira pol\u00edtica de garantia de pre\u00e7os m\u00ednimos, compat\u00edveis com os custos de produ\u00e7\u00e3o por produto e por regi\u00e3o. As regras dever\u00e3o ser estabelecidas e divulgadas antes de cada safra, especificando condi\u00e7\u00f5es e volume de recursos dispon\u00edveis;<\/i><\/li>\n<li><i>Reestrutura\u00e7\u00e3o do sistema nacional de defesa agropecu\u00e1ria;<\/i><\/li>\n<li><i>Ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edtica fundi\u00e1ria que co\u00edba os atos ilegais de invas\u00e3o de propriedades, bem como que se respeite o que determina a Constitui\u00e7\u00e3o Federal no que tange \u00e0 cria\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas;<\/i><\/li>\n<li><i>Reforma da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista para torn\u00e1-la mais flex\u00edvel e para que promova a formalidade do emprego;<\/i><\/li>\n<li><i>Redu\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria sobre os setores produtivo e consumidor, para assim permitir alavancagem dos investimentos e aumento do poder de compra da popula\u00e7\u00e3o;<\/i><\/li>\n<li><i>Investimentos na infraestrutura do pa\u00eds \u2013 transporte, energia, comunica\u00e7\u00f5es.<\/i><\/li>\n<li><i>A\u00e7\u00e3o vigorosa perante os organismos internacionais, especialmente a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio, para reduzir o subsidio com que os pa\u00edses desenvolvidos protegem seus produtores agropecu\u00e1rios;<\/i><\/li>\n<li><i>A\u00e7\u00e3o vigorosa na busca de novas parcerias com outros pa\u00edses e com outros blocos econ\u00f4micos, gerando novos mercados para nossos produtos.<\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p><i>S\u00e3o estas, em s\u00edntese, as aspira\u00e7\u00f5es do setor em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3ximo Governo do Estado. A FAESC se coloca como colaboradora da pr\u00f3xima administra\u00e7\u00e3o e, a partir da defini\u00e7\u00e3o eleitoral, t\u00eam elementos para detalhar as propostas feitas, o que certamente atender\u00e1 aos interesses da agropecu\u00e1ria, da economia e da sociedade catarinense.<\/i><\/p>\n<p>The post Faesc entrega propostas para futuros governantes appeared first on Economia SC.<\/p>\n<p>Via: <a href=\"http:\/\/economiasc.com.br\/faesc-entrega-propostas-para-futuros-governantes\/\" class=\"colorbox\" title=\"Faesc entrega propostas para futuros governantes\">economiasc.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"plantando\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/plantando-300x240.jpg\"><\/div>\n<p>Em documento entregue a candidatos ao governo, entidade prop\u00f5e melhores condi\u00e7\u00f5es de infraestrutura nas estradas e ferrovias, seguran\u00e7a na \u00e1rea rural, entre outras quest\u00f5es. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p align=\"center\">O presidente da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Estado de Santa Catarina (Faesc) Jos\u00e9 Zeferino Pedrozo entregou nesta tarde ao governador Jo\u00e3o Raimundo Colombo, no Centro Administrativo do Governo de Santa Catarina, em Florian\u00f3polis, as reivindica\u00e7\u00f5es do setor prim\u00e1rio da economia catarinense para o per\u00edodo 2015-2018. O documento ser\u00e1 entregue a todos os candidatos ao governo. Entre as principais reivindica\u00e7\u00f5es est\u00e3o a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de transporte (melhorias na estrutura das rodovias e constru\u00e7\u00e3o das ferrovias que ligam oeste a regi\u00e3o litor\u00e2nea e o estado ao Mato Grosso do Sul), de seguran\u00e7a na \u00e1rea rural, manuten\u00e7\u00e3o do controle de doen\u00e7as como febre aftosa e peste su\u00edna e medidas para apoiar o pequeno produtor e evitar o \u00eaxodo rural.<\/p>\n<p>Pedrozo estava acompanhado pelos vice-presidentes Jos\u00e9 Ant\u00f4nio de Pieri, M\u00e1rcio C\u00edcero Neves Pamplona e Ant\u00f4nio Marcos Pagani de Souza. O dirigente exp\u00f4s ao governador que se tornou indispens\u00e1vel a realiza\u00e7\u00e3o de um amplo e profundo programa de Reconvers\u00e3o das Pequenas Propriedades para reverter o processo de empobrecimento dos produtores, especialmente os de pequenas propriedades; promover a qualifica\u00e7\u00e3o profissional de produtores e trabalhadores, em conjunto com a iniciativa privada e aumentar as oportunidades de trabalho e de empreender no meio rural. Nessa mesma linha, a Federa\u00e7\u00e3o quer a cria\u00e7\u00e3o de mecanismos que possibilitem o incremento na inser\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o das pequenas propriedades no mercado interno e externo, gerando, dessa forma, aumento na renda dos pequenos produtores.<\/p>\n<p>A \u00edntegra do documento:<\/p>\n<p><i> Em nome da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Estado de Santa Catarina \u2013 FAESC, leg\u00edtima representante dos produtores rurais do Estado de Santa Catarina, submetemos \u00e0 vossa considera\u00e7\u00e3o quest\u00f5es que consideramos relevantes para o setor e, indiretamente, para a economia e a sociedade do nosso Estado.<\/i><\/p>\n<p><i>Em primeiro lugar, queremos elogiar a atitude do Governo do Estado em rela\u00e7\u00e3o aos produtores rurais, que v\u00eam sendo ouvidos e, em muitos casos, atendidos em seus pleitos, o que denota que o seu Governo considera e reconhece o setor prim\u00e1rio como um dos pilares da economia catarinense.Entendemos que o Estado n\u00e3o pode dissociar-se das atividades privadas, mas constituir-se num parceiro que ap\u00f3ie concretamente as pessoas, as empresas e os empreendimentos na sua implanta\u00e7\u00e3o, no seu fortalecimento e na busca de mercados, visando aumentar a produ\u00e7\u00e3o, a renda, o emprego e a satisfa\u00e7\u00e3o de todos os cidad\u00e3os.<\/i><\/p>\n<p><i>O Governo do Estado deve ser a vanguarda nas reivindica\u00e7\u00f5es que os setores econ\u00f4micos e sociais fazem perante a Uni\u00e3o, o Congresso Nacional e ao Poder Judici\u00e1rio, sempre que essas reivindica\u00e7\u00f5es revertam para o bem p\u00fablico Isto posto, apresentamos um rol de quest\u00f5es que, ao nosso ver, s\u00e3o importantes para o desenvolvimento econ\u00f4mico e social de Santa Catarina, notadamente das popula\u00e7\u00f5es do interior do Estado, dependentes da agropecu\u00e1ria. V\u00e1rias delas s\u00e3o de responsabilidade direta do Governo do Estado e outras dependem de uma a\u00e7\u00e3o firme junto ao Governo Federal e ao Congresso Nacional. Sinteticamente, s\u00e3o elas:<\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i> <\/i><\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>Infraestrutura<\/i><\/b><b><\/b><\/p>\n<p><i>A produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria tem necessidade vital de uma boa infraestrutura. Produz grandes volumes que s\u00e3o transportados a grandes dist\u00e2ncias em espa\u00e7o de tempo relativamente curto. Em conseq\u00fc\u00eancia, o setor demanda transporte em grande quantidade, barato e eficiente, o que n\u00e3o \u00e9 plenamente atendido pela atual situa\u00e7\u00e3o de nossas rodovias, ferrovias e portos.<\/i><\/p>\n<p><i>Para dar condi\u00e7\u00f5es de transporte aos produtos da agropecu\u00e1ria s\u00e3o necess\u00e1rios investimentos e pol\u00edticas que contemplem:<\/i><\/p>\n<p><b><i>Rodovias<\/i><\/b><b><\/b><\/p>\n<ul>\n<li><i>recupera\u00e7\u00e3o da malha rodovi\u00e1ria estadual;<\/i><\/li>\n<li><i>readequa\u00e7\u00e3o do sistema de rodovias vicinais municipais, com a utiliza\u00e7\u00e3o de tecnologias dispon\u00edveis para sua manuten\u00e7\u00e3o;<\/i><\/li>\n<li><i>expans\u00e3o da malha pavimentada, incluindo a conclus\u00e3o de obras em rodovias importantes, como a BR 101, a duplica\u00e7\u00e3o da BR 470 e da BR 282, entre outras.<\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p><b><i>Ferrovias<\/i><\/b><b><\/b><\/p>\n<ul>\n<li><i>Constru\u00e7\u00e3o de um trecho ferrovi\u00e1rio ligando o oeste-leste do Estado, a chamado Ferrovia da Integra\u00e7\u00e3o, para dar fluxo ferrovi\u00e1rio \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do oeste e meio-oeste catarinense com destino aos portos mar\u00edtimos de Itaja\u00ed e de S\u00e3o Francisco do Sul, bem como para possibilitar a redu\u00e7\u00e3o dos custos de transporte de fertilizantes do porto at\u00e9 a regi\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola;<\/i><\/li>\n<li><i>Tamb\u00e9m \u00e9 priorit\u00e1ria a constru\u00e7\u00e3o da ferrovia Norte-Sul, ligando o oeste catarinense ao Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. O interesse catarinense nesse ramal \u00e9 grande porque o Estado importa tr\u00eas milh\u00f5es de toneladas de gr\u00e3os do centro-oeste brasileiro.<\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p><i>Os dois projetos s\u00e3o complementares: a Norte-Sul permitir\u00e1 importar insumos e mat\u00e9rias-primas e a ferrovia oeste-leste facilitar\u00e1 as exporta\u00e7\u00f5es. Ambos os projetos permitir\u00e3o conex\u00e3o com portos catarinenses e paranaenses. O futuro cruzamento ferrovi\u00e1rio permitir\u00e1 a integra\u00e7\u00e3o e o interc\u00e2mbio de regi\u00f5es de alta produ\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e a dinamiza\u00e7\u00e3o da economia do nosso Estado.<\/i><\/p>\n<p><i>A maior parte dos investimentos para essas obras \u00e9 de responsabilidade do Governo Federal. Contudo, cabe ao Governo do Estado empenhar-se para que efetivamente tais projetos tornem-se realidade.<\/i><\/p>\n<p><i>Com as ferrovias em opera\u00e7\u00e3o, teremos uma substancial redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de ve\u00edculos pesados circulando por nossas rodovias, o que contribui para o aumento da vida \u00fatil da pavimenta\u00e7\u00e3o das mesmas, bem como contribui para um melhor fluxo daqueles ve\u00edculos que necessitam utilizar nossas estradas.<\/i><\/p>\n<p><b><i>Portos Mar\u00edtimos<\/i><\/b><b><\/b><\/p>\n<ul>\n<li><i>implanta\u00e7\u00e3o de programas de moderniza\u00e7\u00e3o e melhoria na infraestrutura dos portos com investimentos p\u00fablicos e privados;<\/i><\/li>\n<li><i>dragagem permanente;<\/i><\/li>\n<li><i>desburocratiza\u00e7\u00e3o nos procedimentos.<\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p><b><i>Energia El\u00e9trica<\/i><\/b><\/p>\n<ul>\n<li><i>Renovar e ampliar as redes de distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica em todo o territ\u00f3rio catarinense, pois atualmente o suprimento de energia, nas vastas regi\u00f5es agr\u00edcolas, \u00e9 deficiente, o que inviabiliza o aumento da produ\u00e7\u00e3o e, em muitos casos, inviabiliza at\u00e9 mesmo a continuidade da atividade agr\u00edcola.<\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p><i>As frequentes oscila\u00e7\u00f5es de tens\u00e3o e as quedas no fornecimento de energia t\u00eam causado s\u00e9rios preju\u00edzos para os criat\u00f3rios automatizados de aves e su\u00ednos, t\u00eam prejudicado a armazenagem de gr\u00e3os, o resfriamento do leite, a secagem do fumo,  \u00e9 causa da perda de equipamentos, mortandade de plant\u00e9is, entre outros preju\u00edzos, todos suportados pelos produtores rurais.<\/i><\/p>\n<p><i>Em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria o Governo, como forma de estimular a produ\u00e7\u00e3o, deveria possibilitar que os produtores e empres\u00e1rios rurais utilizem o valor do ICMS pago nas faturas de energia el\u00e9trica, consumida nos estabelecimentos rurais, como cr\u00e9dito para compra de insumos. Essa possibilidade foi criada em alguns Estados, como o Paran\u00e1, contribuindo, assim, para a redu\u00e7\u00e3o de custos na produ\u00e7\u00e3o de alimentos, como gr\u00e3os, leite, carne (aves, su\u00ednos e bovinos), ovos, frutas e hortigranjeiros.<\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><i> <\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>Seguran\u00e7a-P\u00fablica no Meio Rural<\/i><\/b><\/p>\n<p><i>\u00c9 dever do Governo do Estado garantir a seguran\u00e7a no meio rural. Sugerimos a cria\u00e7\u00e3o de Patrulhas Rurais, tendo em vista o aumento da criminalidade no campo.<\/i><\/p>\n<p><i>Em todas as regi\u00f5es do Estado tem-se ouvido relatos de roubos no meio rural, de gado, de m\u00e1quinas e implementos agr\u00edcolas, e at\u00e9 mesma de valores e utens\u00edlios das resid\u00eancias das fam\u00edlias rurais, muitas vezes com emprego de viol\u00eancia contra as fam\u00edlias dos produtores.<\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i> <\/i><\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>Sanidade animal e vegetal<\/i><\/b><b><\/b><\/p>\n<p><i>A pecu\u00e1ria de Santa Catarina dever\u00e1 se beneficiar, por muitos anos, da decreta\u00e7\u00e3o de ser \u00e1rea l\u00edvre de febre aftosa sem vacina\u00e7\u00e3o, gra\u00e7as ao esfor\u00e7o conjuntos dos produtores rurais, das agroind\u00fastrias e do Governo do Estado.<\/i><\/p>\n<p><i>Rendemos nossa homenagem ao sistema de defesa sanit\u00e1ria catarinense, de responsabilidade da CIDASC, o qual tem se mostrado eficiente. Por\u00e9m, a vigil\u00e2ncia e o aprimoramente de nossa defesa deve ser perene, atrav\u00e9s de contrata\u00e7\u00e3o de novos t\u00e9cnicos, treinamento e investimento em equipamentos, incorpora\u00e7\u00e3o do setor privado nas a\u00e7\u00f5es de defesa, a\u00e7\u00e3o conjunta de Governo e iniciativa privada para conquista de novos mercados, entre outras a\u00e7\u00f5es.<\/i><\/p>\n<p><i>Neste momento estamos buscando a certifica\u00e7\u00e3o de \u00e1rea livre de peste su\u00edna, o que por certo elevar\u00e1 ainda mais o conceito positivo de nossa condi\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria, gerando uma maior procura por nossos produtos, nos possibilitando, assim, ampliar mercados, gerando renda para toda a cadeia produtiva do agroneg\u00f3cio e dividendos para o Estado.<\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i> <\/i><\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>Apoio direto \u00e0 agropecu\u00e1ria<\/i><\/b><b><\/b><\/p>\n<p><i>O Governo do Estado deve ser parceiro dos produtores rurais e jamais seu algoz. A a\u00e7\u00e3o conjunta de produtores e autoridades deve ter como objetivo aumentar a produ\u00e7\u00e3o, gerar renda, criar novos empregos no campo, gerar divisas ao Estado e garantir a seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/i><\/p>\n<p><i>Como base concreta para a\u00e7\u00f5es nos sentidos almejados, o Governo do Estado precisa:<\/i><\/p>\n<ul>\n<li><i>Criar um ambiente favor\u00e1vel para que haja o pleno desenvolvimento econ\u00f4mico e social da classe produtora rural;<\/i><\/li>\n<li><i>Equipar e dar condi\u00e7\u00f5es financeiras para que os sistemas de pesquisa e extens\u00e3o rural, bem como os diversos \u00f3rg\u00e3os que prestam servi\u00e7o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, possam desenvolver de forma ampla e com qualidade as atividades para as quais foram criados;<\/i><\/li>\n<li><i>Integrar os sistemas de pesquisa e extens\u00e3o de forma a se obter resultados pr\u00e1ticos que atendam as necessidades de desenvolvimento da agropecu\u00e1ria e de desenvolvimento dos produtores rurais e suas fam\u00edlias;<\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p><b> <\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>Quest\u00e3o fundi\u00e1ria<\/i><\/b><b><\/b><\/p>\n<ul>\n<li><i>Contribuir para que se garanta o leg\u00edtimo direito de propriedade, constantemente amea\u00e7ado pelo MST e por quest\u00f5es envolvendo interesses de duvidosas popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e quilombolas;<\/i><\/li>\n<li><i>Dar cumprimento \u00e0s reintegra\u00e7\u00f5es de posse determinadas pelo Poder Judici\u00e1rio.<\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p><i>A quest\u00e3o ind\u00edgena est\u00e1 na pauta das preocupa\u00e7\u00f5es da sociedade catarinense porque gera inquieta\u00e7\u00e3o e temor, destruindo a tranq\u00fcilidade e ferindo a dignidade de milhares de fam\u00edlias rurais.<\/i><\/p>\n<\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>Meio ambiente<\/i><\/b><b><\/b><\/p>\n<p><i>A legisla\u00e7\u00e3o do meio ambiente tem servido de motivo para se exercer forte press\u00e3o sobre produtores rurais. Muitas vezes n\u00e3o tem sido levado em conta que a legisla\u00e7\u00e3o ambiental p\u00e1tria mudou e, portanto, os entendimentos por parte de alguns quanto \u00e0s quest\u00f5es ambientais tamb\u00e9m devem ser reciclados. Posi\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gias ultrapassadas devem se submeter ao novo regramento jur\u00eddico.<\/i><\/p>\n<p><i>Importante que o Estado, de forma c\u00e9lere, continue a implementar, dentro de sua compet\u00eancia residual, a regulamenta\u00e7\u00e3o da nova pol\u00edtica ambiental brasileira e catarinense, como, por exemplo, a legisla\u00e7\u00e3o que trata do Cadastro Ambiental Rural \u2013 CAR, e do Programa de Regulariza\u00e7\u00e3o Ambiental \u2013 PRA, em homenagem a t\u00e3o almejada seguran\u00e7a jur\u00eddica nas quest\u00f5es que envolvem o setor produtivo e o  meio ambiente.<\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i> <\/i><\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>Reconvers\u00e3o das pequenas propriedades<\/i><\/b><b><\/b><\/p>\n<p><i>As novas tecnologias alteraram as escalas de produ\u00e7\u00e3o e, em conseq\u00fc\u00eancia, os pre\u00e7os dos produtos agropecu\u00e1rios. Por esta raz\u00e3o \u00e9 indispens\u00e1vel a realiza\u00e7\u00e3o de um amplo e profundo programa de Reconvers\u00e3o das Pequenas Propriedades, de forma a:<\/i><\/p>\n<ul>\n<li><i>Reverter o processo de empobrecimento dos produtores, especialmente os de pequenas propriedades;<\/i><\/li>\n<li><i>Promover a qualifica\u00e7\u00e3o profissional de produtores e trabalhadores, em conjunto com a iniciativa privada;<\/i><\/li>\n<li><i>Aumentar as oportunidades de trabalho e de empreender no meio rural;<\/i><\/li>\n<li><i>Criar mecanismos que possibilitem o incremento na inser\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o das pequenas propriedades no mercado interno e externo, gerando, dessa forma, aumento na renda dos pequenos produtores;<\/i><\/li>\n<li><i>Utilizar e conjugar com os seus os instrumentos das entidades da iniciativa privada.<\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p align=\"center\"><b><i> <\/i><\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>Apoio social como forma de minimizar o \u00eaxodo rural<\/i><\/b><b><\/b><\/p>\n<p><i>Em geral morando em \u00e1reas rurais, produtores, trabalhadores e suas fam\u00edlias est\u00e3o longe dos confortos e de servi\u00e7os urbanos, tais como saneamento b\u00e1sico, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, seguran\u00e7a e lazer.<\/i><\/p>\n<p><i>Neste sentido, \u00e9 necess\u00e1ria a\u00e7\u00e3o do Estado criando ou ampliando programas de financiamento de moradias na \u00e1rea rural; proporcionando aos filhos de produtores e de trabalhadores rurais n\u00edveis de educa\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os de sa\u00fade compat\u00edveis com as \u00e1reas urbanas, alem de a\u00e7\u00f5es concretas e eficazes de combate aos atos de banditismo nas \u00e1reas rurais.<\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>A\u00e7\u00e3o na esfera federal<\/i><\/b><\/p>\n<p><i>O desenvolvimento e os neg\u00f3cios na agropecu\u00e1ria dependem muito mais de pol\u00edticas federais do que a\u00e7\u00f5es diretas do Governo do Estado. O Custo Brasil, que ainda onera sobremaneira os produtores, depende na sua maior parte de decis\u00f5es do Governo Federal, como os investimentos em infra-estrutura, a desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e fiscal, a desburocratiza\u00e7\u00e3o no acesso a financiamentos e assim por diante.<\/i><\/p>\n<p><i>Por\u00e9m, o Governo do Estado n\u00e3o deve ficar alheio ao que acontece com sua agropecu\u00e1ria,  sendo seu papel, em conjunto com as entidades que representam o setor produtivo, pressionar o Governo Federal em favor de decis\u00f5es ou mudan\u00e7as necess\u00e1rias ao equil\u00edbrio do setor.<\/i><\/p>\n<p><i>O Governo do Estado deve sempre intervir junto ao Governo Federal, n\u00e3o apenas para proteger o setor rural, mas em benef\u00edcio de toda a sociedade que, indiretamente, tamb\u00e9m sofre os efeitos quando \u00e0 queda de renda no campo.<\/i><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>Entre as quest\u00f5es mais relevantes, mencionamos:<\/i><\/b><b><\/b><\/p>\n<ul>\n<li><i>Rever com urg\u00eancia o pacote de alongamento das d\u00edvidas rurais a fim de adequ\u00e1-lo \u00e0 real condi\u00e7\u00e3o de endividamento dos produtores;<\/i><\/li>\n<li><i>Ado\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica agr\u00edcola de longo prazo, discutida com o setor rural;<\/i><\/li>\n<li><i>Aumento nos investimentos em pesquisa na \u00e1rea rural e do agroneg\u00f3cio;<\/i><\/li>\n<li><i>Amplia\u00e7\u00e3o do seguro rural que garanta a renda do produtor e diminua seus riscos;<\/i><\/li>\n<li><i>Que se estabele\u00e7a, atrav\u00e9s de crit\u00e9rios definidos previamente, uma verdadeira pol\u00edtica de garantia de pre\u00e7os m\u00ednimos, compat\u00edveis com os custos de produ\u00e7\u00e3o por produto e por regi\u00e3o. As regras dever\u00e3o ser estabelecidas e divulgadas antes de cada safra, especificando condi\u00e7\u00f5es e volume de recursos dispon\u00edveis;<\/i><\/li>\n<li><i>Reestrutura\u00e7\u00e3o do sistema nacional de defesa agropecu\u00e1ria;<\/i><\/li>\n<li><i>Ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edtica fundi\u00e1ria que co\u00edba os atos ilegais de invas\u00e3o de propriedades, bem como que se respeite o que determina a Constitui\u00e7\u00e3o Federal no que tange \u00e0 cria\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas;<\/i><\/li>\n<li><i>Reforma da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista para torn\u00e1-la mais flex\u00edvel e para que promova a formalidade do emprego;<\/i><\/li>\n<li><i>Redu\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria sobre os setores produtivo e consumidor, para assim permitir alavancagem dos investimentos e aumento do poder de compra da popula\u00e7\u00e3o;<\/i><\/li>\n<li><i>Investimentos na infraestrutura do pa\u00eds \u2013 transporte, energia, comunica\u00e7\u00f5es.<\/i><\/li>\n<li><i>A\u00e7\u00e3o vigorosa perante os organismos internacionais, especialmente a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio, para reduzir o subsidio com que os pa\u00edses desenvolvidos protegem seus produtores agropecu\u00e1rios;<\/i><\/li>\n<li><i>A\u00e7\u00e3o vigorosa na busca de novas parcerias com outros pa\u00edses e com outros blocos econ\u00f4micos, gerando novos mercados para nossos produtos.<\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p><i>S\u00e3o estas, em s\u00edntese, as aspira\u00e7\u00f5es do setor em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3ximo Governo do Estado. A FAESC se coloca como colaboradora da pr\u00f3xima administra\u00e7\u00e3o e, a partir da defini\u00e7\u00e3o eleitoral, t\u00eam elementos para detalhar as propostas feitas, o que certamente atender\u00e1 aos interesses da agropecu\u00e1ria, da economia e da sociedade catarinense.<\/i><\/p>\n<p>The post Faesc entrega propostas para futuros governantes appeared first on Economia SC.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-3051","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","no-post-thumbnail"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3051","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3051"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3051\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3051"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3051"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3051"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}