{"id":2848,"date":"2014-07-16T14:27:00","date_gmt":"2014-07-16T14:27:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/69-dos-brasileiros-apontam-aumento-nos-precos\/"},"modified":"2014-07-16T14:27:00","modified_gmt":"2014-07-16T14:27:00","slug":"69-dos-brasileiros-apontam-aumento-nos-precos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/69-dos-brasileiros-apontam-aumento-nos-precos\/","title":{"rendered":"69% dos brasileiros apontam aumento nos pre\u00e7os"},"content":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"dinheiro10\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/dinheiro10-300x193.jpg\"><\/div>\n<p>Pesquisa da Finep mostra que popula\u00e7\u00e3o percebe efeitos da infla\u00e7\u00e3o no dia-a-dia. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p align=\"center\">A infla\u00e7\u00e3o \u00e9 um problema para a maioria dos brasileiros. Para 69% da popula\u00e7\u00e3o, houve grandes aumentos de pre\u00e7os nos \u00faltimos seis meses. A conclus\u00e3o \u00e9 de estudo do Departamento de Pesquisas e Estudos Econ\u00f4micos (Depecon) da Federa\u00e7\u00e3o e do Centro das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp e Ciesp), realizada em parceria com o instituto de pesquisa Ipsos, uma das maiores empresas de pesquisa e intelig\u00eancia de mercado do mundo. O objetivo \u00e9 levantar a opini\u00e3o dos entrevistados a respeito de suas percep\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 infla\u00e7\u00e3o e suas poss\u00edveis causas e consequ\u00eancias. Foram ouvidas 1 mil pessoas em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds entre os dias 17 e 31 de maio.<\/p>\n<p>Para o diretor titular do Depecon, Paulo Francini, al\u00e9m da \u201cpercep\u00e7\u00e3o ampla da presen\u00e7a da infla\u00e7\u00e3o\u201d, revelada pela opini\u00e3o de 69% dos entrevistados a respeito do tema, chama a aten\u00e7\u00e3o o fato de que essa an\u00e1lise \u00e9 muito parecida entre as diferentes faixas de renda, grau de instru\u00e7\u00e3o e faixas et\u00e1rias.<\/p>\n<p>No item faixa de renda, a percep\u00e7\u00e3o de grandes aumentos de pre\u00e7os \u00e9 apontada por 67% das pessoas ouvidas pelo estudo que se encontram na classe AB, com 67% compartilhando da mesma opini\u00e3o na classe C e 70% na classe DE.<\/p>\n<p>Segundo o crit\u00e9rio do grau de instru\u00e7\u00e3o, 72% dos analfabetos ou com prim\u00e1rio incompleto ou completo dizem sentir a infla\u00e7\u00e3o, com 68% pensando da mesma forma entre os que t\u00eam gin\u00e1sio incompleto ou completo, 69% com colegial incompleto ou completo e 63% com curso superior incompleto, completo ou mais.<\/p>\n<p>Na sondagem por faixa et\u00e1ria, a infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 alta para 66% das pessoas com idades entre 16 e 24 anos, para 72% daquelas entre 25 e 34 anos, 69% entre 35 e 44 anos, 70% entre 45 e 59 e 65% para quem tem 60 anos ou mais.<\/p>\n<p>\u201cPraticamente n\u00e3o h\u00e1 diferencia\u00e7\u00e3o por faixa de renda, grau de instru\u00e7\u00e3o e faixa et\u00e1ria\u201d, diz Francini.<\/p>\n<p>Conforme o diretor titular do Depecon, a infla\u00e7\u00e3o \u201cde cada um \u00e9 diferente e depende de quanto e como cada um gasta o pr\u00f3prio or\u00e7amento\u201d, mas que, por motivos variados, o aumento de pre\u00e7os se faz sentir entre todos. \u201cPara os brasileiros com renda menor, a infla\u00e7\u00e3o de itens como alimenta\u00e7\u00e3o pode se fazer sentir mais, enquanto os gastos com servi\u00e7os podem pesar mais entre aqueles com renda maior\u201d, disse. \u201cDe qualquer modo, todos sentem o aumento dos pre\u00e7os.\u201d<\/p>\n<p>Segundo Francini, a taxa de infla\u00e7\u00e3o aplicada ao setor de servi\u00e7os est\u00e1 em torno de 9,5% ao ano, com 6,5% para o \u00edndice geral.<\/p>\n<p><strong>Maiores varia\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Entre os itens citados na pesquisa como os que mais sofreram varia\u00e7\u00f5es de pre\u00e7os, alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas foi citado por 90% dos entrevistados, seguido por habita\u00e7\u00e3o (44%) e alimenta\u00e7\u00e3o fora do domic\u00edlio (30%).<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo em que a alta dos pre\u00e7os \u00e9 sentida, os reajustes no sal\u00e1rio, conforme o estudo, n\u00e3o s\u00e3o suficientes para equilibrar as contas em casa. Assim, a maioria dos entrevistados, 87% do total, declarou que o sal\u00e1rio \u201cn\u00e3o tem compensado o aumento de pre\u00e7os\u201d.<\/p>\n<p><strong>Pol\u00edtica econ\u00f4mica<\/strong><\/p>\n<p>Para 73% das pessoas ouvidas no levantamento, a pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo \u00e9 indicada como respons\u00e1vel pela eleva\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os. J\u00e1 para 10%, a respons\u00e1vel \u00e9 a crise econ\u00f4mica internacional. Em seguida, aparecem as empresas (para 7%) e os pr\u00f3prios consumidores (3%). Os demais 9% ouvidos n\u00e3o sabem ou n\u00e3o responderam.<\/p>\n<p>Perguntados a respeito de solu\u00e7\u00f5es para conter a infla\u00e7\u00e3o, os entrevistados citaram pontos como o controle dos gastos p\u00fablicos (opini\u00e3o de 38% do total), o congelamento de pre\u00e7os (para 37%), o controle dos aumentos contratuais de pre\u00e7os (14%) e o aumento da taxa de juros (3%). Para 1% das pessoas ouvidas, o governo n\u00e3o precisaria fazer nada. Outros 7% n\u00e3o sabem ou n\u00e3o responderam.<\/p>\n<p><strong>Juros, juros<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo diante desse cen\u00e1rio, a maioria dos entrevistados (89%) n\u00e3o concorda com o aumento de juros como forma de controle da infla\u00e7\u00e3o. Entre aqueles com renda familiar superior a R$ 1,8 mil, essa propor\u00e7\u00e3o chega a 93% das pessoas ouvidas.<\/p>\n<p>Em suas pr\u00f3prias vidas, 45% dos entrevistados acreditam que o principal impacto do aumento da taxa de juros \u00e9 o desest\u00edmulo em contrair novas d\u00edvidas, enquanto 38% apontam a eleva\u00e7\u00e3o do valor das d\u00edvidas contra\u00eddas como o principal impacto.<\/p>\n<p>\u201cA infla\u00e7\u00e3o \u00e9 um tema de grande import\u00e2ncia\u201d, afirma Francini. \u201cExiste uma opini\u00e3o formada a respeito dessas responsabilidades. As pessoas sabem que a infla\u00e7\u00e3o \u00e9 consequ\u00eancia do exerc\u00edcio de determinada pol\u00edtica econ\u00f4mica.\u201d<\/p>\n<p>The post 69% dos brasileiros apontam aumento nos pre\u00e7os appeared first on Economia SC.<\/p>\n<p>Via: <a href=\"http:\/\/economiasc.com.br\/69-dos-brasileiros-apontam-aumento-nos-precos\/\" class=\"colorbox\" title=\"69% dos brasileiros apontam aumento nos pre\u00e7os\">economiasc.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"dinheiro10\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/dinheiro10-300x193.jpg\"><\/div>\n<p>Pesquisa da Finep mostra que popula\u00e7\u00e3o percebe efeitos da infla\u00e7\u00e3o no dia-a-dia. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p align=\"center\">A infla\u00e7\u00e3o \u00e9 um problema para a maioria dos brasileiros. Para 69% da popula\u00e7\u00e3o, houve grandes aumentos de pre\u00e7os nos \u00faltimos seis meses. A conclus\u00e3o \u00e9 de estudo do Departamento de Pesquisas e Estudos Econ\u00f4micos (Depecon) da Federa\u00e7\u00e3o e do Centro das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp e Ciesp), realizada em parceria com o instituto de pesquisa Ipsos, uma das maiores empresas de pesquisa e intelig\u00eancia de mercado do mundo. O objetivo \u00e9 levantar a opini\u00e3o dos entrevistados a respeito de suas percep\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 infla\u00e7\u00e3o e suas poss\u00edveis causas e consequ\u00eancias. Foram ouvidas 1 mil pessoas em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds entre os dias 17 e 31 de maio.<\/p>\n<p>Para o diretor titular do Depecon, Paulo Francini, al\u00e9m da \u201cpercep\u00e7\u00e3o ampla da presen\u00e7a da infla\u00e7\u00e3o\u201d, revelada pela opini\u00e3o de 69% dos entrevistados a respeito do tema, chama a aten\u00e7\u00e3o o fato de que essa an\u00e1lise \u00e9 muito parecida entre as diferentes faixas de renda, grau de instru\u00e7\u00e3o e faixas et\u00e1rias.<\/p>\n<p>No item faixa de renda, a percep\u00e7\u00e3o de grandes aumentos de pre\u00e7os \u00e9 apontada por 67% das pessoas ouvidas pelo estudo que se encontram na classe AB, com 67% compartilhando da mesma opini\u00e3o na classe C e 70% na classe DE.<\/p>\n<p>Segundo o crit\u00e9rio do grau de instru\u00e7\u00e3o, 72% dos analfabetos ou com prim\u00e1rio incompleto ou completo dizem sentir a infla\u00e7\u00e3o, com 68% pensando da mesma forma entre os que t\u00eam gin\u00e1sio incompleto ou completo, 69% com colegial incompleto ou completo e 63% com curso superior incompleto, completo ou mais.<\/p>\n<p>Na sondagem por faixa et\u00e1ria, a infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 alta para 66% das pessoas com idades entre 16 e 24 anos, para 72% daquelas entre 25 e 34 anos, 69% entre 35 e 44 anos, 70% entre 45 e 59 e 65% para quem tem 60 anos ou mais.<\/p>\n<p>\u201cPraticamente n\u00e3o h\u00e1 diferencia\u00e7\u00e3o por faixa de renda, grau de instru\u00e7\u00e3o e faixa et\u00e1ria\u201d, diz Francini.<\/p>\n<p>Conforme o diretor titular do Depecon, a infla\u00e7\u00e3o \u201cde cada um \u00e9 diferente e depende de quanto e como cada um gasta o pr\u00f3prio or\u00e7amento\u201d, mas que, por motivos variados, o aumento de pre\u00e7os se faz sentir entre todos. \u201cPara os brasileiros com renda menor, a infla\u00e7\u00e3o de itens como alimenta\u00e7\u00e3o pode se fazer sentir mais, enquanto os gastos com servi\u00e7os podem pesar mais entre aqueles com renda maior\u201d, disse. \u201cDe qualquer modo, todos sentem o aumento dos pre\u00e7os.\u201d<\/p>\n<p>Segundo Francini, a taxa de infla\u00e7\u00e3o aplicada ao setor de servi\u00e7os est\u00e1 em torno de 9,5% ao ano, com 6,5% para o \u00edndice geral.<\/p>\n<p><strong>Maiores varia\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Entre os itens citados na pesquisa como os que mais sofreram varia\u00e7\u00f5es de pre\u00e7os, alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas foi citado por 90% dos entrevistados, seguido por habita\u00e7\u00e3o (44%) e alimenta\u00e7\u00e3o fora do domic\u00edlio (30%).<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo em que a alta dos pre\u00e7os \u00e9 sentida, os reajustes no sal\u00e1rio, conforme o estudo, n\u00e3o s\u00e3o suficientes para equilibrar as contas em casa. Assim, a maioria dos entrevistados, 87% do total, declarou que o sal\u00e1rio \u201cn\u00e3o tem compensado o aumento de pre\u00e7os\u201d.<\/p>\n<p><strong>Pol\u00edtica econ\u00f4mica<\/strong><\/p>\n<p>Para 73% das pessoas ouvidas no levantamento, a pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo \u00e9 indicada como respons\u00e1vel pela eleva\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os. J\u00e1 para 10%, a respons\u00e1vel \u00e9 a crise econ\u00f4mica internacional. Em seguida, aparecem as empresas (para 7%) e os pr\u00f3prios consumidores (3%). Os demais 9% ouvidos n\u00e3o sabem ou n\u00e3o responderam.<\/p>\n<p>Perguntados a respeito de solu\u00e7\u00f5es para conter a infla\u00e7\u00e3o, os entrevistados citaram pontos como o controle dos gastos p\u00fablicos (opini\u00e3o de 38% do total), o congelamento de pre\u00e7os (para 37%), o controle dos aumentos contratuais de pre\u00e7os (14%) e o aumento da taxa de juros (3%). Para 1% das pessoas ouvidas, o governo n\u00e3o precisaria fazer nada. Outros 7% n\u00e3o sabem ou n\u00e3o responderam.<\/p>\n<p><strong>Juros, juros<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo diante desse cen\u00e1rio, a maioria dos entrevistados (89%) n\u00e3o concorda com o aumento de juros como forma de controle da infla\u00e7\u00e3o. Entre aqueles com renda familiar superior a R$ 1,8 mil, essa propor\u00e7\u00e3o chega a 93% das pessoas ouvidas.<\/p>\n<p>Em suas pr\u00f3prias vidas, 45% dos entrevistados acreditam que o principal impacto do aumento da taxa de juros \u00e9 o desest\u00edmulo em contrair novas d\u00edvidas, enquanto 38% apontam a eleva\u00e7\u00e3o do valor das d\u00edvidas contra\u00eddas como o principal impacto.<\/p>\n<p>\u201cA infla\u00e7\u00e3o \u00e9 um tema de grande import\u00e2ncia\u201d, afirma Francini. \u201cExiste uma opini\u00e3o formada a respeito dessas responsabilidades. As pessoas sabem que a infla\u00e7\u00e3o \u00e9 consequ\u00eancia do exerc\u00edcio de determinada pol\u00edtica econ\u00f4mica.\u201d<\/p>\n<p>The post 69% dos brasileiros apontam aumento nos pre\u00e7os appeared first on Economia SC.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-2848","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","no-post-thumbnail"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2848","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2848"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2848\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2848"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2848"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2848"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}