{"id":2841,"date":"2014-07-16T12:33:00","date_gmt":"2014-07-16T12:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/saldo-da-balanca-comercial-deve-cair-752-em-2014\/"},"modified":"2014-07-16T12:33:00","modified_gmt":"2014-07-16T12:33:00","slug":"saldo-da-balanca-comercial-deve-cair-752-em-2014","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/saldo-da-balanca-comercial-deve-cair-752-em-2014\/","title":{"rendered":"Saldo da balan\u00e7a comercial deve cair 75,2% em 2014"},"content":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil divulgou revis\u00e3o da balan\u00e7a comercial. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/exporta%C3%A7%C3%A3o-21-300x171.jpg\"><\/div>\n<p>Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil divulgou revis\u00e3o da balan\u00e7a comercial. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Revis\u00e3o da balan\u00e7a comercial divulgada nesta ter\u00e7a-feira, dia 15, pela Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB), no Rio de Janeiro, aponta que as exporta\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, este ano,  totalizar\u00e3o cerca de US$ 228,240 bilh\u00f5es, com queda de 5,8% em rela\u00e7\u00e3o aos US$ 242,179 bilh\u00f5es exportados em 2013. Tamb\u00e9m para as importa\u00e7\u00f5es, a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 queda de 5%, fechando o ano com US$ 227,605 bilh\u00f5es, ante US$ 239,621 bilh\u00f5es no ano passado. Com isso, o super\u00e1vit esperado atinge US$ 635 milh\u00f5es, com redu\u00e7\u00e3o de 75,2% em rela\u00e7\u00e3o ao saldo de US$ 2,558 bilh\u00f5es obtido em 2013.<\/p>\n<p>O presidente da AEB, Jos\u00e9 Augusto de Castro, disse \u00e0 Ag\u00eancia Brasil que  o atual super\u00e1vit comercial resulta da queda nas importa\u00e7\u00f5es, em fun\u00e7\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o do ritmo da atividade econ\u00f4mica, da eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de inadimpl\u00eancia e da diminui\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de emprego. \u201cEsses fatores todos \u00e9 que est\u00e3o provocando queda nas importa\u00e7\u00f5es, porque a taxa de c\u00e2mbio \u00e9 favor\u00e1vel \u00e0 importa\u00e7\u00e3o. O que ocorre hoje \u00e9 que a demanda est\u00e1 claramente contida no mercado interno. Ent\u00e3o, a queda nas importa\u00e7\u00f5es ajuda a que ainda tenhamos super\u00e1vit\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Dois fatores  contribuem para a redu\u00e7\u00e3o nas exporta\u00e7\u00f5es, disse Castro. Um deles \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o dos embarques de plataformas de petr\u00f3leo \u2013 foram sete em 2013, com valor exportado de US$ 7,7 bilh\u00f5es,  e este ano ser\u00e3o apenas duas, com valor de US$ 2,5 bilh\u00f5es. O segundo fator \u00e9 a Argentina. O presidente da AEB prev\u00ea que a redu\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras para o mercado argentino alcance este ano entre US$ 3 bilh\u00f5es e US$ 4 bilh\u00f5es. A redu\u00e7\u00e3o nos embarques est\u00e1, no momento, em torno de US$ 1,9 bilh\u00e3o, informou, e acrescentou que \u201cisso tudo faz com que a gente tenha uma redu\u00e7\u00e3o forte nas exporta\u00e7\u00f5es, principalmente de produtos manufaturados\u201d.<\/p>\n<p>Salientou, no entanto, que os embarques do Brasil para o exterior contar\u00e3o com grande ajuda da conta petr\u00f3leo neste ano. A expectativa \u00e9 que haja aumento de 40% na quantidade exportada de petr\u00f3leo, e \u201cesses 40% v\u00e3o dar \u00f3tima contribui\u00e7\u00e3o porque, em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, s\u00e3o quase US$ 6 bilh\u00f5es a mais do que foi exportado de petr\u00f3leo em 2013\u201d.<\/p>\n<p>Nos produtos b\u00e1sicos exportados, a perspectiva \u00e9 que haja pequeno aumento, em torno de 0,4%, enquanto nos manufaturados, a previs\u00e3o \u00e9 queda de 13,8%. \u201cNos manufaturados, n\u00f3s n\u00e3o temos alternativas\u201d, avaliou o presidente da AEB, pois do total das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de manufaturados, 20% se destinam \u00e0 Argentina e 50% \u00e0 Am\u00e9rica do Sul: \u201cQuer dizer, estamos concentrados aqui. N\u00f3s n\u00e3o  temos alternativa de pensar no mercado americano, europeu, asi\u00e1tico, nada. Nosso forte em manufaturados \u00e9 aqui, e estamos com problemas\u201d.<\/p>\n<p>Com a queda  projetada nas exporta\u00e7\u00f5es, a participa\u00e7\u00e3o do Brasil no com\u00e9rcio mundial tamb\u00e9m cair\u00e1. Jos\u00e9 Augusto de Castro disse que caso se confirme a estimativa da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio, de  crescimento de 4,7% no com\u00e9rcio global este ano, a participa\u00e7\u00e3o brasileira se reduzir\u00e1 de 1,32%, em 2013, para 1,19%, o que levar\u00e1 o pa\u00eds a cair da atual 22\u00aa classifica\u00e7\u00e3o no <em>ranking<\/em> internacional de exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pauta nacional de exporta\u00e7\u00f5es continua concentrada em <em>commodities<\/em> (produtos agr\u00edcolas e minerais com cota\u00e7\u00e3o internacional), que respondem por \u201cmais de 65% da pauta\u201d, segundo ele. Castro destacou que o super\u00e1vit previsto para este ano, de US$ 635 milh\u00f5es, pode ser considerado negativo, na medida em que n\u00e3o ser\u00e1 obtido com aumento das exporta\u00e7\u00f5es, mas com quedas tanto nas vendas quanto nas compras externas. \u201cPodemos dizer que \u00e9 um super\u00e1vit negativo\u201d, acrescentou, embora a express\u00e3o contrarie a terminologia econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Min\u00e9rio de ferro, isoladamente, continuar\u00e1 liderando as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras, gra\u00e7as \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o de 6% na quantidade embarcada. Volume aumentado para compensar a redu\u00e7\u00e3o de 13% no pre\u00e7o internacional do produto.<\/p>\n<p>A revis\u00e3o estimada para a balan\u00e7a comercial brasileira \u00e9 inferior \u00e0 proje\u00e7\u00e3o anterior da AEB, divulgada em dezembro de 2013, que apontava para exporta\u00e7\u00f5es equivalentes a US$ 239,053 bilh\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es de US$ 231,830 bilh\u00f5es, o que deixaria saldo comercial de US$ 7,223 bilh\u00f5es, ora reestimado para US$ 635 milh\u00f5es. Redu\u00e7\u00e3o, portanto, de 88%. <strong>(Ag\u00eancia Brasil)<\/strong><\/p>\n<p>The post Saldo da balan\u00e7a comercial deve cair 75,2% em 2014 appeared first on Economia SC.<\/p>\n<p>Via: <a href=\"http:\/\/economiasc.com.br\/saldo-da-balanca-comercial-deve-cair-752-em-2014\/\" class=\"colorbox\" title=\"Saldo da balan\u00e7a comercial deve cair 75,2% em 2014\">economiasc.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil divulgou revis\u00e3o da balan\u00e7a comercial. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/exporta%C3%A7%C3%A3o-21-300x171.jpg\"><\/div>\n<p>Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil divulgou revis\u00e3o da balan\u00e7a comercial. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Revis\u00e3o da balan\u00e7a comercial divulgada nesta ter\u00e7a-feira, dia 15, pela Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB), no Rio de Janeiro, aponta que as exporta\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, este ano,  totalizar\u00e3o cerca de US$ 228,240 bilh\u00f5es, com queda de 5,8% em rela\u00e7\u00e3o aos US$ 242,179 bilh\u00f5es exportados em 2013. Tamb\u00e9m para as importa\u00e7\u00f5es, a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 queda de 5%, fechando o ano com US$ 227,605 bilh\u00f5es, ante US$ 239,621 bilh\u00f5es no ano passado. Com isso, o super\u00e1vit esperado atinge US$ 635 milh\u00f5es, com redu\u00e7\u00e3o de 75,2% em rela\u00e7\u00e3o ao saldo de US$ 2,558 bilh\u00f5es obtido em 2013.<\/p>\n<p>O presidente da AEB, Jos\u00e9 Augusto de Castro, disse \u00e0 Ag\u00eancia Brasil que  o atual super\u00e1vit comercial resulta da queda nas importa\u00e7\u00f5es, em fun\u00e7\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o do ritmo da atividade econ\u00f4mica, da eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de inadimpl\u00eancia e da diminui\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de emprego. \u201cEsses fatores todos \u00e9 que est\u00e3o provocando queda nas importa\u00e7\u00f5es, porque a taxa de c\u00e2mbio \u00e9 favor\u00e1vel \u00e0 importa\u00e7\u00e3o. O que ocorre hoje \u00e9 que a demanda est\u00e1 claramente contida no mercado interno. Ent\u00e3o, a queda nas importa\u00e7\u00f5es ajuda a que ainda tenhamos super\u00e1vit\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Dois fatores  contribuem para a redu\u00e7\u00e3o nas exporta\u00e7\u00f5es, disse Castro. Um deles \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o dos embarques de plataformas de petr\u00f3leo \u2013 foram sete em 2013, com valor exportado de US$ 7,7 bilh\u00f5es,  e este ano ser\u00e3o apenas duas, com valor de US$ 2,5 bilh\u00f5es. O segundo fator \u00e9 a Argentina. O presidente da AEB prev\u00ea que a redu\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras para o mercado argentino alcance este ano entre US$ 3 bilh\u00f5es e US$ 4 bilh\u00f5es. A redu\u00e7\u00e3o nos embarques est\u00e1, no momento, em torno de US$ 1,9 bilh\u00e3o, informou, e acrescentou que \u201cisso tudo faz com que a gente tenha uma redu\u00e7\u00e3o forte nas exporta\u00e7\u00f5es, principalmente de produtos manufaturados\u201d.<\/p>\n<p>Salientou, no entanto, que os embarques do Brasil para o exterior contar\u00e3o com grande ajuda da conta petr\u00f3leo neste ano. A expectativa \u00e9 que haja aumento de 40% na quantidade exportada de petr\u00f3leo, e \u201cesses 40% v\u00e3o dar \u00f3tima contribui\u00e7\u00e3o porque, em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, s\u00e3o quase US$ 6 bilh\u00f5es a mais do que foi exportado de petr\u00f3leo em 2013\u201d.<\/p>\n<p>Nos produtos b\u00e1sicos exportados, a perspectiva \u00e9 que haja pequeno aumento, em torno de 0,4%, enquanto nos manufaturados, a previs\u00e3o \u00e9 queda de 13,8%. \u201cNos manufaturados, n\u00f3s n\u00e3o temos alternativas\u201d, avaliou o presidente da AEB, pois do total das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de manufaturados, 20% se destinam \u00e0 Argentina e 50% \u00e0 Am\u00e9rica do Sul: \u201cQuer dizer, estamos concentrados aqui. N\u00f3s n\u00e3o  temos alternativa de pensar no mercado americano, europeu, asi\u00e1tico, nada. Nosso forte em manufaturados \u00e9 aqui, e estamos com problemas\u201d.<\/p>\n<p>Com a queda  projetada nas exporta\u00e7\u00f5es, a participa\u00e7\u00e3o do Brasil no com\u00e9rcio mundial tamb\u00e9m cair\u00e1. Jos\u00e9 Augusto de Castro disse que caso se confirme a estimativa da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio, de  crescimento de 4,7% no com\u00e9rcio global este ano, a participa\u00e7\u00e3o brasileira se reduzir\u00e1 de 1,32%, em 2013, para 1,19%, o que levar\u00e1 o pa\u00eds a cair da atual 22\u00aa classifica\u00e7\u00e3o no <em>ranking<\/em> internacional de exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pauta nacional de exporta\u00e7\u00f5es continua concentrada em <em>commodities<\/em> (produtos agr\u00edcolas e minerais com cota\u00e7\u00e3o internacional), que respondem por \u201cmais de 65% da pauta\u201d, segundo ele. Castro destacou que o super\u00e1vit previsto para este ano, de US$ 635 milh\u00f5es, pode ser considerado negativo, na medida em que n\u00e3o ser\u00e1 obtido com aumento das exporta\u00e7\u00f5es, mas com quedas tanto nas vendas quanto nas compras externas. \u201cPodemos dizer que \u00e9 um super\u00e1vit negativo\u201d, acrescentou, embora a express\u00e3o contrarie a terminologia econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Min\u00e9rio de ferro, isoladamente, continuar\u00e1 liderando as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras, gra\u00e7as \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o de 6% na quantidade embarcada. Volume aumentado para compensar a redu\u00e7\u00e3o de 13% no pre\u00e7o internacional do produto.<\/p>\n<p>A revis\u00e3o estimada para a balan\u00e7a comercial brasileira \u00e9 inferior \u00e0 proje\u00e7\u00e3o anterior da AEB, divulgada em dezembro de 2013, que apontava para exporta\u00e7\u00f5es equivalentes a US$ 239,053 bilh\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es de US$ 231,830 bilh\u00f5es, o que deixaria saldo comercial de US$ 7,223 bilh\u00f5es, ora reestimado para US$ 635 milh\u00f5es. Redu\u00e7\u00e3o, portanto, de 88%. <strong>(Ag\u00eancia Brasil)<\/strong><\/p>\n<p>The post Saldo da balan\u00e7a comercial deve cair 75,2% em 2014 appeared first on Economia SC.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-2841","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","no-post-thumbnail"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2841","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2841"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2841\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2841"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2841"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2841"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}