{"id":2664,"date":"2014-07-04T18:12:00","date_gmt":"2014-07-04T18:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/residuos-solidos-onde-esta-a-logistica-reversa\/"},"modified":"2014-07-04T18:12:00","modified_gmt":"2014-07-04T18:12:00","slug":"residuos-solidos-onde-esta-a-logistica-reversa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/residuos-solidos-onde-esta-a-logistica-reversa\/","title":{"rendered":"Res\u00edduos S\u00f3lidos: Onde est\u00e1 a log\u00edstica reversa?"},"content":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"Res\u00edduos de 22 munic\u00edpios s\u00e3o levados para aterro sanit\u00e1rio da empresa Proactiva, em Bigua\u00e7u.\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/DSC_01541-1024x680.jpg\"><\/div>\n<p>Res\u00edduos de 22 munic\u00edpios s\u00e3o levados para aterro sanit\u00e1rio da empresa Proactiva, em Bigua\u00e7u. Fotos: Jessica Melo<\/p>\n<p><strong>Giovana Kindlein e Jessica Melo<\/strong><\/p>\n<p>Elogiado pelo Congresso Nacional e pelos demais estados brasileiros por ser o \u00fanico estado a ter erradicado todos os lix\u00f5es, Santa Catarina est\u00e1 \u00e0 frente na implementa\u00e7\u00e3o da Lei 12.305\/2010, de autoria do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, que exige o encerramento dos lix\u00f5es at\u00e9 3 de agosto desse ano e obriga os prefeitos a implantarem um plano de gest\u00e3o integrada dos res\u00edduos s\u00f3lidos. \u201cTodos os munic\u00edpios catarinenses possuem locais licenciados para o dep\u00f3sito de lixo\u201d, afirma Andr\u00e9 Miquelante, assessor de meio ambiente da Fecam (Federa\u00e7\u00e3o Catarinense de Munic\u00edpios).<\/p>\n<p>Isto n\u00e3o quer dizer que a implementa\u00e7\u00e3o do Plano Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos (PNRS) no Estado n\u00e3o apresente pontos nevr\u00e1lgicos. \u201cSanta Catarina \u00e9 o \u00fanico Estado livre de lix\u00f5es, mas ainda est\u00e1 longe do ideal, das tecnologias implantadas na Europa\u201d, diz o diretor de opera\u00e7\u00f5es da Comcap (Companhia Melhoramentos da Capital), Marius Bagnati.<\/p>\n<p>A log\u00edstica reversa, prevista na legisla\u00e7\u00e3o, ainda se restringe \u00e0 discuss\u00e3o te\u00f3rica. \u201cN\u00e3o temos um exemplo pr\u00e1tico desta a\u00e7\u00e3o em Florian\u00f3polis\u201d, admite o deputado federal Paulo Konder Bornhausen, ex-secret\u00e1rio de Estado do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (SDS).<\/p>\n<p>No dia da produ\u00e7\u00e3o da reportagem no Aterro Sanit\u00e1rio de Bigua\u00e7u, flagramos um estoque de medicamentos vencidos em um dep\u00f3sito para armazenamento tempor\u00e1rio de res\u00edduos  classe 1 e 2A (produtos perigosos). Pela log\u00edstica reversa, de acordo com o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, este tipo de res\u00edduo \u00e9 de responsabilidade compartilhada entre fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos servi\u00e7os p\u00fablicos de limpeza urbana e de manejo.<\/p>\n<p>N\u00e3o basta o Estado e munic\u00edpios desenharem planos te\u00f3ricos para o sistema de log\u00edstica reversa, s\u00e3o necess\u00e1rias a\u00e7\u00f5es concretas. A professora universit\u00e1ria e engenheira sanitarista, Fernanda Vanhoni, da empresa Proactiva Meio Ambiente Brasil Ltda., que administra o aterro sanit\u00e1rio de Bigua\u00e7u,  considera que a log\u00edstica reversa est\u00e1 bem complicada de sair. \u201cDa forma como eles est\u00e3o fazendo, com a minha experi\u00eancia, n\u00e3o vai dar certo. Os fabricantes criaram uma barreira e n\u00e3o querem receber o material de volta\u201d, observa.<\/p>\n<p>Medicamentos vencidos s\u00e3o armazenados temporariamente pela Proactiva e enviados a outros aterros em Joinville e Blumenau. Foto: Jessica Melo<\/p>\n<p>A lei fixa tr\u00eas instrumentos para a sua implanta\u00e7\u00e3o: regulamento, acordo setorial e termo de compromisso. \u00c9 preciso um acordo setorial, de natureza contratual, firmado entre o poder p\u00fablico e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes,  estabelecendo a responsabilidade pelo ciclo de vida do produto.<\/p>\n<p>O plano possui ainda outros pontos fracos, como a estrat\u00e9gia de promover o fortalecimento de cooperativas e associa\u00e7\u00f5es de catadores. Fernanda acredita que a situa\u00e7\u00e3o dos catadores continua a mesma. \u201cAs prefeituras teriam que cadastr\u00e1-los, incentiv\u00e1-los. N\u00e3o vi isso acontecer\u201d, relata.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ela critica a demora na elabora\u00e7\u00e3o dos planos. \u201cTodo mundo correu para fazer o plano municipal de \u00e1gua e esgoto. E res\u00edduo e drenagem foi ficando. Como s\u00e3o os mais dif\u00edceis, drenagem por falta de projeto mesmo, os munic\u00edpios foram crescendo de qualquer jeito, v\u00e3o fazendo um dreno aqui e outro ali, e o res\u00edduo, contrata a empresa tal. Sem pensar num contexto, em ter pontos e centros de triagem. Voc\u00ea passou toda a responsabilidade para as empresas coletoras, transportadoras e destinadoras\u201d, destaca.<\/p>\n<p><strong>PNRS<\/strong><\/p>\n<p>O Plano Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos prev\u00ea a cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas e planos pr\u00f3prios em Estados e munic\u00edpios. S\u00f3 com eles, a Uni\u00e3o dar\u00e1 acesso a recursos. O plano prev\u00ea tamb\u00e9m a diminui\u00e7\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o de res\u00edduos, a elimina\u00e7\u00e3o dos bota-fora, que, de acordo com o assessor da Fecam, ainda existem no Estado. \u201cAcompanhei alguns diagn\u00f3sticos para elabora\u00e7\u00e3o de planos e tenho identificado v\u00e1rios\u201d, afirma.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Fernanda Vanhoni \u00e9 engenheira sanitarista da Proactiva h\u00e1 11 anos. Foto: Jessica Melo\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/fernanda-300x199.jpg\" width=\"300\" height=\"199\"><\/p>\n<p>Fernanda Vanhoni \u00e9 engenheira sanitarista da Proactiva h\u00e1 11 anos. Foto: Jessica Melo<\/p>\n<p>A engenheira Fernanda Vanhoni, da empresa Proactiva, acompanhou a elabora\u00e7\u00e3o do plano no munic\u00edpio de S\u00e3o Jos\u00e9, h\u00e1 um ano e, no diagn\u00f3stico, constavam v\u00e1rios pontos de bota-fora. \u201cAinda existe gente que aproveita terrenos baldios para colocar sof\u00e1, entulho de obra. Ainda estamos muito atrasados culturalmente\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>A engenheira considera que n\u00e3o adianta ter uma pol\u00edtica nacional, um plano nacional e n\u00e3o ter os planos municipais. \u201c\u00c9 o plano municipal que vai fazer acontecer\u201d, diz Fernanda.<\/p>\n<p><strong>Destino final<\/strong><\/p>\n<p>Em 2009, a legisla\u00e7\u00e3o estadual j\u00e1 indicava a destina\u00e7\u00e3o de res\u00edduos em aterros sanit\u00e1rios. Santa Catarina conta hoje com 11 aterros municipais, quatro aterros de cons\u00f3rcios intermunicipais que atendem 26 cidades, e 21 aterros de empresas que atendem 252 munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Os res\u00edduos de 22 munic\u00edpios da regi\u00e3o da Grande Florian\u00f3polis v\u00e3o para o Parque de Gerenciamento de Res\u00edduos da empresa Proactiva, em Bigua\u00e7u. Segundo Fernanda Vanhoni, engenheira sanitarista e ambiental da Proactiva h\u00e1 11 anos, 50% das 800 toneladas di\u00e1rias de lixo vem somente da Capital.  \u201cA gente esperava que com a pol\u00edtica (Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos) diminu\u00edsse a quantidade de res\u00edduos que chegaria aqui, mas isso n\u00e3o ocorreu at\u00e9 ent\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Segundo Fernanda, a responsabilidade pela triagem n\u00e3o cabe \u00e0 empresa. \u201cN\u00e3o adianta depois de voc\u00ea misturar tudo, lixo de banheiro, com recicl\u00e1vel, chegar aqui, depois de compactado, querer que a gente separe. A Proactiva \u00e9 uma empresa de destino final. O gerenciamento \u00e9 dos munic\u00edpios, eles t\u00eam que pensar em formas estrat\u00e9gicas, em divulga\u00e7\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o, e eu n\u00e3o vejo isso acontecer\u201d, argumenta.  \u201cAlgumas vezes a Fatma e a Ag\u00eancia reguladora j\u00e1 nos perguntaram o que n\u00f3s vamos fazer para nos adequarmos ao plano nacional e a resposta que n\u00f3s damos \u00e9 a mesma: n\u00f3s n\u00e3o vamos fazer nada\u201d, completa.<\/p>\n<p><strong>Processo de gerenciamento em Bigua\u00e7u<\/strong><\/p>\n<p>Todos os dias, o res\u00edduo \u00e9 descarregado do caminh\u00e3o, compactado e coberto com terra no fim do dia. De acordo com a engenheira, a \u201cpir\u00e2mide\u201d de lixo j\u00e1 possui 80 metros e a meta \u00e9 chegar at\u00e9 100 metros, depois ocupar outro espa\u00e7o.<\/p>\n<p>O chorume, que \u00e9 um l\u00edquido preto com restos de mat\u00e9ria org\u00e2nica, \u00e9 drenado e tratado em uma s\u00e9rie de processos. O g\u00e1s \u00e9 todo extra\u00eddo e queimado.  O chorume bruto passa por tr\u00eas lagoas aeradas, com bact\u00e9rias decompositoras de mat\u00e9ria org\u00e2nica, antes de ser feito um processo f\u00edsico-qu\u00edmico. Depois, o l\u00edquido tratado \u00e9 lan\u00e7ado no Rio Inferninho, que des\u00e1gua no mar.  \u201cO importante \u00e9 ter um controle operacional muito forte, o chorume \u00e9 muito dif\u00edcil de tratar, ele \u00e9 diferente do esgoto por isso, tem uma carga org\u00e2nica muito alta. Se faltar energia, entra o gerador, se n\u00e3o os aeradores  param de funcionam e as nossas bact\u00e9rias morrem.  A gente tem que lan\u00e7ar um efluente tratado com qualidade para n\u00e3o causar nenhum impacto no rio\u201d, destaca.<\/p>\n<p>O aterro recebe tamb\u00e9m res\u00edduos de sa\u00fade e perigosos de 17 munic\u00edpios. Os de sa\u00fade s\u00e3o esterilizados em uma autoclave, com temperatura de 150\u00baC. S\u00e3o 180 kg por ciclo, que dura 50 minutos.<\/p>\n<p>J\u00e1 os res\u00edduos perigosos, como  l\u00e2mpadas, pilhas, medicamentos, produtos qu\u00edmicos e solventes  ficam armazenados temporariamente num galp\u00e3o. A Proactiva envia esses materiais para  aterros \u201cclasse 1\u201d em Joinville e em Blumenau, apto para esse gerenciamento. H\u00e1 apenas tr\u00eas aterros para gerenciamento de produtos perigosos no estado, sendo o terceiro em Chapec\u00f3. \u201c\u00c9 um aterro parecido com o que a gente tem aqui, s\u00f3 que o mecanismo dele \u00e9 diferente. Por exemplo, as pilhas s\u00e3o colocadas dentro de um tambor met\u00e1lico. Esse tambor met\u00e1lico \u00e9 concretado e essa pilha de concreto que \u00e9 enterrada. Tem res\u00edduo que vai para coprocessamento em fornos de cimenteiras. O processo \u00e9 diferente do nosso. O nosso a gente recebe, compacta e cobre. A parte de impermeabiliza\u00e7\u00e3o e solo \u00e9 dupla, a nossa \u00e9 simples\u201d, destaca.<\/p>\n<p><strong>Elabora\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O processo para a elabora\u00e7\u00e3o dos planos municipais  em Santa Catarina come\u00e7ou no segundo semestre de 2013 pela SDS em  parceria com as associa\u00e7\u00f5es de munic\u00edpios. O diagn\u00f3stico da  implanta\u00e7\u00e3o do PNRS no Estado foi apresentado durante o  F\u00f3rum Sustentar, realizado na Assembleia Legislativa entre os dias 22 e 23 de maio, pelo assessor de meio ambiente  da Fecam (Federa\u00e7\u00e3o Catarinense de Munic\u00edpios), Andr\u00e9  Miquelante. O atual cen\u00e1rio catarinense est\u00e1 assim: A Amfri, da regi\u00e3o de Itaja\u00ed, est\u00e1 na fase de valida\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico local. A Amrec, com sede em Crici\u00fama, tem o conv\u00eanio assinado. A Amosc, de Chapec\u00f3, analisa a gest\u00e3o em cons\u00f3rcio. J\u00e1 a Amarp, do Alto do Rio do Peixe, aprovou o diagn\u00f3stico inicial.<\/p>\n<p>\u201cAs licita\u00e7\u00f5es dos planos municipais est\u00e3o sendo feitas\u201d, afirma a secret\u00e1ria de Estado de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (SDS), L\u00facia Dellagnelo.<\/p>\n<p>A SDS e os especialistas do setor ambiental acreditam que Santa Catarina dever\u00e1 s\u00f3 finalizar a elabora\u00e7\u00e3o do plano estadual e dos planos municipais de res\u00edduos s\u00f3lidos no ano que vem. \u201cSanta Catarina \u00e9 o \u00fanico estado livre de lix\u00f5es, mas ainda est\u00e1 longe do ideal, das tecnologias implantadas na Europa\u201d disse ao <i>ND<\/i> o diretor de opera\u00e7\u00f5es da Comcap (Companhia Melhoramentos da Capital), Marius Bagnati, que considera o prazo estabelecido por lei impratic\u00e1vel.<\/p>\n<p>Para ele, o prazo estabelecido por lei \u00e9 impratic\u00e1vel e,  segundo Miquelante, faltam recursos para a elabora\u00e7\u00e3o. \u201cFalta tamb\u00e9m informa\u00e7\u00e3o\u201d, lamenta o assessor.<\/p>\n<p>No segundo semestre de 2013, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (SDS) fez uma parceria com as Associa\u00e7\u00f5es de Munic\u00edpios para a cria\u00e7\u00e3o dos planos.<\/p>\n<p>\u201cAs licita\u00e7\u00f5es dos planos municipais est\u00e3o sendo feitas\u201d, afirma a secret\u00e1ria de Estado de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (SDS), L\u00facia Dellagnelo. A SDS acredita que a elabora\u00e7\u00e3o do plano estadual e dos planos municipais de res\u00edduos s\u00f3lidos no ano deve ser finalizada que vem.<\/p>\n<p>Est\u00e3o em elabora\u00e7\u00e3o os planos da Amerios, com sede em Maravilha;  Amurel, da regi\u00e3o de Laguna; Amesc, do extremo Sul; Amai, com sede em Xanxer\u00ea; Amauc, com sede em Conc\u00f3rdia; Ammvi, do M\u00e9dio Vale do Itaja\u00ed e Amplasc, do Planalto Sul. Amures, da Regi\u00e3o Serrana, est\u00e1 elaborando a Pol\u00edtica de Saneamento B\u00e1sico em conjunto com a Pol\u00edtica de Res\u00edduos S\u00f3lidos.<\/p>\n<p>A Amauc, de Conc\u00f3rdia, est\u00e1 na fase de diagn\u00f3stico, mas n\u00e3o houve repasse de recursos at\u00e9 o momento. A Amurc, de Curitibanos, j\u00e1 selecionou empresa para conv\u00eanio, mas os trabalhos n\u00e3o foram iniciados por falta de repasse de recursos.<\/p>\n<p>A Amavi, do Alto Vale do Itaja\u00ed, j\u00e1 tem plano aprovado por lei. Amvali, do Vale do Itapocu, pretende entregar o plano em junho.<\/p>\n<p>Est\u00e3o sem defini\u00e7\u00e3o os planos da Ameosc, do Extremo Oeste e da Amplanorte, no Planalto Norte. Ainda falta licita\u00e7\u00e3o dos planos da Amunesc, com sede em Joinville, e a Granfpolis, da Grande Florian\u00f3polis.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Mapa Aterros Sanit\u00e1rios SC-01 (3)\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/Mapa-Aterros-Sanit%C3%A1rios-SC-01-3-300x207.jpg\" width=\"600\" height=\"307\"><\/p>\n<p>The post Res\u00edduos S\u00f3lidos: Onde est\u00e1 a log\u00edstica reversa? appeared first on Economia SC.<\/p>\n<p>Via: <a href=\"http:\/\/economiasc.com.br\/onde-esta-logistica-reversa\/\" class=\"colorbox\" title=\"Res\u00edduos S\u00f3lidos: Onde est\u00e1 a log\u00edstica reversa?\">economiasc.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"Res\u00edduos de 22 munic\u00edpios s\u00e3o levados para aterro sanit\u00e1rio da empresa Proactiva, em Bigua\u00e7u.\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/DSC_01541-1024x680.jpg\"><\/div>\n<p>Res\u00edduos de 22 munic\u00edpios s\u00e3o levados para aterro sanit\u00e1rio da empresa Proactiva, em Bigua\u00e7u. Fotos: Jessica Melo<\/p>\n<p><strong>Giovana Kindlein e Jessica Melo<\/strong><\/p>\n<p>Elogiado pelo Congresso Nacional e pelos demais estados brasileiros por ser o \u00fanico estado a ter erradicado todos os lix\u00f5es, Santa Catarina est\u00e1 \u00e0 frente na implementa\u00e7\u00e3o da Lei 12.305\/2010, de autoria do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, que exige o encerramento dos lix\u00f5es at\u00e9 3 de agosto desse ano e obriga os prefeitos a implantarem um plano de gest\u00e3o integrada dos res\u00edduos s\u00f3lidos. \u201cTodos os munic\u00edpios catarinenses possuem locais licenciados para o dep\u00f3sito de lixo\u201d, afirma Andr\u00e9 Miquelante, assessor de meio ambiente da Fecam (Federa\u00e7\u00e3o Catarinense de Munic\u00edpios).<\/p>\n<p>Isto n\u00e3o quer dizer que a implementa\u00e7\u00e3o do Plano Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos (PNRS) no Estado n\u00e3o apresente pontos nevr\u00e1lgicos. \u201cSanta Catarina \u00e9 o \u00fanico Estado livre de lix\u00f5es, mas ainda est\u00e1 longe do ideal, das tecnologias implantadas na Europa\u201d, diz o diretor de opera\u00e7\u00f5es da Comcap (Companhia Melhoramentos da Capital), Marius Bagnati.<\/p>\n<p>A log\u00edstica reversa, prevista na legisla\u00e7\u00e3o, ainda se restringe \u00e0 discuss\u00e3o te\u00f3rica. \u201cN\u00e3o temos um exemplo pr\u00e1tico desta a\u00e7\u00e3o em Florian\u00f3polis\u201d, admite o deputado federal Paulo Konder Bornhausen, ex-secret\u00e1rio de Estado do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (SDS).<\/p>\n<p>No dia da produ\u00e7\u00e3o da reportagem no Aterro Sanit\u00e1rio de Bigua\u00e7u, flagramos um estoque de medicamentos vencidos em um dep\u00f3sito para armazenamento tempor\u00e1rio de res\u00edduos  classe 1 e 2A (produtos perigosos). Pela log\u00edstica reversa, de acordo com o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, este tipo de res\u00edduo \u00e9 de responsabilidade compartilhada entre fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos servi\u00e7os p\u00fablicos de limpeza urbana e de manejo.<\/p>\n<p>N\u00e3o basta o Estado e munic\u00edpios desenharem planos te\u00f3ricos para o sistema de log\u00edstica reversa, s\u00e3o necess\u00e1rias a\u00e7\u00f5es concretas. A professora universit\u00e1ria e engenheira sanitarista, Fernanda Vanhoni, da empresa Proactiva Meio Ambiente Brasil Ltda., que administra o aterro sanit\u00e1rio de Bigua\u00e7u,  considera que a log\u00edstica reversa est\u00e1 bem complicada de sair. \u201cDa forma como eles est\u00e3o fazendo, com a minha experi\u00eancia, n\u00e3o vai dar certo. Os fabricantes criaram uma barreira e n\u00e3o querem receber o material de volta\u201d, observa.<\/p>\n<p>Medicamentos vencidos s\u00e3o armazenados temporariamente pela Proactiva e enviados a outros aterros em Joinville e Blumenau. Foto: Jessica Melo<\/p>\n<p>A lei fixa tr\u00eas instrumentos para a sua implanta\u00e7\u00e3o: regulamento, acordo setorial e termo de compromisso. \u00c9 preciso um acordo setorial, de natureza contratual, firmado entre o poder p\u00fablico e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes,  estabelecendo a responsabilidade pelo ciclo de vida do produto.<\/p>\n<p>O plano possui ainda outros pontos fracos, como a estrat\u00e9gia de promover o fortalecimento de cooperativas e associa\u00e7\u00f5es de catadores. Fernanda acredita que a situa\u00e7\u00e3o dos catadores continua a mesma. \u201cAs prefeituras teriam que cadastr\u00e1-los, incentiv\u00e1-los. N\u00e3o vi isso acontecer\u201d, relata.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ela critica a demora na elabora\u00e7\u00e3o dos planos. \u201cTodo mundo correu para fazer o plano municipal de \u00e1gua e esgoto. E res\u00edduo e drenagem foi ficando. Como s\u00e3o os mais dif\u00edceis, drenagem por falta de projeto mesmo, os munic\u00edpios foram crescendo de qualquer jeito, v\u00e3o fazendo um dreno aqui e outro ali, e o res\u00edduo, contrata a empresa tal. Sem pensar num contexto, em ter pontos e centros de triagem. Voc\u00ea passou toda a responsabilidade para as empresas coletoras, transportadoras e destinadoras\u201d, destaca.<\/p>\n<p><strong>PNRS<\/strong><\/p>\n<p>O Plano Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos prev\u00ea a cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas e planos pr\u00f3prios em Estados e munic\u00edpios. S\u00f3 com eles, a Uni\u00e3o dar\u00e1 acesso a recursos. O plano prev\u00ea tamb\u00e9m a diminui\u00e7\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o de res\u00edduos, a elimina\u00e7\u00e3o dos bota-fora, que, de acordo com o assessor da Fecam, ainda existem no Estado. \u201cAcompanhei alguns diagn\u00f3sticos para elabora\u00e7\u00e3o de planos e tenho identificado v\u00e1rios\u201d, afirma.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Fernanda Vanhoni \u00e9 engenheira sanitarista da Proactiva h\u00e1 11 anos. Foto: Jessica Melo\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/fernanda-300x199.jpg\" width=\"300\" height=\"199\"><\/p>\n<p>Fernanda Vanhoni \u00e9 engenheira sanitarista da Proactiva h\u00e1 11 anos. Foto: Jessica Melo<\/p>\n<p>A engenheira Fernanda Vanhoni, da empresa Proactiva, acompanhou a elabora\u00e7\u00e3o do plano no munic\u00edpio de S\u00e3o Jos\u00e9, h\u00e1 um ano e, no diagn\u00f3stico, constavam v\u00e1rios pontos de bota-fora. \u201cAinda existe gente que aproveita terrenos baldios para colocar sof\u00e1, entulho de obra. Ainda estamos muito atrasados culturalmente\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>A engenheira considera que n\u00e3o adianta ter uma pol\u00edtica nacional, um plano nacional e n\u00e3o ter os planos municipais. \u201c\u00c9 o plano municipal que vai fazer acontecer\u201d, diz Fernanda.<\/p>\n<p><strong>Destino final<\/strong><\/p>\n<p>Em 2009, a legisla\u00e7\u00e3o estadual j\u00e1 indicava a destina\u00e7\u00e3o de res\u00edduos em aterros sanit\u00e1rios. Santa Catarina conta hoje com 11 aterros municipais, quatro aterros de cons\u00f3rcios intermunicipais que atendem 26 cidades, e 21 aterros de empresas que atendem 252 munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Os res\u00edduos de 22 munic\u00edpios da regi\u00e3o da Grande Florian\u00f3polis v\u00e3o para o Parque de Gerenciamento de Res\u00edduos da empresa Proactiva, em Bigua\u00e7u. Segundo Fernanda Vanhoni, engenheira sanitarista e ambiental da Proactiva h\u00e1 11 anos, 50% das 800 toneladas di\u00e1rias de lixo vem somente da Capital.  \u201cA gente esperava que com a pol\u00edtica (Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos) diminu\u00edsse a quantidade de res\u00edduos que chegaria aqui, mas isso n\u00e3o ocorreu at\u00e9 ent\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Segundo Fernanda, a responsabilidade pela triagem n\u00e3o cabe \u00e0 empresa. \u201cN\u00e3o adianta depois de voc\u00ea misturar tudo, lixo de banheiro, com recicl\u00e1vel, chegar aqui, depois de compactado, querer que a gente separe. A Proactiva \u00e9 uma empresa de destino final. O gerenciamento \u00e9 dos munic\u00edpios, eles t\u00eam que pensar em formas estrat\u00e9gicas, em divulga\u00e7\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o, e eu n\u00e3o vejo isso acontecer\u201d, argumenta.  \u201cAlgumas vezes a Fatma e a Ag\u00eancia reguladora j\u00e1 nos perguntaram o que n\u00f3s vamos fazer para nos adequarmos ao plano nacional e a resposta que n\u00f3s damos \u00e9 a mesma: n\u00f3s n\u00e3o vamos fazer nada\u201d, completa.<\/p>\n<p><strong>Processo de gerenciamento em Bigua\u00e7u<\/strong><\/p>\n<p>Todos os dias, o res\u00edduo \u00e9 descarregado do caminh\u00e3o, compactado e coberto com terra no fim do dia. De acordo com a engenheira, a \u201cpir\u00e2mide\u201d de lixo j\u00e1 possui 80 metros e a meta \u00e9 chegar at\u00e9 100 metros, depois ocupar outro espa\u00e7o.<\/p>\n<p>O chorume, que \u00e9 um l\u00edquido preto com restos de mat\u00e9ria org\u00e2nica, \u00e9 drenado e tratado em uma s\u00e9rie de processos. O g\u00e1s \u00e9 todo extra\u00eddo e queimado.  O chorume bruto passa por tr\u00eas lagoas aeradas, com bact\u00e9rias decompositoras de mat\u00e9ria org\u00e2nica, antes de ser feito um processo f\u00edsico-qu\u00edmico. Depois, o l\u00edquido tratado \u00e9 lan\u00e7ado no Rio Inferninho, que des\u00e1gua no mar.  \u201cO importante \u00e9 ter um controle operacional muito forte, o chorume \u00e9 muito dif\u00edcil de tratar, ele \u00e9 diferente do esgoto por isso, tem uma carga org\u00e2nica muito alta. Se faltar energia, entra o gerador, se n\u00e3o os aeradores  param de funcionam e as nossas bact\u00e9rias morrem.  A gente tem que lan\u00e7ar um efluente tratado com qualidade para n\u00e3o causar nenhum impacto no rio\u201d, destaca.<\/p>\n<p>O aterro recebe tamb\u00e9m res\u00edduos de sa\u00fade e perigosos de 17 munic\u00edpios. Os de sa\u00fade s\u00e3o esterilizados em uma autoclave, com temperatura de 150\u00baC. S\u00e3o 180 kg por ciclo, que dura 50 minutos.<\/p>\n<p>J\u00e1 os res\u00edduos perigosos, como  l\u00e2mpadas, pilhas, medicamentos, produtos qu\u00edmicos e solventes  ficam armazenados temporariamente num galp\u00e3o. A Proactiva envia esses materiais para  aterros \u201cclasse 1\u201d em Joinville e em Blumenau, apto para esse gerenciamento. H\u00e1 apenas tr\u00eas aterros para gerenciamento de produtos perigosos no estado, sendo o terceiro em Chapec\u00f3. \u201c\u00c9 um aterro parecido com o que a gente tem aqui, s\u00f3 que o mecanismo dele \u00e9 diferente. Por exemplo, as pilhas s\u00e3o colocadas dentro de um tambor met\u00e1lico. Esse tambor met\u00e1lico \u00e9 concretado e essa pilha de concreto que \u00e9 enterrada. Tem res\u00edduo que vai para coprocessamento em fornos de cimenteiras. O processo \u00e9 diferente do nosso. O nosso a gente recebe, compacta e cobre. A parte de impermeabiliza\u00e7\u00e3o e solo \u00e9 dupla, a nossa \u00e9 simples\u201d, destaca.<\/p>\n<p><strong>Elabora\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O processo para a elabora\u00e7\u00e3o dos planos municipais  em Santa Catarina come\u00e7ou no segundo semestre de 2013 pela SDS em  parceria com as associa\u00e7\u00f5es de munic\u00edpios. O diagn\u00f3stico da  implanta\u00e7\u00e3o do PNRS no Estado foi apresentado durante o  F\u00f3rum Sustentar, realizado na Assembleia Legislativa entre os dias 22 e 23 de maio, pelo assessor de meio ambiente  da Fecam (Federa\u00e7\u00e3o Catarinense de Munic\u00edpios), Andr\u00e9  Miquelante. O atual cen\u00e1rio catarinense est\u00e1 assim: A Amfri, da regi\u00e3o de Itaja\u00ed, est\u00e1 na fase de valida\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico local. A Amrec, com sede em Crici\u00fama, tem o conv\u00eanio assinado. A Amosc, de Chapec\u00f3, analisa a gest\u00e3o em cons\u00f3rcio. J\u00e1 a Amarp, do Alto do Rio do Peixe, aprovou o diagn\u00f3stico inicial.<\/p>\n<p>\u201cAs licita\u00e7\u00f5es dos planos municipais est\u00e3o sendo feitas\u201d, afirma a secret\u00e1ria de Estado de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (SDS), L\u00facia Dellagnelo.<\/p>\n<p>A SDS e os especialistas do setor ambiental acreditam que Santa Catarina dever\u00e1 s\u00f3 finalizar a elabora\u00e7\u00e3o do plano estadual e dos planos municipais de res\u00edduos s\u00f3lidos no ano que vem. \u201cSanta Catarina \u00e9 o \u00fanico estado livre de lix\u00f5es, mas ainda est\u00e1 longe do ideal, das tecnologias implantadas na Europa\u201d disse ao <i>ND<\/i> o diretor de opera\u00e7\u00f5es da Comcap (Companhia Melhoramentos da Capital), Marius Bagnati, que considera o prazo estabelecido por lei impratic\u00e1vel.<\/p>\n<p>Para ele, o prazo estabelecido por lei \u00e9 impratic\u00e1vel e,  segundo Miquelante, faltam recursos para a elabora\u00e7\u00e3o. \u201cFalta tamb\u00e9m informa\u00e7\u00e3o\u201d, lamenta o assessor.<\/p>\n<p>No segundo semestre de 2013, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (SDS) fez uma parceria com as Associa\u00e7\u00f5es de Munic\u00edpios para a cria\u00e7\u00e3o dos planos.<\/p>\n<p>\u201cAs licita\u00e7\u00f5es dos planos municipais est\u00e3o sendo feitas\u201d, afirma a secret\u00e1ria de Estado de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (SDS), L\u00facia Dellagnelo. A SDS acredita que a elabora\u00e7\u00e3o do plano estadual e dos planos municipais de res\u00edduos s\u00f3lidos no ano deve ser finalizada que vem.<\/p>\n<p>Est\u00e3o em elabora\u00e7\u00e3o os planos da Amerios, com sede em Maravilha;  Amurel, da regi\u00e3o de Laguna; Amesc, do extremo Sul; Amai, com sede em Xanxer\u00ea; Amauc, com sede em Conc\u00f3rdia; Ammvi, do M\u00e9dio Vale do Itaja\u00ed e Amplasc, do Planalto Sul. Amures, da Regi\u00e3o Serrana, est\u00e1 elaborando a Pol\u00edtica de Saneamento B\u00e1sico em conjunto com a Pol\u00edtica de Res\u00edduos S\u00f3lidos.<\/p>\n<p>A Amauc, de Conc\u00f3rdia, est\u00e1 na fase de diagn\u00f3stico, mas n\u00e3o houve repasse de recursos at\u00e9 o momento. A Amurc, de Curitibanos, j\u00e1 selecionou empresa para conv\u00eanio, mas os trabalhos n\u00e3o foram iniciados por falta de repasse de recursos.<\/p>\n<p>A Amavi, do Alto Vale do Itaja\u00ed, j\u00e1 tem plano aprovado por lei. Amvali, do Vale do Itapocu, pretende entregar o plano em junho.<\/p>\n<p>Est\u00e3o sem defini\u00e7\u00e3o os planos da Ameosc, do Extremo Oeste e da Amplanorte, no Planalto Norte. Ainda falta licita\u00e7\u00e3o dos planos da Amunesc, com sede em Joinville, e a Granfpolis, da Grande Florian\u00f3polis.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Mapa Aterros Sanit\u00e1rios SC-01 (3)\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/Mapa-Aterros-Sanit%C3%A1rios-SC-01-3-300x207.jpg\" width=\"600\" height=\"307\"><\/p>\n<p>The post Res\u00edduos S\u00f3lidos: Onde est\u00e1 a log\u00edstica reversa? appeared first on Economia SC.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-2664","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","no-post-thumbnail"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2664","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2664"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2664\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2664"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2664"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2664"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}