{"id":2618,"date":"2014-07-02T14:24:00","date_gmt":"2014-07-02T14:24:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/sobe-custo-medio-da-energia-na-industria\/"},"modified":"2014-07-02T14:24:00","modified_gmt":"2014-07-02T14:24:00","slug":"sobe-custo-medio-da-energia-na-industria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/sobe-custo-medio-da-energia-na-industria\/","title":{"rendered":"Sobe custo m\u00e9dio da energia na ind\u00fastria"},"content":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"Cinco novos reajustes autorizados pela elevaram custo para R$ 313,16 o MWh. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/energia-transmiss%C3%A3o.jpg\"><\/div>\n<p>Cinco novos reajustes autorizados pela elevaram custo para R$ 313,16 o MWh. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Os cinco novos reajustes autorizados pela Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) elevaram o custo m\u00e9dio da energia el\u00e9trica para a ind\u00fastria brasileira de R$ 310,67 por megawatt-hora (MWh), observados no m\u00eas passado, para R$ 313,16 o MWh, de acordo com dados divulgados nesta ter\u00e7a-feira, dia 1\u00ba, pela Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).<\/p>\n<p>O aumento de 0,8% manteve o pa\u00eds na 11\u00aa posi\u00e7\u00e3o no <em>ranking<\/em> internacional integrado por 28 pa\u00edses e liderado pela \u00cdndia, onde o custo m\u00e9dio da energia alcan\u00e7a R$ 596,96 por MWh. Em sentido contr\u00e1rio, Paraguai e Argentina apresentam os menores custos m\u00e9dios, de R$ 97,81 e R$ 57,63, respectivamente.<\/p>\n<p>No ranking por estados, o mais alto custo m\u00e9dio industrial \u00e9 apresentado pelo Mato Grosso (R$ 424,27 por MWh), enquanto o mais baixo (R$ 159,05) \u00e9 no Amap\u00e1. A economista Tatiana Lauria, especialista em Competitividade Industrial e Investimentos do Sistema Firjan, disse \u00e0 Ag\u00eancia Brasil que fatores diversos explicam o custo de energia nos estados, como o perfil das distribuidoras, a densidade do mercado, a quantidade de energia comprada e os impostos pagos, por exemplo.<\/p>\n<p>De acordo com a Firjan, o Rio Grande do Sul passou da 17\u00aa para a 13\u00aa posi\u00e7\u00e3o entre as unidades da Federa\u00e7\u00e3o mais caras, com aumento de 8,48% no custo da energia, ap\u00f3s os reajustes da RGE, Demei e Eletrocar. O Rio de Janeiro se manteve na 5\u00aa classifica\u00e7\u00e3o com aumento de 0,26%, depois do reajuste da ENF. O mesmo ocorreu com Minas Gerais, que permaneceu na 8\u00aa coloca\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s o reajuste de 0,15% da EMG.<\/p>\n<p>Tatiana Lauria destacou, por\u00e9m, que a energia \u00e9 cara para o setor industrial em todo o Brasil. \u201cTem que melhorar a competitividade desse custo para a ind\u00fastria, porque energia \u00e9 um insumo fundamental, principalmente para o setor eletro-intensivo\u201d.<\/p>\n<p>Segundo ela, quando uma ind\u00fastria desse tipo vai competir no mundo globalizado, acaba perdendo para as concorrentes estrangeiras. \u201cDa\u00ed a import\u00e2ncia de a gente ter uma pol\u00edtica direcionada para energia el\u00e9trica, visando a redu\u00e7\u00e3o desse custo\u201d. Isso \u00e9 feito a partir de escolhas, indicou. A op\u00e7\u00e3o pela constru\u00e7\u00e3o de usinas a fio d&#8217;\u00e1gua, que exigem o complemento das t\u00e9rmicas, mais caras, \u00e9 uma quest\u00e3o de planejamento que precisa ser revista, disse Tatiana.<\/p>\n<p>Ela salientou ainda que o pa\u00eds vive atraso cr\u00f4nico em termos de licenciamento ambiental, que acarreta custos, al\u00e9m de impostos altos \u2013 com destaque para o Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) \u2013 que t\u00eam peso consider\u00e1vel no custo m\u00e9dio da energia. \u201cA gente tem alvos que podem ser atacados e que v\u00e3o fazer com que esse custo seja diminu\u00eddo para aumentar a competitividade industrial\u201d, disse.<\/p>\n<p>Embora o pa\u00eds passe por um per\u00edodo conjuntural, de estiagem longa, Tatiana Lauria chamou a aten\u00e7\u00e3o que por tr\u00e1s disso h\u00e1 fatores estruturais resultantes das escolhas que est\u00e3o sendo feitas: \u201c\u00c9 para isso que a gente tem que ficar atento, se quer melhorar para o futuro\u201d. <strong>(Ag\u00eancia Brasil)<\/strong><\/p>\n<p>The post Sobe custo m\u00e9dio da energia na ind\u00fastria appeared first on Economia SC.<\/p>\n<p>Via: <a href=\"http:\/\/economiasc.com.br\/sobe-custo-medio-da-energia-na-industria\/\" class=\"colorbox\" title=\"Sobe custo m\u00e9dio da energia na ind\u00fastria\">economiasc.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"Cinco novos reajustes autorizados pela elevaram custo para R$ 313,16 o MWh. 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Em sentido contr\u00e1rio, Paraguai e Argentina apresentam os menores custos m\u00e9dios, de R$ 97,81 e R$ 57,63, respectivamente.<\/p>\n<p>No ranking por estados, o mais alto custo m\u00e9dio industrial \u00e9 apresentado pelo Mato Grosso (R$ 424,27 por MWh), enquanto o mais baixo (R$ 159,05) \u00e9 no Amap\u00e1. A economista Tatiana Lauria, especialista em Competitividade Industrial e Investimentos do Sistema Firjan, disse \u00e0 Ag\u00eancia Brasil que fatores diversos explicam o custo de energia nos estados, como o perfil das distribuidoras, a densidade do mercado, a quantidade de energia comprada e os impostos pagos, por exemplo.<\/p>\n<p>De acordo com a Firjan, o Rio Grande do Sul passou da 17\u00aa para a 13\u00aa posi\u00e7\u00e3o entre as unidades da Federa\u00e7\u00e3o mais caras, com aumento de 8,48% no custo da energia, ap\u00f3s os reajustes da RGE, Demei e Eletrocar. O Rio de Janeiro se manteve na 5\u00aa classifica\u00e7\u00e3o com aumento de 0,26%, depois do reajuste da ENF. O mesmo ocorreu com Minas Gerais, que permaneceu na 8\u00aa coloca\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s o reajuste de 0,15% da EMG.<\/p>\n<p>Tatiana Lauria destacou, por\u00e9m, que a energia \u00e9 cara para o setor industrial em todo o Brasil. \u201cTem que melhorar a competitividade desse custo para a ind\u00fastria, porque energia \u00e9 um insumo fundamental, principalmente para o setor eletro-intensivo\u201d.<\/p>\n<p>Segundo ela, quando uma ind\u00fastria desse tipo vai competir no mundo globalizado, acaba perdendo para as concorrentes estrangeiras. \u201cDa\u00ed a import\u00e2ncia de a gente ter uma pol\u00edtica direcionada para energia el\u00e9trica, visando a redu\u00e7\u00e3o desse custo\u201d. Isso \u00e9 feito a partir de escolhas, indicou. A op\u00e7\u00e3o pela constru\u00e7\u00e3o de usinas a fio d&#8217;\u00e1gua, que exigem o complemento das t\u00e9rmicas, mais caras, \u00e9 uma quest\u00e3o de planejamento que precisa ser revista, disse Tatiana.<\/p>\n<p>Ela salientou ainda que o pa\u00eds vive atraso cr\u00f4nico em termos de licenciamento ambiental, que acarreta custos, al\u00e9m de impostos altos \u2013 com destaque para o Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) \u2013 que t\u00eam peso consider\u00e1vel no custo m\u00e9dio da energia. \u201cA gente tem alvos que podem ser atacados e que v\u00e3o fazer com que esse custo seja diminu\u00eddo para aumentar a competitividade industrial\u201d, disse.<\/p>\n<p>Embora o pa\u00eds passe por um per\u00edodo conjuntural, de estiagem longa, Tatiana Lauria chamou a aten\u00e7\u00e3o que por tr\u00e1s disso h\u00e1 fatores estruturais resultantes das escolhas que est\u00e3o sendo feitas: \u201c\u00c9 para isso que a gente tem que ficar atento, se quer melhorar para o futuro\u201d. <strong>(Ag\u00eancia Brasil)<\/strong><\/p>\n<p>The post Sobe custo m\u00e9dio da energia na ind\u00fastria appeared first on Economia SC.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-2618","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","no-post-thumbnail"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2618","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2618"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2618\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2618"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2618"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2618"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}