{"id":2360,"date":"2014-06-17T16:54:00","date_gmt":"2014-06-17T16:54:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/perversidade-tributaria\/"},"modified":"2014-06-17T16:54:00","modified_gmt":"2014-06-17T16:54:00","slug":"perversidade-tributaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/perversidade-tributaria\/","title":{"rendered":"Perversidade Tribut\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"Sander DeMira\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/Sander-DeMira-200x300.jpg\"><\/div>\n<p><strong>Sander deMira*<\/strong><\/p>\n<p> Desde o dia 31 de maio, n\u00f3s brasileiros, completamos 151 dias de trabalho no ano apenas para pagar impostos. S\u00e3o cinco meses dedicados aos impostos federais, estaduais e municipais. Todo o faturamento, sal\u00e1rio, ou remunera\u00e7\u00e3o, desse per\u00edodo, foi para os cofres p\u00fablicos. O n\u00famero at\u00e9 se aproxima do registrado na maioria dos pa\u00edses do mundo. Na Noruega, por exemplo, o cidad\u00e3o trabalha 154 dias para o pagamento de impostos.<\/p>\n<p>Mas ser\u00e1 que podemos comparar a qualidade do servi\u00e7o p\u00fablico na Noruega com o que vemos no Brasil? At\u00e9 podemos estar na m\u00e9dia mundial em rela\u00e7\u00e3o aos dias trabalhados, mas o que destoa, o que torna perverso o nosso sistema tribut\u00e1rio, \u00e9 a falta de servi\u00e7os p\u00fablicos com a qualidade m\u00ednima oferecida pelos governos a seus contribuintes.<\/p>\n<p>\u00c9 importante tamb\u00e9m destacar que quando falamos de contribuintes, falamos de todos os cidad\u00e3os: do que recebe sal\u00e1rio m\u00ednimo, dos grandes executivos, do microempreendedor individual e de grandes empresas. Falamos de quem paga imposto ao comprar um artigo de luxo e de quem paga imposto ao comprar um p\u00e3ozinho de trigo ou rem\u00e9dios.<\/p>\n<p>A perversidade tribut\u00e1ria do Brasil guarda, ainda, requintes do absurdo. O Brasil \u00e9 um dos poucos pa\u00edses a tributar, pasmem, a educa\u00e7\u00e3o. Chega a 37% de impostos sobre mensalidades escolares e a quase 50% sobre do material escolar. O Estado n\u00e3o faz o que devia, e ainda dificulta a quem faz.<\/p>\n<p>De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o, o Brasil, um dos maiores produtores de alimentos do mundo, \u00e9 um dos pa\u00edses com a maior carga tribut\u00e1ria sobre alimentos. Os impostos representam 26,3% do valor final do arroz, 32% do a\u00e7\u00facar, 26% do \u00f3leo e 17% das carnes, para ficar s\u00f3 com os produtos b\u00e1sicos, que todos precisam e consomem.<\/p>\n<p>Ainda segundo o IBPT, o Brasil exige que o cidad\u00e3o trabalhe mais para pagar impostos do que os habitantes de pa\u00edses como a Hungria, onde s\u00e3o necess\u00e1rios 142 dias de trabalho, ou como a Alemanha, com 138 dias, ou a B\u00e9lgica, com 102 dias. Mas basta um passeio r\u00e1pido por esses pa\u00edses para refor\u00e7ar a nossa indigna\u00e7\u00e3o. Compare a qualidade dos servi\u00e7os p\u00fablicos: transporte, seguran\u00e7a, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, infraestrutura, etc. Tudo que deveria ser oferecido em retribui\u00e7\u00e3o aos impostos que pagamos. \u00c9 muito triste e frustrante fazer essa compara\u00e7\u00e3o. \u00c9 muito pouco o que recebemos em contrapartida. Para ser justo, precisamos de mais e melhores servi\u00e7os p\u00fablicos. Ou, menores impostos.<\/p>\n<p>E em cada elei\u00e7\u00e3o, as mesmas promessas. A cada novo governo, a mesma frustra\u00e7\u00e3o. \u00c9 disso que as ruas, em junho de 2013, trataram. Desejamos que os governantes e candidatos deste 2014 tenham aprendido a li\u00e7\u00e3o dada pelo \u2018brado retumbante&#8217; do povo, e que as velhas pr\u00e1ticas de inefici\u00eancia e incompet\u00eancia, de corrup\u00e7\u00e3o e mau uso do patrim\u00f4nio coletivo sejam definitivamente banidas.  O voto \u00e9 seu. Voc\u00ea decide!<\/p>\n<p><strong>* Sander DeMira, empres\u00e1rio e presidente da Associa\u00e7\u00e3o Comercial e Industrial de Florian\u00f3polis (ACIF)<\/strong><\/p>\n<\/p>\n<p>The post Perversidade Tribut\u00e1ria appeared first on Economia SC.<\/p>\n<p>Via: <a href=\"http:\/\/economiasc.com.br\/perversidade-tributaria\/\" class=\"colorbox\" title=\"Perversidade Tribut\u00e1ria\">economiasc.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"Sander DeMira\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/Sander-DeMira-200x300.jpg\"><\/div>\n<p><strong>Sander deMira*<\/strong><\/p>\n<p> Desde o dia 31 de maio, n\u00f3s brasileiros, completamos 151 dias de trabalho no ano apenas para pagar impostos. S\u00e3o cinco meses dedicados aos impostos federais, estaduais e municipais. Todo o faturamento, sal\u00e1rio, ou remunera\u00e7\u00e3o, desse per\u00edodo, foi para os cofres p\u00fablicos. O n\u00famero at\u00e9 se aproxima do registrado na maioria dos pa\u00edses do mundo. Na Noruega, por exemplo, o cidad\u00e3o trabalha 154 dias para o pagamento de impostos.<\/p>\n<p>Mas ser\u00e1 que podemos comparar a qualidade do servi\u00e7o p\u00fablico na Noruega com o que vemos no Brasil? At\u00e9 podemos estar na m\u00e9dia mundial em rela\u00e7\u00e3o aos dias trabalhados, mas o que destoa, o que torna perverso o nosso sistema tribut\u00e1rio, \u00e9 a falta de servi\u00e7os p\u00fablicos com a qualidade m\u00ednima oferecida pelos governos a seus contribuintes.<\/p>\n<p>\u00c9 importante tamb\u00e9m destacar que quando falamos de contribuintes, falamos de todos os cidad\u00e3os: do que recebe sal\u00e1rio m\u00ednimo, dos grandes executivos, do microempreendedor individual e de grandes empresas. Falamos de quem paga imposto ao comprar um artigo de luxo e de quem paga imposto ao comprar um p\u00e3ozinho de trigo ou rem\u00e9dios.<\/p>\n<p>A perversidade tribut\u00e1ria do Brasil guarda, ainda, requintes do absurdo. O Brasil \u00e9 um dos poucos pa\u00edses a tributar, pasmem, a educa\u00e7\u00e3o. Chega a 37% de impostos sobre mensalidades escolares e a quase 50% sobre do material escolar. O Estado n\u00e3o faz o que devia, e ainda dificulta a quem faz.<\/p>\n<p>De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o, o Brasil, um dos maiores produtores de alimentos do mundo, \u00e9 um dos pa\u00edses com a maior carga tribut\u00e1ria sobre alimentos. Os impostos representam 26,3% do valor final do arroz, 32% do a\u00e7\u00facar, 26% do \u00f3leo e 17% das carnes, para ficar s\u00f3 com os produtos b\u00e1sicos, que todos precisam e consomem.<\/p>\n<p>Ainda segundo o IBPT, o Brasil exige que o cidad\u00e3o trabalhe mais para pagar impostos do que os habitantes de pa\u00edses como a Hungria, onde s\u00e3o necess\u00e1rios 142 dias de trabalho, ou como a Alemanha, com 138 dias, ou a B\u00e9lgica, com 102 dias. Mas basta um passeio r\u00e1pido por esses pa\u00edses para refor\u00e7ar a nossa indigna\u00e7\u00e3o. Compare a qualidade dos servi\u00e7os p\u00fablicos: transporte, seguran\u00e7a, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, infraestrutura, etc. Tudo que deveria ser oferecido em retribui\u00e7\u00e3o aos impostos que pagamos. \u00c9 muito triste e frustrante fazer essa compara\u00e7\u00e3o. \u00c9 muito pouco o que recebemos em contrapartida. Para ser justo, precisamos de mais e melhores servi\u00e7os p\u00fablicos. Ou, menores impostos.<\/p>\n<p>E em cada elei\u00e7\u00e3o, as mesmas promessas. A cada novo governo, a mesma frustra\u00e7\u00e3o. \u00c9 disso que as ruas, em junho de 2013, trataram. Desejamos que os governantes e candidatos deste 2014 tenham aprendido a li\u00e7\u00e3o dada pelo \u2018brado retumbante&#8217; do povo, e que as velhas pr\u00e1ticas de inefici\u00eancia e incompet\u00eancia, de corrup\u00e7\u00e3o e mau uso do patrim\u00f4nio coletivo sejam definitivamente banidas.  O voto \u00e9 seu. 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