{"id":2107,"date":"2014-06-04T13:23:00","date_gmt":"2014-06-04T13:23:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/desempenho-dos-bancos-em-2013-e-divulgado\/"},"modified":"2014-06-04T13:23:00","modified_gmt":"2014-06-04T13:23:00","slug":"desempenho-dos-bancos-em-2013-e-divulgado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/desempenho-dos-bancos-em-2013-e-divulgado\/","title":{"rendered":"Desempenho dos bancos em 2013 \u00e9 divulgado"},"content":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"caixa eletr\u00f4nico\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/caixa-eletr%C3%B4nico-300x224.jpg\"><\/div>\n<p>Resultados diferenciados e fechamento de postos de trabalho marcaram o ano. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Pesquisa realizada pela equipe da Rede Banc\u00e1rios, do Dieese mostra que em 2013, os seis maiores bancos do pa\u00eds apresentaram resultados bem distintos, decorrentes de estrat\u00e9gias de neg\u00f3cios diferenciadas. Os bancos p\u00fablicos deram prosseguimento \u00e0 expans\u00e3o de suas carteiras de cr\u00e9dito e obtiveram crescimento dos lucros e da rentabilidade. Os bancos privados nacionais Bradesco e Ita\u00fa apresentaram bons resultados, embora tenham tido pouca expans\u00e3o ou manuten\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito e da rentabilidade. J\u00e1 os dois bancos privados estrangeiros, Santander e HSBC, tiveram queda nos lucros e na rentabilidade e ligeiro incremento da carteira de cr\u00e9dito. A despeito dessas diferen\u00e7as, os bancos brasileiros continuam sendo um dos segmentos empresariais mais rent\u00e1veis do pa\u00eds e do mundo.<\/p>\n<p>Diante de um cen\u00e1rio econ\u00f4mico caracterizado pela eleva\u00e7\u00e3o das taxas de juros, pelas incertezas na economia mundial e pela redu\u00e7\u00e3o no ritmo da atividade econ\u00f4mica no pa\u00eds, os grandes bancos adotaram estrat\u00e9gias bem diferenciadas. Os bancos p\u00fablicos continuaram sustentando a oferta de cr\u00e9dito e, no caso da Caixa, o n\u00edvel de emprego. Os bancos privados nacionais, tradicionalmente mais conservadores na atua\u00e7\u00e3o, contiveram a expans\u00e3o do cr\u00e9dito, promoveram ajustes nos custos via redu\u00e7\u00e3o de postos de trabalho e reverteram as elevadas provis\u00f5es realizadas em 2012. Com isso, obtiveram bons resultados em rela\u00e7\u00e3o aos lucros. J\u00e1 os bancos privados estrangeiros, dada a maior depend\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao cen\u00e1rio externo, recorreram basicamente \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de custos via cortes de postos de trabalho e redu\u00e7\u00e3o da rede de atendimento, mas n\u00e3o conseguiram evitar expressivas redu\u00e7\u00f5es nos lucros. Em comum, todos os bancos aumentaram as receitas secund\u00e1rias para expandir os lucros e compensar o aumento do custo de capta\u00e7\u00e3o de recursos decorrente da eleva\u00e7\u00e3o na taxa Selic ao longo de 2013. Nos bancos privados, intensificou-se o fechamento de postos de trabalho. Entre os bancos p\u00fablicos, o Banco do Brasil tamb\u00e9m seguiu essa tend\u00eancia e a Caixa Econ\u00f4mica Federal manteve forte gera\u00e7\u00e3o de postos de trabalho.<\/p>\n<p><strong>Os n\u00fameros dos gigantes do sistema financeiro nacional<\/strong><\/p>\n<p>O total de ativos dos seis maiores bancos em atividade no Brasil atingiu, em 2013, o montante de R$ 4,8 trilh\u00f5es, com evolu\u00e7\u00e3o de 11,6% em rela\u00e7\u00e3o a 2012. Um dos destaques de 2013 foi o crescimento de 22,0% no ativo da Caixa Econ\u00f4mica, que chegou a um montante de R$ 858,3 bilh\u00f5es. O capital pr\u00f3prio dessas institui\u00e7\u00f5es (patrim\u00f4nio l\u00edquido) cresceu 8,5% em 12 meses, atingindo um volume de R$ 315,0 bilh\u00f5es, em 2013. No Banco do Brasil, houve crescimento de 17,4% no patrim\u00f4nio l\u00edquido, que atingiu R$2,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Os demais itens de resultados, como as opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito e receitas com presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e tarifas cresceram, respectivamente, 18% e 13,5% no ano. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 oferta de cr\u00e9dito, destaca-se novamente a atua\u00e7\u00e3o da Caixa e do Banco do Brasil. As opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito dos dois bancos cresceram, em m\u00e9dia, 26%. Juntas, as duas institui\u00e7\u00f5es financeiras responderam, em 2013, por 48,1% do total das opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito dos seis maiores bancos. Nos bancos privados nacionais (Bradesco e Ita\u00fa), o crescimento foi de 12,3%, enquanto nos privados estrangeiros (Santander e HSBC), a carteira de cr\u00e9dito cresceu 8,9%.<\/p>\n<p>Apesar do crescimento da carteira de cr\u00e9dito, o resultado bruto da intermedia\u00e7\u00e3o financeira apresentou queda m\u00e9dia de 7,5%. As raz\u00f5es para a queda no resultado bruto da intermedia\u00e7\u00e3o financeira foram diferentes em cada banco. No Banco do Brasil, no Santander e na Caixa, a queda decorreu de um aumento mais pronunciado das despesas de intermedia\u00e7\u00e3o do que das receitas. No Ita\u00fa Unibanco e no HSBC, houve redu\u00e7\u00e3o nas receitas e nas despesas de intermedia\u00e7\u00e3o e, no Bradesco, queda nas receitas, mas<br \/>\nligeiro incremento das receitas de intermedia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O destaque no ano foi o Ita\u00fa, com lucro l\u00edquido de R$ 15,8 bilh\u00f5es, alta de 12,8%. Esse \u00e9 o maior lucro obtido por um banco na hist\u00f3ria do sistema financeiro nacional e \u00e9 a segunda vez que o Ita\u00fa atinge essa marca. A primeira foi em 2011, quando o banco lucrou R$ 14,6 bilh\u00f5es. Tal resultado deve-se ao crescimento das receitas com presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e tarifas banc\u00e1rias e \u00e0<br \/>\nsignificativa revers\u00e3o das despesas com provis\u00f5es para cr\u00e9ditos de liquida\u00e7\u00e3o duvidosa (PDD) constitu\u00eddas em 2012.<\/p>\n<p>O Banco do Brasil apresentou o maior crescimento do lucro l\u00edquido, com alta de 29,1%, passando de R$ 12,2 bilh\u00f5es para R$ 15,7 bilh\u00f5es. Contudo, parte desse resultado se deve a um item extraordin\u00e1rio do balan\u00e7o do 1\u00ba semestre de 2013, quando a institui\u00e7\u00e3o obteve R$ 9,8 bilh\u00f5es com a venda de a\u00e7\u00f5es da BB Seguridade, conforme informa\u00e7\u00f5es constantes no balan\u00e7o de 2013.<\/p>\n<p>Os dois bancos estrangeiros, Santander e HSBC, registraram queda no lucro l\u00edquido de 9,7% e 66,4%, respectivamente. Esses resultados negativos afetam a an\u00e1lise global do desempenho dos bancos, pois reduzem as m\u00e9dias dos principais indicadores. Por isso, cabe segmentar a an\u00e1lise entre bancos p\u00fablicos, bancos privados nacionais e bancos privados estrangeiros para que se tenha uma compreens\u00e3o mais exata do desempenho dos grandes bancos em 2013.<\/p>\n<p>Os bancos privados nacionais obtiveram lucro de R$ 28 bilh\u00f5es, com crescimento de 9,7%, entre 2012 e 2013. Os bancos p\u00fablicos viram seus lucros crescer 26,0% no per\u00edodo, atingindo um montante de R$ 22,4 bilh\u00f5es, em 2013. Os resultados dos bancos privados estrangeiros, por fim, mostram queda de 18,5% no lucro l\u00edquido, que totalizou R$ 6,1 bilh\u00f5es em 2013.<\/p>\n<p>A rentabilidade m\u00e9dia sobre o patrim\u00f4nio l\u00edquido dos seis bancos apresentou queda de 1,0 p.p., ficando em 18%. Entretanto, ao se desagregar os dados por segmento, os resultados s\u00e3o bem diferentes. Os bancos p\u00fablicos foram os mais rent\u00e1veis em 2013, com rentabilidade m\u00e9dia de 22,6% e  crescimento de 1,7 p.p. A rentabilidade dos bancos privados nacionais aumentou menos (0,7 p.p.) e ficou em 18,5%. J\u00e1 os bancos estrangeiros, diante da queda nos lucros, tiveram a rentabilidade m\u00e9dia reduzida em 2,8 p.p., passando de 12,5%, em 2012, para 9,7%, em 2013.<\/p>\n<p><strong>Inadimpl\u00eancia recua e bancos revertem provis\u00f5es <\/strong><\/p>\n<p>Em 2012, os bancos, alegando alto risco nas opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito e eleva\u00e7\u00e3o na inadimpl\u00eancia, aumentaram significativamente as provis\u00f5es para cr\u00e9ditos de liquida\u00e7\u00e3o duvidosa (PDD), a despeito das taxas de inadimpl\u00eancia para atrasos superiores a 90 dias terem se mantido baixas ou est\u00e1veis naquele ano. No decorrer de 2013, as taxas de inadimpl\u00eancia se reduziram aos patamares mais baixos j\u00e1 observados. Diante disso, v\u00e1rios bancos reverteram as provis\u00f5es. No Ita\u00fa, que em 2012 teve as provis\u00f5es mais elevadas do sistema, houve redu\u00e7\u00e3o da PDD em 23,3%.<\/p>\n<p>Na Caixa e no Banco do Brasil, n\u00e3o houve redu\u00e7\u00e3o na PDD, tendo em vista o expressivo crescimento das carteiras de cr\u00e9dito. Nesses dois bancos, o crescimento da PDD foi compat\u00edvel com a expans\u00e3o da carteira de cr\u00e9dito. O HSBC, por sua vez, aumentou as provis\u00f5es, embora tenha tido queda na inadimpl\u00eancia e crescimento modesto da carteira de cr\u00e9dito.<\/p>\n<p><strong>Receitas com presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e tarifas banc\u00e1rias continuam crescendo<\/strong><\/p>\n<p>As receitas de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e cobran\u00e7a de tarifas, consideradas secund\u00e1rias, continuaram crescendo no per\u00edodo, embora em ritmos diferentes em cada um dos seis grandes bancos. Essas receitas somaram R$ 96,4 bilh\u00f5es em 2013 e registraram crescimento total de 13,5%. Os bancos que tiveram maior crescimento nesta receita secund\u00e1ria foram Ita\u00fa Unibanco (18,5%),<br \/>\nCaixa (14,5%) e Bradesco (14%).<\/p>\n<p><strong>Cobertura das Despesas de Pessoal<\/strong><\/p>\n<p>A cobertura m\u00e9dia das despesas de pessoal pelas receitas com presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e tarifas dos bancos cresceu 4,4 p.p., passando de 123,6% para 128%. Isso significa que os bancos cobriram as despesas de pessoal com receitas secund\u00e1rias e ainda tiveram um excedente equivalente a 28% dessas despesas em 2013. Os resultados por banco mostram queda na cobertura no Banco do Brasil (-0,7 p.p.), na Caixa Econ\u00f4mica Federal (-2,9 p.p.) e no HSBC (-5,7 p.p.). Nesses casos, as despesas de pessoal<br \/>\ncresceram mais que a receita de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e tarifas. O banco com o maior crescimento nesse indicador foi o Santander, onde o percentual de cobertura foi de 147,4%, com crescimento de 14,7 p.p. em rela\u00e7\u00e3o a 2012.<\/p>\n<p><strong>Redu\u00e7\u00e3o dos postos de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>O n\u00famero de trabalhadores nos seis grandes bancos do pa\u00eds teve queda de 1,5% em 12 meses, passando de 477.345, em dezembro de 2012, para 470.034, em dezembro de 2013, com redu\u00e7\u00e3o de 7.311 postos de trabalho. A redu\u00e7\u00e3o no n\u00edvel de emprego s\u00f3 n\u00e3o foi maior porque houve expressiva cria\u00e7\u00e3o de postos na Caixa, que contratou 5.272 novos empregados. Os demais bancos fecharam postos de trabalho.<\/p>\n<p>O Santander foi o banco que fechou o maior n\u00famero de postos de trabalho no ano (- 4.371), seguido pelo Bradesco (-2.896), Ita\u00fa Unibanco (-2.734), Banco do Brasil (-1.966) e HSBC (-616). Juntos, os cinco bancos eliminaram 12.583 postos de trabalho em 2013. Em compara\u00e7\u00e3o a 2012, quando foram fechados 3.087 postos de trabalho, observa-se uma piora no n\u00edvel de emprego nos seis maiores bancos.<\/p>\n<p>(Fonte: Dieese)<\/p>\n<p>The post Desempenho dos bancos em 2013 \u00e9 divulgado appeared first on Economia SC.<\/p>\n<p>Via: <a href=\"http:\/\/economiasc.com.br\/desempenho-dos-bancos-em-2013-e-divulgado\/\" class=\"colorbox\" title=\"Desempenho dos bancos em 2013 \u00e9 divulgado\">economiasc.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"caixa eletr\u00f4nico\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/caixa-eletr%C3%B4nico-300x224.jpg\"><\/div>\n<p>Resultados diferenciados e fechamento de postos de trabalho marcaram o ano. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Pesquisa realizada pela equipe da Rede Banc\u00e1rios, do Dieese mostra que em 2013, os seis maiores bancos do pa\u00eds apresentaram resultados bem distintos, decorrentes de estrat\u00e9gias de neg\u00f3cios diferenciadas. Os bancos p\u00fablicos deram prosseguimento \u00e0 expans\u00e3o de suas carteiras de cr\u00e9dito e obtiveram crescimento dos lucros e da rentabilidade. Os bancos privados nacionais Bradesco e Ita\u00fa apresentaram bons resultados, embora tenham tido pouca expans\u00e3o ou manuten\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito e da rentabilidade. J\u00e1 os dois bancos privados estrangeiros, Santander e HSBC, tiveram queda nos lucros e na rentabilidade e ligeiro incremento da carteira de cr\u00e9dito. A despeito dessas diferen\u00e7as, os bancos brasileiros continuam sendo um dos segmentos empresariais mais rent\u00e1veis do pa\u00eds e do mundo.<\/p>\n<p>Diante de um cen\u00e1rio econ\u00f4mico caracterizado pela eleva\u00e7\u00e3o das taxas de juros, pelas incertezas na economia mundial e pela redu\u00e7\u00e3o no ritmo da atividade econ\u00f4mica no pa\u00eds, os grandes bancos adotaram estrat\u00e9gias bem diferenciadas. Os bancos p\u00fablicos continuaram sustentando a oferta de cr\u00e9dito e, no caso da Caixa, o n\u00edvel de emprego. Os bancos privados nacionais, tradicionalmente mais conservadores na atua\u00e7\u00e3o, contiveram a expans\u00e3o do cr\u00e9dito, promoveram ajustes nos custos via redu\u00e7\u00e3o de postos de trabalho e reverteram as elevadas provis\u00f5es realizadas em 2012. Com isso, obtiveram bons resultados em rela\u00e7\u00e3o aos lucros. J\u00e1 os bancos privados estrangeiros, dada a maior depend\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao cen\u00e1rio externo, recorreram basicamente \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de custos via cortes de postos de trabalho e redu\u00e7\u00e3o da rede de atendimento, mas n\u00e3o conseguiram evitar expressivas redu\u00e7\u00f5es nos lucros. Em comum, todos os bancos aumentaram as receitas secund\u00e1rias para expandir os lucros e compensar o aumento do custo de capta\u00e7\u00e3o de recursos decorrente da eleva\u00e7\u00e3o na taxa Selic ao longo de 2013. Nos bancos privados, intensificou-se o fechamento de postos de trabalho. Entre os bancos p\u00fablicos, o Banco do Brasil tamb\u00e9m seguiu essa tend\u00eancia e a Caixa Econ\u00f4mica Federal manteve forte gera\u00e7\u00e3o de postos de trabalho.<\/p>\n<p><strong>Os n\u00fameros dos gigantes do sistema financeiro nacional<\/strong><\/p>\n<p>O total de ativos dos seis maiores bancos em atividade no Brasil atingiu, em 2013, o montante de R$ 4,8 trilh\u00f5es, com evolu\u00e7\u00e3o de 11,6% em rela\u00e7\u00e3o a 2012. Um dos destaques de 2013 foi o crescimento de 22,0% no ativo da Caixa Econ\u00f4mica, que chegou a um montante de R$ 858,3 bilh\u00f5es. O capital pr\u00f3prio dessas institui\u00e7\u00f5es (patrim\u00f4nio l\u00edquido) cresceu 8,5% em 12 meses, atingindo um volume de R$ 315,0 bilh\u00f5es, em 2013. No Banco do Brasil, houve crescimento de 17,4% no patrim\u00f4nio l\u00edquido, que atingiu R$2,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Os demais itens de resultados, como as opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito e receitas com presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e tarifas cresceram, respectivamente, 18% e 13,5% no ano. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 oferta de cr\u00e9dito, destaca-se novamente a atua\u00e7\u00e3o da Caixa e do Banco do Brasil. As opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito dos dois bancos cresceram, em m\u00e9dia, 26%. Juntas, as duas institui\u00e7\u00f5es financeiras responderam, em 2013, por 48,1% do total das opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito dos seis maiores bancos. Nos bancos privados nacionais (Bradesco e Ita\u00fa), o crescimento foi de 12,3%, enquanto nos privados estrangeiros (Santander e HSBC), a carteira de cr\u00e9dito cresceu 8,9%.<\/p>\n<p>Apesar do crescimento da carteira de cr\u00e9dito, o resultado bruto da intermedia\u00e7\u00e3o financeira apresentou queda m\u00e9dia de 7,5%. As raz\u00f5es para a queda no resultado bruto da intermedia\u00e7\u00e3o financeira foram diferentes em cada banco. No Banco do Brasil, no Santander e na Caixa, a queda decorreu de um aumento mais pronunciado das despesas de intermedia\u00e7\u00e3o do que das receitas. No Ita\u00fa Unibanco e no HSBC, houve redu\u00e7\u00e3o nas receitas e nas despesas de intermedia\u00e7\u00e3o e, no Bradesco, queda nas receitas, mas<br \/>\nligeiro incremento das receitas de intermedia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O destaque no ano foi o Ita\u00fa, com lucro l\u00edquido de R$ 15,8 bilh\u00f5es, alta de 12,8%. Esse \u00e9 o maior lucro obtido por um banco na hist\u00f3ria do sistema financeiro nacional e \u00e9 a segunda vez que o Ita\u00fa atinge essa marca. A primeira foi em 2011, quando o banco lucrou R$ 14,6 bilh\u00f5es. Tal resultado deve-se ao crescimento das receitas com presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e tarifas banc\u00e1rias e \u00e0<br \/>\nsignificativa revers\u00e3o das despesas com provis\u00f5es para cr\u00e9ditos de liquida\u00e7\u00e3o duvidosa (PDD) constitu\u00eddas em 2012.<\/p>\n<p>O Banco do Brasil apresentou o maior crescimento do lucro l\u00edquido, com alta de 29,1%, passando de R$ 12,2 bilh\u00f5es para R$ 15,7 bilh\u00f5es. Contudo, parte desse resultado se deve a um item extraordin\u00e1rio do balan\u00e7o do 1\u00ba semestre de 2013, quando a institui\u00e7\u00e3o obteve R$ 9,8 bilh\u00f5es com a venda de a\u00e7\u00f5es da BB Seguridade, conforme informa\u00e7\u00f5es constantes no balan\u00e7o de 2013.<\/p>\n<p>Os dois bancos estrangeiros, Santander e HSBC, registraram queda no lucro l\u00edquido de 9,7% e 66,4%, respectivamente. Esses resultados negativos afetam a an\u00e1lise global do desempenho dos bancos, pois reduzem as m\u00e9dias dos principais indicadores. Por isso, cabe segmentar a an\u00e1lise entre bancos p\u00fablicos, bancos privados nacionais e bancos privados estrangeiros para que se tenha uma compreens\u00e3o mais exata do desempenho dos grandes bancos em 2013.<\/p>\n<p>Os bancos privados nacionais obtiveram lucro de R$ 28 bilh\u00f5es, com crescimento de 9,7%, entre 2012 e 2013. Os bancos p\u00fablicos viram seus lucros crescer 26,0% no per\u00edodo, atingindo um montante de R$ 22,4 bilh\u00f5es, em 2013. Os resultados dos bancos privados estrangeiros, por fim, mostram queda de 18,5% no lucro l\u00edquido, que totalizou R$ 6,1 bilh\u00f5es em 2013.<\/p>\n<p>A rentabilidade m\u00e9dia sobre o patrim\u00f4nio l\u00edquido dos seis bancos apresentou queda de 1,0 p.p., ficando em 18%. Entretanto, ao se desagregar os dados por segmento, os resultados s\u00e3o bem diferentes. Os bancos p\u00fablicos foram os mais rent\u00e1veis em 2013, com rentabilidade m\u00e9dia de 22,6% e  crescimento de 1,7 p.p. A rentabilidade dos bancos privados nacionais aumentou menos (0,7 p.p.) e ficou em 18,5%. J\u00e1 os bancos estrangeiros, diante da queda nos lucros, tiveram a rentabilidade m\u00e9dia reduzida em 2,8 p.p., passando de 12,5%, em 2012, para 9,7%, em 2013.<\/p>\n<p><strong>Inadimpl\u00eancia recua e bancos revertem provis\u00f5es <\/strong><\/p>\n<p>Em 2012, os bancos, alegando alto risco nas opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito e eleva\u00e7\u00e3o na inadimpl\u00eancia, aumentaram significativamente as provis\u00f5es para cr\u00e9ditos de liquida\u00e7\u00e3o duvidosa (PDD), a despeito das taxas de inadimpl\u00eancia para atrasos superiores a 90 dias terem se mantido baixas ou est\u00e1veis naquele ano. No decorrer de 2013, as taxas de inadimpl\u00eancia se reduziram aos patamares mais baixos j\u00e1 observados. Diante disso, v\u00e1rios bancos reverteram as provis\u00f5es. No Ita\u00fa, que em 2012 teve as provis\u00f5es mais elevadas do sistema, houve redu\u00e7\u00e3o da PDD em 23,3%.<\/p>\n<p>Na Caixa e no Banco do Brasil, n\u00e3o houve redu\u00e7\u00e3o na PDD, tendo em vista o expressivo crescimento das carteiras de cr\u00e9dito. Nesses dois bancos, o crescimento da PDD foi compat\u00edvel com a expans\u00e3o da carteira de cr\u00e9dito. O HSBC, por sua vez, aumentou as provis\u00f5es, embora tenha tido queda na inadimpl\u00eancia e crescimento modesto da carteira de cr\u00e9dito.<\/p>\n<p><strong>Receitas com presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e tarifas banc\u00e1rias continuam crescendo<\/strong><\/p>\n<p>As receitas de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e cobran\u00e7a de tarifas, consideradas secund\u00e1rias, continuaram crescendo no per\u00edodo, embora em ritmos diferentes em cada um dos seis grandes bancos. Essas receitas somaram R$ 96,4 bilh\u00f5es em 2013 e registraram crescimento total de 13,5%. Os bancos que tiveram maior crescimento nesta receita secund\u00e1ria foram Ita\u00fa Unibanco (18,5%),<br \/>\nCaixa (14,5%) e Bradesco (14%).<\/p>\n<p><strong>Cobertura das Despesas de Pessoal<\/strong><\/p>\n<p>A cobertura m\u00e9dia das despesas de pessoal pelas receitas com presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e tarifas dos bancos cresceu 4,4 p.p., passando de 123,6% para 128%. Isso significa que os bancos cobriram as despesas de pessoal com receitas secund\u00e1rias e ainda tiveram um excedente equivalente a 28% dessas despesas em 2013. Os resultados por banco mostram queda na cobertura no Banco do Brasil (-0,7 p.p.), na Caixa Econ\u00f4mica Federal (-2,9 p.p.) e no HSBC (-5,7 p.p.). Nesses casos, as despesas de pessoal<br \/>\ncresceram mais que a receita de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e tarifas. O banco com o maior crescimento nesse indicador foi o Santander, onde o percentual de cobertura foi de 147,4%, com crescimento de 14,7 p.p. em rela\u00e7\u00e3o a 2012.<\/p>\n<p><strong>Redu\u00e7\u00e3o dos postos de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>O n\u00famero de trabalhadores nos seis grandes bancos do pa\u00eds teve queda de 1,5% em 12 meses, passando de 477.345, em dezembro de 2012, para 470.034, em dezembro de 2013, com redu\u00e7\u00e3o de 7.311 postos de trabalho. A redu\u00e7\u00e3o no n\u00edvel de emprego s\u00f3 n\u00e3o foi maior porque houve expressiva cria\u00e7\u00e3o de postos na Caixa, que contratou 5.272 novos empregados. Os demais bancos fecharam postos de trabalho.<\/p>\n<p>O Santander foi o banco que fechou o maior n\u00famero de postos de trabalho no ano (- 4.371), seguido pelo Bradesco (-2.896), Ita\u00fa Unibanco (-2.734), Banco do Brasil (-1.966) e HSBC (-616). Juntos, os cinco bancos eliminaram 12.583 postos de trabalho em 2013. Em compara\u00e7\u00e3o a 2012, quando foram fechados 3.087 postos de trabalho, observa-se uma piora no n\u00edvel de emprego nos seis maiores bancos.<\/p>\n<p>(Fonte: Dieese)<\/p>\n<p>The post Desempenho dos bancos em 2013 \u00e9 divulgado appeared first on Economia SC.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-2107","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","no-post-thumbnail"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2107","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2107"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2107\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2107"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2107"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2107"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}