{"id":2090,"date":"2014-06-03T18:36:00","date_gmt":"2014-06-03T18:36:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/raul-velloso-trata-de-infraestrutura-em-palestra\/"},"modified":"2014-06-03T18:36:00","modified_gmt":"2014-06-03T18:36:00","slug":"raul-velloso-trata-de-infraestrutura-em-palestra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/raul-velloso-trata-de-infraestrutura-em-palestra\/","title":{"rendered":"Raul Velloso trata de infraestrutura em palestra"},"content":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"Economista participou de debate na sede da Fiesc na tarde desta ter\u00e7a-feira. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/fiesc-foto-menor-300x223.jpg\"><\/div>\n<p>Economista participou de debate na sede da Fiesc na tarde desta ter\u00e7a-feira. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Jessica Melo<\/strong><\/p>\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de Santa Catarina (Fiesc) sediou na tarde desta ter\u00e7a-feira, dia 3, um debate sobre infraestrutura no pa\u00eds. Raul Velloso, ex-secret\u00e1rio de Assuntos Econ\u00f4micos do Minist\u00e9rio do Planejamento e Ph.D em economia pela Universidade de Yale, destacou em sua palestra que tradicionalmente o setor p\u00fablico cuidou da infraestrutura, mas apenas 1,1% dos gastos da Uni\u00e3o s\u00e3o gastos no setor.\u201cSe depender do or\u00e7amento da Uni\u00e3o, a infraestutura brasileira est\u00e1 lascada\u201d, acredita.<\/p>\n<p>De acordo com Velloso, nos anos 70, o investimento era 1,8% do PIB. \u201cEsse 1,1% a que me referi representa 0,2% do PIB\u201d, compara.<\/p>\n<p>A taxa de crescimento real da despesa da Uni\u00e3o em abril ficou em 6% e receita tribut\u00e1ria  ficou em 3,3%. \u201cA economia n\u00e3o est\u00e1 mais crescendo a 4,5%. Se voc\u00ea achar uma taxa maior que 1% j\u00e1 \u00e9 um milagre\u201d, diz. De acordo com ele, o aumento dos gastos da \u201cgrande folha\u201d, como chama, gastos da previd\u00eancia e assist\u00eancia social, tende a aumentar e vai sobrar menos ainda para investimentos no setor. Em 2012, 73,7% dos gastos da Uni\u00e3o foram com a grande folha. A sa\u00fade ficou com 8,2% e no segmento \u201coutros\u201d, est\u00e3o apenas 18,1%, inseridos os 6% em investimento (1,1% em transportes).<\/p>\n<p>De acordo com o economista, o modelo econ\u00f4mico com pol\u00edticas que impulsionam o consumo atinge principalmente a ind\u00fastria que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o competitiva. \u201cO governo faz desonera\u00e7\u00f5es, mas fica furioso porque a ind\u00fastria est\u00e1 com a produ\u00e7\u00e3o estagnada\u201d, comenta. Velloso acredita que o setor de servi\u00e7os \u00e9 o grande beneficiado do modelo de aumento de consumo e ainda cresce devido ao interesse do setor privado.<\/p>\n<p>Para ele, o pa\u00eds hoje n\u00e3o tem problema de poupan\u00e7a, desde que venha de fora. \u201cEla entra desde que voc\u00ea aceite criar as condi\u00e7\u00f5es para ela entrar. A abund\u00e2ncia de capitais \u00e9 t\u00e3o grande que a impress\u00e3o que tenho \u00e9 que tem um tsunami em volta do Brasil pressionando para entrar\u201d, diz Velloso.<\/p>\n<p>Essa dificuldade do setor p\u00fablico de investir em infraestrutura traz uma outra pol\u00edtica do governo que torna a situa\u00e7\u00e3o mais contradit\u00f3ria ainda, explica Raul. \u201cO governo quer que o governo fa\u00e7a a infraestrutura abaixo dos custos. \u00c9 um modelo imposs\u00edvel, n\u00e3o fecha. O setor privado atua com base no lucro. O governo parece ignorar essa simples verdade\u201d, acredita. Para ele, isso abre oportunidade para oportunismo. \u201cA empresa aceita um pre\u00e7o abaixo do custo e depois pede aumentos\u201d, exemplifica. Com isso, de acordo com ele, a infraestrutura n\u00e3o anda e acontecem quebras de contrato .<\/p>\n<p>The post Raul Velloso trata de infraestrutura em palestra appeared first on Economia SC.<\/p>\n<p>Via: <a href=\"http:\/\/economiasc.com.br\/raul-velloso-participa-de-debate-infraestrutura\/\" class=\"colorbox\" title=\"Raul Velloso trata de infraestrutura em palestra\">economiasc.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"Economista participou de debate na sede da Fiesc na tarde desta ter\u00e7a-feira. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/fiesc-foto-menor-300x223.jpg\"><\/div>\n<p>Economista participou de debate na sede da Fiesc na tarde desta ter\u00e7a-feira. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Jessica Melo<\/strong><\/p>\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de Santa Catarina (Fiesc) sediou na tarde desta ter\u00e7a-feira, dia 3, um debate sobre infraestrutura no pa\u00eds. Raul Velloso, ex-secret\u00e1rio de Assuntos Econ\u00f4micos do Minist\u00e9rio do Planejamento e Ph.D em economia pela Universidade de Yale, destacou em sua palestra que tradicionalmente o setor p\u00fablico cuidou da infraestrutura, mas apenas 1,1% dos gastos da Uni\u00e3o s\u00e3o gastos no setor.\u201cSe depender do or\u00e7amento da Uni\u00e3o, a infraestutura brasileira est\u00e1 lascada\u201d, acredita.<\/p>\n<p>De acordo com Velloso, nos anos 70, o investimento era 1,8% do PIB. \u201cEsse 1,1% a que me referi representa 0,2% do PIB\u201d, compara.<\/p>\n<p>A taxa de crescimento real da despesa da Uni\u00e3o em abril ficou em 6% e receita tribut\u00e1ria  ficou em 3,3%. \u201cA economia n\u00e3o est\u00e1 mais crescendo a 4,5%. Se voc\u00ea achar uma taxa maior que 1% j\u00e1 \u00e9 um milagre\u201d, diz. De acordo com ele, o aumento dos gastos da \u201cgrande folha\u201d, como chama, gastos da previd\u00eancia e assist\u00eancia social, tende a aumentar e vai sobrar menos ainda para investimentos no setor. Em 2012, 73,7% dos gastos da Uni\u00e3o foram com a grande folha. A sa\u00fade ficou com 8,2% e no segmento \u201coutros\u201d, est\u00e3o apenas 18,1%, inseridos os 6% em investimento (1,1% em transportes).<\/p>\n<p>De acordo com o economista, o modelo econ\u00f4mico com pol\u00edticas que impulsionam o consumo atinge principalmente a ind\u00fastria que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o competitiva. \u201cO governo faz desonera\u00e7\u00f5es, mas fica furioso porque a ind\u00fastria est\u00e1 com a produ\u00e7\u00e3o estagnada\u201d, comenta. Velloso acredita que o setor de servi\u00e7os \u00e9 o grande beneficiado do modelo de aumento de consumo e ainda cresce devido ao interesse do setor privado.<\/p>\n<p>Para ele, o pa\u00eds hoje n\u00e3o tem problema de poupan\u00e7a, desde que venha de fora. \u201cEla entra desde que voc\u00ea aceite criar as condi\u00e7\u00f5es para ela entrar. A abund\u00e2ncia de capitais \u00e9 t\u00e3o grande que a impress\u00e3o que tenho \u00e9 que tem um tsunami em volta do Brasil pressionando para entrar\u201d, diz Velloso.<\/p>\n<p>Essa dificuldade do setor p\u00fablico de investir em infraestrutura traz uma outra pol\u00edtica do governo que torna a situa\u00e7\u00e3o mais contradit\u00f3ria ainda, explica Raul. \u201cO governo quer que o governo fa\u00e7a a infraestrutura abaixo dos custos. \u00c9 um modelo imposs\u00edvel, n\u00e3o fecha. O setor privado atua com base no lucro. O governo parece ignorar essa simples verdade\u201d, acredita. 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