{"id":1889,"date":"2014-05-21T19:45:00","date_gmt":"2014-05-21T19:45:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/presidente-da-sr-rating-ministra-palestra-na-fiesc\/"},"modified":"2014-05-21T19:45:00","modified_gmt":"2014-05-21T19:45:00","slug":"presidente-da-sr-rating-ministra-palestra-na-fiesc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/noticias\/presidente-da-sr-rating-ministra-palestra-na-fiesc\/","title":{"rendered":"Presidente da SR Rating ministra palestra na Fiesc"},"content":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"Desafios e oportunidades da economia brasileira e de SC foram tema de debate. Foto: Fiesc\/Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/IMG_7283-300x199.jpg\"><\/div>\n<p>Desafios e oportunidades da economia brasileira e de SC foram tema de debate. Foto: Fiesc\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de Santa Catarina (Fiesc) sediou nesta quarta-feira, dia 21, um debate sobre desafios e oportunidades da economia brasileira e catarinense. O presidente da SR Rating, Paulo Rabello de Castro ministrou uma palestra sobre perspectivas para o pa\u00eds em 2015 e destacou a necessidade de juro baixo, investimento alto, est\u00edmulo para trabalhar e menos corrup\u00e7\u00e3o no pa\u00eds.<\/p>\n<p>De acordo com ele, as bases de um novo modelo para o pa\u00eds avan\u00e7ar s\u00e3o a simplifica\u00e7\u00e3o fiscal, conten\u00e7\u00e3o do gasto crescente, capitaliza\u00e7\u00e3o popular, \u00eanfase exportadora e na inova\u00e7\u00e3o.\u201cO setor mais estatizado do Brasil \u00e9 a poupan\u00e7a. Quando fizer uma reforma do FGTS, ter\u00e1 milh\u00f5es para serem alocados e gente participando do processo\u201d, acredita. Rabello tamb\u00e9m criticou os impostos atuais, a falta de fundo do INSS, e o d\u00e9fict p\u00fablico. Para ele, ICMS nacional deveria ser compartilhado e deveria ser criado um fundo gestor dos recursos da previd\u00eancia social. Al\u00e9m disso, seria necess\u00e1rio um novo pacto federativo.<\/p>\n<p>O presidente da SR Rating tamb\u00e9m falou \u201cdar riqueza ao povo brasileiro\u201d por meio de educa\u00e7\u00e3o, inova\u00e7\u00e3o e conhecimento. Para ele, \u00e9 necess\u00e1rio fazer uma sele\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia, que caracterizou o per\u00edodo de governo do PT. \u201cVamos parar de ficar distribuindo quase R$60 milhoes de contracheques\/m\u00eas que saem do governo federal. O Brasil n\u00e3o precisa de tanta esmola\u201d, acredita.<\/p>\n<p><strong>Ind\u00fastria<\/strong><\/p>\n<p>Para Rabello, a ind\u00fastria estagnou n\u00e3o pela falta de mercado ou diminui\u00e7\u00e3o da produtividade, mas pela tributa\u00e7\u00e3o, burocracia, juros e c\u00e2mbio. \u201cBrasil virou um cassino do mercado financeiro internacional. N\u00f3s pagamos a taxa de juros mais cara do mundo e achamos que isso \u00e9 necess\u00e1rio. N\u00f3s somos o \u00fanico pa\u00eds que bota o juro rendendo ao dia\u201d, destaca Rabello.<\/p>\n<p><strong>Debate<\/strong><\/p>\n<p>Durante a discuss\u00e3o, o presidente da Fiesc, Glauco Jos\u00e9 C\u00f4rte, destacou que umas das preocupa\u00e7\u00f5es do setor industrial catarinense \u00e9  a energia. A capacidade energ\u00e9tica n\u00e3o aumenta e isso faz com que as ind\u00fastrias n\u00e3o cres\u00e7am. Ele ainda afirma que algumas ind\u00fastrias j\u00e1 iniciaram processos de implanta\u00e7\u00e3o de unidades fora do Estado, pr\u00f3ximos a locais com abund\u00e2ncia de g\u00e1s natural.<\/p>\n<p>Mauricio Mulinari, assessor econ\u00f4mico da Fecom\u00e9rcio\/SC, criticou os juros elevados no pa\u00eds. \u201cIsso tem reflexo direto no com\u00e9rcio catarinense. A gente continua com expans\u00e3o da renda e do emprego. O mercado consumidor continua aumentando no Brasil. A amarra pro consumo, que crescia cerca de 8% ao ano e agora cresce cerca de 2% no estado, tem a ver com o pre\u00e7o da d\u00edvida. \u00c0s vezes o brasileiro paga mais a d\u00edvida do que o custo do que ele est\u00e1 comprando\u201d, explica.<\/p>\n<p>Adriano de Amarante, chefe do departamento de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas da Esag-Udesc, reiterou que o pa\u00eds tem baixa expectativa para crescimento do PIB. \u201cO Brasil tem expectativa de crescimento neste ano, sob a \u00f3tica das institui\u00e7\u00f5es financeiras, em torno de 1,6%, enquanto que, sob a \u00f3tica da ind\u00fastria e do com\u00e9rcio, em torno de 2%. Esse crescimento baixo se deve a um esgotamento de um modelo de est\u00edmulos ao mercado interno\u201d. Amarante tamb\u00e9m destacou que produtividade da ind\u00fastria depende da infraestrutura f\u00edsica e social. \u201cEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 infraestrutura f\u00edsica, a economia catarinense parece ficar a merc\u00ea das decis\u00f5es do governo central, para investimentos, portos, estradas, rodovias, entre outros\u201d. Ele tamb\u00e9m falou que a infraestrutura social, como sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, saneamento b\u00e1sico, influenciam na produtividade do trabalhador.<\/p>\n<p>Graciella Martignago, economista e consultora da Fiesc, destacou que a produ\u00e7\u00e3o industrial e o emprego em Santa Catarina vem crescendo acima do n\u00edvel nacional, mas o empresariado est\u00e1 com expectativas mais baixas quanto ao futuro. \u201cA gente tem um indicador de expectativa no menor n\u00edvel dos \u00faltimos dois anos\u201d, comenta. \u201cIsso nos surpreendeu. O empres\u00e1rio ainda est\u00e1 investindo, mas o otimismo n\u00e3o \u00e9 mais o mesmo\u201d, completa. De acordo com a pesquisa, o empres\u00e1rio acredita que h\u00e1 acomoda\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho e que a demanda e exporta\u00e7\u00f5es n\u00e3o v\u00e3o crescer muito.<\/p>\n<p>O encontro faz parte da s\u00e9rie de debates do projeto Cresce SC, promovido pelo Sindicado dos Engenheiros de Santa Catarina (Senge\/SC) e da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de Santa Catarina (Fiesc), com realiza\u00e7\u00e3o da RBS. As pr\u00f3ximas discuss\u00f5es v\u00e3o tratar de turismo, no dia 28; infraestrutura, no dia 3 de junho; e energia, no dia 11 de junho.<\/p>\n<p>The post Presidente da SR Rating ministra palestra na Fiesc appeared first on Economia SC.<\/p>\n<p>Via: <a href=\"http:\/\/economiasc.com.br\/presidente-da-sr-rating-ministra-palestra-na-fiesc\/\" class=\"colorbox\" title=\"Presidente da SR Rating ministra palestra na Fiesc\">economiasc.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"ftpimagefix\" style=\"float:left\"><img decoding=\"async\" width=\"250\" alt=\"Desafios e oportunidades da economia brasileira e de SC foram tema de debate. Foto: Fiesc\/Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/economiasc.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/IMG_7283-300x199.jpg\"><\/div>\n<p>Desafios e oportunidades da economia brasileira e de SC foram tema de debate. Foto: Fiesc\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de Santa Catarina (Fiesc) sediou nesta quarta-feira, dia 21, um debate sobre desafios e oportunidades da economia brasileira e catarinense. O presidente da SR Rating, Paulo Rabello de Castro ministrou uma palestra sobre perspectivas para o pa\u00eds em 2015 e destacou a necessidade de juro baixo, investimento alto, est\u00edmulo para trabalhar e menos corrup\u00e7\u00e3o no pa\u00eds.<\/p>\n<p>De acordo com ele, as bases de um novo modelo para o pa\u00eds avan\u00e7ar s\u00e3o a simplifica\u00e7\u00e3o fiscal, conten\u00e7\u00e3o do gasto crescente, capitaliza\u00e7\u00e3o popular, \u00eanfase exportadora e na inova\u00e7\u00e3o.\u201cO setor mais estatizado do Brasil \u00e9 a poupan\u00e7a. Quando fizer uma reforma do FGTS, ter\u00e1 milh\u00f5es para serem alocados e gente participando do processo\u201d, acredita. Rabello tamb\u00e9m criticou os impostos atuais, a falta de fundo do INSS, e o d\u00e9fict p\u00fablico. Para ele, ICMS nacional deveria ser compartilhado e deveria ser criado um fundo gestor dos recursos da previd\u00eancia social. Al\u00e9m disso, seria necess\u00e1rio um novo pacto federativo.<\/p>\n<p>O presidente da SR Rating tamb\u00e9m falou \u201cdar riqueza ao povo brasileiro\u201d por meio de educa\u00e7\u00e3o, inova\u00e7\u00e3o e conhecimento. Para ele, \u00e9 necess\u00e1rio fazer uma sele\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia, que caracterizou o per\u00edodo de governo do PT. \u201cVamos parar de ficar distribuindo quase R$60 milhoes de contracheques\/m\u00eas que saem do governo federal. O Brasil n\u00e3o precisa de tanta esmola\u201d, acredita.<\/p>\n<p><strong>Ind\u00fastria<\/strong><\/p>\n<p>Para Rabello, a ind\u00fastria estagnou n\u00e3o pela falta de mercado ou diminui\u00e7\u00e3o da produtividade, mas pela tributa\u00e7\u00e3o, burocracia, juros e c\u00e2mbio. \u201cBrasil virou um cassino do mercado financeiro internacional. N\u00f3s pagamos a taxa de juros mais cara do mundo e achamos que isso \u00e9 necess\u00e1rio. N\u00f3s somos o \u00fanico pa\u00eds que bota o juro rendendo ao dia\u201d, destaca Rabello.<\/p>\n<p><strong>Debate<\/strong><\/p>\n<p>Durante a discuss\u00e3o, o presidente da Fiesc, Glauco Jos\u00e9 C\u00f4rte, destacou que umas das preocupa\u00e7\u00f5es do setor industrial catarinense \u00e9  a energia. A capacidade energ\u00e9tica n\u00e3o aumenta e isso faz com que as ind\u00fastrias n\u00e3o cres\u00e7am. Ele ainda afirma que algumas ind\u00fastrias j\u00e1 iniciaram processos de implanta\u00e7\u00e3o de unidades fora do Estado, pr\u00f3ximos a locais com abund\u00e2ncia de g\u00e1s natural.<\/p>\n<p>Mauricio Mulinari, assessor econ\u00f4mico da Fecom\u00e9rcio\/SC, criticou os juros elevados no pa\u00eds. \u201cIsso tem reflexo direto no com\u00e9rcio catarinense. A gente continua com expans\u00e3o da renda e do emprego. O mercado consumidor continua aumentando no Brasil. A amarra pro consumo, que crescia cerca de 8% ao ano e agora cresce cerca de 2% no estado, tem a ver com o pre\u00e7o da d\u00edvida. \u00c0s vezes o brasileiro paga mais a d\u00edvida do que o custo do que ele est\u00e1 comprando\u201d, explica.<\/p>\n<p>Adriano de Amarante, chefe do departamento de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas da Esag-Udesc, reiterou que o pa\u00eds tem baixa expectativa para crescimento do PIB. \u201cO Brasil tem expectativa de crescimento neste ano, sob a \u00f3tica das institui\u00e7\u00f5es financeiras, em torno de 1,6%, enquanto que, sob a \u00f3tica da ind\u00fastria e do com\u00e9rcio, em torno de 2%. Esse crescimento baixo se deve a um esgotamento de um modelo de est\u00edmulos ao mercado interno\u201d. Amarante tamb\u00e9m destacou que produtividade da ind\u00fastria depende da infraestrutura f\u00edsica e social. \u201cEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 infraestrutura f\u00edsica, a economia catarinense parece ficar a merc\u00ea das decis\u00f5es do governo central, para investimentos, portos, estradas, rodovias, entre outros\u201d. Ele tamb\u00e9m falou que a infraestrutura social, como sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, saneamento b\u00e1sico, influenciam na produtividade do trabalhador.<\/p>\n<p>Graciella Martignago, economista e consultora da Fiesc, destacou que a produ\u00e7\u00e3o industrial e o emprego em Santa Catarina vem crescendo acima do n\u00edvel nacional, mas o empresariado est\u00e1 com expectativas mais baixas quanto ao futuro. \u201cA gente tem um indicador de expectativa no menor n\u00edvel dos \u00faltimos dois anos\u201d, comenta. \u201cIsso nos surpreendeu. O empres\u00e1rio ainda est\u00e1 investindo, mas o otimismo n\u00e3o \u00e9 mais o mesmo\u201d, completa. De acordo com a pesquisa, o empres\u00e1rio acredita que h\u00e1 acomoda\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho e que a demanda e exporta\u00e7\u00f5es n\u00e3o v\u00e3o crescer muito.<\/p>\n<p>O encontro faz parte da s\u00e9rie de debates do projeto Cresce SC, promovido pelo Sindicado dos Engenheiros de Santa Catarina (Senge\/SC) e da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de Santa Catarina (Fiesc), com realiza\u00e7\u00e3o da RBS. As pr\u00f3ximas discuss\u00f5es v\u00e3o tratar de turismo, no dia 28; infraestrutura, no dia 3 de junho; e energia, no dia 11 de junho.<\/p>\n<p>The post Presidente da SR Rating ministra palestra na Fiesc appeared first on Economia SC.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-1889","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","no-post-thumbnail"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1889","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1889"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1889\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1889"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1889"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1889"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}