{"id":1713,"date":"2014-04-28T21:21:13","date_gmt":"2014-04-28T21:21:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/?p=1713"},"modified":"2014-04-28T21:21:13","modified_gmt":"2014-04-28T21:21:13","slug":"trabalhador-nao-reverte-justa-causa-mesmo-detendo-estabilidade-acidentaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/notas-juridicas\/trabalhador-nao-reverte-justa-causa-mesmo-detendo-estabilidade-acidentaria\/","title":{"rendered":"Trabalhador n\u00e3o reverte justa causa mesmo detendo estabilidade acident\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/NOTA-JURIDICA-SAMARONI11.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1714\" alt=\"NOTA-JURIDICA-SAMARONI[1]\" src=\"http:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/NOTA-JURIDICA-SAMARONI11.png\" width=\"600\" height=\"125\" srcset=\"https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/NOTA-JURIDICA-SAMARONI11.png 600w, https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/NOTA-JURIDICA-SAMARONI11-300x62.png 300w, https:\/\/www.cdlbc.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/NOTA-JURIDICA-SAMARONI11-250x52.png 250w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento, em decis\u00e3o un\u00e2nime, a agravo de instrumento interposto por um<br \/>\nempregado que tinha estabilidade acident\u00e1ria e, mesmo assim, foi demitido por justa causa pela empregadora. No processo, a empresa<br \/>\ncomprovou a motiva\u00e7\u00e3o da dispensa (faltas injustificadas, registro de jornada sem comparecimento ao trabalho e descumprimento do turno<br \/>\ndesignado pelo superior hier\u00e1rquico), derrubando, assim, a alega\u00e7\u00e3o do empregado de que a dispensa seria discriminat\u00f3ria pelo fato de ele ter<br \/>\nsofrido acidente.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\nNa a\u00e7\u00e3o judicial, o empregado, auxiliar de produ\u00e7\u00e3o, afirmou que a penalidade da dispensa por justa causa seria desproporcional \u00e0 conduta<br \/>\nalegada pela empregadora, S\u00e3o Fernando A\u00e7\u00facar e \u00c1lcool Ltda, e tamb\u00e9m discriminat\u00f3ria, apenas se livrar de um empregado portador de<br \/>\nestabilidade acident\u00e1ria. O auxiliar quebrou um dos dedos da m\u00e3o direita enquanto fazia o engate\/desengate da ca\u00e7amba de cana.<br \/>\nPara o empregado, a justa causa seria inaceit\u00e1vel diante da estabilidade e tamb\u00e9m pelo fato de haver trabalhadores no local com um n\u00famero<br \/>\nde faltas &#8220;absurdas&#8221; \u2013 de 85 e 34 dias \u2013 e que foram dispensados sem justa causa, enquanto ele teria tido apenas tr\u00eas faltas e outras duas<br \/>\ncondutas pun\u00edveis, insuficientes para se caracterizar falta grave.<br \/>\nA S\u00e3o Fernando, por sua vez, afirmou que a justa causa foi aplicada ao caso por des\u00eddia. A usina apresentou provas das faltas e demonstrou<br \/>\nque aplicou uma advert\u00eancia e tr\u00eas suspens\u00f5es ao auxiliar, antes de dispens\u00e1-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\nO ju\u00edzo de primeiro grau julgou improcedente o pedido do trabalhador de revers\u00e3o da justa causa, e o Tribunal Regional do Trabalho da 24\u00aa<br \/>\nRegi\u00e3o (MS) manteve a senten\u00e7a. Para o TRT, n\u00e3o ficou comprovada a alega\u00e7\u00e3o de dispensa discriminat\u00f3ria, diante da comprova\u00e7\u00e3o farta do<br \/>\nprocedimento faltoso do trabalhador e da grada\u00e7\u00e3o na aplica\u00e7\u00e3o das penas. Como o TRT negou seguimento a seu recurso de revista, o<br \/>\nauxiliar interp\u00f4s agravo de instrumento, para tentar trazer a discuss\u00e3o ao TST.<br \/>\nAo analisar o agravo, o ministro Hugo Carlos Scheuermann, relator, constatou que n\u00e3o houve viola\u00e7\u00e3o ao texto constitucional, como alegado<br \/>\npelo empregado. O ministro obserou que, de acordo com o quadro f\u00e1tico delineado no ac\u00f3rd\u00e3o regional, al\u00e9m das diversas faltas<br \/>\ninjustificadas, consta que o auxiliar, em algumas oportunidades, procedeu ao registro de jornada sem comparecimento ao seu posto de<br \/>\nservi\u00e7o, &#8220;situa\u00e7\u00e3o que, pela sua gravidade, diferencia-se daquelas retratadas em outros contratos de trabalho&#8221;. Concluiu, ent\u00e3o, que n\u00e3o<br \/>\nhouve conduta discriminat\u00f3ria do empregador.<br \/>\n(Elaine Rocha\/CF)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Fonte: Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o Social<\/em><br \/>\n<em>Tribunal Superior do Trabalho<\/em><br \/>\n<em>Tel. (61) 3043-4907<\/em><br \/>\n<em><a href=\"mailto:secom@tst.jus.br\">secom@tst.jus.br<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento, em decis\u00e3o un\u00e2nime, a agravo de instrumento interposto por um empregado que tinha estabilidade acident\u00e1ria e, mesmo assim, foi demitido por justa causa pela empregadora. 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