18 out 2013

Prejuízos deixados com a greve dos bancários vão além das perdas no comércio em Balneário Camboriú

grevebancos
Caixa Econômica Federal da Quarta Avenida, em Balneário Camboriú
[Carla Superti/ND Online Vale]
Os prejuízos deixados pela greve dos bancários encerrada essa semana vão além dos 12,9% registrados na movimentação do comércio de Santa Catarina. O presidente do Sindicato do Comércio de Balneário Camboriú e Camboriú (Sincomércio), Hélio Dagnoni, destaca a cobrança de juros para o pagamento de faturas atrasadas, e a redução no pagamento à vista em dinheiro que gira em torno de 22,7%.

 

Mesmo que a tecnologia tenha facilitado os pagamentos digitais e ampliado a rede de caixas eletrônicos, muitas atividades só podem ser realizadas dentro das agências, como negociações com gerentes, quitação de dívidas antecipadas, recálculo de boletos, saques de grande valor, cheques administrativos. A justificativa de que dava para pagar as contas nos correspondentes bancários como casas lotéricas, esbarra na limitação dos valores em R$ 700. “Infelizmente quem tinha duplicatas com valores elevados e acima dos limites das casas lotéricas precisou esperar a greve encerrar para pagar a divida, com juros”, destaca Hélio.

 

Os próprios caixas eletrônicos têm limitadores para o pagamento de contas.  “Quem teve que arcar com os prejuízos foi o comércio”, lamentou o dirigente sindical. Na opinião de Hélio, como qualquer tipo de greve que atinge o comércio, é preciso responsabilizar os responsáveis pelos movimentos para sejam garantidos os direitos individuais do restante da população.