26 ago 2013

Poupança está cada vez menos atrativa para jovens investidores

No entanto, para alguns, como o engenheiro Heden Barros, a segurança compensa

Pesquisa recente publicada pelo SPC Brasil mostra que pessoas com mais de 65 anos estão entre as mais endividadas. Em muitos casos, elas acabaram de se aposentar e os gastos só aumentaram. Para as novas gerações, pensar no futuro financeiro o quanto antes é a melhor saída para mudar essa estatística.

Aline Rabelo, consultora da Investmania, explica que o Brasil ainda é um País conservador quando o assunto é investimento. Por esse motivo, a caderneta de poupança imperou por tanto tempo. “Tudo isso em função de altas inflacionárias, mas já é possível observar muitas mudanças. As pessoas começaram a perceber que deixar dinheiro na poupança não está rendendo”, diz.

No segundo perfil da série que mostra como pensam e decidem investidores na faixa entre 20 e 30 anos, DINHEIRO traz a história de do engenheiro de computação Heden Barros, de 30 anos, que não abre mão de uma aplicação segura.

Nome: Heden Barros
Idade: 30 anos
Profissão: Engenheiro de computação
Perfil: Conservador
Investimentos: Poupança

DICA DO CONSULTOR

Aplicar dinheiro na Poupança é a consequência de conseguir realizar uma economia diária. Ao gastarmos menos do que ganhamos, teremos a capacidade de poupar recursos para, num futuro próximo ou distante, atingirmos um objetivo.

Barros conta que investe seus recursos em poupança desde os 20 anos, quando começou a trabalhar. “O que me incentivou a aplicar meu dinheiro nessa opção foi a meta de comprar um imóvel e de ter um fundo de emergências”, afirma. O engenheiro reconhece que a taxa de juros da poupança é baixa e que já pensou em buscar outros investimentos, como ações, mas o que o impede de prosseguir na modalidade mais arriscada é a falta de conhecimento. “Ainda penso em me aprofundar e ter outros tipos de investimento, mas nesse momento prefiro optar pela segurança que me dá a poupança”, diz.

No período que deixou o dinheiro aplicado, foram várias as vezes em que ele precisou sacar. “Acabei utilizando o dinheiro para emergências como o falecimento de parentes. No total, movimentei a conta umas cinco vezes.” A meta de Barros é, com o dinheiro aplicado atualmente, trocar de casa. “Eu vou utilizar parte do dinheiro aplicado como entrada e não como valor principal.”

Em que banco deixar o dinheiro?

Sobre a decisão de onde deixar seu dinheiro, Barros também é conservador. Ele conta que suas finanças estão aplicasas no Banco do Brasil. Pelo fato de ser funcionário público é o banco onde recebe seu salãrio. “Eu confesso que nunca pesquisei em relação a outros bancos e taxas.” Agora, Barros diz que está prestes a contratar um plano de previdência privada. Sobre suas aplicações, ele diz que não se arrepende e nem tem a sensação de que poderia ganhar mais com seus recursos em investimentos mais rentáveis. Porém, insiste na ideia de que, no futuro, pode sim pensar em outras modalidades.

Fonte: IstoÉ Dinheiro